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domingo

O DIVÓRCIO, A LEI E JESUS

Texto de Walter L. Callison

O divórcio e o novo casamento são temas que geram muita discussão.

O meu propósito é convidar o leitor a reconsiderar a atitude da igreja em relação ao novo casamento.“ A lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo “(João 1:17).

Será que os que estão sofrendo tragédias matrimoniais também receberam a graça, como descreve a Lei no Novo Testamento? É claro que afirmamos que a graça e a verdade vieram por Cristo Jesus. Então, como predomina a graça naqueles que sofreram a tragédia de um fracasso no matrimônio e um subseqüente divórcio? Cristo não ensinou apenas com palavras, mas também com sua vida. Ele deu novas idéias a seus seguidores, rejeitando o antigo ditado: “olho por olho, dente por dente” e enfatizando o amor, não entre eles mesmos mas em relação aos outros. Ele tirou a mulher da condição em que se encontrava e a fez ser reconhecida como pessoa. Ensinou também o respeito para com a antiga lei judaica.

Quando estudamos o que Jesus disse acerca do divórcio, devemos também estudar a vida que Ele levou junto com os que tinham destruído seu casamento, bem como o que ensinou sobre a lei judaica, especialmente a lei do divórcio. O que encontramos em suas palavras? Se uma pessoa divorciada se casa novamente, o que Ele nos diz? “Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra aquela. E, se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério?” (Marcos 10:11-12).
Nós podemos imitar a natureza compassiva e misericordiosa de Cristo, que enviou a mulher do poço em Samaria até a cidade para ser sua testemunha. Suas palavras, no entanto, será que negam suas ações? Por acaso as pessoas divorciadas que casam com outra estão vivendo em adultério? Estão proibidas de servir a Cristo? Devemos igualmente ouvir as palavras do apóstolo Paulo: “É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher” (I Tim. 3:2). Será que ele está falando de uma pessoa que se divorciou ou casou novamente? Sobre este aspecto, Lucas faz somente um comentário muito conciso: “É mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da lei. Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério: e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido também comete adultério” (Lucas 16:17-18).

Bem resumido, mas Jesus deixou claro que o Antigo Testamento tinha algo significativo a dizer.Existe uma lei! Quando foi perguntado pelos fariseus, no Evangelho segundo Marcos, se “é lícito ao marido repudiar sua mulher”, Jesus respondeu com uma pergunta: “Que vos ordenou Moisés?” Tornaram eles: “Moisés permitiu lavrar carta de divórcio e repudiar” (Mc. 10:2-4). Há uma lei!A lei se encontra em Deuteronômio 24:1-4, escrita bem antes de Jesus vir ao mundo. Josefo, que viveu um pouco depois da época de Jesus, referiu-se a ela como a “lei dos judeus”:“Aquele que deseja divorciar-se de sua esposa, por qualquer motivo (muito comum nos homens), deve registrar por escrito que nunca voltará a casar com aquela mulher. Portanto, ela terá a liberdade de casar com outro homem. Entretanto, enquanto essa carta de divórcio não lhe for dada, não poderá fazê-lo” 1Esta é a lei de que fala Deuteronômio”: “Se um homem tomar uma mulher e se casar com ela, e se ela não for agradável aos seus olhos, por ter ele achado coisa indecente nela, e se lhe lavrar um termo de divórcio, e lho der na mão, e a despedir de casa; e se ela, saindo de sua casa, for e se casar com outro homem...”(Dt. 24:1-2).

Essa lei ainda estava vigente na época de Jesus. Portanto, temos de tratar dos “títulos” da lei.A Bíblia fala apenas de um divórcio. Deus diz que Ele o fez. Em Jeremias três, Deus recordou a Judá que estavam procurando problemas. Israel tinha sido levado cativo. Deus disse a Jeremias que prevenisse a Judá de que ela tinha sido testemunha da infidelidade de sua irmã Israel, e que Deus a havia mandado embora e lhe dado carta de divórcio; mesmo assim, Judá não se arrependeu (Jr. 3:6-8).Havia outras coisas que os homens podiam fazer com suas esposas.

Muitos se casavam com mais de uma mulher, sem sequer incomodar-se de pensar em divórcio. Alguns destes foram servos de Deus: Salomão, Davi, Abraão e Jacó, por exemplo. Heróis das revelações de Deus, mas também produto da sua cultura.Se não se divorciava, o que fazia um homem daquela época com a primeira esposa quando tomava outra? Punha-a de lado. Há uma palavra para isto no Antigo Testamento, a palavra hebraica shalach. Ela é diferente da palavra que significa divórcio, que é keriythuwth (como em Jer. 3:8), que literalmente significa excisão ou corte do vínculo matrimonial. O divórcio legal era escrito como pedia Deuteronômio 24, e o novo matrimônio era permitido. Shalach normalmente é traduzido por “repudiar”.

As mulheres eram “repudiadas” quando seu marido se casava com outra, para estarem disponíveis quando este necessitava dela ou a queria novamente, repudiadas para serem sempre propriedade, como escravas, ou ficando em isolamento total. Eram dias cruéis para as mulheres. Elas eram “repudiadas” para favorecer outras, mas não lhes era dada carta de “divórcio” e, conseqüentemente, tampouco o direito de se casarem novamente. Essa palavra descreve uma tradição cruel e comum, mas contrária à lei judaica. Algumas das injustiças e do terror experimentados pelas mulheres daquele tempo que eram “repudiadas” podem ser vistas na descrição que o Langenscheidt Pocket Hebrew Dictionary (McGraw-Hill, 1969) faz da palavra shalach:“A fé cristã lançou raízes e floresceu em uma atmosfera quase totalmente pagã, onde a crueldade e a imoralidade sexual eram normais e onde a escravatura e a inferioridade da mulher eram quase universais. A superstição e as religiões rivais, com todo tipo de ensinos errados, existiam em todo o mundo”.Deus odeia o “repúdio”.

O profeta Malaquias, com seu coração compadecido, implorou ao povo de Deus que parassem com isso. A palavra traduzida por “repúdio” em Malaquias 2:16 não é a palavra hebraica para divórcio, mas é shalach, repúdio. Veja como Malaquias responde aos líderes que perguntavam como tinham cometido abominação em Israel e profanado a santidade do Senhor: “Perguntais: por quê? Porque o Senhor foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança. Não fez o Senhor um, mesmo que havendo nele um pouco de espírito? E por que somente um? Ele buscava a descendência que prometera. Portanto, cuidai de vós mesmos, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade. Porque o Senhor, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio e também aquele que cobre de violência as suas vestes, diz o Senhor dos Exércitos; portanto, cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis” (Mal. 2:14-16).

Depois veio Jesus, e suas palavras não negaram suas ações! “Ele falou disso quando disse: Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério; e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido, também comete adultério” (Lucas 16:18). Todo aquele que faz isso comete adultério! Essa prática era cruel e adúltera, porém não se tratava de um divórcio.A palavra do Novo Testamento traduzida por “repúdio” vem do verbo grego apoluo. Esta é a palavra que os autores do Novo Testamento usaram como equivalente a shalach (“deixar”ou “repudiar”).

Existe uma palavra hebraica para divórcio no Antigo Testamento, keriythuwth, equivalente a uma palavra grega no Novo Testamento, apostasion. O Arndt/Gingrich Lexicon Del Nuevo Testamento indica apostasion como o termo técnico para uma carta ou escritura de divórcio, remontando até 258 a. C.Apoluo, a palavra grega que significa deixar de lado ou repudiar, não significava tecnicamente um divórcio, apesar de às vezes ser usada como sinônimo. Tratava-se de um termo de domínio total masculino: o homem com freqüência tomava outras esposas e não dava carta de divórcio quando abandonava as anteriores. A lei judaica que exigia que se concedesse carta de divórcio (Dt. 24:1-4) era amplamente ignorada. Se um homem se casasse com outra mulher, quem se importava? Se um homem repudiasse (apoluo) sua esposa, sem incomodar-se de lhe dar carta de divórcio, quem se oporia? A mulher?Jesus se opôs. Disse Ele: “É mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da lei”(Luc. 16:17). E: “Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério;e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido também comete adultério”(Lucas 16:18).

A diferença entre “repudiar” e “divorciar” (no grego apoluo e apostasion) é crítica. Apoluo indicava que a mulher era escrava, repudiada, sem direitos, sem recursos, roubada em seus direitos básicos ao casamento monogâmico. Apostasion significava que o casamento terminava,sendo permitido um casamento legal subseqüente. O papel fazia a diferença. A mulher que tinha saído de casa podia casar-se com outro homem (Dt. 24:2). Essa era e lei. Como foi que começamos a ler “todo aquele que se divorcia da sua mulher” na passagem em que Jesus disse literalmente “todo aquele que repudia ou abandona a sua mulher?” Existem outras passagens, além de Lucas 16:17-18 em que Jesus falou desse assunto. Essas incluem Mateus 19:9, Marcos 10:10-12 (onde Marcos diz que Jesus determinou a validade da lei do homem igualmente para a mulher) e Mateus 5:32. Nessas passagens Jesus usou onze vezes alguma forma da palavra apoluo. Em todas as ocasiões Ele proibiu o apoluo, o repúdio. Ele nunca proibiu apostasion, a carta de divórcio, requerido pela lei judaica.Devemos traduzir a palavra grega apoluo por “divórcio”? Kenneth W. Wues, em sua tradução expandida do Novo Testamento, sempre vertia “repudiar” ou “deixar”, nunca “divorciar”. A tradução Revista e Corrigida de Almeida, a mais antiga em português, sempre usou “deixar” ou “repudiar”, da mesma forma a Revista e Atualizada.

Na versão mais antiga em inglês, produzida em 1611 por encomenda do rei Tiago (King James) temos um problema: em uma das onze vezes em que Jesus usou o termo, os tradutores escreveram “divorciada” em lugar de “repudiada” ou “abandonada”. Em Mateus 5:32 eles escreveram: “E aquele que casar com a divorciada comete adultério”. A palavra grega não é apostasion (divórcio), mas é uma forma de apoluo, a situação que não inclui carta de divórcio para a mulher. Ela, tecnicamente ainda estaria casada.Mateus 19:3-10 relata que os fariseus perguntaram a Jesus sobre esse assunto. Depois que Ele afirmou: “De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem” (v. 6), eles indagaram: “Por que mandou então Moisés dar carta de divórcio (escrita apostasion) e repudiar {a mulher}?” (v.7). Jesus respondeu: “Por causa da dureza do vosso coração” (v.8).O primeiro direito básico humano que Deus nos concedeu foi o de nos casarmos. Nenhuma outra companhia era adequada. Nos dias de Jesus os direitos humanos estavam concentrados apenas nos homens. Jesus mudou isso. Ele exigiu obediência à lei: demandou direitos iguais para a mulher no matrimônio.

A graça é abundante em Cristo Jesus! Jesus disse a esses homens que repudiar a esposa e casar-se com outra era adultério. Adultério! A lei (Deut. 22:22) prescreve a pena de morte como castigo para o adultério, tanto para o homem como para a mulher. Isso foi difícil de engolir para os homens que faziam com sua mulher o que lhes comprazia. Mateus 19:10 registra a seguinte reação: “Se essa é a condição do homem relativa à sua mulher, não convém casar!” Eles não viviam em uma cultura que esperava que o homem vivesse apenas com uma mulher por toda a vida, muito menos que desses direitos iguais à mulher se o casamento acabasse. Como foi que começamos a ler “aquele que divorciar sua mulher” nas passagens em que Jesus na verdade disse “aquele que repudiar ou abandonar sua mulher?”
Parece que o processo começou ali onde apoluo foi traduzido erroneamente como “divórcio” pela primeira vez, em 1611. A versão Standard Americana corrigiu o erro em 1901, mas nunca chegou a ser suficientemente popular para fazer muita diferença. Wuest teve o cuidado de evitar os erros mencionados, como vimos acima. Porém quase tudo o que foi impresso sofreu a influência da versão King James, e até os léxicos gregos americanos e os tradutores mais modernos parece que se deixaram influenciar por essa ocorrência, traduzindo apoluo por “divórcio”, mesmo quando o significado da palavra não inclui o divórcio por escrito (apostasion).

Assim, a tradição nos ensinou a ter em mente “divórcio”, mesmo quando lemos “repúdio”.Seria o divórcio por escrito a solução para a prática cruel do repúdio, como indica Deuteronômio? O capitulo 24 é uma evidência de que, assim como Deus ouviu as queixas no Egito e proveu libertação da sua escravatura, também ouviu as súplicas das mulheres escravizadas e as libertou do abuso, por meio de uma necessidade trágica, o divórcio. Trágica porque termina com algo que nunca deve terminar o matrimônio; necessária para proteger as vítimas daqueles que não obedecem as regras do nosso Criador, o Todo-Poderoso. Necessária, originalmente porque o homem repudiou a mulher, enredando-as em matrimônios ilegais, múltiplos e adúlteros. O divórcio é uma tragédia.

O divórcio é um privilégio, previsto como um corretivo para situações intoleráveis. É um privilégio que pode ser, e com freqüência é, abusado. O divórcio não é um quadro bonito, na maioria dos casos. Solidão, rejeição, um profundo senso de ter falhado, perda de auto-estima, crítica dos familiares, problemas com a educação dos filhos e muitos outros problemas assaltam os divorciados.O divórcio pode ser mais traumático que a morte de um cônjuge. A morte do cônjuge é difícil de ser superada, mas um cônjuge falecido não retorna mais. O divorciado normalmente retorna, e assim prolonga a situação.

O divórcio é, porém, como no tempo de Jesus, uma solução parcial para uma situação séria e cruel, e pode ser a única solução razoável. Pode ser necessária, mas sempre é uma tragédia. É fácil pregar contra o divórcio, mas é difícil para a igreja ser construtiva, provendo preparo para o casamento. Temos de estar prontos para prevenir alguns divórcios, ajustando nossas leis de divórcio ou proibições religiosas contra o divórcio, mas essas ações não prevêem o rompimento de matrimônios. Quando os casais permanecem juntos somente por preocupação com a notoriedade requerida pelas leis de divórcio, ou pela “segurança dos filhos”, o resultado pode ser uma tragédia.

Desastrosos triângulos amorosos, crueldade doméstica, abuso de crianças, homicídio e suicídio são algumas das conseqüências documentadas de casamentos que falharam, mas não terminaram. Que opção mais terrível! Um lugar em ruínas é uma tragédia, mas nunca esquecerei de um jovem que pôs uma pistola na boca, acabando, assim, com seu casamento como alternativa ao divórcio. Sua igreja tinha proibido o divórcio.Nossa taxa elevada de divórcios não é um problema real. O fracasso nos casamentos vem primeiro, depois o divórcio.

A taxa de divórcios é unicamente um indício da nossa alta taxa de casamentos ruins. Para corrigir isso temos de fazer mais do que pregar contra o divórcio: temos de revigorar os casamentos. Esse é o nosso desafio!Uma pessoa divorciada pode ser ordenada diácono ou pastor? O apóstolo Paulo, um homem instruído, conhecia a palavra grega para divórcio (apostasion) e conhecia sua cultura. Também sabia que Cristo aceita qualquer pessoa, até ele, o “maior dos pecadores” (I Tim. 1:15). É inquestionável que, naquela época, os homens tinham muitas esposas, escravas e concubinas. Cada uma dessas relações, abarcadas pelo termo poligamia, constituía adultério. Paulo rejeitou a escolha de homens nessa condição como líderes da igreja. A instrução de dar carta de divórcio em Deuteronômio 24 limitou o homem a uma só mulher, e ainda proibiu a poligamia e o adultério inerente a ela. Parece que Paulo concordava plenamente com isso quando diz: “É necessário, portanto, que o Bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar...” (I Tim. 3:2). Ele rejeita a poligamia, não o divórcio. Apesar de sérios abusos, a lei do divórcio (Dt. 24) ainda tem validade.
O divórcio é uma solução radical para problemas maritais insuperáveis. Ele termina com toda a esperança de que o matrimônio deve ser conservado, e declara publicamente que ele falhou. É preciso estar contrito nesse momento da verdade. O pecado relativo a essa falha tem de ser confessado. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça” (I João 1:9).

Isso também inclui o perdão de fracassos no casamento.

Ao contrário do repúdio, a carta de divórcio, exigida pela lei, provê um grau de dignidade humana para mulheres sujeitas ao abuso cruel da poligamia adúltera e aos caprichos de homens de coração endurecido. Não há nada tão atordoante como “quero divorciar-me de você”, não é verdade? O divórcio declara o término legal do matrimônio, portanto, se houver qualquer acusação de adultério ou bigamia, qualquer das partes pode voltar a casar-se novamente. O divórcio rompeu todos os laços maritais e todo controle da esposa anterior. O divórcio exigia monogamia estrita, prevenia o término unilateral e preservava o direito básico de casar-se.O mesmo ocorre hoje abandono, negligência, deserção, o que se queira dizer do coração duro que deixa a esposa por outra mulher sem divorciar-se foi e está proibido pelo mesmo Senhor Jesus Cristo (Mat. 5:32; 19:9; Mar. 10:11-12; Luc. 16:18).

Durante séculos, muitas comunidades cristãs têm interpretado esses ensinos de Jesus da seguinte maneira:

1. O divórcio é absolutamente proibido, ou melhor, é permitido somente no caso em que se admite ou comprova o adultério.

2. Uma pessoa divorciada não tem permissão para casar novamente;

3. Uma pessoa divorciada que casa novamente vive em adultério;

4. Alguém que se divorcia não pode ser ordenado diácono ou pastor

Todas as pessoas que mantêm essas convicções estão erradas.

As três primeiras são contrárias à lei de Moisés e estão baseadas em um versículo em que Jesus nem sequer usou a palavra grega para divórcio (apostasion); a quarta está baseada em um versículo em que Paulo também não a usou. A palavra que Jesus usou foi apoluo, “repudiar”.

O problema do qual Ele estava tratando é o repúdio, não o divórcio.Uma pessoa divorciada deve ter muita graça e determinação para servir em uma igreja que adota as quatro posições mencionadas acima. Como isso é possível, quando a igreja é o corpo de Cristo na terra, que deve funcionar e servir como Ele o fez em pessoa? Cristo, que aquela vez levantou sua voz em Jerusalém, precisa olhar do céu para baixo e levantar a voz para nós. Ele veio e chamou Simão o zelote, um radical anti-romano, e Mateus, um rejeitado servo de Roma, uma dupla tão incompatível como dificilmente se pode encontrar em nosso mundo de hoje; mas Ele os pôs para trabalharem juntos em seu Reino.
Depois eles foram para a Samaria. Ele se revelou diante de uma mulher cujos antecedentes de fracassos matrimoniais eram vergonhosos, e enviou-a para compartilhar a revelação de Deus em Cristo, como se ela fosse como qualquer outra pessoa. Ele tem de levantar sua voz quando vê que desperdiçamos nosso tempo tentando calcular a quem podemos proibir de servir em sua igreja. Jesus ministrou abertamente a todos os que se achegaram a Ele. Hoje, muitos dos nossos amigos divorciados têm medo das nossas igrejas. Eles sabem que alguma não combina com a Bíblia, em nosso ensino sobre divórcio. Podemos estar corretos, estando tão opostos a Cristo?

Nossas interpretações tradicionais nos separam das pessoas que receberam a Cristo? Se for assim, estamos equivocados. Ele veio para salvar os pecadores. As únicas pessoas que Ele sempre rejeitou foram os que queriam justificar a si mesmos, os religiosos “justos”. Será que nossa compreensão das suas palavras é correta, simplesmente porque não está de acordo com a sua vida? Pessoas divorciadas são gente! Por séculos, elas têm sido excluídas da comunhão e do serviço, da alegria e da igualdade, e até da salvação; pessoas pelas quais Cristo morreu.

Seja o divórcio pecado ou não, essa exclusão com certeza o é!

O Senhor nos deu a sua graça para sermos canais da graça de Cristo Jesus para os divorciados.

Walter L. Callison

9 comentários:

Anônimo disse...

Se é pecado a poligamia e se é pecado a utilização de bebidas alcoólicas; porque Deus não revelou isso aos seus servos do passado e não os condenou?

Monogamia & Bebidas Alcoólicas

Estes dois assuntos representam ordens Divinas, ou tradições humanas, em função de culturas regionais em certas épocas, ou dogmas religiosos?

Quanto à abstinência, temos na Bíblia algumas proibições (poucas por sinal e bem definidas, restritas e não generalizadas) para o uso de bebidas alcoólicas (expressas como Vinho e Bebida Forte).

Como dissemos, as proibições estão muito bem caracterizadas, e restritas a pessoas, ocasiões, ou situações específicas bem definidas, e/ou mesmo funções dentro da igreja, e não generalizadas, como hoje as agremiações religiosas colocam, como condição “sine qua nom”, para as pessoas fazerem parte, ou serem excluídas das mesmas.

Analisemos esses casos:

1)- Proibido aos sacerdotes, quando no exercício de sua função; Levítico 10:9

2)- “ aos nazireus, enquanto durasse o período;.................. Números 6:2 a 4

3)- “ à mãe de Sansão.......................................................... Juízes 13:4

4)- “ como costume aos bispos.(“não dados ao vinho”) ... I Tim. 3:3 e Tito 1:7

5)- “ o excesso aos diáconos (“Não dado a muito vinho”)... I Timóteo 3:8

6)- “ a João Batista............................................................... Lucas 1:15

OBS: Hoje temos vinagre de vinho e vinagre de álcool. Naquele tempo chamava-se; vinagre de vinho, e vinagre de bebida forte, o que nos leva a entender que o que a Bíblia chamava de bebida forte, seria o que hoje chama-se de bebidas alcoólicas, além do vinho. Números 6:3

Por outro lado, o uso de vinho e (ou) bebida forte, foi autorizado especificamente nos seguintes casos:

1) – Ao ex-nazireu após o fim do seu nazireado........................... Números 6:20

2) – A Timóteo (receitado por Paulo por causa da saúde de Timóteo) I Tim. 5:23

3) – Aos dizimistas........................................................ Deuteronômio 14:26

4) – Davi deu a cada israelense, um frasco de vinho....... I Crôn.16:3 e II Sam.6:19

Além disso, havia nos rituais religiosos o uso de vinho e/ou bebida forte (Bebidas alcoólicas), como podemos ver;

1) – Vinho nas ofertas das Primícias................................. Levítico 23:13

2) – Bebida Forte, nos holocaustos contínuos....................Números 28:7

3) – Vinho em outras libações.............................................Números 28:14

Na época de Neemias como governador, além da mesa farta (Um boi e seis ovelhas diariamente), de dez em dez dias ele servia “muito vinho de todas as espécies” conforme relato em Neemias 5:18, o que se fosse hoje talvez chamássemos de; Vinho Tinto, Vinho Seco, Vinho Suave, Vinho Licoroso, etc.

OBSERVAÇÃO: Em todas as coisas, inclusive nos alimentos bons, deve haver equilíbrio e moderação, de maneira muito especial. Em relação a bebidas alcoólicas, mais se faz sentir a necessidade desses dois fatores (equilíbrio e moderação), especialmente por três senões:

1) – A pessoa pode se transformar num alcoólatra;

2) – A pessoa alcoolizada pode ser um perigo;

3) – O uso exagerado pode causar dependência e doenças.

Não estamos com essas considerações, querendo estimular o uso de bebidas alcoólicas, mas alertamos que a Bíblia não apresenta um mandamento proibindo, nem mesmo uma proibição ampla e generalizada, como a maior parte das corporações religiosas o fazem.

MONOGAMIA - E - POLIGAMIA

Nesse assunto, vemos no mínimo o silêncio bíblico e, portanto o do próprio Deus, no sentido de ordens, determinações, ou mesmo proibições, em relação à BIGAMIA ou

POLIGAMIA, que se tornaram um “bicho papão” para as diversas denominações religiosas, influenciando o poder público no sentido de criar leis que estabeleçam a

MONOGAMIA, como o único caminho correto. Pelo contrário, temos poucos países no mundo moderno, que reconhecem e oficializam mais de um casamento para o homem.

Contrário a essa tendência hodierna, vemos na Bíblia, a normatização quando um homem tivesse mais de uma esposa;

A) – “Se lhe tomar outra, não diminuirá o mantimento, o vestido e a obrigação marital” (que pode ser entendido como: Sexual).........Êxodo 21:7 a 10;

B) – “Quando o homem tiver duas mulheres, uma a quem ama e outra a quem despreza e o primogênito for da desprezada, ... ao filho da desprezada reconhecerá por primogênito”................................................... Deuteronômio 21:15 a 17

(Veja que aqui regulamente o direito do primogênito, mas não proíbe 2 mulheres).

Analisemos vários exemplos de homens que tiveram mais de uma esposa, todos registrados na Bíblia;

1 – ABRAÃO: Teve Sara e Agar, e também concubinas.......Gên. 16 e 25:6

Se Deus conversava com Abraão, porque nunca o corrigiu nisso?

2 – JACÓ/ISRAEL: Casa com Lea, depois com Raquel, e toma suas servas como concubinas (Gênesis 35:22) e Deus continuou se comunicando com ele, conforme lemos em Gênesis 31:3, 32:1 e 46:3 e 4.

Se Deus se comunicava direto com Jacó, porque nunca o repreendeu pela POLIGAMIA?

3 – Moises casou com outra (Além de Zípora com quem tinha dois filhos, conforme Êxodo 2:21 e 22), com a mulher cusita, conforme Números 12.

Se Deus falava com Moises cara a cara, conforme o capítulo 12 de Números, porque no incidente da rebelião de Arão e Mirian, não repreendeu Moisés, mas só seus irmãos que o estavam criticando?

4 - Salomão: Este foi sem dúvida alguma, o campeão em número de mulheres entre esposas e concubinas, que totalizavam 1.000. Seu erro foi o número de mulheres?

Respondemos: Conforme os relatos em I Reis 11:1 a 13, e II Reis 23:13, vemos que seu pecado pelo qual foi advertido por Deus, foi a “IDOLATRIA” e não a poligamia.

5 – Davi, pai de Salomão, rei de Israel – o “HOMEM SEGUNDO O CORAÇÃO de DEUS”, quando reinou em hebrom, tinha seis (6) esposas, conforme encontramos em II Samuel 3:14, mais Mical, filha de Saul, e quando mudou seu governo para Jerusalém, teve mais mulheres e concubinas, conforme os relatos encontrados, em II Samuel 5:13 e II Samuel 11, mais Bate Seba, a mulher de Urias.

Perguntamos: A advertência que ele recebeu de Deus através do profeta Natã foi pela poligamia?

Respondemos: NÂO. – Foi advertido pelo adultério com Bate-Seba e o assassinato de Urias, marido dela.

** Podemos ser argüido então: Mas a partir da segunda esposa ele já não estava vivendo em ADULTÉRIO ? Então O QUE É ADULTÉRIO? Não é manter relações sexuais com uma mulher com a qual não é casado, ou com outra mulher além da esposa ?

Respondemos: A Bíblia nos responde, com Levítico 20:10, e Jeremias 29:23.

CONCLUSÃO: Adultério para o Homem é manter relações com mulher de outro homem (casada, portanto); Adultério para a mulher, é quando é casada, e se relaciona com outro homem (além de seu marido).

6 – O sacerdote Joiada, deu ao rei Joas duas esposas. II Crônicas 24:3

Perguntamos: Qual foi o pecado de Joás?

Respondemos: Idolatria (Não bigamia) – II Crônicas 24:18

OBS: 1- Os pecados e seus castigos para Israel, foram por causa da idolatria, conforme encontramos em II Crônicas 7:22.

OBS. 2 – Se a bigamia ou poligamia fossem pecado;

A) – Porque Deus incluiu o mandamento “Não terás mais de uma esposas?

B) – Porque Deus não advertiu; Abraão, Jacó, Moisés, Davi, Salomão, Gideão, e outros, que eram bígamos ou polígamos, com os quais Ele se comunicava diretamente ou por profetas?

OBS. 3 – Porque o ponto alto em todo o Velho Testamento, foi o de advertência quanto à IDOLATRIA, e não a Poligamia?

SUPER OBSERVAÇÃO: Porque Paulo coloca restrições quanto ao uso de bebidas a alcoólicas e estabelece a MONOGAMIA, como condições para os líderes religiosos (bispos e diáconos)?

RESPOSTA: Sem sombra de dúvida, era porque os membros praticavam ambos os aspectos acima discutidos. Caso fosse como é hoje, nem seriam aceitos como membros se usassem bebidas alcoólicas, quanto mais teriam cargos na igreja cristã primitiva.

Irmãos queridos, não sou bígamo nem alcoólatra, e não pretendo ser nem um nem o outro, apenas fiz um levantamento criterioso para que hoje, se eu vir um irmão tomando um copo de vinho, ou outra bebida, eu não me escandalize com ele.

Quanto ao assunto BIGAMIA, existem alguns aspectos a ser considerados; Por exemplo no Brasil, nosso país, as leis não permitem realizar o casamento de um homem (ou mulher) já casado (a), portanto seria impraticável. Outro aspecto no qual a maioria dos homens não poderia ser polígama é que poucos teriam condições financeiras para manter uma família paralela.

Posso então ser questionado: Então porque o irmão levantou esses assuntos? Respondo; Apenas para cultura geral na Bíblia, e para não estarmos incorrendo nos percalços dos fariseus do tempo de Cristo, que estavam mais preocupados com as tradições do que com as verdades da palavra de Deus.

Que Deus sempre nos ilumine e guarde, até à volta de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo em glória.

Irmão @@@@

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Pequena nota do Editor:

Para reflexão do irmão @@@@ e todos os demais.

Sabemos que um cigarro apenas não mata uma pessoa e ha pessoas que fumam muitos anos sem sofrer graves danos a saúde. A bíblia não diz que fumar é pecado e o fumo é prazeroso para muitas pessoas, mas diz que Deus destruirá aqueles que destroem seu próprio corpo. I Cor. 3:16-17. Não precisamos dizer o quanto o fumo é prejudicial ao corpo, então fica a pergunta: Fumar é pecado?

Sabemos que Deus fez a terra para que o homem cuidasse dela, não para que a destruísse. A biblia não diz que é pecado cortar árvores, mas, Deus diz que destruirá aqueles que destroem a terra. Apoc. 11:18. Pergunto: É pecado cortar árvores?

A bíblia não diz que é pecado usar bebidas alcoólicas, mas, sabemos o quanto é prejudicial os efeitos do alcool em nosso organismo, precisaria a bíblia estabelecer um mandamento para abstinência de bebidas alcoólicas?

A bíblia não diz que a poligamia é pecado, mas relata todos os problemas vividos por aqueles que se tornaram poligamos. É de fato necessário um mandamento para nortear nossa vida neste sentido?

A poligamia é fruto da vontade de Deus ou da vontade do homem? É do espírito ou da carne?

Podemos arrumar muitos argumentos para defender um lado ou outro, mas, uma coisa é certa, aqueles que amam a Deus e querem por isso agradá-lo, sempre saberão qual o melhor caminho a seguir em suas vidas.
MINISTÉRIO ADVENTISTA BEREANO

Anônimo disse...

A paz do Senhor para todos, na verdade somos dotados de uma conciência, e sabemos muito bem aquilo que fazemos, se é certo ou errado, muitas vezes queremos achar certos versiculos na biblia para nos enveredar nas coisas erradas, para satisfazer o nosso EU, arranjamos uma serie de confusões, e queremos que Deus resolva, mas prossigamos na verdade, pois "texto sem contexto é pretexto para varias heresias" e hoje temos uma coisa muito especial que é o Espírito Santo de Deus, que nos alerta, quando caminhamos para o lado errado da vida, dê espaço para Ele Governar a sua vida, e comerás e viverás o melhor dessa terra.

A Paz do Senhor.

Diacono Rodrigues da Igreja Metodysta Wesleyana.

Evangelista Clayton Tomaz disse...

é um assunto difícil mesmo de ser vivido. Mas, creio que Deus irá trabalhar por todos nós e continuar nos orientando para a Salvação.

EDUARDO LUIZ elpg disse...

Com ou sem Deus ,a pessoa se divorciar de quem jurou honrar pra se casar com outra e a maior das sacanagens ,pouco importa o que Deus ensina,o adulterio e pratica mais suja da terra.So perde pra aquele que olha e nao faz nada

Anônimo disse...

Essa polêmica entre os evangélicos com respeito ao divórcio e ao repúdio, foi tirada da Lei de Moisés e dada aos fariseus Há dois mil anos atrás. Será que podemos contextualizá-la para os nossos dias e também à nossa Lei Civil? Será que Jesus não usaria a Lei em vigor de cada país para instruir o homem moderno? Assim não seríamos como os Adventistas, que escolhem algumas leis mosaicas para cumpri-las...
Trazer as leis de Moisés para aplicação no mundo de hoje não faz sentido. Não temos o "instituto do repudio" e o divórcio da nossa Lei é completamente diferente da constituição mosaica.
Devemos tratar o casamento pelo lado espiritual e o divórcio só acontece quando pelo menos um dos lados envolvidos está mal com ele e com Deus. Uma vez que adquirimos o sentido do "andar com" (ou como) Jesus, consequentemente os nossos relacionamentos familiares serão resolvidos de maneira otimizada e muito melhor do que a simples observação do que mandava a Lei de Moisés.
As instruções da graça de Jesus também sobressaem com respeito ao casamento e divórcio. Casamento nunca foi motivo para repristinação da lei de Moisés, pelo contrário, a mentalidade de quem está "na graça" é de paz e harmonia para com os que estão em sua volta, coisa que a Lei de Moisés não pôde fazer.
Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus. Romanos 8:1.

simone de oliveira cardoso disse...

Boa tarde!
Tenho pesquisado a respeito do divórcio e gostaria de saber o seguinte: A pessoa aceitou Jesus e se casou com uma pessoa divorciada, ela é adultera? Em caso positivo o que fazer, ela deve se divorciar do marido e ele se reconciliar com sua ex-mulher ?

Anônimo disse...

Sim! O adultério é um pecado contínuo que envolve relações sexuais entre pessoas que não têm permissão dada por Deus para coabitar. O pecado não está meramente no ato de fazer um voto de casamento, mas na conseqüente posse de um cônjuge ilícito. Não era errado somente para Herodes tomar Herodias como sua esposa; era ilícito para ele tê-la (Marcos 6:18). Para retificar esta situação perante Deus, a separação teria sido necessária. Quando o pecado é adultério, os frutos do arrependimento requerem o fim da prática (Mateus 3:8; 1 Coríntios 6:9-11). Tão certamente como ladrões, bêbedos e homossexuais têm que cessar suas práticas ímpias, os adúlteros têm que deixar suas relações ilícitas.
Em 1 Coríntios 7:10-11 Deus disse: aos casados dou este mandamento, não eu, mas o Senhor: Que a esposa não se separe do seu marido. Mas, se o fizer, que permaneça sem se casar ou, então, reconcilie-se com o seu marido. E o marido não se divorcie da sua mulher.
Romanos 7:2 - Por exemplo, pela lei a mulher casada está ligada a seu marido enquanto ele estiver vivo; mas, se o marido morrer, ela estará livre da lei do casamento.

Marcos 10: 11-12- “Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra aquela. E, se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério?”

Não sou expert no assunto. Estou na busca das respostas mas, penso que, se por ventura adulterar procure levar uma vida em santidade, ou seja, mantenha os laços estreitos com o Criador como fez o rei Davi.

Att

Flavio disse...

Esse assunto e tão polêmico, que não há um consenso no meio cristão.
Só Deus para trazer a luz da sua palavra.
Entendo que quando somos cristão não podemos abrir mão do nosso casamento, a não ser em caso de adultério. Mesmo assim se possível devemos perdoar.

Renan Ramalho disse...

Seria fundamental para uma discussão tão profunda colocar as referências. Adorei o texto, mas achei isso uma falha considerável.