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domingo

CEGOS DE VISÃO PERFEITA

“Se vocês fossem cegos, não teriam culpa! – respondeu Jesus. – Mas, como dizem que podem ver, então continuam tendo culpa” (João 9:41)

Há crentes que possuem uma dificuldade enorme de enxergar. De SE enxergar.

Digo isso porque o que vejo é um monte de gente que se ufana por ser filho de Deus, de ir para o céu e de ‘ser melhor’ que os ‘infiéis’. E é exatamente com essa última declaração que começam os problemas dessa falta de visão e percepção de si mesmos.

Muitos se acham melhores do que os que não são crentes e por isso julgam gozar de uma superior espiritualidade, que na verdade na passa, na maioria das vezes, de superioridade auto-sugerida, um auto engano, em virtude da suposta detenção da informação histórica do evangelho, que nem sempre é colocada em prática.

Seguir Jesus não é virar um estereótipo da religião: aprender a linguagem, costumes e roupas que o identifiquem como ‘crente’; E sim uma atitude de espírito que vai além da letra e da fala e começa a ser demonstrada nos atos, nos tratos, no aconchego, no sofrimento, no alento e na importância que damos ao outro. É porque essa relação que temos com Jesus, só vai ser demonstrada de fato, não quando pegamos a bíblia e vamos até a igreja com as vestes adequadas ao ambiente religioso, e onde tudo se reveste da cerimônia do culto, e entramos no 'transe' do comportamento adequado ao lugar, e sim quando estamos no dia-a-dia, nos relacionando com as pessoas e conseguimos exalar o bom perfume de Cristo aos que estão à nossa volta, sem mesmo ter que abrir a boca para falar nada, posto que nosso agir, olhar e tratar nos denunciam como filhos de Deus.

Mas um grande número de crentes costuma mentir, enganar, passar a perna no amigo de trabalho para assumir tal cargo, bajular a chefia, entregar os outros, falar da vida alheia, se meter aonde não é chamado, querer tomar vantagem em tudo, comprar baratíssimo e vender caríssimo e... ainda assim se achar melhor que o outro apenas porque tem um cartão de membro duma igreja evangélica e/ou se julga conhecedor da verdade, o que lhe coloca num lugar de maior juízo diante de Deus, conforme disse Jesus!

Ora, se orgulham por conhecer Jesus, e conhecendo-o praticam coisas que são iguais ou piores que as praticadas pelos ‘ímpios’, posto que dizem que conhecem a verdade ao contrario daqueles, logo, estão passivos de um maior juízo, pois conhecem a verdade! E será que conhecem mesmo?

Jesus chegou para você como informação histórica e melodrama salvídico, que você chora porque o 'coitadinho sofreu tanto', ou como o salvador da alma, regenerador do espírito e garantidor da vida eterna, o Deus-Homem que sendo Deus se torna homem para se dar pela sua criação?

Jesus é apenas aquele que pode me valer quando a coisa está brava, um suporte, um amuleto psicológico, uma muleta espiritual, ou como o salvador da Alma, filho de Deus, que se importa comigo, e embora sendo eu quem sou ainda assim me ama?

Não importa como a mensagem de Jesus chegou até você, o importante é se depois a 'ficha caiu'!

É hora de olhar pra dentro, de parar de se auto-enganar e ‘examinar-se a si mesmo’ e ver o quanto precisamos ser modelados pelo grande oleiro! E saber que a diferença dos que se salvam e dos que se perdem, não está nas próprias forças ou atos justificatórios, ou na santidade ‘santarada’ que aprofunda ainda mais a alma na perversão, pela negação da própria humanidade sem submetê-la à Palavra de Deus; mas a grande diferença é a graça de Deus em nossa vida!

É necessário aquele 'segundo toque de Jesus' tal qual no homem que curado da cegueira, mas que ainda via 'homens que andavam como árvores'(Mc.8:22-26). São pessoas que conhecem Jesus mas ainda possuem uma visão deficiente!

Portanto quando você se julgar que vê, cuide para que não esteja ainda vendo 'homens que andam como árvores'!

“Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os olhos com colírio, para que vejas” ( Ap.3:18)

Moisés Almeida

quinta-feira

O CÉU - DESEJO DE TODO CRISTÃO

"Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe" (Ap. 21:1)

Hoje não se prega muito sobre o céu. A teologia da prosperidade tirou o desejo do céu da alma de muita gente! Com a promessa de ‘um céu’ aqui na terra, onde o crente não fica doente, acumula riqueza, vive um ciclo infindável de prosperidade, quem quer ir para o céu? É melhor ficar aqui mesmo.

Por outro lado quando vejo certos pregadores falar sobre o céu, dá uma vontade enorme... de não ir pra lá! É um cenário muito tedioso: “um monte de gente cantando pra sempre sem parar, um rio de águas cristalinas, anjos voando de um lado para o outro, blá, blá, blá”.

Sinceramente existem parques de diversões mais interessantes que isso, e não fora a outra opção, o inferno, nem dá vontade de ir pra lá.

As visões de João na ilha de Patmos foi apenas uma sombra, um pequeno vislumbre do que realmente será o céu. João fazia comparações de coisas terrenas para exemplificar as celestiais, sem falar das inúmeras alegorias presentes no livro inteiro.

João na verdade viu apenas a vitrine do céu! A pontinha do Iceberg! O céu é muito mais!

João e Paulo falam de algumas coisas que não existirão no céu:

1 - Não existirão mais mares.
"Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe" (Ap. 21:1).

2- Não haverá choro.
Não teremos nenhuma necessidade dessas coisas, pois os textos das escrituras implicam em que nem precisaremos de glândulas lacrimais. "(Deus) lhes enxugará dos olhos toda lágrima" (21:4). Segundo João, as lágrimas simplesmente não existirão no céu.

2 - Não haverá mais farmácias, hospitais, médicos, enfermeiras, ambulâncias, analgésicos ou receitas. João diz,
"Já não haverá... dor" (21:4).

3 - Não há inválidos no céu, nem cegos, surdos, ou corpos em declínio.
“Num momento, num abrir e fechar d’olhos, ao ressoar da última trombeta... A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1 Tss.15:50,52).

4 - Não haverá relógios no céu, pois o tempo não existirá mais.
João escreve que um anjo apareceu diante dele de pé sobre o mar e a terra. O anjo então levanta a mão para o céu e, segundo João, “Jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe: Já não haverá demora” (Apocalipse 10:6).

5 - Não haverá templos. E nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor, Deus Todo-poderoso, e o Cordeiro. Ap. 21:22 ( É, não tem 'igreja' no céu! rsrsrsrsr)

6 – Não haverá maldição: “E ali nunca mais haverá maldição” Ap. 22.3

7 – Não haverá noite, nem luz do sol, pois Deus é a sua lâmpada – Ap.22.5


Porém, tem muita coisa que Paulo nem João, nem José nem ninguém viu:

“ O que o olho não viu (olho de João, de Paulo), e o ouvido não ouviu, nem nunca subiu ao coração do homem, isso Deus tem preparado para aqueles que o amam”

Na verdade teremos a eternidade para explorar o céu e ainda será pouco para a glória que nos está preparada!

Fico triste quando vejo as pessoas se alegrarem com a notícia de que “ as ruas da cidade são de ouro” e suas mentes remetem apenas ao valor monetário da questão. Ora, o ouro é precioso aqui na terra justamente pela sua raridade, agora pergunto a você: que valor tem o ouro num lugar onde até as ruas dele são feitas? Nenhum! E aí está a mensagem! O que reportamos como mais preciso aqui na terra, não tem valor algum no reino dos céus, posto que na glória que haveremos de viver será de muito mais esplendor que nem todo ouro do mundo podem comprar!

Mas a maioria vai ver a cotação do ouro para ter uma visão monetária do céu!

É hora de tornarmos a ter ‘saudade’ do céu. Desejo do céu. Para que o céu não seja importante apenas para as ‘piadas, anedotas e contos’, mas sim a certeza e a esperança daqueles que crêem naquele que disse: “Eu irei e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu esteja, estejais vós também”.

Maranata! Ora vem Senhor Jesus!

Moisés Almeida

sexta-feira

O TANQUE

Texto de: Ricardo Gondim.

Era uma vez, uma cidade muito, muito importante; considerada o centro do mundo porque fatos notáveis aconteceram em suas colinas. Primeiro conhecida como a cidade de Davi, depois Jerusalém, ela se tornou a sede da religião dos judeus, cristãos e muçulmanos - que a consideram sagrada.

Em Jerusalém havia um chafariz que ficava próximo de uma feira de animais. Como sempre foi uma cidade bem mística alguém começou a dizer que as águas desta fonte eram miraculosas. Rapidamente, a notícia ganhou dimensões extraordinárias e espalhafatosas; no mercado, dizia-se que um anjo vinha do céu uma vez por ano, movia as águas e o primeiro doente que mergulhasse, seria curado.

Multidões se formaram, todos aguardando um milagre. A administração municipal de Jerusalém, interessada na romaria, mas também por razões humanitárias, resolveu construir um pavilhão para abrigar tanto enfermo. Edificaram um prédio imponente, com um alpendre de cinco pavimentos, que se lotava de paralíticos, cegos e doentes de toda a espécie. Devido a essa enorme expectativa, sempre adiada, de que uma pessoa (só uma) seria brindada com um milagre, o lugar foi denominado, ironicamente, de Betesda - que significa “casa de misericórdia”.

Conta-se que muitas famílias, para se verem livres dos doentes, os abandonavam nos alpendres do tanque de Betesda. Os ricos compravam escravos para os ajudarem a entrar nas águas. Alguns alugavam as bordas mais próximas, que possibilitavam melhor acesso. Todos queriam o seu milagre e, lógico, os mais abastados, sagazes e famosos, se sentiam perto da graça.

Os pobres e os doentes graves, os destrambelhados, acabavam no fundão do tanque. A esperança deles desvanecia, mas logo chegavam notícias, aqui e acolá, de que alguém acabava de receber o seu milagre - no mercado ao lado, os agraciados contavam sua história e os crédulos e atentos peregrinos que visitavam Jerusalém retransmitiam os testemunhos. Assim, a esperança de cura ficava adiada por mais um ano.

Jesus não vivia em Jerusalém. Aliás, ele residia longe desse ambiente supersticioso – em Cafarnaum, mas sabia dos boatos. Em uma de suas visitas à cidade, resolveu visitar o tanque de Betesda. Com certeza, o que viu foi pior do que lhe contaram.

As pessoas afirmavam que o anjo descia até o tanque anualmente, mas ninguém sabia a data exata. Irrequietos, os doentes mais hábeis saltavam, esporadicamente, para se anteciparem ao anjo. A confusão era constante. Os que se sentiam melhor, corriam pelos corredores gritando “aleluia” e outros, nervosos e frustrados, desmentiam os milagres. Vez por outra, levantavam-se profetas prevendo o dia preciso em que o anjo visitaria o local. Certos doentes jaziam por anos e anos em total mendicância, esperando o momento da cura que não chegava nunca. O estado de alguns era deplorável. Escaras cheiravam mal e piolhos podiam ser vistos a olho nu nos cabelos de certas mulheres.

Diante dessa realidade tão perversa, Cristo passou ao largo dos mais capazes, dos mais ricos e dos que menos precisavam de cura; dirigiu-se para um dos cantos esquecidos do tanque de Betesda e encontrou um homem que esperava por seu milagre há trinta e oito anos. Ninguém sabe seu nome, mas, com certeza era um pobre; sua família, ocupada com a sobrevivência, se esquecera dele fazia algumas décadas.

Jesus aproximou-se do paralítico e perguntou: “Você quer ser curado”? Ele respondeu dentro da lógica que aprendera: “Senhor, não tenho ninguém que me ajude a entrar no tanque quando a água é agitada. Enquanto estou tentando entrar, outro chega antes de mim”. De um só fôlego, Jesus ordenou: “Levante-se, pegue a sua maca e ande”. Imediatamente o homem pegou a maca e começou a andar.

A passagem de Jesus pelo tanque de Betesda aconteceu num sábado, o dia sagrado dos judeus, porque ele tinha um propósito: mostrar que a religião se preocupa, prioritariamente, com a sua estabilidade. Os religiosos sobrevivem da ilusão e não têm escrúpulos de gerar falsas expectativas em pessoas fragilizadas.

Quando aquele senhor abandonou o tanque de Betesda com a sua maca nas costas, Jesus deixou uma mensagem para a cidade de Jerusalém: "Os milagres que procedem de Deus não premiam quem souber se mostrar hábil, santo ou rico – Deus não faz acepção de pessoas, nem busca transformar os espaços religiosos numa corrida desenfreada pela bênção onde só os mais fortes sobrevivem".

O tanque de Betesda é metáfora que lembra a humanidade que Deus olha graciosamente para os desfavorecidos, para os que não têm a menor possibilidade de se safarem dos torniquetes perversos da injustiça, para os mais indefesos – órfãos e viúvas, por exemplo.

Cristianismo deve, portanto, assumir o compromisso de continuar visitando os campos de exilados (Darfur), as clínicas de Aids (África do Sul), as periferias miseráveis das grandes cidades (Brasil) para anunciar a mais alvissareira de todas as notícias:

Deus não se esqueceu dos pobres.

Soli Deo Gloria.

domingo

CUIDE DE SEU MAIOR MINISTÉRIO: SUA FAMÍLIA!

"Mas, e alguém não cuida dos seus, e especialmente dos da sua família, tem negado a fé, e é pior que um incrédulo".

Sempre vejo pessoas muito ligadas a atividades na igreja, e fazem disso a maior prioridade de suas vidas. Afinal, se deve ‘buscar primeiro o reino de Deus’ e assim as demais coisas são tratadas com menor importância.

Não é de admirar que muitos obreiros ‘bem sucedidos’ tem um péssimo relacionamento com sua própria família. São filhos desviados, enterrados nos vícios, a esposa mal amada, maridos mal cuidados, casas descuidadas entre outras coisas.

Conheci um obreiro que se preocupava muito em dar conselhos a rapazes e moças de sua igreja e não percebeu que estava perdendo o próprio filho, que precisava de sua atenção e ternura, e quase foi tarde demais.

Dentre os ministérios mais importantes que você tem em sua vida, o primeiro destes é a sua família.

Vejo pessoas que estão dispostas a pregar o evangelho até no Iraque, por amor a Jesus, mas não se importam com os desviados e descrentes de sua própria família, além de muitas vezes não ‘pregarem com suas próprias vidas’ para a conversão destes.

Ao invés de darem sua vida numa missão suicida na terra de Saddam, poderiam apenas pregar com suas vidas, num testemunho de fé e amor para a conquista de seus próprios familiares.

Muita gente leva à risca o ‘deixar pai, mãe, filhos, por amor de mim’ e o fazem as vezes de forma inconsciente. O que Jesus queria dizer é que Ele era mais importante e não que a família não tinha alguma importância. Paulo é enfático em dizer que devemos cuidar dos nossos, e diz mais que se não tomamos conta de nossa casa, poderíamos tomar conta da casa de Deus? (1 Tm 3:5)

Muitos obreiros só ‘conversam’ com seus filhos quando estes fazem algo errado e sua preocupação não é exatamente com eles e sim com sua própria imagem na igreja. Desejam que seus filhos sejam ‘exemplo’ para a comunidade, sem enxergar a humanidade deles! Viram carrascos para manter a aparência!

Muitos obreiros já não tem o prazer em sair num domingo para passear com sua família, comer aquela pizza, almoçar fora, fazer uma viagem, ou pelo menos perguntar como foi o dia de seu filho ou da sua esposa. Sempre tem uma atividade na igreja para cumprir, sempre tem um evento a participar. Possuem um senso de ugência tão tal em realção ao 'reino' que não podem parar um instante para os seus. São tomados pelo messianismo de salvar o mundo enquanto perdem sua própria família, e no final para se sentirem menos culpados, tentam se convencer que foi o ‘preço’ pago pela ‘obra’.

Que adianta ganhar o mundo todo de honrarias, ‘reconhecimentos’, e trabalhos, e perder o amor de sua família?

Acredite amado, no final o que fica é a nossa família. Um dia você será no máximo uma boa lembrança na vida de muita gente, mas será sua família que lhe ajudará no momento da velhice e doença.

Arrume tempo para sua família, ame, pergunte, chore, discipline, ria, sofra, gargalhe, cante e ore com, e pela sua família. Esse é o seu ministério! Quanto as demais coisas...lhe serão acrescentadas!

Moisés Almeida

HERESIA REPENSADA

Ricardo Gondim.

Heresia é a pretensa posse do monopólio da verdade por qualquer grupo, igreja, partido político, escola, cultura.


Heresia é a crença de que é possível legislar com leis eclesiásticas a moral pessoal, obrigações legais, negócios, relações conjugais, guerras, paz e comportamento sexual.


Heresia é o esforço de combater os diferentes com censura, intimidação, patrulhamento, rotulação, discriminação ou tortura.


Heresia é a redução da complexidade da vida a um maniqueísmo simplista, tipo: certo, errado; pecador, santo; ortodoxo, apóstata.


Heresia é a tentativa de preservar a literalidade de um texto enquanto se despreza a sua riqueza espiritual, mítica, alegórica. – “a letra mata, o espírito vivifica”.


Heresia é a sutil mistura de nacionalismo e teologia; a cínica ideologização da doutrina para cumprir a agenda do poder.


Heresia é a intolerância que vê os discordantes como inimigos de Deus; uma antipatia que sutilmente contamina os diálogos e inviabiliza os encontros.


Heresia é a defesa de pressupostos que não objetivam a vida, a humanização da história ou o cuidado com os desprotegidos.


Heresia é o pavor do novo; o medo de pensar fora da caixa; a timidez para assumir as convicções; a resistência de não sair da platéia opinativa e descer até a arena da vida.


Heresia é a veneração pelo texto sagrado a ponto de transformá-lo em um ícone.


Heresia é desprezar que a Palavra é arma agudíssima com um potencial devastador; com um poder incalculável de causar o bem ou o mal – a rapinagem de Isabel, a católica, nas Américas e o preconceito calvinista no aparthaid da África do Sul bastam como exemplos de que o mau uso da Bíblia pode ser arrasador.

Igreja Universal do Reino de Edir Macêdo

Não faz muito tempo a Igreja Universal era um escândalo em termos doutrinários e na moral com que utilizava o dinheiro doado pelos seus fiéis e Edir Macedo não era levado muito a sério e no máximo se pensava nele como um aproveitador.

O tempo passou e o menino cresceu.

A Universal hoje é uma das igrejas que mais crescem no país, o império conta com milhares de templos e várias empresas, entre elas um império de comunicação e uma empresa de taxi aéreo, e os evangélicos que viam a igreja com certa desconfiança, terminou se unindo e até adotando certas práticas por eles praticadas.


No que se refere a fé, A igreja Universal fez um mix de elementos e superstições advindas de outras religiões e incorporadas a sua liturgia, prova disso é a nomenclatura das entidades da umbanda e guias do candomblé, invocados, para depois serem 'expulsos', nos cultos da igreja, tais como ' tranca-rua' e 'pomba-gíra'. Como diz Monteiro e Almeida:


" No cenário atual, pode-se entender a neopentecostal Igreja Universal, fundada em 1977, como resultante da interação, tanto simbólica quanto numericamente, dos universos evangélico e umbandista. A Igreja Universal construiu uma religiosidade que condenou - e ao mesmo tempo validou - os conteúdos de outras religiões, contudo, paradoxalmente, incorporou as formas de apresentação e certos mecanismos de funcionamento de um prática encontrada particularmente na umbanda. Ela ficou mais parecida com a religiosidade inimiga ao elaborar um sincretismo às avessas, que associou as entidades da umbanda e orixás do candomblé ao pólo negativo do cristianismo: o diabo. Se originalmente os universos foram formados em contextos diferentes, a interação (produto do trânsito de pessoas e idéias) gerou uma religiosidade que mistura exus com glossolalia, exorcismo com transe; de tal maneira que se estabeleceu uma continuidade pela qual as entidades conseguiram transitar e esses universos puderam, pelo transe, se comunicar. Os pares negação/inversão e assimilação/continuidade são os mecanismos fundamentais pelos quais se processaram essa antropofagia religiosa. Graças a esses binômios, a Universal pôde manter o proselitismo de fiéis e, ao mesmo tempo, ser sincrética com outras crenças, que, juntamente com os infortúnios vividos pela população brasileira, formam o alimento constitutivo do seu simbolismo religioso". (MONTERO, P. e ALMEIDA, R. "O campo religioso brasileiro no limiar do século: problemas e perspectivas" In: Rattner, H. (org.). Brasil no limiar do século XXI. São Paulo, Edusp, 2000.)


Edir Macedo virou celebridade, uma lenda viva. Na inauguração da TV Record News estava lá o presidente da República, Macêdo virou cult.


Agora dezenas de pastores e fiéis da igreja universal entraram na justiça numa operação que parece por ela orquestrada, contra meios de comunicação que publicaram reportagens falando a respeito da instituição. Fala-se em 'perseguição religiosa' contra os evangélicos!


Com o poder político com seu próprio partido(com deputados federais e um senador eo vice-presidente da república), poder econômico (o dinheiro arrecadado com ofertas e dízimos dos fiéis), poder religioso (com a doutrinação dos fiéis conforme seus métodos e crenças) e com o poder da comunicação (com sua rede de rádio, jornais e televisão), Edir Macêdo é o maior fenômeno sociológico-religioso-econômico do nosso tempo.


É para mim, incompreesível, ver um império sendo erguido em nome daquele que disse que ' não tinha onde reclinar a cabeça'.


A igreja é praticamente universal, presente em diversos países. Do reino, pois é um império nunca antes conseguido por um religioso no país. De Deus, bem... Lembro de alguém, não sei ao certo dizendo "meu reino não é deste mundo", não sei, mas acho que foi dito por alguém muito importante! O que se configura aqui mais parece a Igreja Universal do Reino de Macêdo .


Eles tem o direito de se defender ao se sentirem ofendidos com as reportagens da Folha de São Paulo e O Globo, mas têm que ter cuidado para que coexistam a 'liberdade de imprensa' com ' liberdade de culto', garantidas pela constituição. Como donos de veículos de comunicação eles devem saber muito bem disso, ou estaremos caminhando para um caminho muito difícil.


Por outro lado, posso não concordar com a metologia e doutrinas da Igreja Universal, e realmente não concordo, mas eles tem, a garantia constitucional de existir, e não há nenhum impedimento legal contra a construção de seu império político, econômico e de comunicação, e a forma de sua arrecadação nos cultos. Tudo é legal e ninguém tem uma faca no pescoço obrigando dar dinheiro pra igreja, dá quem quer e muita gente dá e é feliz assim, vai entender o mundo.


Apenas um alerta: Se qualquer 'perseguição' contra a Igreja Universal for entendida como uma perseguição 'aos evangélicos', estaremos vestindo uma carapuça que não é nossa, e validando uma igreja que, tem o direito contitucional de existir, mas é uma aberração doutrinária dos ensinos de Jesus.



Moisés Almeida

UNÇÃO E OUTROS NÃO SÃO

Texto de Denilson Torres

Paz e bem,

“Culto de libertação”, “levitas”, “cura interior”, “ato profético”, “adoração profética”, “mover de Deus”, “mover do Espírito”. O dialeto evangélico tem sido bombardeado por muitas palavras e expressões que, de tão batidas, tornam-se vazias. Novas palavras e expressões são inseridas a cada novo “mover de Deus”. E que Deus novidadeiro temos nesses últimos dias! A cada novo mover, novo jargão. Vemos um desfile de novas expressões tais como: “Eu tô na visão”, “é tremendo!”, “tá amarrado!”, “tá ligado!”. Não sabemos qual será a próxima onda, ou vento, mas temos certeza que, em breve, surgirão mais algumas frases feitas e palavras de ordem que mais parecem campanhas publicitárias.

Das palavras que compõem o jargão evangélico uma que me chama especial atenção é a “unção”. “O apóstolo Beltrano prega com unção”, “o levita Cicrano louva com muita unção”, “Eu senti a unção de Deus naquele CD”. Unção é a palavra chave para todo aquele que deseja “ministrar” para o povo de Deus. Mas, palavra é que nem gente, quando se vulgariza torna-se dissoluta, perde sua alma, se entregar a qualquer um, se prostitui e perde sua essência. E a pobre unção tem perdido seu viço de outrora e se tornado uma amarga caricatura daquilo que já foi e já significou um dia.

Refletindo os inúmeros casos de unção que temos podemos dizer que hoje unção é:

Passar credibilidade – Não é necessário viver, mas é fundamental aparentar viver. É ser ator suficiente para, mesmo que esteja fora dos propósitos de Deus, continuar ministrando com “unção”. Os tropeços públicos daqueles que pregaram durante meses em pecado sem que ninguém notasse a sua perda de “unção” é evidência disso. Outro ponto interessante é que esta tal credibilidade tem muito a ver com a conduta sexual, faz parte da cultura evangélica brasileira;

Imagem pessoal – Aí está incluso o traje, preferencialmente ternos, mesmo em calor de quarenta graus. O vocabulário, a beleza estética, uma barba ou um bigode que lhe dê um ar mais austero ou remeta-nos ao imaginário dos profetas do Antigo Testamento. Pode ser também roupas de grife que demonstrem o quanto se é próspero, caso este seja o mote do ministério. Um título pomposo, como bispo, doutor ou apóstolo, conta também. Tudo isto ajuda a compor, mas é fundamental a entonação da fala, a postura e expressão corporal e a convicção que se passa, mesmo que não se tenha. O importante é impressionar o auditório;

Discurso – Importantíssimo. Deve-se saber o que o público quer ouvir e escolher uma linha de raciocínio que prenda o ouvinte, de preferência terminando com uma palavra que traga a expectativa da benção ou que aflore a capacidade de indução psicológica para que “milagres” ocorram. Um testemunho de alguém que recebeu a “benção” tem o maravilhoso efeito de provocar a comoção necessária para que pipoquem “maravilhas” no meio do auditório. Outro ponto importante no discurso é colocar-se, da maneira mais sutil possível, como alguém intocável, a frase “não toqueis no meu ungido” deve ser introjectada sorrateiramente no coração do povo. Esta estratégia, além de facilitar a manipulação das pessoas, é como uma apólice de seguro caso um escândalo envolva o ministério;

Novidade – Pregar em outras comunidades potencializa a “unção”, é o inverso do “efeito Nazaré”. Já o pregador local tem que se desdobrar em campanhas, cultos especiais, e, principalmente, trazer mais pessoas que não estejam acostumadas ao seu estilo, mesmo que isto signifique altíssima rotatividade de membros;

Reputação – Este é o alvo. A reputação que antecede alguém é o ponto chave para que sua mensagem seja recebida com a expectativa positiva que vai fazer com que mais pessoas sejam impactadas com sua “unção”. É como andar de bicicleta, no começo há que se fazer algum esforço, mas depois que ela apruma fica bem mais fácil. Cria-se o ciclo virtuoso, ou vicioso, a depender da intenção, em que a reputação facilita a ocorrência de “maravilhas” e estas aumentam a reputação;

Não estou falando que estas coisas sejam más em si mesmas, todo bom ministro do evangelho deve cuidar da sua credibilidade, da sua imagem, ter um discurso que mova corações e mentes, deve procurar não cair no marasmo e zelar pela sua reputação. O que incomoda é confundir estas coisas com algo que é muito maior. É fazer da preocupação exagerada com um ou vários destes itens o foco do seu ministério, inclusive com divulgação maciça de tais e tais méritos e maravilhas e milagres criando ídolos que vão ofuscando a Palavra.

Infelizmente neste grande circo que é o mundo, nós também estamos estendendo lonas atrás do espetáculo. Queremos o sensacional, o fora do comum, o extraordinário, a catarse coletiva, as grandes concentrações populares.

A verdadeira unção de Deus não está nas histórias de cura, de prosperidade, de vitórias. Mas nas histórias de vida. Alegres e tristes, boas e más, grandes e pequenas. Com toda a grandeza, ambigüidades e contradições da vida. Esquecemos que a grande vitória da vida cristã não está em vencer as adversidades, mas em passar por elas guardando a fé. José venceu a adversidade, Abel foi morto pela adversidade. Mas cada um deles, aos olhos de Deus, é mais que vencedor. Esta é a verdadeira unção.

Somos parte de uma geração que pensa ser rica, mas é pobre, cega, nua e não se percebe.

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Pr. Denilson Torres
Ministério Fruto do Espírito
http://www.frutodoespirito.com.br/

sábado

A Loucura da Confissão positiva - Base da Teologia da Prosperidade

Garimpando na net vi esse texto que vale ler. Veja o que os profetas da prosperidade e confissão positiva pregam, verdadeiro 'lixo teológico'. Estão nessa onda o RR Soares, Valnice Milhomens, Robson Rodovalho, Edir Macedo, Morris Cerullo, entre outros. (Moisés Almeida)


Frases dos 'Positivistas' - Pessoas destituídas de razão

Texto de : Anderson Henrique Maciel

É indiscutível o desencontro entre a Palavra de Deus e a doutrina da Confissão Positiva e Teologia da Prosperidade Financeira.


"Jesus era sempre positivo em Sua mensagem" (E.W.Kenyon)."Nosso problema é que oramos e confessamos muito., mas não mandamos. É gostoso mandar!... Jesus pagou o preço para fazermos isso..." (Kenneth Hagin Jr)."Não ore mais por dinheiro... Exija tudo o que precisar. Deus quer que seus filhos usem a melhor roupa, dirijam os melhores carros e tenham o melhor de tudo... simplesmente exija o que você precisa" (Kenneth Hagin)."A fé em Deus - fé que parte do coração - acredita na Palavra de Deus, sem importar quais sejam as evidências físicas. Uma pessoa que busque cura deveria olhar para a Palavra de Deus e não para seus sintomas. Ela deveria dizer: "Sei que estou curada, porque a Palavra diz que pelas suas pisaduras eu fui curada" (Kenneth Hagin).


É errada a idéia que "o Senhor Deus é quem cura, e que Ele é o responsável para que os milagres ocorram. Enquanto você esperar que Ele venha curá-lo, provavelmente continuará sofrendo. Se você descobre que certa coisa é sua, você não precisará de nenhuma fé para exigir aquilo que sabe que é seu. Você simplesmente tomará posse do que é seu. Você deve exigir o cumprimento do seu direito imediatamente e, logicamente, ficar curado. Você deve exigir os seus direitos em Cristo.


Usar a frase 'se for a Tua vontade' em oração pode parecer espiritual, e demonstrar atitude piedosa de quem é submisso à vontade do Senhor, mas além de não adiantar nada, destrói a própria oração. Não é pela misericórdia de Deus que você poderá ser curado, mas sim que você tem o direito de exigir a sua cura. É só você crer no que o Senhor declara e exigir a Sua bênção (exigir de Deus a bênção), ordenando ao mal que saia do seu corpo. Você não precisa orar, jejuar ou pedir a quem quer que seja para orar por você. Segundo estas declarações (Is 53.4,5) você pode ter certeza absoluta que Deus já o curou. Você é o único responsável por sua cura. Você deve exigir o cumprimento do seu direito imediatamente e, logicamente, ficar curado" (R.R.Soares, "O Direito de Desfrutar Saúde", pp. 6,7,8,10,17-19,23,31).


"Aquilo que você diz invariavelmente torna-se no que você será ou terá. Falar em fracasso, comentar o quanto você sofre, confessar o que o mal está lhe fazendo, é dar aos poderes das trevas o senhorio da sua vida. As suas palavras farão de você um vencedor ou um derrotado. São as nossas palavras que nos darão saúde, ou que nos manterão enfermos. Os sintomas não significam que você já esteja doente. Quando você fala dos seus sofrimentos e dissabores... você faz com que o inimigo tenha mais força e controle sobre a sua vida. Quem confessa isso está semeando as piores sementes da destruição. Quando o diabo lhe trouxer qualquer sintoma de doença ou de qualquer outra coisa, recuse receber e resista-lhe usando a Palavra do Senhor. Assim, você não ficará enfermo. É impossível alguém confessar fracassos e derrota e viver vitoriosamente. Não adianta ficar orando, jejuando e pedindo ao Senhor que o vença (o diabo) por você". (R.R.Soares, A Sua Saúde Depende do que Você Fala, pp. 5,6,9,10,42,43).


Façamos um resumo da doutrina apresentada por R. R. Soares: (2)


1) Não é Deus quem cura.

2) A ocorrência de milagres não é responsabilidade de Deus.

3) É inútil ficar esperando por Deus.

4) O crente não precisa de fé para exigir o que é seu.

5) O crente deverá simplesmente exigir seus direitos em Cristo.

6) Colocar-se à mercê da vontade de Deus anula a oração.

7) A cura não decorre da misericórdia de Deus, mas do direito a que fizemos jus, o qual deve ser exigido.

8) Basta exigir que o mal saia do corpo, sem necessidade de orar ou jejuar, ou pedir oração a qualquer pessoa.

9) As doenças que os crentes julgam ter são apenas sintomas.

10) Quem fala de seus sofrimentos e dissabores está semeando as piores sementes da destruição.


Benny Hinn tenta resumir a questão assim: "Se seu corpo pertence a Deus, não pode pertencer às enfermidades".Kenneth Copeland: "Depende de você decidir se quer ou não viver sofrendo enfermidades".


Kenneth Hagin: "Faz grande diferença aquilo que alguém pensa. Acredito que esse é o motivo pelo qual muitas pessoas estão enfermas. O que faz um crente ser bem-sucedido é o pensamento certo, a crença certa e a confissão certa"."Usar a frase 'se for a Tua vontade' em oração pode parecer espiritual, e demonstrar atitude piedosa de quem é submisso à vontade do Senhor, mas além de não adiantar nada, destrói a própria oração (R.R.Soares, livro O Direito de Desfrutar Saúde, p. 11, citado por Paulo Romeiro, Supercrentes, p.37).


"Jesus me apareceu e disse que se alguém, em qualquer lugar, quiser tomar esses quatro passos ou pôr em operação esses quatro princípios, sempre receberá o que quiser de mim ou da parte de Deus Pai:

Passo 1 - Diga a coisa: positiva ou negativamente, tudo depende do indivíduo.

Passo 2 - Faça a coisa: Os atos derrotam-no ou lhe dão vitória.

Passo 3 - Receba a coisa: Compete a nós a conexão com o dínamo do céu.

Passo 4 - Conte a coisa: Contar para que outros também possam crer. (Kenneth Hagin, Como Registrar Seu Próprio Bilhete com Deus, p.5, citado por Hank Hanegraaaff, em Cristianismo em Crise, p. 81).


"Nunca jamais, em tempo algum vão ao Senhor e digam: 'Se for da tua vontade...' Não permitam que essas palavras destruidoras da fé saiam da boca de vocês. Quando vocês oram "se for da tua vontade, Senhor" a fé é destruída. A dúvida espumará e inundará todo o seu ser. Resguardem-se de palavras como essas, que lhes roubarão a fé e os puxarão para baixo, ao desespero" (Benny Hinn, Levante-se e Seja Curado, ibid, p.295).


Frederic Price, outro arauto da Confissão Positiva, segue no mesmo diapasão: "Se você tem de dizer: 'Se for da tua vontade' ou 'Que se faça a tua vontade', então você está chamando Deus de idiota. É deveras estupidez orar para que a vontade de Deus seja feita. Isto é uma farsa, um insulto à inteligência de Deus". "O homem foi criado em termos de igualdade com Deus... O crente é chamado de Cristo... Eis quem somos: somos Cristo... Você é tanto uma encarnação de Deus quanto Jesus Cristo o foi. O Senhor fez o homem como o Seu substituto aqui na terra... O homem era Senhor... vivia em termos de igualdade com o Criador. Muitos não sabem ainda que são filhos e filhas de Deus tanto quanto o próprio Jesus... Nem o próprio Senhor Jesus tem uma posição melhor diante de Deus do que você e eu temos" (Kenneth Hagin, citado por Hank Hanegraaaff, Cristianismo em Crise, p. 116/7).


Observem que Hagin rebaixa Jesus a uma condição de desigualdade com o Pai, ao mesmo tempo em que promove a deificação do homem. Essa doutrina é a da serpente (Gn 3.5). "A razão para Deus criar Adão foi seu desejo de reproduzir a si mesmo. Adão não era um deus pequenino. Não era um semideus. Nem ao menos estava subordinado a Deus" (Kenneth Copeland)."Deus está duplicando a si próprio na Terra" (John Avanzini). "Vocês sabiam que desde o começo do tempo o propósito inteiro de Deus era reproduzir-se?... e quando estamos aqui de pé, vocês não estão olhando para Morris Cerullo; vocês estão olhando para Deus, estão olhando para Jesus" (Morris Cerullo). "Deus duplicou a si mesmo em espécie. Adão foi uma exata duplicata do tipo de Deus" (Charles Capps)."Jesus foi recriado nas portas do inferno" (Valnice Milhomens)."Anos atrás costumavam pregar: Ó, nós andaremos por ruas de ouro. Hoje eu digo: Não preciso de ouro lá em cima. Quero o ouro aqui embaixo". Benny Hinn"Você quer prosperar? O dinheiro vai cair sobre você da esquerda, da direita e do centro. Deus começará a fazê-lo prosperar, pois o dinheiro sempre se segue à retidão... Diga comigo: Tudo que eu possa desejar já está em mim". Benny Hinn"Acredito que a oração do Pai Nosso não é para os crentes hoje em dia" (Frederic Price)."Não somente a ansiedade é um pecado, mas também o ser pobre, quando Deus promete a prosperidade" (Robert Tilton, citado por Hank Hanegraafff, "Cristianismo em Crise", p.200).


"O diabo é que impede o dinheiro de chegar a você...". "A doença e a enfermidade procedem de Satanás..." (Kenneth Hagin, citado por John Ankerberg e John Weldon, em Os Fatos sobre o Movimento da Fé).


"Envie-me seu pano verde de oração como meu ponto de contato com você!... Quando eu tocar em seu pano será como se estivesse tocando em você!... Quando você tocar nesse pano, será como pegar minha mão e tocar-me. Quero que a unção que Deus pôs sobre a minha vida, em favor de milagres financeiros e de prosperidade fluam diretamente da minha mão para a sua... Então você reinará na vida como um rei". (Robert Tilton).


"Eu estava muito influenciado por Kenneth Hagin e Kenneth Copeland. Nenhum deles fala de salvação. Só de fé. A mensagem da fé é vazia sem o Espírito. A própria palavra prosperidade foi distorcida e tornou-se de importância fundamental no ministério. Dinheiro, dinheiro, dinheiro. É quase como ir a um cassino jogar" (Benny Hinn, citado por Paulo Romeiro, em Evangélicos em Crise, p.43-44). (Arrependimento de Benny Hinn).


Desmascarando "Os Papas" da Prosperidade e Saúde


Os proponentes da confissão positiva afirmam que a prosperidade financeira é uma prova de fidelidade do crente a Deus. Esses pregadores ensinam que todo crente tem direito a riquezas materiais e saúde perfeita, em todo tempo. E isto deve ser exigido de Deus, como parte de suas promessas conforme escritas na Palavra de Deus.


Alguns dias atrás, recebi um e-mail, que continha um material da pesquisadora de religiões Mary Schultz(3) mostrando como terminaram alguns dos grandes pregadores da prosperidade e da saúde perfeita. observem:

01. E. W. Kennyon faleceu vitima de um tumor maligno.

02. John Wimber e seu filho Chris morreram de câncer.

03. A . A. Allen morreu de alcoolismo.

04. John Lake morreu de um colapso.

05. Gordon Lindsey morreu do coração.

06. O cunhado de Kenneth Hagin morreu de câncer.

07. O mesmo aconteceu à sua irmã.

08. Sua esposa foi operada e o próprio Hagin usou óculos até morrer.

09. Kathryn Khulmann morreu do coração.

10. Daisy Osborne morreu de câncer, jurando que havia sido curada.

11. Jamie Buckingham morreu de câncer.

12. Fred Price conseguiu uma quimioterapia para a sua esposa.

13. John Osteen procurou ajuda médica para curar o câncer da esposa.

14. A esposa de Charles Capps fez tratamento médico de câncer e também Joyce Meyer.

15. Mack Timberlake está se tratando de um câncer na garganta.

16. R. W. Shambach fez quatro pontes safenas.

17. O Profeta Keith Greyton morreu de AIDS.


(4)Pedir ou exigir? (Reflexão)


Com relação à substituição do "pedir" pelo "exigir", vejam o seguinte. Pedir, do grego aiteõ, sugere a atitude de um suplicante que se encontra em posição inferior àquele a quem pede. É esse o verbo usado em João 14.13 - "E tudo quanto pedirdes em meu nome..." - e 14.14 - "Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei". "Pedir", do grego erõtaõ, indica com mais freqüência que o suplicante está em pé de igualdade ou familiaridade com a pessoa a quem ele pede, como, por exemplo, um rei fazendo pedido a outro rei. "Sob este aspecto, é significativo destacar que o Senhor Jesus nunca usou o verbo aiteõ na questão de fazer um pedido ao Pai", por ter dignidade igual Àquele a quem pedia. (Jo 14.16; 17.9,15,20 - Fonte: Dic. VINE). Como a Confissão Positiva diviniza o homem, colocando-o no mesmo nível de Deus, não há porque pedir, mas exigir. Alguns falam em "reivindicar direitos", da mesma forma como fazemos nos requerimentos endereçados às autoridades constituídas.(5)


Soli Deo Gloria

_____________________________________________________________________(1) Anderson Maciel é formado em Teologia, onde concluiu o seu bacharelado no ano de 2002, na Faculdade Teológica Cristã Evangélica, Pastor da Igreja Evangélica Ministério Cruz de Cristo em Taguatinga Norte, no DF, atua em várias áreas entre elas o Ensino Teológico, Apologética Cristã e Treinamento de Líderes. E-mail: pr.anderson@ccfe.com.br
(2) Costa, Airton Evangelista. Confissão Positiva as Enfermidades. Cit. pp. 3,4.(3) Mesma autora do artigo intitulado: Drogas Espirituais 2000.(4) Júnior, Isaías Lobão. Por que eu não creio na Teologia da Prosperidade. Cit. pp. 1,2.(5) Costa, Airton Evangelista. Confissão Positiva as Enfermidades. Cit. pp. 4.



Espiritualidade masoquista, teologia sádica.


Texto de: Ricardo Gondim.


Para Simone Weil quando o sofrimento atinge níveis próximos do desespero, ele se chama de “infortúnio". Para ela, o infortúnio acontece quando a dor chega, ao mesmo tempo, em três dimensões essenciais da vida: a física, a psicológica e a social.

As dores isoladas não deixam vestígios. A dor física provocada por um dente infeccionado, por exemplo, desaparece, instantaneamente, quando o dente é extraído.

A teóloga alemã, Dorothee Sölle, afirma que nem mesmo a dor puramente psíquica alcança a dimensão do infortúnio, já que “o espírito, que por natureza foge do infortúnio com a mesma imediatidade e o mesmo ímpeto irresistível com que um animal foge da morte, sempre dispõe de suficientes meios de derivação”.


Existem pessoas que sofrem o infortúnio porque estão feridas, simultaneamente, no plano físico, mental e social; estão abatidas porque, junto com a dor corporal, esvai-se também a auto-estima e junto com a baixa estima brotam sentimentos (reais ou imaginários, não importa) de “descenso social”, que solapam a esperança.


O que os religiosos chamam de inferno é o mesmo que a filosofia de Simone Weil considera como infortúnio: a soma do medo de ser proscrito da comunidade, mais o horror de ver-se como um estrangeiro em sua própria cidade, mais as seqüelas da dor física, mais a culpa sem conserto, mais a impotência diante dos processos gigantescos de opressão.

A principal característica do infortúnio é a escravidão, “o desenraizamento da vida, algo que, numa forma mais ou menos atenuada, é equiparável à morte, algo presente na alma de forma inelutável à guisa de agressão ou ameaça direta da dor corporal”.

Uma mulher espancada pelo marido e que convive num ambiente religioso e social que não permite o divórcio, sofre para além da dor; ela está escravizada ao “infortúnio”; vive um inferno. O mesmo inferno do índio tuberculoso quando tosse sangue e é segregado do restante da tribo; ou do iraquiano que depois de enterrar o filho, precisa voltar para os escombros de seu lar; ou do camponês que trabalha na lavoura da cana até a fadiga mortal.


Muito do que já se escreveu como teologia, não passa do esforço monumental de responder ou lidar com o infortúnio. Para Dorothee Sölle, as várias tentativas de responder aos horrores do sofrimento acabaram produzindo, simultaneamente, “masoquismo religioso” e “teologia sádica”.
“Masoquismo religioso” deve ser compreendido como resultado do esforço da teologia de oferecer argumentos que auxiliariam as pessoas em seus infortúnios. E um desses argumentos vem como uma chamada para que se encare a dor como uma pedagogia.

No masoquismo religioso as pessoas são ensinadas a conviverem com um Deus que abate, faz sofrer, permite agonias atrozes, mas, sempre para ensinar alguma coisa. Deus investe no crescimento dos seres humanos e um de seus métodos é fazer padecer.
Então, o objetivo de uma verdadeira espiritualidade seria a aceitação ou resignação aos planos (nem sempre revelados) de Deus para a vida. Sölle menciona em seu livro, “Sofrimento” (Editora Vozes), os argumentos de um pequeno dicionário teológico sobre a responsabilidade do homem [e da mulher] diante do sofrimento:


“Aceitar sem restrições a situação que se abate sobre ele, acolhe-la e integrá-la criativamente e transforma-la (ativo enquanto sofre e sofrendo ativamente) num momento de sua realização própria (o que ver a ser o o posto de um passivo deixar-acontecer), de modo que nele se decida por Deus... Nesse sentido o sofrimento se configura como ‘querido por Deus"’.
Para Sölle, o masoquismo religioso ensina que “o sofrimento está aí para que seja quebrado o nosso orgulho, evidenciada a nossa dependência". Assim entendido, o sofrimento teria como efeito reconduzir-nos a um Deus cuja excelsitude se manifesta na medida de nossa pequenez”.
Infelizmente tal masoquismo se tornou prevalecente na cristandade ocidental; seu propósito aparentemente nobre é convencer as pessoas de que os infortúnios incontornáveis da existência fazem parte de um plano maior, são elos ou engrenagens de um sistema que visa nosso bem eterno. “Assim sendo todo sofrimento é considerado uma provação por Deus enviada, a que devemos submeter-nos”.

Quem aprender a submeter-se passivamente diante das adversidades mais implacáveis, consegue, dentro dessa maneira de pensar, maior consagração. Como o sofrimento significa também punição, as tribulação devem ser compreendidas como castigo divino, conseqüência de pecados antigos, inclusive, do pecado original, cometido por Adão e Eva.
Tal masoquismo tenta, portanto, responder aos infortúnios quando insiste que Deus faz adoecer porque ama, e que mata quando precisa cumprir qualquer propósito. Nesse pressuposto foi possível afirmar que Deus chegou a criar homens [e mulheres] maus para usá-los em “trabalhos sujos” - citam-se o endurecimento do coração de Faraó e a doutrina da dupla predestinação, uns criados para o céu e outros para o fogo eterno.


Essa noção leva a outro extremo: o sadismo teológico. Diante das ambigüidades humanas, diante do recrudescimento constante do mal, não é difícil ensinar as pessoas a se submeterem a uma suposta “pedagogia divina”. Ora, o mal não desaparece, não dá tréguas. O caminho aparentemente mais fácil para lidar com as dores universais seria, então, aprender a confiar que, de alguma maneira, tanta dor sirva para algum propósito – mesmo desconhecido.
Mas para substanciar esse aprendizado torna-se necessário erigir uma concepção de Deus como “agente causal do sofrimento”:


“O Deus propiciador e agente causal do sofrimento converte-se em tema transfigurado da teologia, a qual incapaz de um ardor próprio, dirige o olhar para o Deus atormentador e exigente do impossível. Mal se pode duvidar de que a Reforma tenha reforçado os acentos sádicos da teologia. A experiência existencial assim como fora configurada na mística de um Deus que se posiciona ao lado dos sofredores é substituída por uma sistemática teologia relacionada com o juízo final” .


Por isso, quando confrontado com situação paradoxais como a prosperidade dos ímpios e os infortúnios dos fiéis, Calvino ofereceu uma resposta dramática: "O Senhor engorda os porcos para o abate”; referindo-se obviamente ao juízo final".
Sölle considera que na concepção calvinista do sofrimento há um esforço para preservar a sagrada majestade de Deus às custas da desvalorização da humanidade, sempre retratada de forma monstruosa. Acontece que existe uma incoerência interna no argumento. Se Deus criou todas as coisas e as predestinou para que fossem da maneira que são, ele não poderia se irar contra a perversidade, pois ela fez parte de seu planejamento eterno.

Mas para defender essa percepção, epidemias, guerras e outras angústias são aceitas como castigos que vingam a glória divina, punem os pecados e "educam" os salvos. O sofrimento é, assim, um castigo de Deus que tem propósito. Calvino afirmou: ‘Os povos que vens castigar; os homens foram golpeados por tuas varas através da doença, da prisão e da pobreza, devem ter pecado.


Uma das tarefas da teologia, entretanto, deveria ser a de esvaziar precisamente tais concepções. Deus não justifica a miséria e a injustiça que condena bilhões à degradação sub-humana; os imperialismos e colonialismos alienantes não fizeram parte do projeto criador de Deus e não são dentes das engrenagens escatológicas.

A dor humana é um acinte ao seu propósito de que todos "tenham vida com abundância"; a injustiça será sempre um horror que move Deus a conclamar os profetas a mostrarem sua indignação; as chacinas e os holocaustos são excrescências provocadas pela maldade dos corações humanos e Deus jamais planejou que fossem assim. “Há dores que ultrapassam infinitamente toda forma de culpa. É demasia para todos”.


É mister que se recupere o legado místico da espiritualidade cristã, que não prioriza um teísmo vingador e não aceita o “deus da pedagogia escondida”. Nas tradições espirituais cristãs místicas. Deus é compassivo com o sofrimento e com as contingências, muitas vezes, dolorosas e perversas da história. O clamor dos injustiçados, o sofrimento dos escravizados e as angústias dos marginalizados sobem até os seus ouvidos e provocam sua ira. O sofrimento do mundo magoa o seu coração.


Se houve alguma necessidade de sacrifício para que a maldade não passasse impune, Deus infligiu a si mesmo – “o castigo que nos traz a paz estava sobre ele”. Se o derramamento de sangue era imprescindível para que se satisfizesse a justiça, "o Senhor, tal como uma ovelha que segue para o matadouro", entregou-se pelo mundo.


Deus não é sádico. Ninguém precisa aprender a lidar com os infortúnios com masoquismo. Há esperança!


Soli Deo Gloria.

quarta-feira

Você pensa no Diabo?

(Continuação da reflexão anterior sobre a coca-cola do diabo)

A resposta normalmente seria não. Mas é mesmo verdade? Será que o pensamento com o diabo não toma conta da maioria dos crentes nos dias de hoje?

Ouço o tempo todo expressões como: “o inimigo se levantou”, “o diabo está furioso”, “o diabo não gosta de”, e outras que parecem demonstrar quase uma ‘onipresença’ do diabo na vida da crentada.

Uma topada. Foi o ‘inimigo’. O vizinho ta me amolando. É o ‘inimigo’. Meu chefe ta pegando no meu pé. O ‘inimigo’ se levantou.

Se tivesse prestado atenção no caminho não teria levado topada, se não fosse tão chato seu vizinho não lhe amolava, e se fizesse seu trabalho direito seu chefe não pegava no pé.

Mas é mais fácil acusar o acusador, e o diabo agora leva os nossos pecados, não perdoando, mas justificando tudo!

Claro que ele merece a culpa de toda desgraça do mundo, ele é sujo, pai da mentira e acusador. Mas não pode justificar nossa culpa!

Muitos dos problemas e tentações que ouço dizer que foi diabo, são iniciados pelas próprias pessoas que dizem sofrer a tal perseguição. E crente tem mania de perseguição! Mas teriam esses problema mesmo com o diabo a quilômetros de distância!

É hora de descapetizar muitos problemas que nos atingem, assumir as nossas próprias responsabilidades.

Adão e Eva pecaram porque quizeram, senão não teriam sofrido as conseqüências de seu pecado! Cada um dara conta de si mesmo a Deus, e não adianta dizer que ‘foi a mulher que tu me deste’ ou, ‘foi a serpente que me enganou’, você responderá por isso a Deus.

E fora do jardim não existem inocentes.

“Ah irmão, fiz de tudo pra não pecar, mas o diabo armou uma cilada, e...”

Essas pessoas fazem do diabo um ser quase irresistível. Enquanto a Bíblia nos diz: “resisti ao diabo e ele fugirá de vós”.

Imagine se de uma só vez, você perdesse todo seu dinheiro, bens, todos seus filhos morressem, e você perdesse toda sua saúde!

Era para entrar num ‘culto do descarrego’ e não sair mais de lá?

O Engraçado é que quando isso aconteceu a Jó, ele não atribuiu nada ao diabo ( e olha que nesse caso era o capiroto mesmo!), Jó declara apenas que Deus tinha dado e tinha tirado, portanto “bendito seja o nome do Senhor!”

O diabo não fazia parte da teologia de Jó!

Ele sabia que tudo que lhe acontecia, tinha a direção de Deus! E tinha razão, pois na reunião que decidiu sobre a sua vida (e Jó não esteve lá, não teve direito a voto) o diabo teve PERMISSÃO de Deus para acabar com sua riqueza e saúde!

Jó sabia que sua vida era guiada por Deus!

A maioria dos crentes faz do diabo um ser que trabalha o tempo todo em suas vidas, e Jesus está apenas no contra-ataque, na defesa. A cada investida do diabo, uma contra-partida de Jesus.

Não meu irmão. Quem trabalha na sua vida é Jesus! Ele o guia, o proteje. O fere, o cura. O mata, o ressuscita. O consola, o exorta. E a sua vida está escondida em Deus, o maligno não lhe toca!

Se todo o inferno se levantar contra você. Você ainda é maioria! Pois Maior é quem está conosco!

Tem gente que tem mania de ver o diabo em tudo. É demônio escorregando pelo ‘ladrão’.

Um dia na nossa igreja veio um pregador que no final da pregação fez uma oração pelo crentes, e começou a expulsar do povo um monte de espíritos maus. ‘Sai demônio da inveja, demônio da malícia, demônio disso, demônio daquilo’. Dava pra montar uns vinte terreiros de macumba com os demônios que o irmão ‘expulsou’ da igreja!

Pelo amor de Deus!

Como se o povo precisasse de demônio para ter inveja, malícia, e outras obras da carne!

(Claro que eles, os demônios, se ‘alimentam’ dessa produção humana, mas são obras da carne, obras do homem, quando se afasta do Espírito Santo)

Portanto, pare de pensar no diabo, no maligno, no demônio, na cilada, na tentação.

Pare!

Pense nas coisas que são de cima! Olhe para Jesus! E você verá que a vida será mais leve, mais tranqüila!

Não ignoramos os ardis de satanás, mas não vivemos em função disso.

O guarda de Israel nos guarda e nos proteje.

Que Deus te abençoe e ilumine.

Moisés Almeida




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sábado

Coca-cola do Diabo!

Certo dia eu voltava da Escola Bíblica Dominical, e parei para comprar uma coca-cola numa barraquinha no meio do caminho.

Enquanto caminhava, com a coca-cola na mão, encontrei uma irmã, que com cara de espanto, me perguntou se eu ia tomar a coca-cola.


Fiquei meio constrangido em responder e me policiei em não dar uma resposta que a desagradasse. Enfim pra que se compra um refrigerante senão para bebê-lo?


Então lhe disse que sim, que tinha esperança em beber a coca-cola.


Ela me disse: ‘ Não irmão. Não beba isso, pois o ‘dono’ da coca-cola fez pacto com o diabo! – ao que lhe respondi: “Bem irmã, o pacto quem fez foi ‘ele’ e não eu, logo não tenho nada haver com isso! “

Quando nos despedimos senti que ela ficou chateada por não ter conseguido me ‘converter’ do pecado da ingestão do produto em questão.

É engraçado como nos cultos evangélicos, os crentes são quase anjos, super-crentes. Declaram, determinam, amarram, profetizam, pisam o inimigo, etc., mas quando chega na rua, no dia-a-dia, a coisa fica meio feia. Se virem um despacho na esquina passa pro outro lado, se lhe dizem que fulano é macumbeiro, não chegam nem perto dele!

Daquele culto de amarração só resta o medo. Puro medo. Combustível precioso para o diabo!
Sem falar num grupo de pessoas que adora ver mensagens subliminares ' diabolicas' em tudo, vai de desenhos da Disney a refrigerantes, de declarações em reuniões de exorcismo a 'arrebatamentos' e 'revelações'. O que fazem é criar e alimentar o medo.

Ouvi uma vez um irmão pregar dizendo que crente não poderia ter em casa aquela planta chamada de ‘comigo-ninguém-pode’ e nem a ‘espada de São Jorge’ porque eram do diabo. Quando vieram perguntar minha opinião lhes disse apenas: ‘vocês comem frango cozido ou assado?” – e disseram: ‘sim” – então lhes disse que deixassem de comer pois é o animal mais usado em despachos de macumba! Todos riram!

Meu irmão, o diabo não fez planta alguma, nem animal algum, tudo é obra da criação de Deus todo poderoso!

Alguém tem medo do ‘tranca-rua”? – Temam aquele que tranca o mundo, o universo, que diz “até aqui virás e não mais adiante”!

Já pensou se você entrasse num supermercado e procurasse a religião de cada fabricante? Saber se o ‘dono’ fez algum pacto com o diabo? Sinceramente, não iríamos mais comer nada!

É hora de crescer! Paulo disse: “Tudo é vosso”

(1 Corintios 3:21-23)

21Portanto, ninguém se glorie nos homens; porque tudo é vosso:
22 seja Paulo, seja Apolo, seja Cefas, seja o mundo, seja a vida, seja a morte, seja o presente, seja o futuro, tudo é vosso,
23 e vós, de Cristo, e Cristo, de Deus.
O ídolo nada é, não tem poder pra fazer o bem nem o mal. Pois nossa vida está escondida em Deus!

Amém!
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Obs: Deixei de beber coca-cola. É porque estou fazendo regime! Já perdi 21 quilos e preciso perder mais 15. Mas só por isso.

sexta-feira

ONDE ESTÁ LUTERO?

Estou acabando de ler "Das Boas Obras" de Matinho Lutero, escrito em 1520 em Winttenberg. A cada página me emociono em quanto Lutero foi ousado. Ao se opor ao papado e toda sorte de maldades cometidas em nome de Deus, das duas uma: ou ele era um louco ou estava cheio do Espírito Santo. Aquele foi um tempo. Hoje é outro.

É necessário reformar a reforma! É isso mesmo, não escrevi errado, é preciso reformar a reforma! Estamos nos tornando pior do que o que motivou Lutero a se rebelar contra o Santo Ofício.

Os evangélicos se tornaram católicos medievais, com toda sorte de amuletos e fetiches utilizados em nome de Jesus. São rosas, lêmpadas, fitas, lençóis, doutrinas que misturam verdades das escrituras com invencionice louca!

Vendem a felicidade na terra pelo seu dízimo abençoado. Quer ser feliz? Não quer ver o capeta torrar seu dinheiro? Quer se livrar do devorador? Quer ter plenitude financeira? Então dê dinheiro a Jesus! Jesus adora dinheiro! Sim, esse Jesus evangélico é um banqueiro! Meu filho você vai pro céu, tudo bem, mas se quer ter o céu aqui na terra, então tem que pagar pra ver! (Por falar nisso você já adquiriu a Bíblia de Estudo de batalha espiritual e Vitória financeira do Silas/Morris? Então corra é só XX reais em XX vezes sem juros! - A bíblia do milhão – Não sei se vai ajudar você mas ao Silas...)

As indulgências no tempo de Lutero, garantiam a quem as comprasse, perdão de todos os pecados! Imagina, não precisar recitar inúmeros padres-nossos, nem ave-marias, nem pagar alguma promessa de forma castigante para o corpo. Era só comprar o papel sagrado, abençoado pelo Papa que tudo estaria certo! E o papa papava tudo! Que maravilha!

Em nome de Jesus já se fez as maiores maldades nesse mundo. Os cristãos mataram em nome de Deus, jogaram muita gente na fogueira defendendo ‘a fé’. As sangrentas cruzadas foram justificadas em nome de Jesus!

Hoje ainda perduram as fogueiras, fogueiras santas, que retiram até o último centavo dos miseráveis crentes na prosperidade terrena. Coitados. Continuarão pobres. Mas pelo menos possuem a esperança de virarem milionários. E como de milhares surge um que se dá bem nos negócios ( e daria bem mesmo se fosse ateu!) serve de testemunho para os outros (a grande maioria) continuar dando! É como na loteria. Cada semana milhões vão lá na lotérica perder seu suado dinheirinho, mas como sempre alguém ganha,(nem que seja aquele deputado que ganhou mais de 80 vezes na mega-sena) então justifica-se a perda.

Por muito menos Jesus entrou no templo com chicote de cordas e derrubou mesas de cambistas! “Olha o boi para oferta, não pode comprar boi, temos novilhos, carneiros, e se você não pode mesmo temos pombinhos e rolinhas a preço muito baixo, não deixe de fazer seu sacrifico” – Vejo os cambistas do templo gritando! – “Esta casa será chamada casa de oração, e vocês estão a convertendo em covil de LADRÕES” – diz Jesus.

E se Jesus entrasse numa igreja evangélica neopentecostal brasileira nos dias de hoje? Na de Laodicéia ele disse: “Eis que estou à porta e bato”, no Brasil talvez dissesse: “Eis que estou no outro lado da rua e grito”!

Estão transformando o evangelho de Jesus em outro Evangelho! Anatematizando as doutrinas, maqueando a verdade.

A reforma Luterana retirou as gorduras, fez uma lipoaspiração, mas agora o paciente voltou a engordar e está o dobro do peso!

Ou a igreja evangélica se converte a Jesus ou vamos nos transformar (ou já é?) numa outra coisa. Uma religião. Mais Uma.

Onde estás Lutero? Onde estão os Luteros?

Com muita ira santa,

Moisés Almeida.

terça-feira

E Se o Sal não Salgar?

Texto de Ricardo Gondim:

Infelizmente o mundo gospel, (neopentecostal ou evangélico) vem se tornando conhecido pelo seu nanismo cultural, superficialismo ético, pragmatismo burguês e cinismo teológico.


Embora continue embriagado com seus discursos triunfalistas, dá um tiro no próprio pé quando insiste em ter primazia sobre a Verdade e ser, ao mesmo tempo, motivo de chacota nacional.


Infelizmente, convive com uma religiosidade sem compromisso com o passado, sem tradição, sem hereditariedade (sempre existem maldições em algum ancestral) e sem futuro.


Os evangélicos não se enfastiam das novidades efêmeras, provisórias, e não se assustam com sua descontinuidade histórica. São massacrados pelo presente, pois não possuem projeto futuro.


Ora, quem vive precisa de alvos, porém, quando se perdem os horizontes utópicos, acaba-se a vitalidade. Tudo fica aborrecido, sem criatividade. Não existe nada mais repetitivo do que o “evangeliquês” dos novos apóstolos.


Os neopentecostais desenvolveram uma espiritualidade “templista”, sem vínculos comunitários. Sacralizam-se os prédios, valorizam-se os mega ajuntamentos, mas não se promovem relacionamentos. As pessoas se sentem sozinhas e autônomas no meio de uma multidão. Vão à igreja como quem vai a qualquer lugar público, sem sentimento de pertencimento.


Para azeitar financeiramente sua máquina religiosa, o neopentecostalismo convive bem com misticismos e sabe dar explicações mágicas para a cruel realidade que o rodeia. Sua fé não precisa de racionalidade nem dialoga com as ciências sociais.


O movimento evangélico tornou-se refém do marketing e anseia dominar o mundo midiático.

O autêntico testemunho evangélico se perdeu pela importância que o cenário televisivo ganhou como veículo de propagação da mensagem. Hoje o anúncio da fé fica em segundo plano, diante da força da imagem - que transforma tudo em simulacro. Resultado: os neopentecostais se firmaram como um supermercado de serviços (e produtos) religiosos, e o fiel, percebido como um consumidor (anualmente acontece a Feira do Consumidor Cristão, jocosamente apelidade de "Expo-Babilônia").


Com um discurso competente e bem afinado com os desejos das massas, o neopentecostalismo tornou-se quase hegemônico, conseguindo esvaziar igrejas históricas e pressionar os antigos pentecostais a também adotarem seus métodos, que funcionam e enchem auditórios.


Vaidosos de sua fidelidade apostólica e gabolas de sua eleição como a “chuva serôdia”, os evangélicos já revelam seu triste fim: ser sal que não serve para salgar. Lamentavelmente!


Soli Deo Gloria.

sábado

Eu, Chico Buarque, a Banda e a Palavra.

Ontem tive um sonho. Eu estava numa praça, cantando com Chico Buarque a música ‘A Banda’, não havia platéia, mas cantávamos com muita emoção. Acordei. O sonho tinha sido muito bom.

Mas que Deus livre o Chico de um suplício como esse de cantar comigo. Sou mais desafinado que qualquer desafinado perto de mim.


A música, no entanto, não saiu de minha mente, e como quando a gente está cheio da Palavra, tudo nos remete à Deus, comecei a meditar na letra da música com a qual Chico Buarque ganhou o II Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, em 1966.


A música fala da banda que toca e as pessoas esquecem de suas dores, todos param de fazer o que fazem e ouvem a canção, até que... a banda passou! E o verso é cruel quando diz que ‘o que era doce acabou...tudo tomou seu lugar...cada qual no seu canto e em cada canto uma dor, depois da banda passar”.


Não pude deixar de pensar na frívola alegria deste mundo, que é motivada por coisas externas, como ‘uma banda’, mas depois que a festa acaba, as pessoas caem em si, reconhecendo que ainda são as mesmas pessoas, com seus problemas, fragilidades, ansiedades e medos.


A felicidade deste mundo é fútil como a passagem da banda do chico. Mas existe o ‘depois da banda passar’, ‘a quarta-feira de cinzas’, ‘a ressaca’, que invariavelmente faz as pessoas retornarem ao estado que sempre estiveram e que apenas foram momentaneamente anestesiados. Ao acordarem a alma dói.


A Verdadeira alegria só encontramos em Jesus! Nele até a tristeza salta de alegria! Essa alegria não vem de nada externo, não vem de bandinhas ou de trios elétricos, ela vem da segurança eterna que sentimos no coração cheio da Palavra.


Mas quem tem Jesus, tem uma alegria que se manifesta mesmo na dor, na agonia, na tristeza e no luto. É a alegria de saber que a dor já não dói, a agonia é transformada em gozo, a tristeza se enche de alegria e o luto é invalidado pela certeza da ressurrreição!


A Vida com Jesus é muito mais fácil, justamente porque é vida em abundância. Ele não é uma banda, Ele é o TODO, o EU SOU.Creia nisso e experimente a paz que excede a todo entendimento!


Ou então, espere a pela banda, mas saiba: ela vai passar!

Moisés Almeida




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Veja a letra da música:

A Banda
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque


Estava à toa na vidaO meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor


O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parouA
namorada que contava as estrelas parou
Para ver, ouvir e dar passagem
A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor


O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela
A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor


Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou
E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor

Depois da banda passar

Cantando coisas de amor...

A Graça e a Gracinha

A Graça é o favor imerecido da salvação.

A Gracinha apesar do nome não é de graça.

A Graça é recebida por meio da fé.

A Gracinha vem da manipulação dos atravessadores da fé.

Na Graça tudo já foi pago na cruz.

Na Gracinha você paga todo dia, todo mês.

Na Graça quem pagou o preço foi Jesus.

Na Gracinha quem paga o preço é você.

Na Graça basta você crer.

Na Gracinha basta você pagar.

Na Graça a única regra de fé é a Palavra.

Na Gracinha vale mais as profetadas, doutrinas isoladas e interpretações pessoais.

Na Graça vivemos o bem da paz de Deus.

Na Gracinha sempre há a inquietude de estar devendo algo a Deus.

Na Graça eu sou o que sou diante de Deus e dos homens.

Na Gracinha eu sou uma coisa para Deus e pareço outra para os homens (uso de máscaras).

Na Graça a maior virtude é o amor.

Na Gracinha a maior virtude é esconder que não se tem virtude alguma.

Na Graça o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza.

Na Gracinha a fraqueza é vista como falta de fé.

Na Graça as bênçãos são proporcionais à bondade de Deus.

Na Gracinha as bênçãos são proporcionais ao meu esforço.

Na Graça sou salvo porque Jesus me salvou.

Na Gracinha sou salvo graças a mim mesmo, ao meu esforço santificatório.

Na Graça a razão para não pecar é o amor a Cristo.

Na Gracinha a razão para não pecar é o medo do julgamento da igreja.

A Graça é simples.

A Gracinha, não tem Graça nenhuma.


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Moisés Almeida

quarta-feira

TEOLOGIAS E TEOLOGADAS

A teologia é o estudo de Deus.

Parece uma contradição. Como estudar Deus?

Na verdade a construção das nossas teologias são nossas próprias construções doutrinárias acerca de Deus baseados no que podemos entender da Bíblia com os recursos que temos.

Quando a gente entra na igreja, logo despencam em cima de nós um monte de livros que explicam as escrituras, geralmente editados por nossa denominação, de modo que já começamos ‘vendo’ com os óculos denominacionais as coisas referentes a Deus!


Na era apostólica, o que os cristãos tinham era apenas a Palavra. Não existia os livros do novo testamento tal como temos hoje, no máximo existiam algumas cartas (que mais tarde virariam livros) lidas ocasionalmente nas reuniões. O que movia as pessoas era o testemunho apostólico!


A necessidade de escrever veio depois, provavelmente com a morte das testemunhas oculares, alguns escritores, movidos pelo Espírito Santo, registraram os acontecimentos, imprimiram seus entendimentos e interpretações do evangelho de Jesus Cristo.


Algumas vezes vemos Paulo dizendo que sobre determinado assunto ‘’não recebi mandamento do Senhor, mas dou o MEU parecer”, tendo em vista as circunstancialidades.
Algumas vezes isso parecia contraditório: no concílio de Jerusalém, Paulo concorda com aquelas proibições aos judeus que não tinham se acostumados com a graça e precisavam um pouquinho de lei para sobreviverem, inclusive a que determina que não comessem de coisas sacrificadas aos ídolos, mais tarde escrevendo aos corintios, ele afirma que comer ou não não das coisas sacrificadas aos ídolos não faz a menor diferença!. Não é que Paulo se contraditava, mas que respeitava o nível de consciência de cada comunidade em relação ao conhecimento do evangelho. Para os judeus, não comam, para os corintios, que não possuíam nenhuma herança cultural ou religiosa dos judeus, ele explica o que realmente deve ser.
Assim Paulo faz quando diz que as mulheres obedeçam aos seus maridos e se quisessem saber de alguma coisa perguntem a eles em casa e também quando diz que os servos (escravos) obedeçam a seus senhores, ao mesmo tempo que diz que em Cristo não há judeu, nem grego, nem servo, nem livre, nem macho nem fêmea pois todos são UM em Cristo Jesus. Paulo sabia que em Cristo todas essas coisas haviam acabado, mas enquanto essa consciência não pudesse chegar ao coração dos homens, deveriam haver certos mandamentos que trilhavam o caminho do meio.


A contece que hoje a coisa é bem diferente.


Após a reforma protestante, quando os cristãos começaram a ler as escrituras, ou se sentiram mais livres para interpretá-las, surgem as diferentes opiniões acerca do que dizia a bíblia acerca do mesmo assunto.


Lutero não aceitava a carta de Tiago, chamando-a de “epístola de palha”, porque não aceitava a idéia de que ‘a fé sem as obras é morta’. Era justamente contra isso que tinha se insurgido. Os cristãos não acreditavam em anjos atuando na atualidade. E daí vem Calvino com a doutrina da predestinação, que dividiria o mundo cristão em Calvinistas e Arminianos, entre outras, os pentecostais só apareceriam no final do século XIX.


A teologia, com nossas idiocrassias, distanciam-se cada vez mais de Deus e se aproxima cada vez mais da própria história da humanidade.


No tempo da escravidão a teologia concordava com base bíblica, baseado em que os servos deviam obediência a seus senhores. A própria igreja católica tinha escravos! Com o surgimento das políticas de libertação dos escravos, a teologia muda também, pregando que todos são iguais perante Deus!


Vejo o tempo todo releituras dos textos bíblicos para a sua acomodação aos acontecimentos e contextos históricos atuais.


Basta um acontecimento diferente na geopolítica do oriente médio e aquele versículo já não diz que dizia antes, e mudará depois se algo diferente ainda ocorrer!
As pessoas que interpretam as profecias de Nostradamus fazem o mesmo. Deixam as coisas acontecerem para depois dizer que estavam preditas!


A bíblia lida como um simples livro não passa de um livro que ajuda as pessoas potencializarem suas próprias ambições e pecados! É a chuva que cai sobre justos e injustos, sobre o justo frutificará justiça e sobre o ímpio injunstiças. A água que rega a flor é a mesma que rega o arbusto! Quem lê entenda! Isso é que faz a gente mandar o outro pro inferno porque não crê naquilo que pressupomos ser a absoluta verdade, nos faz julgar os outros, nos achar melhores que os outros, um verdadeiro ‘curso intensivo de farisaísmo’. Ou você acha que se fôssemos um país onde a política e a religião cristã andassem juntas, como acontece em países islâmicos, agiríamos diferente em relação a alguns “missionários islâmicos” que chegassem pra pregar a palavra de Alá? Mandaríamos pra fogueira como já foram mandamos em nome de Deus muita gente durante a chamada Santa Inquisição!


A bíblia pode ser lida contra a Palavra! Basta ver o exemplo da tentação de Jesus, onde o diabo utiliza textos das escrituras para tentar Jesus!


Mas a bíblia lida como Palavra, sem os óculos denominacionais, ideológicos ou religiosos, traz cura e libertação para a alma que dura para toda eternidade! E a única forma de fazê-la é lê-la sem a pretensão de interpretá-la, apenas deixando que ela penetre em nosso coração. É tão simples que dá preguiça de fazer, é mais fácil encher a mesa de um monte de livros teológicos e viver dos sentimentos e percepções dos ‘intérpretes oficiais”!


Outro dia conversando com um colega, eu não sabia que ele era testemunha de Jeová. Ele fez um comentário sobre os homens-bomba radicais islâmicos, e de como era absurdo acreditar que se explodindo junto com um monte de gente poderiam alcançar o céu. Eu lhe disse que se tratava de ideologia religosa que poderia estar presente em qualquer religião, e dei o exemplo de um pai que prefere ver seu filho morrer a fazer um transfusão de sangue! Era o mesmo princípio, uma interpretação particular das escrituras, paixão religiosa, e pronto continuamos a matar e a morrer pela religião! Ele não gostou e disse que nesse ponto era diferente, pois a bíblia dizia assim. E aí perguntei a ele quantas vezes, se almenos uma vez tinha lido a bíblia pura e simples? E apostava que antes de ler qualquer livro da bíblia ele teria lido antes um monte de livros da torre de vigia. Ele asseverou que realmente nunca tinha lido a bíblia pura e simples! Ou seja usava o óculos da religião!


Podemos mudar inventar teologia o tempo todo, teologia relacional, da libertação, da prosperidade, da confissão positiva, arminiana, calvinista, pentecostal, reformada, podemos referendar baseado em algum versículo isolado as campanhas das sete sextas-feiras, amuletos sagrados, unção do riso, unção do leão, e todo o besteirol evangélico que quisermos, mas Deus não se encontra nos livros, nem mesmo na bíblia se lida com o espírito religioso, Deus se encontra na Palavra!!!


É engraçado como o povo da promessa não percebe que o messias tinha chegado, mas reis magos do oriente vêm adorá-lo. O povo das escrituras não o recebe, mas a maior fé, Jesus diz ter encontrado num centurião romano, e diz que prostitutas e ladrões entravam primeiro no reino de Deus e os filhos ficavam de fora!


Quando disserem que o reino de Deus está aqui ( na religiosidade, no denominacionalismo) ou ali (nas opiniões, nos compêndios, nos concílios) não creais pois o reino de Deus está Dentro de Vós!


Moisés Almeida

domingo

Armagedon humano? - (texto de Leonardo Boff)

Os atuais cenários sombrios sobre o futuro do sistema-vida e especificamente da espécie humana permitem que biólogos, bioantropólogos e astrofísicos aventem o possível desaparecimento da espécie homo sapiens/demens ainda neste século. Aduzem argumentos que merecem ponderação. O mais robusto parece ser aquele da superpopulação articulada com a dificuldade de adaptação às mudanças climáticas.

Na escala biológica verifica-se um crescimento exponencial. A humanidade precisou um milhão de anos para alcançar em 1850 um bilhão de pessoas. Os espaços temporais entre os índices de um crescimento a outro diminuem cada vez mais. De 75 anos - de 1850 a 1925 - passaram para 5 anos de diferença. Prevê-se que por volta de 2050 haverá dez bilhões de pessoas. É triunfo ou dano? Lynn Margulis e Dorian Sagan, notáveis microbiólogos, no conhecido livro Microcosmos (1990) afirmam com dados dos registros fósseis e da própria biologia evolutiva que um dos sinais do colapso próximo de uma espécie é sua rápida superpopulação. Isso pode ser comprovado por micro-organismos colocados na cápsula Petri (placa redonda com colônias de bactérias e nutrientes). Pouco antes de atingirem as bordas da placa e se esgotarem os nutrientes, multiplicam-se de forma exponencial. E de repente morrem.


Para a humanidade, comentam eles, a Terra pode mostrar-se idêntica a uma cápsula Petri. Com efeito, ocupamos quase toda a superfície terrestre, deixando apenas 17% livre: desertos, floresta amazônica e regiões polares. Estamos chegando às bordas físicas da Terra. Há explosão demográfia e decrescimento dos meios de vida num planeta limitado. Sinal precursor de nossa próxima extinção?O prêmio Nobel em medicina, Christian de Duve, sustenta que estamos assistindo a sintomas que precederam no passado as grandes dizimações. Normalmente desaparecem por ano 300 espécies vivas porque chegaram ao seu climax evolucionário. Dada a pressão industrialista global sobre a biosfera estão desparecendo cerca de 3.500. Um desastre biológico. Será que agora não chegou a nossa vez?Carl Sagan, já falecido, via no intento humano de demandar à Lua e enviar naves espaciais como o Voyager 1 para fora do sistema solar, a manifestação do inconsciente coletivo que pressente o risco da extinção próxima.


A vontade de viver nos leva a excogitar formas de sobrevivência para além da Terra. O astrofísico Stephen Hawking fala da possivel colonização extrasolar com naves, espécie de veleiros espaciais, impulsionadas por raios laser que lhes confeririam uma velocidade de trinta mil quilômetros por segundo. Mas para chegar a outros sistemas planetários teríamos que percorrer bilhões e bilhões de quilômetros, necessitando pelo menos de um século de tempo. Ocorre que somos prisioneiros da luz, cuja velocidade de trezentos mil quilômetros por segundo é até hoje insuperável. Mesmo assim só para chegar a estrela mais próxima – a Alfa do Centauro – precisaríamos de quarenta e três anos, sem ainda saber como frear essa nave a esta altíssima velocidade.Tais reflexões nos permitem falar de um possível Armagedon humano.


Este representa um desafio para as religiões que vêem o fim da espécie como obra do Criador e não da atividade humana. Para o Cristianismo a morte coletiva, mesmo induzida, não impede o triunfo final da vida pela via da ressurreição e da transfiguração de toda a criação por Deus.


Ainda Traje de homem... Traje de mulher! - Costumes X Doutrina

Muitas opiniões têm sido emitidas a respeito de um texto que colei aqui no blog sobre vestimentas de homem e de mulher (ver Traje de homem... Traje de mulher, leiam também o texto sobre LEGALISMO NA IGREJA EVANGÉLICA), alguns deram opiniões no blog e outros me enviaram e-mails.

É engraçado como isso divide opiniões. E a minha é mais uma opinião!

Mas queria que vocês refletissem um pouco mais, só que agora de forma mais abrangente.

Alguns falaram que isso criava certa ‘‘identidade do grupo’’, de forma que era correto se vestir de forma ‘diferente do mundo’, e outros que era por pura ‘opção”.

Na verdade, não passam de doutrinas de homens!

Não ignoro que se tenham costumes no que se refere às vestimentas, que sejam distintivos de determinado grupo religioso. E assim sendo eu concordo que exista, DESDE QUE, não se empurre isso goela a baixo da membresia como DOUTRINA BÌBLICA! O que termina invariavelmente acontecendo.

Daí ser importante a gente distinguir o que seja DOUTRINA do que seja DOGMA, e do que seja COSTUMES.

Do ponto de vista bíblico, a igreja não pode abrir as portas do liberalismo, mas não lhe convém por outro lado, impor costumes sem o correspondente embasamento doutrinário.

Deus não delegou a nenhum pastor, o poder exclusivo de determinar o que compete à igreja fazer ou não fazer, e embora essa afirmação possa chocar alguns ministros acostumados ou viciados em imporem seus gostos e caprichos sobre a igreja que pastoreiam, sem nenhum respaldo na Palavra, apenas baseado no ‘ se eu não gosto – Deus não gosta”, creio que Deus tem delegado autoridade no sentido de orientarmos os membros das igrejas a tomarem decisões por si mesmos, cuidando que eles também têm ‘’a mente de Cristo”.

Doutrina é o conteúdo da fé Cristã, ela é uniforme, válida em todos os lugares.

Dogmas, são doutrinas admitidas sem necessidade de provas.

Costumes são concebidos de acordo com o gosto de cada povo, etnia, e é válida apenas naquele ‘território’.

1) Quanto a Origem:A Doutrina é Divina e o Costume é humano
2) Quanto o Alcance: A Doutrina é geral e o Costume é local.
3) Quanto ao tempo: A Doutrina é imutável e o costume é temporário.

Vários costumes, com o passar do tempo acabam se tornando ‘sagrados’ em várias comunidades, tais como:

1) Ler a Bíblia no culto, congregação em Pé ou Sentada.
2) Saudar os irmãos com a Paz do Senhor
3) Tanque Batismal em templos
4) Capas brancas para batizandos
5) Uniformes para corais
6) Nomes bíblicos em conjuntos, bandas, corais, etc.
7) Levantar a mão para aceitar Jesus.
8) Cálice coletivo na santa ceia embora Jesus tenha dito “bebei DELE todos’’, e não ‘’bebei NELE todos”
9) Oferta recolhida em gazofilácio ou em cestinhas.
10) Rito para casamento religioso.
11) Uso de cabelo comprido para mulheres e curto para homens.
12) Uso de paletó e gravata para administrarem o culto
13) Uso de calça comprida em homens e saia ou vestido para mulheres
14) Não usar bigode
15) Não usar brinco, batom ou outras maquiagens

Conheço uma igreja onde é proibido o homem usar bigode, conheço outra que só é ordenado ao ministério se tiver bigode! Haja coração! Ops, Haja bigode!

E por aí vai.

Mas cuidado! Muitas vezes o que chamamos de ORTODOXIA, é o costume que ‘virou’ DOUTRINA!!!!!

Portanto queridos, se na sua igreja você ensina que não deve fazer isso ou aquilo sobre o que a Bíblia silencia ou não condena (não vale forçar a doutrina com versículos isolados e de dúbia interpretação!) tenha pelo menos a humildade para dizer que tem que ser assim ‘POR CAUSA DA TAL IDENTIDADE’, mas nunca diga que isso é PECADO, ou que ‘’O SENHOR NÃO SE AGRADA”.

Não misture seus sentimentos, com a Palavra. Pois enganoso é o coração do homem!

O que me faz entristecer é ver muita gente cumprindo a ‘cartilhinha da denominação’ com muitos ‘ não toques, não proves, não manuseies’, e achando que assim está ‘santificado’! Mas por outro lado são gananciosos, mentirosos, blasfemos, murmuradores, lascivos, idólatras, causadores de inimizades, iracundos, invejosos, heréticos, e toda a sorte de obras da carne, mas porque não ‘jogam bola, não vão a praia, não usam calça comprida (mulheres), não usam calção (homens), não usam brinco nem batom, estão bem!

Oxalá se enchessem do fruto do espírito!

O perigo de se pregar costumes é mascarar a verdadeira doutrina!

Ouvi certa vez um irmão dizer: “fazer tal coisa(disse a coisa) não é pecado em si, mas como a igreja proíbe, então se torna pecado”, logo a igreja que deveria combater o pecado acaba criando pecado!

Já temos muitos ‘pecados de verdade’ com que nos preocupar, não precisamos criar mais pecados ainda.

É hora de pregarmos o evangelho de Jesus, sem essas esquisitices da religião.

Muitas vezes quando a pessoa diz que não quer ‘aceitar Jesus’, na verdade ela não quer é ‘aceitar a esquesitice da tua igreja’! De forma que só Jesus sabe quem de fato rejeitou Jesus!

Bem, esse é o começo da discussão para vocês refletirem. Então me escrevam.
Moisés Almeida
moisesrivele@bol.com.br