Total de visualizações de página

sábado

O FILHO PRÓDIGO COMO PARÁBOLA DA VIDA


Jesus contou a parábola do filho pródigo, onde ele (o filho), pede ao seu pai para ir embora, o que portanto obrigaria o pai a dividir prematuramente a herança.
O interessante da história é que o pai não faz objeção, não tenta fazer o filho mudar de idéia, não o constrange a ficar, apenas divide a herança e o deixa ir. Simplesmente reconhece o direito que seu filho tem de ficar e de ir embora. E concede ao filho seu desejo.
O tempo passa, e o filho gasta todo o dinheiro com tudo que pôde curtir, até que fica na mais absoluta miséria, e termina desejando comer comida de porcos que ele mesmo agora tomava conta. Ele cai em si, e estabelece uma linha lógica de raciocício: tem empregado de meu pai, que come e vive melhor de que eu, portanto, vou pedir ao meu pai que me receba de volta. Como não tenho mais direito sobre nada, que pelo menos me receba como um de seus empregados.
Ensaia uma petição, e vai ao encontro daquele que nunca deveria ter abandonado. E ao longe o pai lhe vê, se enche de compaixão, corre, o abraça e beija.
Dá uma festa maravilhosa que é contestada pelo filho que ficou. O pai então a esse seu filho inconformado diz o que ele nunca atentara: tudo que ele tem é dele, mas esse seu filho que chegara agora, era como uma ressurreição e um grande achado.

Deus também é assim, aliás só consigo ver no pai o PAI, e no filho pródigo, EU. De modo que Deus nos deixa seguir nosso próprio caminho, mesmo que não seja aquele que ele quer pra gente. Mas a nossa liberdade de ir, de ser, de ter, é sempre respeitada. Só depois a gente percebe que nunca deveria ter ido, nunca deveríamos ter nos atrevido a deixar o caminho.
Tem gente que aprende com a lição dos outros, mas a grande maioria tem que sentir na pele pra aprender de verdade.
Muitas vezes quando alguém se desvia(da igreja, de casa, do casamento, etc), nós o tratamos de forma apocaliptica, mas, de fato, ele tem que seguir seu caminho, pra depois chegar na conclusão óbvia que nunca deveria ter ido. Não adinata concelhos, palavras, só vivência.
Mas o Pai está de braços abertos, e o filho não tem chegado ainda, mas ele o vê primeiro.
A vida na casa do Pai lhe deixou saudade, e a miséria de sua alma lhe deu arrependimento. Então decide voltar, mas depois daí, a atitude é do Pai, o vê, corre pra ele, lança-se ao seu pescoço e o beija.
O Bom é aproveitarmos o que temos na casa do Pai, pra não sermos tão alienados como os dois filhos desse pai: Um sai de casa pra buscar o que depois entende que nunca precisou, e o outro nunca aproveitou o que sempre teve.

Que Deus nos abençoe!!!!!

Moisés Almeida

terça-feira

OS PROFETAS DO SÉCULO XXI

Vi a Veja dessa semana falando dos novos 'pastores'. Essa pastorada não me impressiona. Falta conteúdo, falta simplicidade, falta humildade, falta Deus.
Vejo muitos pastores ateus! Isso mesmo, pois embora falem de Deus, o negam com sua arrogância, prepotência e ambição. O que importa são as lãs das ovelhas, é uma indústria da lã. Não importa se agora a ovelha vai sofrer de frio, hipotermia espiritual é o que as multidões que seguem essa gente sente. O calor do Espírito à muito se foi. São pastores da moda, do curso desse mundo, chancelados por uma revista de informação semanal que é, por natureza, incapaz de dizer se esse crescimento é bom ou ruim.
O triste é que estamos multiplicando como filhos de coelhos, mas com a mente de uma mula!
Quem dera que um dia acordássemos, e enxergássemos o que realmente signfica evangelho!
Mas apenas alguns verão. A maioria só 'Veja'.

Moisés Almeida

sexta-feira

Sexo – Nós só pensamos Naquilo!



Segundo Freud o resumo da ópera está no sexo. Frustrações, emoções, alegrias, traumas, medos, apatias, simpatias, é tudo decorrente de nossa relação com a nossa sexualidade.

Não entendo muito de psicanálise, mas nem precisa. Olhe à sua volta: De um lado, Propagandas de cerveja exibem mulheres seminuas para chamar atenção dos consumidores; programas de televisão usam a sensualidade para aumentar a audiência; musicas de duplo sentido (e as vezes de sentido único) fazem ‘sucesso’ ; atores, atrizes e personalidades não resistem aos pomposos cachês para posarem nus; a industria pornográfica ganha milhões com a comercialização de filmes, apetrechos, literaturas, e sites; as mulheres nas ruas usam cada vez menos roupas, seguindo a ‘moda’; Enfim, para onde se olhe tem sexo.

E na igreja? Bom, tem os que o Caio chama de santarados, pervertidos, que adoram ouvir e bisbilhotar as histórias sexuais dos outros, principalmente nos circos das comissões de disciplina: como foi? De que jeito? Em que posição? Fez mais o que? – são as perguntas ‘técnicas’ que se faz. E aquilo que deveria servir pra ajudar, acaba se transformando na ‘playboy’ dos crentes. Sem falar nos aparentemente santinhos que não suportam as roupas coladas das irmãs na igreja, e se masturbam depois, ou fazem sexo com sua mulher pensando ‘naquela irmãzinha’ delicada que lhe pediu um conselho.

Bem estou dizendo tudo isso, e tenho certeza que não minto, pois isso que digo, não é especulação e sim constatação, porque é tempo da gente se enfrentar, se entender, e decidir pra que lado a gente quer ir:

Para o lado da hipocrisia, de dizer que isso não acontece, de subliminar nossas taras e desejos, pedindo a Deus pra ninguém desconfiar do que somos capazes de pensar ou fazer, do lado dos que dão conselhos aos outros pra fazerem ou deixar de fazer o que a si mesmo sobeja – os nossos mais íntimos pecados inconfessáveis .

Ou Para o lado daqueles que admitem ser o que são, não estão preocupados em representar um papel para fora, sem que isso seja a verdade do lado de dentro, dos que são suficientemente capazes de olhar pra dentro de si e encarar os ‘demônios’ interiores, e assim, sem medo, se colocar aos pés de Cristo, para a cada dia ser melhorado, como crente e como gente!


A negação é uma mentira prolongada. Mas como sua semelhante tem pernas curtas. E logo a verdade aparece. E aí tem gente que estranha o comportamento de fulano de tal que era isso e aquilo e agora fez aquilo outro. Na verdade o fulano sempre foi o que foi, apenas aprendeu a negar o que é, e chegou um tempo em que não deu mais pra representar o papel, caiu a máscara e o rei ficou nu. Não dá pra não viver num mundo cheio de apelos sexuais, mas a cada dia dá pra andar em graça e misericórdia.
Dou glória a Deus, pois para Ele eu sou um eterno flagrante, ele sabe de tudo, estou sempre nu diante dele, pois ele me conhece mais do que conheço a mim mesmo. E é diante dele que recebo o aperfeiçoamento, o que não me faz perfeito, pois pecado sou, mas me coloca no caminho da verdade. De modo que quando alguém me confessa um pecado, para desabafar, a sensação que tenho é de estar diante de um espelho! Esse cara parece comigo. E minha tristeza é de ele pensar que eu sou perfeitinho, meu Deus, se puxar o minha linha de costurar vão encontrar uma corda de amarrar navio!
Sexo não é o problema, o problema são as máscaras. É por isso que Jesus disse que Prostitutas precedem no reino de Deus aos fariseus. Sexo é bom e sadio, mas o diabo – perito em perverter o sagrado - criou a prostituição, da qual a Palavra diz: Fugi dela! Fugir da prostituição não é negar nossos instintos, mas não ser dominados por eles. Isso é que me faz diferente do meu cachorrinho.

Outro dia falo mais no assunto, principalmente das máscaras.

Bom dia e Boa Copa 2006 – afinal, Deus definitivamente não é brasileiro, mas eu sou.

Moises Almeida.

quinta-feira

Problema Teológico ou Político?

Um homem, evangélico, presbítero de uma igreja, gente boa, casado, pai de três filhos, vive tranquilo em sua residência onde possui um pequeno comércio. Num certo dia, um assaltante lhe aborda e lhe tira a vida com dois tiros.
Bem, os evangélicos via de regra geralmente resumem o incidente acima num simples problema teológico. Nessa hora surgem perguntas do tipo: Por quê Deus permite? Pode um justo morrer assim? Onde está a proteção de Deus a alguém que lhe dedica a vida? – Ora, essas perguntas, não são difíceis de responder, com alguma lógica e fundamentação bíblica. Nada do que Salomão no livro de Eclesiástes já não tenha perguntado antes.
Mas o problema mesmo não é o problema teológico da questão, mas sim político. A verdade é que estamos entregues aos bandidos, que impunimente cometem seus desatinos, amparados por uma legislação leve e atrasada quase parceira dos crimes. As autoridades parecem ter perdido a luta para a marginalidade. De vez em quando vemos notícias do tipo: “nesse feriado morreu 20% menos pessoas que no mesmo período do ano passado”, como se nós fôssemos apenas estatística. Não se quer saber se quem morreu era um pai de família, um filho querido, uma mãe dedicada, o que importa é que mesmo continuando a morrer gente todo dia de forma violenta, se façam essas ridículas comparações, para passar a imagem de que os pseudo-esforços estão dando algum resultado.
Se faz campanhas e levanta-se fundos para proteger o peixe-boi, tartaruga marinha, mico-leão-dourado, e tantos outros animais ameaçados de extinção. Mas não parece haver o mesmo empenho para defender a vida humana. Não que não seja importante preservar os animais, claro que é. Mas cada ser humano é único, cada um é uma espécie em extinção, ninguém é igual a ninguém, Deus nos fez únicos no mundo. Mas nós, piores que as bestas da terra, lutamos para ter direito a portar uma arma de fogo, justificamos guerras mundo afora, defendemos abortos, e tantas coisas mais contra a vida.
Em vez de assistirmos passivamente tanta violência, nós como igreja, deveríamos nos unir, fazer passeatas, cobrar das autoridades políticas, dos deputados em especial, que elaboram as leis, mais severidade para coibir essas atrocidades, ‘com fome e sede de justiça’.
Mas voltando à questão teológica, muitos dirão que é o fim dos tempos, que é assim mesmo, que nada melhorará, e nesse conformismo ideológico-religioso, ninguém faz nada. Pelo amor de Deus: Ninguém pode fazer com que as profecias não se cumpram, mas não podemos entrar na onda de ‘quanto pior melhor’. As profecias apenas apontam para onde estamos caminhando se continuarmos nesse caminho do desamor, da crueldade, da violência e da omissão. Temos que ser como Abraão que pede por Sodoma e Gomorra mesmo que Deus já tendo decretado que a destruiria.
Do ponto de vista de Cristo, o que aconteceu ao irmão no caso do primeiro parágrafo desse texto, é o que pode acontecer a justos e injustos. João Batista, era amigo de Jesus, foi seu precussor, dava testemunho dEle, pregava nas esquinas, nos desertos, e contra as autoridades, mas foi morto decapitado por um capricho de uma dançarina. E Jesus não fez nada pra salvar o amigo, e olha que foi sobre ele que Jesus tinha dito que ‘dos nascidos de mulher não havia ninguém maior que João Batista’.
Daí a gente aprende que os amigos de Jesus podem morrer das mortes mais tolas, decapitados como João e Paulo, crucificados de cabeça pra baixo como Pedro, Apedrejados como Estêvão. Mas o que realmente imorta é que eles estão guardados com Deus. E pra Deus ninguém morre, pois todos estão vivos, por isso ele é chamado de o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó.
A morte não mata mais. Porque Jesus a venceu na Cruz. De modo que para os olhos dos que nisso crêem, ela serve apenas como ‘servo’ de Deus para introduzir o santo nas mansões celestiais. O que fica para os que ficam é dor, perda, angústia, e desespero, mas para Deus nada mudou, apenas mais um de seus filhos chegou ao lar eterno.
Não é a vontade de Deus que alguém morra de forma violenta, o homem é que se acha do direito matar. Não é a vontade de Deus que as crianças morram de fome em Ruanda, e se aliementem bem na América. Ou Deus gosta mais das crianças de Bush? Mas os homens, escravizam uns aos outros, acumulam para si riquezas e fazem com que seus semelhantes sofram.
Não, essa não é a vontade de Deus, não é vontade diretiva ou permissiva, como dividiria didaticamente algum teólogo de plantão, mas é o livre arbítrio de ser, que o homem tem e o usa sempre para o mal, pois ‘o homem é mau desde a sua meninice’ conforme a Palavra. Mas Deus trará todos à juízo, disso ninguém duvide.
Que Deus nos abençoe e ajude.

(O texto acima foi escrito após a morte de um irmão em Cristo, conforme foi dito no primeiro parágrafo do texto. Que Deus console a família enlutada, do irmão Nilson Canuto. Ele agora descansa em Paz. Que Deus tranforme toda dor em saudade e consolação na certeza da ressurreição)

Moisés Almeida – 18-05-06 dois dias após o incidente.

sexta-feira

Um Sonho de Olhos Abertos!!!

Ontem tive um sonho.
Sonhei:
Que não brigávamos mais por sermos calvinistas ou arminianos,
Que não venerámos mais o pastor como um anjo despótico, mas o obedecíamos em amor,
Que ajudávamos uns aos outros nas hora difíceis,
Que sempre nos lembrávamos dos mais humildes na igreja,
Que servíamos a Jesus sem medo do inferno, apenas por amor a ele,
Que não tínhamos mais medo de ser quem somos, mas agora sem fingimentos, éramos trabalhados pelo Senhor em verdade,
Que não concordávamos mais com a injustiça praticada em certos cultos disciplinares,
Que ninguém era 'cortado' da igreja por usar um batom, calça comprida ou bermuda,
Que o fruto do Espírito era mais importantes que os dons,
Que pregar o evangelho não era mais um sofrimento estatístico,
Que se anunciava que Jesus abençoa mesmo sem obrigação pecuniária,
Mas...
Era apenas um sonho. Mas não custa nada sonhar. Ora vem Senhor Jesus.

Moisés Almeida

sábado

JÁ SEI ONDE NÃO IR

Ricardo Gondim

Leio que o exército negociou com traficantes o retorno da "normalidade" nas favelas do Rio de Janeiro – ou seja, devolveu-lhes a liberdade para negociarem e restituiu-lhes seu "território", que continuará no controle do crime. Angustio-me, mas não desisto do jornal, afinal sou brasileiro e já corri sete maratonas. Aprendo que o crescimento econômico brasileiro, estagnado há mais de vinte anos, mantém-se com índices equivalentes ao Haiti. Por pura teimosia, viro a página da Folha e fico informado que o lucro do maior banco brasileiro, que já estava na estratosfera, aumentou mais 80% no último ano.
Enquanto o cenário draconiano me rodeia pela página impressa, ouço os pastores. Eles parecem alienígenas vindos de um mundo perfeito. Falam de uma existência sem sofrimento, de uma prosperidade mágica, e de vitória em todo e qualquer percalço. Percebo-os como patifes que minimizam os descalabros nacionais como se fossem "maldições" espirituais. Sabem encurralar o povo sofrido no beco da culpa: "Se você enfrenta dívidas e crises conjugais decorrentes de seus problemas financeiros, com certeza não está pondo sua fé em ação". São para mim mercadejadores da Palavra que desafiam os desvalidos nacionais com a cara mais lisa e ordinária: "Venha fazer a campanha de Gideão, da Fogueira Santa, do Sal Grosso, das Muralhas de Jericó e acabe seu sofrimento".
Como arrazoar? São dois mundos distintos, duas realidades que não se tangenciam. Eles não lêem os jornais, não possuem senso crítico; e varrem escrúpulo e decência para debaixo dos seus tapetes imundos. São lobos vorazes que saqueiam o irrisório salário mínimo do trabalhador; fomentam um ambiente onde não se pode perguntar, pensar ou exercitar o bom-senso. Conseguiram condicionar seus auditórios e todo argumento recebe respostas emotivas, piegas e irracionais. Ouço irritado: "Não se deve julgar essas igrejas, afinal de contas, muitos se libertaram e lá tiveram uma genuína experiência com Deus". "Se essas igrejas estão cheias e o povo não é burro, alguma coisa boa deve haver ali". A cada réplica, dá vontade de virar as mesas dos templos. Os contra-sensos revoltam.
Enquanto isso, minha caixa postal se entope de mensagens de gente destruída, decepcionada e desiludida. Eles ouviram sermões que não "resolveram", e agora se sentem largados nas calçadas. Há dias não consigo dormir direito com tantos pedidos de socorro. São mulheres espancadas, filhos abusados e profissionais frustrados. Todos reclamam que suas orações não funcionaram e não sabem o que fazer.
Concluo que esses sintomas não são pontuais e nem circunscritos a um determinado grupo. O modelo evangélico nacional adoeceu. Os que defendem a ortodoxia da fé deveriam se arrepender de seu dogmatismo e defenderem a vida antes das doutrinas; os que se enxergam como baluartes do pentecostalismo deveriam fazer crítica interna porque geraram comunidades que asfixiam a criatividade, a liberdade e a felicidade; os que se dizem na vanguarda do "mover apostólico" deveriam ter coragem de se olharem no espelho e reconhecer que propalam maravilhas que só beneficiam a eles próprios.
Assim, acabo meu envolvimento com o mundo evangélico. Termino minha militância com o movimento ao qual me dediquei por mais de trinta anos. Estou desencantado. Chegou a hora de encerrar minha associação com esse imenso guarda-chuva que hoje abriga uma das religiosidades mais pernósticas da história. Não quero mais estar incluído no mesmo rol de pessoas que considero pilantras fardados de apóstolos. Tenho pena desses drag-queens culturais que se deslumbram com o imperialismo de um George W. Bush. Não consigo ouvir missionários que prometem milagres a granel.
Chega! De hoje em diante não me sentirei atacado quando souber que apedrejaram o discurso moralista e inconsistente desses sicofantas.
Contudo, continuarei minha caminhada cristã, movido pela esperança do Reino, alimentando-me dos que trilham a senda de Jesus de Nazaré. Tomo emprestadas as palavras de Frei Betto: "A esperança é uma fênix. Sempre a renascer das cinzas... Um sonho se tece de mil fios delicados, até que um dia a imagem se transporta da mente à realidade. Talvez não se saiba exatamente aonde se pretende chegar. É como no amor, os sentimentos criam vínculos sem que se saiba ou se possa adivinhar o porvir. Sabe-se, contudo, por onde não ir. Como no poema de José Régio: "não sei por onde vou,/ não sei para onde vou,/ sei que não vou por aí!". Não vou pelas vias que conduzem os passos do inimigo...".
Soli Deo Gloria

Ricardo Gondim é Pastor Presidente da Assembléia de Deus Bestesda. Escrito em 20/03/06. Citado wm: www. Vidaacademica.net

terça-feira

O QUE VEM PRIMEIRO: A CRIAÇÃO OU A REDENÇÃO?


O QUE VEM PRIMEIRO: A CRIAÇÃO OU A REDENÇÃO?
Caio Fabio

Se o Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo, significa que a criação acontece no ambiente da redenção; e não a redenção acontecendo no ambiente da criação, conforme ensina a teologia.Segundo a teologia prevalente, Deus criou, e como algo deu errado, Ele deu um jeito de amor nas coisas, enviando Seu Filho para resgatar aqueles que, ouvindo acerca Dele, venham a crer; e, então, se continuarem firmes na fé, que significa estar “firme na igreja”, eles vão para o céu. Mas quem não ouviu, ou ouviu e não “creu” — sendo que estar numa “igreja” é o atestado de que se “creu” —, esse, ou esses muitos (aliás, a maioria absoluta), estão danados num inferno que é visto como um tempo (cronos) sem fim. Desse modo, a “igreja” é o centro de todas as coisas que concernem o céu e o inferno, assim como ela é a parte da humanidade que está salva e tem a obrigação de fazer a outra perte ouvir, aceitar, e entrar para a “igreja”, a fim de ser realmente salvo. É de tal sorte o narcisismo da “igreja”!Essa é a idéia que habita o inconsciente e o consciente da “igreja” e do “cristianismo”. E é também essa idéia que prevalece nas três religiões monoteístas do mundo: o judaísmo, o cristianismo e o islâmismo. Nesse caso, por mais que Deus ganhe, somente Ele pode explicar como ganhou alguma coisa, visto que a maioria absoluta de Suas criaturas vão direto para o inferno. A menos que a alegria de Deus fosse feita das gargalhadas do diabo. Entretanto, essa é a simples implicação de ser crer que o Deus Criador é um, e que o Deus Redentor é outro; ou que a Graça comum é uma, e a Graça especial é outra; e que os filhos de criação de Deus são todos os perdidos, e os filhos salvos são apenas os que se tornaram cristãos. O resultado de se crer que há uma dualidade entre criação e redenção, na prática, é aquilo que nós chamos de História da Igreja. E essa História declara apenas o desastre de tal visão do mundo. Na realidade, pode-se dizer que a História do Ocidente, e por extenção de influência e poder, de todo o mundo — é a História de como tal visão de um mundo dual pode acabar com a Terra; como hoje se vê.Entretanto, se o Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo, o mundo foi criado no ambiente da Redenção; e não o contrário. Ora, tal percepção desconstrói por inteiro o edifício da teologia cristã e acaba com o poder Imperial que a “igreja” tomou para si, desde Constantino. Além disso, toda a narrativa bíblica ganha sentido; visto que os desastres da criação e as catastrofes humanas — da Queda até hoje —, fazem parte da redenção em processo na criação; sendo que essa redenção é um ato-processo que visa levar a criação e o homem à plenitude deles mesmos; o que só poderia acontecer numa criação que exista já dentro da ambiência da Graça Única. Se o Cordeiro não fez Sacrifício antes de criar, tudo o mais acontece como remendo de pano novo em veste velha; o que se choca com o modo de Jesus agir. E Ele disse: “Eu e o Pai somos Um”. Na realidade a visão que a teologia cristã tem da Queda e da Redenção é a de “remendo de pano novo em vestes velhas”. É por isto que não pode jamais dar certo; como jamais deu.Quem, porém, crê que tudo o que existe já foi chamado à existência no ambiente da Graça, esse nunca mais vê o mundo do mesmo modo; e, em sua mente, jamais a visão das coisas é a mesma. Mas como tenho dito, as implicações de tal percepção estão para além daquilo que a “igreja” deseja, ou concebe aceitar para si, visto que ela teria que morrer, para poder dar muito fruto. Somente se na “igreja” houvesse do mesmo espírito que houve também em Cristo Jesus, o qual se esvaziou, se identificou, e não buscou ser nem mesmo quem era (Deus), é que poderia haver algum significado para ela nesta existência ainda. Do contrário, ela não terá qualquer contribuição espiritual a dar à humanidade. Enquanto isto, os planos de Deus não são frutrados, e Seu Espírito segue abraçando a todas as criaturas; e continua derramando Graça sobre todos os homens,em todos os lugares, segundo a Ordem de Melquizedeque; pois, tudo e todos os que existem, já estão designados para voltarem para Ele; pois, pelo Seu sangue, Ele reconciliou consigo mesmo todas as coisas; as quais, já foram criadas sob o signo da reconciliação eterna realizada pelo Cordeiro antes de todas as criações. Tal visão, entre outras coisas, nos levaria a tratar da criação como quem ministra um sacramento!No dia em que a visão da fé for a de que a Criação aconteceu no ambiente da Redenção e da Graça, nesse dia, o culto será a vida e a vida será o culto; e a catedral será a existencia toda; pois, tudo já é nosso, seja a vida, seja a morte, sejam as coisas do presente ou do por vir; tudo é nosso, e nós de Cristo, e Cristo de Deus.Nele, em Quem tudo é e todos são,Caio" name=PAGDES_0001>Se o Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo, significa que a criação acontece no ambiente da redenção; e não a redenção acontecendo no ambiente da criação, conforme ensina a teologia.Segundo a teologia prevalente, Deus criou, e como algo deu errado, Ele deu um jeito de amor nas coisas, enviando Seu Filho para resgatar aqueles que, ouvindo acerca Dele, venham a crer; e, então, se continuarem firmes na fé, que significa estar “firme na igreja”, eles vão para o céu. Mas quem não ouviu, ou ouviu e não “creu” — sendo que estar numa “igreja” é o atestado de que se “creu” —, esse, ou esses muitos (aliás, a maioria absoluta), estão danados num inferno que é visto como um tempo (cronos) sem fim. Desse modo, a “igreja” é o centro de todas as coisas que concernem o céu e o inferno, assim como ela é a parte da humanidade que está salva e tem a obrigação de fazer a outra perte ouvir, aceitar, e entrar para a “igreja”, a fim de ser realmente salvo. É de tal sorte o narcisismo da “igreja”!Essa é a idéia que habita o inconsciente e o consciente da “igreja” e do “cristianismo”. E é também essa idéia que prevalece nas três religiões monoteístas do mundo: o judaísmo, o cristianismo e o islâmismo. Nesse caso, por mais que Deus ganhe, somente Ele pode explicar como ganhou alguma coisa, visto que a maioria absoluta de Suas criaturas vão direto para o inferno. A menos que a alegria de Deus fosse feita das gargalhadas do diabo. Entretanto, essa é a simples implicação de ser crer que o Deus Criador é um, e que o Deus Redentor é outro; ou que a Graça comum é uma, e a Graça especial é outra; e que os filhos de criação de Deus são todos os perdidos, e os filhos salvos são apenas os que se tornaram cristãos. O resultado de se crer que há uma dualidade entre criação e redenção, na prática, é aquilo que nós chamos de História da Igreja. E essa História declara apenas o desastre de tal visão do mundo. Na realidade, pode-se dizer que a História do Ocidente, e por extenção de influência e poder, de todo o mundo — é a História de como tal visão de um mundo dual pode acabar com a Terra; como hoje se vê.Entretanto, se o Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo, o mundo foi criado no ambiente da Redenção; e não o contrário. Ora, tal percepção desconstrói por inteiro o edifício da teologia cristã e acaba com o poder Imperial que a “igreja” tomou para si, desde Constantino. Além disso, toda a narrativa bíblica ganha sentido; visto que os desastres da criação e as catastrofes humanas — da Queda até hoje —, fazem parte da redenção em processo na criação; sendo que essa redenção é um ato-processo que visa levar a criação e o homem à plenitude deles mesmos; o que só poderia acontecer numa criação que exista já dentro da ambiência da Graça Única. Se o Cordeiro não fez Sacrifício antes de criar, tudo o mais acontece como remendo de pano novo em veste velha; o que se choca com o modo de Jesus agir. E Ele disse: “Eu e o Pai somos Um”. Na realidade a visão que a teologia cristã tem da Queda e da Redenção é a de “remendo de pano novo em vestes velhas”. É por isto que não pode jamais dar certo; como jamais deu.Quem, porém, crê que tudo o que existe já foi chamado à existência no ambiente da Graça, esse nunca mais vê o mundo do mesmo modo; e, em sua mente, jamais a visão das coisas é a mesma. Mas como tenho dito, as implicações de tal percepção estão para além daquilo que a “igreja” deseja, ou concebe aceitar para si, visto que ela teria que morrer, para poder dar muito fruto. Somente se na “igreja” houvesse do mesmo espírito que houve também em Cristo Jesus, o qual se esvaziou, se identificou, e não buscou ser nem mesmo quem era (Deus), é que poderia haver algum significado para ela nesta existência ainda. Do contrário, ela não terá qualquer contribuição espiritual a dar à humanidade. Enquanto isto, os planos de Deus não são frutrados, e Seu Espírito segue abraçando a todas as criaturas; e continua derramando Graça sobre todos os homens,em todos os lugares, segundo a Ordem de Melquizedeque; pois, tudo e todos os que existem, já estão designados para voltarem para Ele; pois, pelo Seu sangue, Ele reconciliou consigo mesmo todas as coisas; as quais, já foram criadas sob o signo da reconciliação eterna realizada pelo Cordeiro antes de todas as criações. Tal visão, entre outras coisas, nos levaria a tratar da criação como quem ministra um sacramento!No dia em que a visão da fé for a de que a Criação aconteceu no ambiente da Redenção e da Graça, nesse dia, o culto será a vida e a vida será o culto; e a catedral será a existencia toda; pois, tudo já é nosso, seja a vida, seja a morte, sejam as coisas do presente ou do por vir; tudo é nosso, e nós de Cristo, e Cristo de Deus.
Nele, em Quem tudo é e todos são,

Caio

(Visite o site do Caio Fábio: www.caiofabio.com.br)

quarta-feira

Morte e Vida

A alguns dias soube do que aconteceu ao irmão de um querido amigo meu, que morreu assassinado. E escrevi a carta que segue abaixo a esse amigo. Retirei do texto tudo o que possa o identificar, e suprimi alguns parágrafos que só diziam respeito a ele. O que falo abaixo é a minha mais inteira confissão de Fé. (Principalmente para aqueles que pensam que "fora da igreja não há salvação") :




Amigo:
Na vida, amigo, sempre encontramos dificuldades, cada um com um grau maior ou menor, mas sofremos todos as dores de viver. Pois viver é assim desde que Adão caiu. Mas nada deve fazer a gente parar de celebrar a vida e a esperança, pois a compreensão que temos da vida é muito pequena. Em Cristo temos a chave de tudo. Pois nele a vida ganha sentido, nEle nossos pés ganham chão, nEle reconhecemos nossa pequenez e veneramos seu auxílio. Nele, a vida e a morte são a mesma coisa. Nós é que nos desesperançamos porque achamos que a vida existe apenas nesse chão no qual pisamos, pois reduzimos a salvação das pessoas às crendices de nossas religiões, medimos as pessoas com nossa medida míope. Na verdade, meu amigo, como diz William Sheaskespeare em uma de suas obras: "Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia", isso concorda com o que a Bíblia diz: "pois o que o olho não viu e o ouvido não ouviu e nunca subiu ao coração do homem, isso Deus tem preparado para aqueles que o amam". Nós não sabemos de nada. Soube por (um amigo em comum), tardiamente, o que aconteceu ao seu mano. Mas não se desespere nunca, pois ele agora está com o Pai. No mundo ele fez escolhas e escolhas, mas no fim acabou nos braços do Pai Eterno. O ladrão da cruz, clama ao Senhor no último momento, e no último momento recebe o perdão de Deus. O perdão de Jesus ao ladrão na cruz, não fez prolongar sua vida na terra, mas lhe deu a vida eterna com Cristo. Seu mano, assim como você, viu a fé de seus pais, e assim conheceram a Jesus. E Jesus, não é criador de uma religião que se diz a verdadeira, Jesus é Deus. Ele não criou o cristianismo, ritos, regras, dogmas, não! Ele apenas pediu que crêssemos nEle e assim teríamos Vida. Tenho certeza que veremos seu mano no céu. E digo isso com a convicção que sempre preguei e prego a palavra de Deus - que a salvação não está presa à religião, mas que Deus é livre pra salvar a quem ele quer. Tem uma música do Sérgio Lopes, não sei se você conhece, chama-se Amarildo, e quero transcrevê-la pra você: (Amarildo pode ser qualquer um)

Musica: Amarildo Cantor/Compositor: Sérgio lopes

Desde os tempos de menino Ele aprendeu nos becos,
Que tinha um jeito mais fácil,
Embora arrriscado, de ganhar a vida.
Logo se inturmou nos bandos,
Viciou-se em aventuras.
Transformado em guerrilheiro armado
E desordeiro aprontou mil loucuras.
Cheio de pó e cerveja, Passava em frente à Igreja,
E ninguém compreendia,
Quando ele dizia: Que Deus me proteja!

Vem Amarildo, Cristo te espera, Ninguém na Igreja vai te condenar, Jesus te ama, seu Nome clama, Decide hoje tua vida, a Cristo entregar.

Dava um sorriso contido, Um aceno agradecido,
Mas na igreja não entrava, Lá de fora olhava e seguia seu rumo.
Durante a semana inteira, De sexta à sexta-feira,
Se achava um bom vivã, numa alegria vã Vivendo à pó e fumo.
Como quem nada deseja, Passa sempre em frente à igreja
Quer entrar mas não consegue, Seu caminho segue,
sem a paz que almeja.

Vem Amarildo, Cristo te espera, Ninguém na Igreja vai te condenar, Jesus te ama, seu Nome clama, Decide hoje tua vida, a Cristo entregar.

Mas naquela madrugada, Caiu numa emboscada,
Era apenas um menino, mas como assassino Ele foi torturado.
De repente ouviu um tiro, E num último suspiro,
Se lembrou daquela igreja, E de quantas vezes já foi convidado.
Lá no chão da avenida, Vendo sangrar, sua vida,
Pelo Nome ele clamou E um sorriso marcou, A triste despedida.

Vai amarildo, Cristo te espera, Ninguém lá em cima, vai te condenar, Jesus te ama, Ele te chama, Tiveste a chance, da vida, a Cristo entregar. ****************************************************



Amigo, é nisso que sempre cri e preguei. No final, na verdade ninguém morre, pois Deus é Deus de vivos e para Ele vivem todos, como disse Jesus. Às vezes a gente vê catastrofes acontecendo e se pergunta onde está Deus, que não socorre o aflito e o desesperado, e permite que furacões e terremotos matem milhares de pessoas. Mas na verdade, Emiliano, Deus está cuidando de tudo, ele não é um criador que deixa de cuidar da criação, não! Apenas nós não compreendemos é que todos, TODOS, todos, TODOS, estão vivos pra ELE! Pois pra Ele o pior não é morrer, às vezes o pior é viver uma vida sem sentido. Em Deus a morte e a vida são a mesma coisa, assim como a luz e as trevas. Então o que fazer? Apenas crer nEle. Na sua bondade, no seu amor, que cuida de seus filhos, que os consola e os exorta, que os ama, mesmo que suas criaturas interpretem seu cuidado como tirania. O segredo é descansar nEle e crer no que diz os salmos da Bíblia: "Louvai ao Senhor porque Ele é Bom". Quando eu creio que Ele é bom, nada muda, mas tudo muda. O que isso quer dizer? Quer dizer que do ponto de vista humano, nada muda - fome, angústia, morte, problemas - mas nossa visão espiritual vai enxergar outras coisas, que é o que é real - fome e agústia é aprendizado, morte é o começo da vida que nunca acaba, problemas são um nada. Ou seja, o que crê em Cristo vive melhor, embora viva como vive todo mundo. Quem crê nisso, pode estar numa choupana no meio do mato, mas agradece o dom maravilhoso da vida, mas quem não crê vive uma vida de angústia mesmo que more na beira-mar de Boa Viagem! No final, amigo, o que importa é o que é de fato, e o que é de fato não está aqui, visível, palpável, tangível, mas sim está na fé, que vem da Palavra de Deus. Não estou dizendo isso pra você se internar numa igreja, e se fanatizar com doutrinas e ritos e dogmas, não! Eu mesmo a cada dia estou menos religioso, mas mais confiante na graça. Estou dizendo é que a vida fica mais leve pra quem crê em Jesus, pois mesmo muitos que estão dentro das igrejas não conhecem Jesus como bem pra alma, conhece apenas uma filosofia, uma religião, mas quando se conhece Jesus de verdade, se experimenta a paz interior, que é refletida, com a mudança do coração, não apenas uma mudança de itinerário - ia pro clube e hoje vai à igreja - mas uma mudança de coração - ver a vida, a morte, a benção, a tristeza, o amor, a solidão, o sessego, o desespero, o afago, a saudade - tudo enfim COM OS OLHOS DE CRISTO. Leia os evangelhos e verá. Amigo, A paz que se encontra em Jesus é muito mais do que podemos imaginar, e é uma paz não apenas pra ser confessada, mas experimentada como verdade pra vida. E qual a vantagem disso? É viver uma vida de fé aqui na terra ainda, até o dia no qual viveremos a vida plenamente no céu. Essa paz, a sociedade não dá, o dinheiro não dá, a igreja não dá, o pastor não dá, só se encontra em Jesus Cristo. Foi por isso que Jesus morreu. Pra nos dar vida! A natureza está repleta desse testemunho: à nossa volta vemos esse ciclo de morte e vida, algo morre pra algo viver, a carne que nos alimenta com seus nutrientes um dia já respirou no corpo de um ser vivo, um animal. Mas ele teve que morrer pra que sua morte gerasse nutrientes em meu corpo quando consumo sua carne. Na vida selvagem animal, a cadeia alimentar é justamente isso, a zebra bonitinha tem que morrer pra o leão continuar vivo. Jesus disse que se a semente não morrer, não dá fruto, mas morrendo gera fruto e vida. Assim, Deus morreu, em Cristo, para me trazer vida, ele se esvaziou de si mesmo a fim de me garantir salvação, mas diferente de tudo, ele ressuscita, demonstrando que seu poder além de gerar vida, gera vida eterna, pois assim como ele morre e vence a morte, assim nós também a venceremos. Deus cria, e morre pelo que criou, e ressuscita dizendo que a morte já não é, pois ele tem poder sobre a morte e o inferno. Depois que Jesus saiu daquele sepulcro, meu amigo, o mundo jamais foi o mesmo. Aquele que crê viva. Poderia falar muito mais, mas quero terminar te desejando felicidades, ao lado de sua família, e amigos, e fazer uma oração por você: estou orando enquanto escrevo:


"Senhor Deus, te peço por (nome), uma pessoa que o senhor me deu o privilégio de conhecer, um de teus filhinhos espalhados por essa terra inteira, dá-lhe a tua paz, o teu amor, felicidade, esperança e confiança. Dá-lhe, ó Pai, sabedoria para discernir a tua palavra, e que ele chegue bem mais perto de ti, pois dele tu nunca te ausentastes. Faze ó Senhor, que ele se sinta por ti amado, que tu possas dar um abraço na sua alma, e dá-lhe a paz eterna, segundo teu evangelho. Que ele olhe a vida e morte, a luz e as trevas, com a tua visão, e que lances fora o medo e a dor, que dês a ele o consolo do espírito e a certeza da tua incompreensível salvação, que não está presa em intituições religiosas, em sacerdotes, em ritos, em cerimônias, mas entender que és livre, livre pra salvar como és livre para criar. Que tu possas dar-lhe a paz que ele terá na eternidade, ainda aqui Senhor, e que isso seja para Glória do teu Nome. Que tu arranques do coração dele, qualquer dúvida, rancor, ódio, maldade, e implante nele o teu eterno amor, o perdão, a compreesão, a paciência. Essa meu Deus é a oração de um amigo. Te peço e te agradeço, em Nome de Jesus - Amém, amém e amém". Nele, que nos chamou para sermos seus discípulos,


Moisés Almeida Escrito em 20/01/2006

Santos ou Santarrões

Semana passada eu estava na igreja, e preguei sobre a vida de Pedro, de como ele era cheio de altos e baixos, era capaz de andar sobre as águas e também de receber de Jesus uma repreensão:"pra trás de mim satanás!". Ora estava muito bem, ora nem tanto. Nega Jesus três vezes, mas afirma três vezes que o ama. falei, que encontro Pedro todo dia, em mim mesmo, nas pessoas que vejo e tenho contato. Pedro somos nós. Apenas a graça nos basta! Ouvir certos irmão pregarem sobre santificação, algo tão irreal pra eles mesmos, que tinha que ser um anjo pra cumprir tudo, essa gente quando pára de pregar eu me pergunto: isso foi pra gente de verdade ou pra anjos! Não aguento mais essa pregação hipócrita que anula nossa humanidade, que diz que eu não peco, que sou perfeito, que tenho de fazer, dizer, etc - Preguei uns 30 minutos. No final do culto, uma irmãzinha, de uns 28 anos talvez, não sei de onde é, mas não me conhecia, me chamou à parte e disse: "Pastor, eu precisava dessa palavra, faz muito tempo que luto comigo mesmo pra ser um modelo de cristão, e encontro minhas falhas, que são tantas, mas hoje aprendi tudo. Só a graça nos basta" Fiquei feliz, e esta é apenas a única razão de eu ainda estar 'cambalendo' na Bléia: É de poder ajudar a alguns a enxergar, que somos cristãos em processo, e não santos-do-pau-oco

Moises Almeida

sábado

Doença de Dar Fruto a qualquer custo

O “DAR FRUTO” COMO ANGUSTIA E NEUROSE DO FAZER
Rev. Caio Fabio

Impressiona-me muito ver o estado de culpa latente que habita as pessoas no mundo evangélico. Além disso, também muito me admira como as pessoas ficaram viciadas num fazer auto-justificador diante de Deus.As pessoas estão tão acostumadas a se sentirem em dívida, que quando se lhes diz que está tudo pago, elas não sabem como se comportar.Mas e agora?—perguntam—Como fica? O que tenho de fazer? Não podem simplesmente aceitar que o alvo da fé é a construção de um ser humano, neles mesmos, conforme a imagem do Filho de Deus. E que não fomos chamados para construir templos, mas para sermos templo.Se não se diz a eles para “fazerem” alguma coisa, dá-lhes a sensação de não estarem dando “fruto”.Dar fruto, para um evangélico, em geral, é participar das atividades da igreja, evangelizar e ganhar pessoas para a fé da igreja—e isto só se contabiliza como “ganho” quando a pessoa se integra na igreja—, ser ativo em departamentos da igreja, ser notado na igreja como alguém com quem se conta; e, também, ser capaz de gostar de tudo o que a igreja ensina, e um monte de outras coisas, todas relacionadas à igreja.Ou seja: fora da igreja não há fruto para se dar. E quando falo de igreja, falo da organização eclesiástica física e funcional. Assim, para um evangélico, fora da igreja tanto não há salvação como também não há fruto. A igreja é a “videira verdadeira” dos evangélicos, assim como também o é para toda a Cristandade.Desse modo, sendo a videira uma organização e não um poder vital—uma seiva de vida—, o que aparece como evidência desse pertencimento, não é fruto, posto que entidades e instituições não dão fruto, mas sim apresentam resultados.O fruto na “igreja-videira” é atividade e a funcionalidade. O fruto, porém, na Videira Verdadeira, é apenas fruto. Ou seja: é aquilo que acontece de modo natural, e que é apenas o resultado de se estar ligado à fonte da vital, e de se ser uma extensão da própria Árvore da Vida. Um ramo!Assim, nessa época de “Células-G 12”, de ativismo imenso, de hiper-ocupação dos crentes, e de cobrança de ativismo como devoção e obediência a Deus, realidades como amor, misericórdia, bondade, longanimidade, paz, mansidão, alegria e domínio próprio, passaram a ser besteiras e poesias sem importância. O fruto da igreja é contabilizável. Já o fruto da Videira Verdadeira não é contabilizável, posto que ele não é medido em quantidades, mas apenas em qualidade.Ora, quando você vem e diz para as pessoas que elas estão livres da tirania dos fazeres aflitos, e que agora podem ser—e sobretudo ser—, pois o que realiza o fruto não é o fazer, mas o ser; então, muitas vezes, dado ao vício e a heroína do heroísmo do muito fazer, do ativismo que por anos lhes foi inoculado como devoção executiva e produtiva—sempre de modo quantificável e para fora—, as pessoas se sentem sem chão, e entendem a coisa toda como um dês-construção. Há presos, por incrível que pareça, que depois de anos de prisão já não sabem mais como existir em liberdade. Na realidade, há presos que não querem mais sair do presídio. Trocaram a liberdade pela segurança da cadeia, e pela certeza de amizades que não acabam, posto que os amigos estão encerrados na mesma prisão de segurança máxima.Ora, vejo e ouço crentes reclamando da “prisão” o tempo todo, mas se se lhes abre os portões, e se lhes diz—Foi para a liberdade que Cristo vos libertou. Saiam!—; em geral alguns se alegram de imediato, mas quando postos na rua e ao ar livre, entram em pânico, e sentem saudades do cativeiro.Os discípulos de Jesus precisam saber que “o fruto” é aquilo que acontece como produção natural da vida, começando no interior. Todas as demais atividades externas acontecem sob uma possibilidade: “sem amor, nada disso aproveitará”. No entanto, mesmo assim, a maioria prefere dar o corpo para ser queimado a fim de “provar alguma coisa” para si mesmos e para os outros, do que simplesmente ser, e expressar na vida os frutos do próprio ser, sempre crescendo nas produções do amor.Na realidade, para quem o dar fruto equivale ao muito ocupar-se e ao muito fazer, o convite para ser, não significa nada para eles. Não lhes dá “provas comprobatórias” de nenhum frutificação.Esquecem-se de que o chamado do Evangelho é a para a felicidade de ser, não de fazer. O “bem-aventurado, é...” E nele o fazer não é um esforço relacionado a um programa de atividades religiosas, mas tão somente aquilo que de modo natural brota da vida ligada à Videira, assim como um cacho de uva é o simples resultado de se estar ligado à arvora que tem aquele qualidade de natureza.Enquanto não se entende isto, toda e qualquer tentativa de dar fruto apenas conforme ensina o Evangelho, acaba por se tornar—para os crentes neurótico pela obrigação de dar fruto como fazer—num processo de vazio e cheio de mal-estar e culpa, posto que o vício na justiça-própria que decorre dos muitos afazeres religiosos, é um dos vícios mais poderosos que podem se instalar no coração humano. Deixar tal vício leva tempo. Isto quando as pessoas conseguem.Para quem tem dúvidas sobre o que digo, basta que se lembre o que Jesus disse a Marta acerca do assunto. Marta se agitava em muitos afazeres. Maria se quedava ouvindo a Palavra, aos pés de Jesus. Marta reclamava com Jesus acerca da passividade não produtiva de Maria. Jesus lhe respondeu que ela, Marta, andava muito preocupada e ocupada com muitas coisas. E concluiu: “Pouco é necessário; ou mesmo uma só coisa é necessária. Maria escolheu a boa parte; e esta não lhe será tirada”. Mas para que se troque a construção de Pirâmides para fora, pela plantação de sementes de vida no coração, o indivíduo tem que confiar apenas num simples fato de que é a permanência confiante na Videira Verdadeira aquilo que natural gerará os frutos que agradam a Deus. Caio 4/10/04" name=PAGDES_0001>Impressiona-me muito ver o estado de culpa latente que habita as pessoas no mundo evangélico. Além disso, também muito me admira como as pessoas ficaram viciadas num fazer auto-justificador diante de Deus.As pessoas estão tão acostumadas a se sentirem em dívida, que quando se lhes diz que está tudo pago, elas não sabem como se comportar.Mas e agora?—perguntam—Como fica? O que tenho de fazer? Não podem simplesmente aceitar que o alvo da fé é a construção de um ser humano, neles mesmos, conforme a imagem do Filho de Deus. E que não fomos chamados para construir templos, mas para sermos templo.Se não se diz a eles para “fazerem” alguma coisa, dá-lhes a sensação de não estarem dando “fruto”.Dar fruto, para um evangélico, em geral, é participar das atividades da igreja, evangelizar e ganhar pessoas para a fé da igreja—e isto só se contabiliza como “ganho” quando a pessoa se integra na igreja—, ser ativo em departamentos da igreja, ser notado na igreja como alguém com quem se conta; e, também, ser capaz de gostar de tudo o que a igreja ensina, e um monte de outras coisas, todas relacionadas à igreja.Ou seja: fora da igreja não há fruto para se dar. E quando falo de igreja, falo da organização eclesiástica física e funcional. Assim, para um evangélico, fora da igreja tanto não há salvação como também não há fruto. A igreja é a “videira verdadeira” dos evangélicos, assim como também o é para toda a Cristandade.Desse modo, sendo a videira uma organização e não um poder vital—uma seiva de vida—, o que aparece como evidência desse pertencimento, não é fruto, posto que entidades e instituições não dão fruto, mas sim apresentam resultados.O fruto na “igreja-videira” é atividade e a funcionalidade. O fruto, porém, na Videira Verdadeira, é apenas fruto. Ou seja: é aquilo que acontece de modo natural, e que é apenas o resultado de se estar ligado à fonte da vital, e de se ser uma extensão da própria Árvore da Vida. Um ramo!Assim, nessa época de “Células-G 12”, de ativismo imenso, de hiper-ocupação dos crentes, e de cobrança de ativismo como devoção e obediência a Deus, realidades como amor, misericórdia, bondade, longanimidade, paz, mansidão, alegria e domínio próprio, passaram a ser besteiras e poesias sem importância. O fruto da igreja é contabilizável. Já o fruto da Videira Verdadeira não é contabilizável, posto que ele não é medido em quantidades, mas apenas em qualidade.Ora, quando você vem e diz para as pessoas que elas estão livres da tirania dos fazeres aflitos, e que agora podem ser—e sobretudo ser—, pois o que realiza o fruto não é o fazer, mas o ser; então, muitas vezes, dado ao vício e a heroína do heroísmo do muito fazer, do ativismo que por anos lhes foi inoculado como devoção executiva e produtiva—sempre de modo quantificável e para fora—, as pessoas se sentem sem chão, e entendem a coisa toda como um dês-construção. Há presos, por incrível que pareça, que depois de anos de prisão já não sabem mais como existir em liberdade. Na realidade, há presos que não querem mais sair do presídio. Trocaram a liberdade pela segurança da cadeia, e pela certeza de amizades que não acabam, posto que os amigos estão encerrados na mesma prisão de segurança máxima.Ora, vejo e ouço crentes reclamando da “prisão” o tempo todo, mas se se lhes abre os portões, e se lhes diz—Foi para a liberdade que Cristo vos libertou. Saiam!—; em geral alguns se alegram de imediato, mas quando postos na rua e ao ar livre, entram em pânico, e sentem saudades do cativeiro.Os discípulos de Jesus precisam saber que “o fruto” é aquilo que acontece como produção natural da vida, começando no interior. Todas as demais atividades externas acontecem sob uma possibilidade: “sem amor, nada disso aproveitará”. No entanto, mesmo assim, a maioria prefere dar o corpo para ser queimado a fim de “provar alguma coisa” para si mesmos e para os outros, do que simplesmente ser, e expressar na vida os frutos do próprio ser, sempre crescendo nas produções do amor.Na realidade, para quem o dar fruto equivale ao muito ocupar-se e ao muito fazer, o convite para ser, não significa nada para eles. Não lhes dá “provas comprobatórias” de nenhum frutificação.Esquecem-se de que o chamado do Evangelho é a para a felicidade de ser, não de fazer. O “bem-aventurado, é...” E nele o fazer não é um esforço relacionado a um programa de atividades religiosas, mas tão somente aquilo que de modo natural brota da vida ligada à Videira, assim como um cacho de uva é o simples resultado de se estar ligado à arvora que tem aquele qualidade de natureza.Enquanto não se entende isto, toda e qualquer tentativa de dar fruto apenas conforme ensina o Evangelho, acaba por se tornar—para os crentes neurótico pela obrigação de dar fruto como fazer—num processo de vazio e cheio de mal-estar e culpa, posto que o vício na justiça-própria que decorre dos muitos afazeres religiosos, é um dos vícios mais poderosos que podem se instalar no coração humano. Deixar tal vício leva tempo. Isto quando as pessoas conseguem.Para quem tem dúvidas sobre o que digo, basta que se lembre o que Jesus disse a Marta acerca do assunto. Marta se agitava em muitos afazeres. Maria se quedava ouvindo a Palavra, aos pés de Jesus. Marta reclamava com Jesus acerca da passividade não produtiva de Maria. Jesus lhe respondeu que ela, Marta, andava muito preocupada e ocupada com muitas coisas. E concluiu: “Pouco é necessário; ou mesmo uma só coisa é necessária. Maria escolheu a boa parte; e esta não lhe será tirada”. Mas para que se troque a construção de Pirâmides para fora, pela plantação de sementes de vida no coração, o indivíduo tem que confiar apenas num simples fato de que é a permanência confiante na Videira Verdadeira aquilo que natural gerará os frutos que agradam a Deus.

Caio Fabio
www.caiofabio.com.br

A Bruxificação do Natal

Há vários anos se têm falado no meio evangélico, contra a comemoração do Natal, as razões são as mais diversas; 1) Jesus não nasceu em 25 de Dezembro; 2) A data era a comemoração da festa ao deus-sol; 3) A Bíblia não manda comemorar o nascimento de Jesus; 4) blá, blá, blá... Eu mesmo em tempos mais ortodoxos na fé 'evangélica' me impus contra a tal 'romanização da Igreja'. Na verdade quem comemora o Natal, não está lembrando do deus-sol, nem de paganização nenhuma, está simplesmente comemorando...O Natal. Simples assim. Os evangélicos são muito preocupados com as origens das coisas, e se a origem é pagã, deve ser rejeitada, bem, basta ver à nossa volta que essas tais 'origens' estão sempre presentes; O que dizer dos meses do ano, janeiro, em homenagem ao deus Juno, fevereiro em homenagem ao deus Febro, março em homenagem ao deus Marte, Abril à Afrodite, Junho ao deus baco, julho ao imperador Julho César, agosto ao imperador Augusto também considerado uma divindade, a partir daí os meses seguem uma ordem numérica, setembro porque era o sétimo mês, outubro o oitavo, novembro o nono e dezembro o décimo. Podíamos falar dos dias da semana, de nomes próprios e de diversas outras coisas, nomes, e datas que têm sua origem no 'paganismo'. Para fugir delas Deveríamos então sair do mundo!!Ao invés de demonizarmos a data, ou fazer uma perseguição ao papai Noel, o bom velhinho, inspirado na vida de São Nicolau, e que veste uma roupa vermelha e dirige um trenó, graças à uma campanha publicitária da coca-cola que criou a lenda, Que tal usarmos a data para as pessoas compreenderem o mistério da encarnação? Sim, quando Deus se tornou homem, mudando para sempre a história da humanidade. Ao invés disso ficamos a brigar com uma lenda e basear nossa repulsa na origem pagã de uma data, ao mesmo tempo que usamos no nosso dia-a-dia dezenas de outras. Quem crê em Jesus não mais se preocupa com o datas, luas, sábados, pois são coisas que passam. Ao invés disso deveríamos dar importância às coisas realmente importantes, e deixar que querer ser os pitbulls da religião.

Moises Almeida

segunda-feira

Complexo de Abraão

Complexo de Abraão
Moisés Almeida

Na história de Abraão, há um momento crucial, um vexame divino, Deus agora pede a Abrãao o que de mais importante lhe havia dado – seu filho. Abraão à princípio deve ter estranhado o pedido, era o seu filho a grande promessa de Deus, sua descendência seria bendita, era o nascimento não apenas de um menino mas de um povo. Será que Deus tinha mudado de idéia, e agora cancelaria sua promessa? Como se cumpriria o “multiplicarei a tua descendência, e em ti serão benditas todas nações da terra”? Como Deus poderia dar e retirar com tanto simplismo? Brincar com a sensibilidade de um ancião que na sua velhice tinha tido a benção de ter um filho com a mulher que amava?
O que se sabe é que Abraão crê em Deus, lhe é obediente, e porisso vai ao Moriá oferecer em sacrifício o seu filho, o seu único. Na sua terra natal, os cultos idólatras faziam oferendas humanas, o que não deve ter impressionado a pedido de Deus, Abraão não tinha nenhum problema ‘teológico’ com isso, que lhe era dolorido, era o fato de ser o seu filho! Mas ele não questiona a natureza do sacrifício, nem o objeto desse sacrifício. Ele simplesmente vai.
O final da história todos sabemos, Deus impede o sacrifício humano de Isaque e um cordeiro é oferecido a Deus em seu lugar. Final feliz – happy end.
O que chamo aqui de Complexo de Abraão, é o fato de muita gente achar que Deus é um ser tão egoísta, que não se pode gostar de nada profundamente, sem que Deus queira logo acabar com a festa, e aí tem gente que tem medo de amar, e de gostar, porque Deus pode ficar zangado, “afinal será que José gosta mais do filho do que de mim? Não pode, vou matar o filho dele, e assim o amor dele, será somente pra mim”. É um Deus passional, ciumento, quase um diabo. Um Deus que não permite que as pessoas se gostem, se amem, ou sejam felizes. E tem gente que ainda diz: tá bom pra ser verdade. Deve vir algo ruim depois.
Essa concepção de Deus não é, e nem nunca foi a imagem do Deus eterno, que é amor. E que sua justiça, ainda assim é derramada em amor e compaixão pelas suas criaturas. Não podemos fazer a teologia do Isaque para o nosso cotidiano, aquilo foi um caso de Deus com Abraão, e só a ele importa, e também foi a prefiguração da morte de Cristo. O que passar disso é terrorismo evangélico dos Bin Ladens da religião, é manipulação de consciências.
Deus quer que sejamos felizes sim. E não há nada errado em amar. O amor que devotamos a um filho, esposa, pai, mãe, é diferente do amor que temos a Deus. No novo testamento, escrito em grego, se faz a diferênça da palavra ‘amor’ pra cada ocasião, usa-se uma palavra específica para dizer que se ama a Deus, mulher, o filho, o irmão. Em português usamos a mesma palavra, porisso a banalização e não compreesão do significado.
Quando Jesus disse que quem não deixar pai, mãe, irmãos, fazendas, por amor dele não era digno dele, não estava querendo sufocar o amor entre familiares, mas que haveria momento em que deveria se fazer uma escolha, e numa escolha, deveria se colocar Jesus em primeiro lugar.
Amar a Deus sobre todas as coisas é também amar o próximo, pois assim pergunta João, ‘se você não ama seu irmão/próximo que vê todo dia, como amará a Deus que nunca viu?’. O exercício do amor a Deus é amar o seu próximo, pai, mãe, irmão, inimigo, como demonstração desse amor de Deus que invade nossas almas. Quem ama conhece a Deus porque Deus é amor. Não dá pra amar verticalmente apenas, o amor tem que ser demonstrado horizontalmente – com os semelhantes – e assim cumpriremos a lei de Cristo.
Há muita gente nas igrejas que dizem que amam a Deus, mas não socorrem seus irmãos, são gente que ora de dia e de noite pra ter ‘revelações, sinais, profecias’ que conseguem ver anjos voando dentro da igreja, mas não conseguem ver o irmão necessitado sentado ao lado! A pessoa consegue ver anjo e não consegue ver a necessiade do seu irmão? Mil vezes desejo o contrário. Uma espiritualidade dessa é absolutamente descartável.
No último dia a Bíblia diz que Jesus não vai perguntar quantas revelações você teve, ou quantas visões ou quantas profecias. Ele vai pergunar se destes de comer ao faminto, de beber ao sedento, de vestir ao nú, se fostes visitar o enfermo e o encarcerado, pois ‘quando fizeste uma dessas coisas aos mesus pequeninos a mim me fizeste’.
Não tenha medo de amar, de dizer que ama, aos que estão à sua volta, a seu filho que precisa de carinho, a sua mãe que precisa de ouvir um ‘te amo’, e a todos que necessitam de um pouco de carinho nesta vida, isto é bom pra você também, pois amar faz bem. Vamos nos curar desse ‘complexo de abraão’, onde se tem medo de amar, e se faz de conta que não se ama, pra Deus não se enciumar e acabar por tirar o objeto de seu amor. Esse tipo de deus é na verdade o diabo.
Deus é amor, e todo o que ama conhece a Deus.



Moisés Almeida.

Quatro episódios e muitas inquietações.

Quatro episódios e muitas inquietações.
Ricardo Gondim Rodrigues

Primeiro episódio.A pastora Miriam Silva prometera algumas surpresas para o próximo culto. Na data marcada uma pequena multidão superlotou o seu auditório em São Paulo. Disputavam lugares até nos corredores. O ar pastoso do calor não inibia a euforia que passava de pessoa para pessoa. Ondas de uma eletricidade emocional causavam arrepios em todos. Cantaram-se alguns hinos; todos convocando os crentes para uma batalha. De repente, as portas que ladeiam a plataforma do templo se abriram e a pastora Miriam entrou. Vinha acompanhada por alguns dos seus oficiais. Apareceu trajando um uniforme militar com camuflagem e carregando uma baioneta pendurada no cinto. Marchou até o centro, sempre rodeada de seus oficiais. Todos igualmente fantasiados. A voltagem subia a cada hino que se cantava. De repente abriu-se mais uma porta e seis homens surgiram carregando um caixão de defuntos nos ombros. Os gazofilácios serviram de apoio para repousarem a urna funerária diante do povo. Agora o frenesi emocional misturava-se à perplexidade. Tudo se mostrava inusitado demais. A pastora Miriam sacou a baioneta e com ela em punho começou a pregar o seu sermão. Culpava a cultura romana pelos percalços da nação brasileira. Afirmou que somos pobres, vivemos no meio da violência e estacionamos em nosso desenvolvimento devido ao “espírito de Roma”. “Esse espírito”, continuou com a voz afetada, “nos ensinou a guardar o domingo e batizar crianças. Temos que matar e esfaquear esse espírito, ele não provém de Deus”. Depois de mais de meia hora condenando o “espírito de Roma”, convocou a todos no auditório a verificarem se suas próprias vidas também não estariam contaminadas com o tal espírito. Abriram o caixão e as pessoas trouxeram um papel escrito, indicando de que maneira estavam maculados por Roma. Quando se aproximavam do caixão, enxergavam-se num espelho estrategicamente colocado no lugar onde repousaria a cabeça do morto. Depois que todos depositaram seus pedaços de papel naquele móvel sinistro, repuseram a sua tampa e esperaram o próximo movimento da pastora. Ela desceu com a baioneta em posição de ataque e logo começou a esfaquear o caixão com força. Lancetava com tanto furor que lascas de madeira voavam pelo espaço. Ao terminar com a sua coreografia, deixou claro para o seu auditório que aquilo não fora apenas uma encenação. Eles haviam presenciado um “ato profético”. Prometeu que depois daquele evento, Deus reverteria a sorte do Brasil.
Segundo Episódio.Minha secretária anunciou que o Alexandre Souza já chegara. Pedi então que ele entrasse em meu escritório, pois queria um aconselhamento pastoral. Aproximou-se cabisbaixo e me encarou apenas de soslaio, embora apertasse minha mão com firmeza. Notei logo sua timidez. Calculei sua idade por volta dos 28 anos. Os cabelos bem aparados e penteados para a esquerda chamavam a atenção pela negritude. Pedi que Alexandre se sentasse. Iniciei nosso diálogo procurando deixá-lo mais à vontade. Ofereci um copo d’água, que aceitou sem esboçar nenhuma emoção. Achei-o muito quieto. Pensei na dificuldade daquele aconselhamento. Imaginei que gastaria a maior parte do tempo perguntando e ouvindo meras respostas monossilábicas. Ledo engano. Logo que bebeu o primeiro gole, Alexandre me encarou e perdeu toda timidez. – Pastor, começou sem gaguejar, faço parte da igreja ‘X’ aqui em Fortaleza. Há dois anos estou endemoninhado. – Vim aqui porque preciso de libertação, emendou. Mostrei-me surpreso: - Endemoninhado? Você está em pleno controle de suas faculdades mentais, emocionalmente equilibrado e com um semblante tranqüilo. O que lhe leva a crer que está endemoninhado? Sua resposta me deixou ainda mais perplexo. – Todas as sextas-feiras eu vou ao culto de quebra de maldições em minha igreja e faz dois anos que eu caio tomado por demônios em todos os cultos. Pela voz não parecia indignado, apenas cansado. – O bispo põe a mão sobre minha cabeça e eu fico agoniado, tenho vontade de tirar a mão dele de cima de mim. É nesse exato momento que acontece... – O quê? Interrompi. – Fico nervoso, com uma aflição muito grande. Quero tirar a mão do bispo de cima de mim. Acabo caindo no chão. Lá me dizem que essa aflição é demoníaca. Questionei-lhe porque o bispo não conseguia libertá-lo totalmente, já que sua possessão se manifestava semanalmente há dois anos. Explicaram-lhe que esse tipo de demônio é muito esperto. Quando o expulsavam da mente, corria para o espírito. Do espírito se escondia na vontade e da vontade pulava para a alma. Desta forma, continuava cativo mesmo já batizado e mesmo havendo terminado o seu curso sobre plenitude do Espírito Santo. Mostrei-lhe que não era possesso, apenas um inocente útil. Um joguete nas mãos dos líderes que precisavam de pessoas sugestionáveis para valorizar os cultos de libertação da sexta-feira.
Terceiro Episódio.Roberto Pires pastoreia uma igreja no Rio de Janeiro. Certo dia, resolveu agir, indignado com a violência da cidade. Precisava fazer alguma coisa para reverter a incompetência crônica da polícia. Não cogitou ações políticas, nem imaginou um programa na igreja que melhorasse a educação cívica de seus membros. Sequer lhe passou pela cabeça participar de manifestações ou passeatas exigindo melhor segurança pública. Os óculos teológicos e ideológicos com que enxerga a sua realidade não lhe permitem essas cogitações. Assim, orava em um culto quando lhe veio uma idéia que considerou a mais genial de sua vida - tão genial que ele a relatou por anos.Correu para o seu escritório, abriu a Lista Telefônica e nervosamente procurou pelos “agás”; queria “helicópteros”. Desejava saber quanto custaria alugar um desses beija-flores mecânicos. Anotou os valores e levou sua idéia para o culto daquela noite. “Irmãos e irmãs, Deus me deu uma visão. Preciso que vocês me ajudem a cumpri-la. Deus mandou que eu alugasse um helicóptero, colocasse um tonel de óleo dentro e ungisse a cidade do Rio de Janeiro”. O auditório irrompeu em palmas, uma oferta foi levantada e o pastor Roberto Pires naquela semana embarcou no mais bizarro sobrevôo que o Rio de Janeiro já teve. Latas de óleo eram derramadas para ungirem a Cidade Maravilhosa. Respingos melados caíram sobre a avenida Rio Branco, na praia de Copacabana e sobre alguns dos morros mais violentos da cidade. Fora o inconveniente oleoso, nada aconteceu; meses depois a violência carioca recrudesceu.
Quarto Episódio. O pastor Carlos Feijó voltou para Curitiba depois de uma semana em um seminário de batalha espiritual. A equipe que ministrou o curso ensinou-lhe a “decretar sua cidade para Deus”. Ali aprendeu como identificar os limites do seu município e declarar que ele pertence a Jesus Cristo. Aprendeu mais: Se a igreja não souber reivindicar o que pertence ao Senhor, o diabo continuará com direitos legais sobre vidas, espalhando miséria. O pastor Carlos passou uma semana indignado consigo mesmo e com os outros pastores. Por anos não se aperceberam dessa imensa negligência. Foi para casa e orou. Com lágrimas rolando pelo rosto, se propôs a jejuar. No terceiro dia do jejum veio-lhe o que também considerou uma brilhante revelação divina. Há muitos anos aprendera que tanto os leões como os lobos urinam para demarcar o seu território e impedir a invasão de outros machos. Ele precisava fazer o mesmo, como legítimo representante de Jesus – o Leão da Tribo de Judá.Naquela semana, convocou seus parceiros de ministério para saírem pela madrugada urinando em pontos estratégicos da cidade. Gastaram algumas horas na empreitada. O comboio de carros percorreu vários quilômetros com muitas paradas. Beberam litros e litros d’água; precisavam de muita urina para uma cidade tão grande. Esses quatro episódios descritos são verdadeiros. Todos patéticos! Realmente aconteceram nas cidades mencionadas. Apenas os nomes e alguns detalhes são fictícios. Ilustram bem o que invade as igrejas evangélicas no Brasil. Entendo que as pessoas têm o direito constitucional de crerem, praticarem ou pregarem o que quiserem. Entretanto, não deveriam fazer em nome da fé protestante e evangélica. Muito sangue já foi derramado, muitas vidas sacrificadas e muitos missionários afadigados para que testemunhássemos tanta superficialidade. Além disso, produzem um estrago imensurável em vidas. Muita gente já perdeu a fé. Qualquer pessoa com um mínimo de senso crítico, depois que passa a euforia e o fanatismo, se sentirá envergonhada de um dia haver participado de ambientes onde imperam tantas tolices. Acabam trilhando o caminho do cinismo ou da revolta. Ambos muito trágicos.Torna-se necessário que aconteçam denúncias internas para que o evangelho não se desfigure em um “outro evangelho”. Se nos calarmos, mancharemos nosso legado de fé e nos tornaremos culpados por omissão. Quando a igreja deixa de salgar e passa a ser motivo de chacota, para nada mais serve senão para ser pisada pelos homens. Há muito joio dentro das igrejas evangélicas e ele não se parece em nada com o trigo. Pelo contrário, dá-nos vontade de rir e de chorar ao mesmo tempo. Protestemos, antes que só dê vontade de chorar. Soli Deo Gloria.

Ricardo Gondim, pastor da AD Betesta SP, escritor, reitor faculdade teologica.

Não quero mais ser evangélico!

Não quero mais ser evangélico!
Texto do Pr. Ariovaldo Ramos, no site do www.caiofabio.com.br"

Irmãos, uni-vos - Pastores evangélicos criam sindicato e cobram direitos trabalhistas das Igrejas". Esse, o título da matéria, chocante, publicada pela revista Veja, de 9 de junho de 1999, anunciando formação do Sindicato dos Pastores Evangélicos no Brasil. Foi a gota d'água! Ao ler a matéria acima finalmente me dei conta de que o termo "evangélico" perdeu, por completo, seu conteúdo original. Ser evangélico, pelo menos no Brasil, não significa mais, ser praticante e pregador do Evangelho (boas novas) de Jesus Cristo, mas, a condição de membro de um seguimento do Cristianismo, com cada vez menor relacionamento histórico com a Reforma Protestante - o seguimento mais complicado, controverso, dividido e contraditório do Cristianismo. O significado de ser pastor evangélico, então, é melhor nem falar, para não incorrer no risco de ser grosseiro. Não quero mais ser evangélico! Quero voltar para Jesus Cristo, para a boa notícia que Ele é, e ensinou. Voltemos a ser adoradores do Pai, porque, segundo Jesus, são estes os que o Pai procura e, não, por mão de obra especializada ou por profissionais da fé. Voltemos à consciência de que o caminho, a verdade e a vida é uma pessoa e não um corpo de doutrinas e/ou tradições, nascidas da tentativa de dissecarmos Deus; de que, estar no caminho, conhecer a verdade e desfrutar a vida é relacionar-se intensamente com essa pessoa: Jesus de Nazaré, o Cristo, o Filho do Deus vivo. Quero os dogmas que nascem desse encontro; uma leitura bíblica que nos faça ver Jesus Cristo e não uma leitura bibliólatra Não quero a espiritualidade que se sustenta em prodígios, no mínimo discutíveis, e sim, a que se manifesta no caráter. Chega dessa "diabose"! Voltemos à graça, à centralidade da cruz, onde tudo foi consumado. Voltemos à consciência de que fomos achados por Ele, que começou em cada filho Seu algo que vai completar; voltemos às orações e jejuns, não como fruto de obrigação ou moeda de troca, mas, como namoro apaixonado com o Ser amado da alma resgatada. Voltemos ao amor, à convicção de que, ser cristão, é amar a Deus acima de todas as coisas e, ao próximo, como a nós mesmos; voltemos aos irmãos, não como membros de um sindicato, de um clube, ou de uma sociedade anônima, mas, como membros do corpo de Cristo. Quero relacionar-me com eles como as crianças relacionam-se com os que as alimentam, em profundo amor e senso de dependência, quero voltar a ser guardião de meu irmão e não seu juiz. Voltemos ao amor que agasalha no frio, assiste na dor, dessedenta na sede, alimenta na fome, que reparte, que não usa o pronome "meu", mas, o pronome "nosso". Para que os títulos: pastor, reverendo, bispo, apóstolo, o que estes significam se todos são sacerdotes? Quero voltar a ser leigo. Para que o clericalismo? Voltemos ao sermos servos uns dos outros; aos dons do corpo que correm soltos e dão o tom litúrgico da reunião dos santos; ao, "onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu lá estarei" de Mateus 18.20. Que o culto seja do povo e não dos dirigentes - chega de show! Voltemos aos presbíteros e diáconos, não como títulos, mas, como função: os que, sob unção da igreja local, cuidam da ministração da Palavra, da vida de oração da comunidade e para que ninguém tenha necessidade, seja material, espiritual ou social. Chega de ministérios megalômanos onde o povo de Deus é mão de obra ou massa de manobra! Para que os templos, o institucionalismo, o denominacionalismo? Voltemos às catacumbas, à igreja local. Por que o pulpitocentrismo? Voltemos ao "ïnstruí-vos uns aos outros" (Cl 3. 16). Por que a pressão pelo crescimento? Jesus Cristo não nos ordenou ser uma Igreja que cresce, mas, uma Igreja que aparece: "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus."(Mt 5.16). Vamos anunciar com nossa vida, serviço e palavras "todo o Evangelho ao homem... a todos os homens". Deixemos o crescimento para o Espírito Santo que "acrescenta dia a dia os que haverão de ser salvos", sem adulterar a mensagem. Chega dos herodianos que vivem a namorar o poder, a vender a si e as ovelhas ao sistema corrupto e corruptor; voltemos à escola dos profetas que denunciam a injustiça e apresentam modelos de vida comunitária. Chega do corporativismo, onde todo mundo sabe o que acontece, mas, ninguém faz nada; voltemos ao confronto, como o de Paulo a Pedro (Gl 2.11), que dá oportunidade ao arrependimento e aperfeiçoa, como "o ferro afia o ferro." (Pv 27.17) Saiamos do "metodologismo". Voltemos a "ser como o vento, que sopra como quer, se ouve a sua voz mas não se sabe de onde vem e nem para onde vai" (Jo 3.8) Não quero mais ser evangélico, como o é entendido, hoje, neste país. Quero ser só cristão. Um cristão integral, segundo a Reforma e os pais da Igreja. Adorando ao Pai, em espírito e verdade, comungando, em busca da prática da unidade do "novo homem", criado por Cristo à Sua imagem (Ef 2.15), e praticando a missão integral.

quarta-feira

Traje de homem... traje de mulher!

Traje de homem... traje de mulher.

Texto de: Denis de Oliveira, Pastor-Presidente das Assembléias de Deus -
Ministério Poder de Deus, RJ - Citado em:
www.jesussite.com.br

"Não haverá traje de homem na mulher, e não vestirá o homem vestido de mulher, porque qualquer que faz isto é abominação ao Senhor teu Deus". (Deuteronômio 22:5) Muitos pregadores que condenam os outros com "doutrinas de roupa", só são vistos como "moralistas" com a passagem de Deuteronômio 22:5, porque poucas pessoas se dão o trabalho de ler o restante dos versículos. Ninguém pode pegar um versículo isolado e fazer de doutrina. A bíblia toda se completa, sem confusão, sem contradição, certo? Então leia o que diz os
versículos que seguem logo depois que diz sobre traje de homem e de mulher:"Quando edificares uma casa nova, farás no teu telhado um parapeito, para que não tragas sangue sobre a tua casa, se alguém dali cair". (Versículo 8)Algum destes pregadores ensinam também esse versículo? Ora, ele vem logo depois do que fala sobre os trajes! Constroem eles parapeitos nas suas casas? Estão eles em pecado??? Leia também o versículo 12:"Porás franjas nos quatro cantos da tua manta, com que te cobrires". (Versículo 12)Ôpa, mais um pecado! Onde estão as mantas destes pregadores??? Estão eles sem santificação??? E ainda que digam que trata de simbolismo, então o versículo 5 também é simbólico, certo? Como pode uma parte ser simbólica e outra não?! Amados irmãos, todo aquele que estuda a Palavra de Deus com sinceridade descobre os erros, e por isso Jesus disse:"Errais não conhecendo as Escrituras e nem o poder de Deus". (Mateus 22:29)Não podemos concordar jamais com os liberalismos que existem por aí, e fazer a obra de Deus de qualquer maneira. Mas retirando as indecências que existem no mundo, não existe calça-comprida feminina e decente? Será que o radicalismo de proibir a mulher de usar calça salva alguém? Alguns líderes suspendem e até excluem irmãs da igreja, com suas doutrinas de roupa, mas não disciplinam as que causam confusões e intrigas com fofocas e outros sérios problemas.Há calça-comprida feita exclusivamente para mulher. Ou seja, é calça de mulher, feita para mulher, logo não é "traje de homem". Pode haver semelhança, como camisas que são semelhantes. Notamos que esta passagem de Deuteronômio 22:5 faz alusão aos que queriam usar as roupas do sexo oposto, talvez numa intenção de homossexualismo. Leia o que diz: "Não haverá traje de homem na mulher, e não vestirá o homem vestido de mulher". Portanto, eles sabiam qual era a roupa de homem, e qual era a roupa de mulher! O que poucos pregam é que esta é uma lei do Velho Testamento, da mesma forma que a lei ordenava apedrejar mulheres pegas em flagrante de adultério, como está no evangelho de João capítulo 8:"Ora, Moisés nos ordena na lei que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes?" (João 8:5)Veja que Moisés havia ordenado. E realmente está no livro de Levíticos 20:10. Mas estava aonde? Na lei!!!! Os livros de Gênesis a Deuteronômio fazem parte do pentateuco, os livros da lei. Isso significa que devemos abolir o velho testamento? Claro que não, pois no Novo Testamento, que significa Novo Pacto, Nova Aliança, se esclarece o que estava no Velho Testamento, como é o caso de João 8. "Aquele dentre vós que está sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra".Jesus chama de "acusadores" os que queriam apedrejar a mulher adúltera. Atualmente muitos vivem apedrejando o seu próximo, condenando por aparências, doutrinas de homens. Veja que advertência faz o nosso Mestre! Jesus não condenou aquela mulher que estava em adultério, pega no flagrante. O Senhor a avisou para não pecar mais, claro. Mas não a condenou! E hoje muitos querem condenar um irmão apenas por aparências. Misericórdia!!!Do que adianta a mulher usar a saia, e usá-la justa demais ou curta? Não está a pessoa se vestindo pior do que a que usa uma calça-comprida decente?! Será que esta "doutrina" prevalece em todos os lugares do mundo? Então vejamos: Em Moscou, capital da antiga União Soviética, a temperatura chega a -40 Graus abaixo de zero. Isso mesmo. Um frio tão grande que muitas pessoas morrem somente de frio. Será que alguma "irmã" usaria a saia em Moscou?? Se a calça-comprida é "traje de homem" seria inaceitável usá-la por debaixo da saia, devido ao frio. Ou vestiria o "pecado" por causa do frio?? A palavra santificação significa separação. A pessoa que se santifica, ela se separa do mundo e suas práticas pecaminosas. Se despoja do velho homem, que deseja o pecado, a prostituição, as bebedeiras, os vícios, as orgias, etc. O "velho homem" é o velho querer, as antigas vontades do pecado. Efésios 4:25-31 explica bem essa parte. Se você falava mal do seu próximo, não irá falar mais, pois você estará santificando os seus lábios. "Irmãos, não faleis mal uns dos outros". (Tiago 4:11)Mas ainda assim os pregadores que não conhecem a bíblia, com suas "doutrinas" de roupas e de homens, "doutrinas" essas que não estão na bíblia, pregam erroneamente Tessalonicenses 5:23:"E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, e alma e corpo..."Realmente devemos nos santificar em tudo. O nosso corpo é templo do Espírito Santo. Não pode ser entregue a indecência, a prostituição, a bebidas, etc. Quando você se converteu, você abandonou o pecado. Afinal, você mudou. Deus operou uma separação entre você e o mundo. A santificação é operada por Deus. Lembra-se do início do versículo? Leia:"E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo..."Ou seja, é ELE quem santifica. É Deus quem opera. É Ele quem toca no homem para abandonar o pecado. E não o homem com cobranças de doutrinas de roupas. Para confirmar esta certeza, basta ler o versículo 24:"Fiel é o que vos chama, o qual também o fará". (versíc. 24)É ELE quem faz. É Deus, através do seu Santo Espírito, é que pode tocar no homem, convencer o homem do pecado. Todo tipo de pregação deve ser analisada à luz das Escrituras. Lembre-se dos crentes de Beréia, onde foi Paulo e Silas, em Atos 17:11. Tudo que os crentes bereanos ouviam, conferiam nas escrituras para ver se realmente era assim. E aceitaram a pregação, e a bíblia diz que eles foram mais nobres que os de Tessalônica. Preste bem atenção no versículo abaixo, para edificação da sua vida espiritual e você entender melhor: "Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim". (Atos 17:11)Veja que bênção! Eles conferiam nas Escrituras tudo que era pregado, e aí sim aceitavam. E foram mais nobres que os de Tessalônica. Paulo e Silas não se sentiram ofendidos pelo fato deles conferirem com as Escrituras o que se pregava. Muito pelo contrário, era bom que eles conferissem mesmo, pois isso demonstrava uma busca sincera pela verdade. Quem busca o caminho da verdade é que busca conferir o que se diz. Quem quer viver no erro jamais vai se arriscar a verificar alguma coisa. O próprio Jesus ordenava "examinar" as Escrituras. (João 5:39) Quem está na luz não fica confuso, não fica turbado, não erra o caminho. O que acontece quando falta luz em casa? Você pode tropeçar ou esbarrar em alguma coisa, não é? Mas quando a luz chega você vê tudo e não tropeça. A Palavra de Deus é a luz para o seu caminho. "Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho". (Salmo 119:105) Devemos ter muito cuidado com a falsa capa de religiosidade que ronda muitas igrejas. Apocalipse 2:18,19 adverte a igreja de Tiatira pelo seguinte:"Ao anjo da igreja em Tiatira escreve...Conheço as tuas obras, e o teu amor, e a tua fé, e o teu serviço, e a tua perseverança...Mas tenho contra ti que toleras a mulher Jezabel, que se diz profetisa; ela ensina e seduz os meus servos a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificadas a ídolos". A opção do inimigo contra esta igreja foi introduzir uma mulher que se dizia profetiza, que operava com dons. Jezabel era filha do Rei do Sidônios (1 Reis 16:31) uma adoradora de Baal. O Rei Acabe se casou com esta mulher e permitiu que ela introduzisse a adoração a Baal em Israel. Ela tinha 400 profetas que comiam da sua mesa, desfrutando de status e privilégios. Muitos pensam que o Senhor sonda as roupas para qualificar alguém, segundo a aparência. Mas este é um erro terrível. A capa de religiosidade de Jezabel ronda muitas igrejas pelo mundo. Mas à igreja de Tiatira o Senhor Jesus deixa claro em Apoc 2:23 que não é bem a roupa que Ele sonda não: "E todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda os rins e os corações".

sexta-feira

Sem Medo

Quando se conhece a Cristo de verdade, não se tem mais medo de nada. Não é do conheciemento teológico que estou falando, mas dum conhecimento existencial. É viver Cristo, é sentir Cristo, e esse exercício se faz na luz do evangelho, sem usar os óculos da religião pra ler a Palavra, mas lê-la com a alma, com a ajuda do Espírito Santo. Quando se lê a Bíblia com os óculos da igreja, a bíblia vira, palavra religiosa, e não palavra de Deus, pois a interpretação fica condicionada pela ótica humana, basta ver o número de igrejas com suas interpretações malucas, que vão desde a famigerada quebra de maldições até as proibições de cortar cabelo, usar barba, andar de bicicleta (moças), tomar coca-cola (deve ser gente da Pepsi), e muitas outras, sempre devidamente respaldados por versículos bíblicos descontextualizados.
Mas esquecem que a melhor forma de ver e ler a Bíblia é com os olhos de Jesus, como diz o Caio Fábio, tem-se que entender que Jesus é a chave da hermenêntica bíblica. As cartas paulinas, petrinas, joaninas e as demais, são interpretações práticas do evangelho de Jesus, com suas aplicabilidades naquela hora e lugar, com mandamentos perenes, como amar o próximo e outros de caráter local e histórico como o de que as mulheres não falassem na igreja.
Quem não entendeu isso, não entendeu nada, e muitas vezes usa a Bíblia contra a Palavra. A Bíblia é registro, mas a Palavra é Jesus. Até o diabo usou as escrituras descontextualizadas pra tentar ao Senhor Jesus, tal como fazem muitos hoje roubando a fé e a boa fé das pessoas.
Quem conhece Jesus, sem esse olhar míope da religiáo, consegue amar, cantar, dançar, beber, ajudar, curtir, abraçar, solidarizar, beijar, enfim, viver. Viver sem medo, pois o amor lança fora o medo, e Deus é amor.
Pense nisso.

segunda-feira

Legalismo na Igreja Evangelica

O LEGALISMO – Escravismo Religioso.

Legalismo é todo o sistema, regras, expectativas ou regulamentos que condiciona a salvação ao esforço humano de agradar a Deus, como uma recompensa por desempenho. O Legalismo é o meio humano de tentar através da obediência de regras de homens, ser aceito e amado por Deus, anulando a Graça misericordiosa.
A salvação é pela graça, somos obedientes porque somos salvos, e não para sermos salvos. A maioria interpreta que Jesus nos salvou, de modo geral na cruz, mas não individual, e assim a salvação individual se dá através da justiça própria, das boas obras ou de conduta moral. De modo que eu é me salvo (glória a mim! louvado seja eu!), pois Jesus só abriu a possibilidade da salvação na cruz, mas eu é que decido se vou ou não pro céu, de acordo com minhas obras. O que contraria a Palavra, que diz que é pela GRAÇA (favor imerecido), que somos salvos e ISSO NÃO VEM DE NóS MAS É DOM DE DEUS! O que quer que eu faça, trabalhe, coma, viva, ande, cante, louve, durma, é só consequência dessa graça e não a causa dela.
E aí vem a pergunta, então posso fazer tudo o que quizer e ainda sou salvo? Não! Porque a certeza da salvação nunca nos chama para a libertinagem e sim para liberdade, e essa liberdade não permite que eu me contamine, pois entendo que ‘’todas as coisas me são lícitas... mas... nem todas convém. Ou seja, a partir do momento que tenho a mente de Cristo, sei que posso e o que não posso, independente de um aio que me guie, pois sou de Cristo. Quem deseja usar a GRAÇA para libertinagem é porque não discerniu a loucura da cruz.
As igrejas geralmente criam pecados que não existem. Logo ela, que deveria combater o pecado, acaba criando mais pecados ainda! E em defesa disso se diz que embora nem tudo que a igreja proíba seja pecado, se torna por causa do “voto de obediência”, logo você peca não pelo ato praticado em si, mas por ter desobedecido a igreja que instiuiu aquilo como pecado! É a justificativa juridico-bíblica para que a instituição religiosa possa ter o poder de criar pecados. Ou seja, além dos pecados reais, escriturísticos, temos que tomar cuidado com os pecados instituídos da religião.
Geralmente os obreiros são muito preocupados com a ‘doutrina’, mas entendem doutrina, por usos e costumes. A doutrina gera bons constumes, mas os bons costumes não são doutrina. Geralmente toda a preocupação religiosa é Moral. E o que é a Moral? Muita gente associa moral com sisudez, seriedade, mas Moral é a ética da maioria! É o que uma maioria dominante institui como regra. Posto que o que numa sociedade é moral torna-se imoral em outra, e se um indivíduo quebra essa linha moral está pecando contra a maioria que instituiu a norma. Acontece que a moral não é eterna, ela muda. Os padrões da sociedade vão mudando, à tempos atrás um rapaz não poderia falar com uma moça de família sem a presença de uma terceira pessoa, era imoral. Hoje ele até sai com a namorada para onde quizer, é normal. Ou seja ninguém julgaria hoje que um rapaz fosse imoral apenas porque saiu com a namorada, mas no passado, ele deveria casar com a moça imdediatamente, pois os ditames morais tinham-se corrompido.
Deus não nos julga moralmente, mas pela sua palavra. De modo que algo pode imoral (algo que é convencionado pela maioria) e não ser pecado! Veja que contradição maravilhosa. Exemplo, Paulo proibiu a mulheres de Corinto de falar na Igreja, era imoral, posto que era algo imposto pela cultura e costumes do local. Falar na igreja não era pecado, mas era errado, posto que a cultura assim impunha. Hoje porque não seguimos a determinação de Paulo? É que a sociedade em que vivemos tem outros valores morais. Isso não é relativismo da Palavra de Deus, antes é o saber discernir o que é parte do evangelho como doutrina, e o que diz respeito apenas a algum momento particular da história e ambiente onde aquilo ocorreu.
O amor dos ‘evangélicos’ é quase sempre moral. Ou seja, vale enquanto você cumpre a cartilha de casa. Mas uma vez que você comete algo que atente contra a ‘moral’, o amor acaba. Você é escurraçado, humilhado, desligado, vira crente de segunda categoria na igreja, e muita gente que estava aos seu lado quando tudo estava bem, são os primeiros a pular fora do barco. O amor não pode ser um amor moral, e sim um amor que consegue amar a todo tempo.
Há de se pensar que poderia eu falar disso como defesa própria, não! Nunca pequei ‘moralmente’, e as pessoas em geral, mesmo as que não gostam de mim, me tem em boa conta, acham que sou articulado, que me comunico bem, que prego e sou entendido, mas não me engano, serão os primeiros a me apedrejar se eu tropeçar nalguma pedra do caminho. Porisso não dou a mínima pra elogios de ninguém, quero apenas ser esse ‘servo inútil’ do Senhor, em cuja vida, toda honra pertence ao seu senhor.

Mas, o que é pecado é pecado. Ponto final. Mas o que é pecado da religião, da denominação, é pecado hoje e daqui à cinco anos não é mais. Exemplos temos de sobra, ou quem não lembra de pessoas afastadas da igreja ou disciplinadas, por usar umbreiras, paletó lascado atrás, cabelo pra trás (vixe!), uso de rádio (é já foi pecado), sandália havaina® (vaidade!- Hoje só usa quem não pode comprar um Rider® original), televisão (caixinha do capeta), etc... a lista está longe de acabar, mas coisas que com o passar do tempo, perdem seu valor, já foram tema de infindáveis cultos de doutrina, de gente que defendia o não uso dessas coisas como quem defende o próprio Deus, e hoje tudo isso é permitido ou no mínimo, tolerado, sem problemas. O que dizer de certos rítmos que são executados nas igrejas hoje e que eram impensáveis e proibidos à dez anos atrás! E gente que largou o cajado ontem, está cantando e comprando o CD hoje!
E aí faço três perguntas:
1- Isso SEMPRE foi pecado e nós é que nos mundanizamos?
2- Isso NUNCA foi pecado, nós sabíamos disso mas proibímos por precaução?
3- Isso NUNCA foi pecado nós é que por ignorância proibímos?

Para quem responde 1, acredita que deveríamos voltar ao mundo judaizante, das proibições infantis. Para quem acha que é o 2, tenta justificar os erros do passado, mas porque na época não se abriu o jogo? Para quem responde o 3, pensa igual ao autor desse opúsculo.
O problema é que ninguém pede perdão pelo passado. Quanta gente boa foi jogada na lama e hoje está no mundo, por causa de doutrinas de homens, “como não toques, não proves e não manuseies, coisas que perecem pelo uso, que tem aparência de piedade, e de culto voluntário, mas não tem poder algum sobre os pecados da carne”, utilizando a expressão de Paulo em Colossenses. E ainda tem gente que diz: ‘ há, se foram embora é porque nunca foram daqui’, e eu pergunto: Jesus diria uma coisa dessa? Não é ele que ensina deixar as 99 ovelhas no aprisco e buscar a única perdida? Ele poderia dizer: “bem aquela ovelha se desgarrou porque não pertencia a esse aprisco, deixem-na pra lá”, mas o que ele faz? Vai buscá-la.
Agora voltando à questão inicial.
Agora sabe o que é pecado? Pecado de verdade, pecado bíblico, e que não passa nunca, e que se Jesus não voltar daqui a 1000 anos, continua sendo pecado, posto que o pecado é atemporal? Leia o livro de Gálatas.
Prostituição(sexual, doutrinária), Impureza(de mente, de atitude), Lascívia(sensualidade), Idolatria(de idolos, de cantores, do dinheiro, de si mesmo), Inimizade(com os irmãos de carne e de fé, com pais, com filhos),Porfia (contenda, em casa, no trabalho, na igreja), Ira(indignação com desejo de vingança, principalmente se pisarem no meu pé), Pelejas(Brigas por poder, seja ele político, religioso, por causa de cargos), Dissensões(não se chega a um acordo comum, discorda pessimistamente de tudo, em casa, na igreja em qualquer lugar), Emulações(quere exceder os outros, superioridade), heresias(introdução e defesas de doutrinas erradas, inclusive a inclusão de preceitos de homens vendidos como doutrina de Deus.)
Agora responda com sinceridade, o quanto disso tem em sua vida, e em sua igreja? Enquanto você se preocupa em cumprir a cartilha de normas temporais de sua igreja, a Palavra está denunciando o pecado que ‘tão perto nos rodeia”.
Portanto, ser legalista é esquecer-se do que realmente importa, e se pegar a coisas infantis e imaturas, e com isso achar que está cumprindo a ‘vontade de Deus’.
O legalismo é um dos maiores inimigos do autêntico Cristianismo.
-Você está convencido de que Deus está bravo com você e a única maneira que você pode o fazer feliz é sendo uma pessoa melhor?
- Você está convencido que sua obediencia e desempenho têm algum merito em seu salvação? Está você cansado de tentar mais duramente porque parece que se esforçar nunca é o bastante?
Saiba se você é Legalista:
Você pôde ser um legalista se....
1) Você sente que tem que suprir todas as expectativas e ganhar a aprovação de seus amigos e famíliares e irmãos da igreja.?
2) O amor de Deus depende de você, do seu esforço em agradá-lo. ?
3) Você pensa que todos seus problemas são causados por seus pecados. ?
4) Você pensa que tropeçou porque você não teve bastante fé, porque sua fé não é forte o bastante, porque você não orou bastante, ou porque você necessita ser uma pessoa melhor. ?
5) Você está convencido que Deus está predisposto a estar irritado com você, e que seu objetivo principal na vida é tentar manter Deus feliz fazendo as coisas que o impressionará. Aliás o Deus do legalista é rápido para castigar, está sempre atendo com “olhos como chama de fogo”, mas pra abençoar ele é lento, quase parando, uma demência divina.
6) Sua vida espiritual é definida e determinada por um líder autoritário, com ações quase policiais da sua vida, uma igreja controladora, e é a esse que você procura agradar, pois por tabela agradando a ele está agradando a Deus.?
7) Você diz a suas crianças para não fazer algo na igreja ou em torno das famílias da igreja, algo que você permite em seu lar.?
8) Você acredita que você é um membro da unica igreja verdadeira e que todos cristãos restantes são sinceros, mas sinceramente errados e iludidos?
9) Você pensa que o caráter de uma pessoa pode ser determinado por sua roupa, corte de cabelo, pircing ou tatuagem.?
10) Você preocupa-se que as pessoas poderão tomar vantagem da graça se pregada "demasiada" - e então as pessoas podem fazer qualquer coisa que querem, e essa liberdade é a seu ver pecaminosa. Então deve-se restringir o máximo a liberdade das pessoas como modo preventivo contra o pecado, de modo que, vira pecado até o que não é pecado, para que não se peque o pecado-pecado?
11) Você se sente culpado se você não atender a cada serviço e atividade de sua igreja, acha que se não bateu o ponto na obra está em falta com Deus?
12) Você acha que liberdade de fazer as coisas que se gosta é sinônimo de libertinagem. E quanto mais rígida for a doutrina (entenda-se doutrina como os regulamentos da entidade), melhor para a alma, um tipo de ascetismo cristão?
13) Você tem opiniões diferentes dos de sua denominação em vários temas mas não se manifesta contra, por medo de represálias. Mesmo que veja alguém injustiçado em função de algo que a igreja defende e que você repudia, você não questiona e permite que seu irmão sofra as penalidades impostas, para não perder seus ‘privilégios eclesiais?
14) Você dá valor ao feio, ao desajeitado, ao pobre, porque isso é sinônimo de santidade, logo se alguém tem um cabelo desgrenhado, mal tratado, não alinhado, é porque é mulher de Deus, ou se a mulher usa uma roupa típicamente medieval, ela é santa, embora você não quizesse uma dessa pra ser sua esposa?
15) Você acha que todas as regras de sua instituição religiosa, são as únicas suficientes pra salvar o mundo?
16) Ao fazer algo “proibido” você procura se certificar que não tenha ninguém da igreja por perto a fim de não lhe dedurar, de modo que não importa que Deus veja, pois ele entende, mas importa é não ser flagrado pelo homem?
Então...
Você é um Legalista.!!!
Ainda é tempo pra se converter ao Evangelho da Graça. Que não gera libertinagem, mas uma consciência madura em Cristo.
Agora leiam uma historinha pra ilustrar o que é isso:
Historinha:Um casal fundamentalista "moderno", preparando o casamento religioso, visita um Mullah buscando aconselhamento. Este pergunta se eles têm mais alguma dúvida, antes de irem. O homem pergunta: - Nós sabemos que é uma tradição na nossa crença os homens dançarem com homens e mulheres dançarem com mulheres. Mas em nossa festa de casamento, nós gostaríamos de sua permissão para que todos dancem juntos. - Absolutamente, não! - diz o Mullah - É imoral. Homens e mulheres sempre dançam separados—concluiu.- Então após a cerimônia eu não posso dançar nem com minha própria esposa ? - Não - respondeu o Mullah - É proibido! - Está bem - diz o homem - E que tal sexo? Podemos finalmente fazer sexo? - É claro! - responde o Mullah - Alá é Grande! Sexo é bom dentro do casamento, para ter filhos! - E quanto a posições diferentes? - pergunta o homem. - Sem problemas! - diz o Mullah. - Mulher por cima ? - o homem pergunta. - Claro! - diz o Mullah - Pode fazer! - Na sala? - Claro! Alá é Grande! - Na mesa da cozinha ? - Sim, sim! Alá é Grande! - Posso fazê-lo, então, com todas minhas quatro esposas juntas, em colchões de borracha, com uma garrafa de óleo quente, alguns vibradores, chantilly, acessórios de couro, um pote de mel e videos pornográficos ? - Você pode, é claro! - Podemos fazer de pé? - Não!!!! De jeito nenhum !!!! - diz o Mullah, indignado. - E Porque não ? - pergunta o homem.- Porque vocês poderiam se entusiasmar e acabar dançando!
Resumo: O problema é não dançar!!!!!!
Coisa de Fariseu. Coam mosquitos e engolem camelos.

Nele, que nos mandou falar a verdade, porque a verdade nos libertaria,
Moisés Almeida.

Texto do Jabor

A PEDOFILIA NA IGREJA É CONSEQUÊNCIA DO CELIBATOOs votos de castidade enlouquecem os sacerdotes católicos. ARNALDO JABOR
No velho colégio de padres onde estudei, a entrada dos alunos já era um desfile de velada pedofilia. O padre reitor - ahh...tempos antigos de batinas negras, rosários nas mãos, panos roxos nos ombros, tristeza infinita nas clausuras - postava-se imóvel, na porta do colégio, numa pose paternal e severa, com os braços erguidos e as mãos oferecidas para os alunos que chegavam. Passavam por ele duas filas de dezenas de meninos, beijando servilmente suas mãos abençoadas. Havia algo de veadagem naquilo, aquela negra batina imóvel, divina, como um manequim, as mãos beijadas com chilreios e devoção por mais de quinhentos meninos de calças curtas. Eu ainda me lembro do vago cheiro de sabonete e cuspe no dorso cabeludo damão do padre. Centenas de meninos de pernas nuas eram pastoreados por tristes noviços e "irmãos leigos". Só se pensava em sexo naquele colégio. Eu via as mães dos alunos, lindas, com seus penteados e decotes imitando a JaneRussel ou Ava Gardner, fazendo charme para os padres na força de seus verdes anos, enlouquecidos pela castidade obrigatória. E eu me perguntava: "Meu Deus...por que padre não pode casar?" Lembro-me do tremor dos jovens padres, excitados pelas madames pintadíssimas, indo se trancar em negras clausuras, entregues ao "vício solitário", indo depois bater no peito e chorar sua culpa diante das imagens silenciosas.E esses mesmos padres nos diziam: "Cada vez que você se masturba, morrem milhões de pessoas que iam nascer. É um genocídio!". E nós, além do pecado, sofríamos a vergonha de ser pequenos "hitlers" de banheiro. Eu pensava: "Por que tanta onda sobre nossos pobres pintinhos, por que essa energia que sinto em minha carne é feia, criminosa?" Vivíamos ajoelhados em confessionários, ouvindo envergonhados a voz e o hálito do triste sacerdote nos sentenciando a dezenas de "ave-marias" e "padre-nossos".Tudo era sexo no colégio; essa palavra terrível estava em toda parte, como uma ameaça vermelha; o diabo nos espreitava até detrás das estátuas de Santa Tereza em êxtase, nas coxas dos anjinhos nus, nos seios fervorosos das beatas acendendo velas.A pedofilia na igreja é consequência direta do celibato. É óbvio que se a força máxima da vida é esmagada, a igreja vira uma máquina de perversões.Claro. E de homosexualismo, visível em qualquer internato religioso. Outro dia, o Contardo Calligaris escreveu com precisão que a pedofilia não está só na carne do jovem assediado; a pedofilia é mais geral, abstrata, no prazer do domínio sobre os mais fracos, na pedagogia infantilizante das jovens "ovelhas" - como nos chamam os pastores de Deus - imoladas em suainocência.Eu vi o diabo naquele colégio: rostos angustiados, berros severos e excessivos nas aulas, castigos sádicos, perseguições a uns e carinhos protetores a outros.Eu mesmo fui assediado por um padre famoso (que muitos colegas meus da época se lembram) que era notório comedor de menininhos; ele fazia mágicas e teatrinhos, para ser popular entre os meninos e, um dia, tentou me beijar num canto da clausura. Criado na malandragem das ruas, fugi em pânico. E falei disso em confissão com outro padre, que mudou de assunto, como se fosse uma impressão minha, como se a pedofilia fosse uma prática necessária à manutenção do celibato, exatamente como os cardeais americanos estão fazendo hoje. O problema da igreja com o sexo leva-a a uma compreensão quebrada da vida, leva-a a aceitar a Aids, a condenar o aborto, o controle social da natalidade e a outros erros maiores - superestruturas desta falência originária, desse vazio fundamental.Lembro-me da descrição da eternidade no inferno, onde queimaríamos para sempre, sob o garfo dos diabos, condenados por uma reles punhetinha: "Imaginem que o planeta seja um grande diamante, o metal mais duro do universo. De cem em cem anos, um passarinho vem voando e dá uma bicadinha na Terra. O dia em que toda a Terra for esfarinhada pelas bicadinhas, esse é a duração da eternidade" . E eu sofria, me esvaindo nos banheiros, pensando naquele passarinho que bicava o mundo, enquanto eu acariciava o outro medroso passarinho se preparando para uma vida de traumas e medos.O prazer era um crime. A partir daí, tudo ficava poluído, manchado de culpa; a alegria virava falta de seriedade, a liberdade era um erro, as meninas eram seres inatingíveis com seus peitinhos e bundinhas. Até hoje, vivo dividido entre as santas e as "impuras"; quantas dores senti na vida pelo cultivo destes ensinamentos, que transformava as mulheres em perigos horrendos, "Liliths" demoníacas, tão ameaçadoras quanto o imenso desejo que tinhamos por elas. A mulher, como Eva, era a origem de todos os males.Delas saía a vida e a morte, delas saía o prazer pecaminoso, o mal do mundo.Esta base criminal gera desde a "burka" até o "striptease", numa antítese simétrica.Hoje piorou. O mundo virou uma incessante paisagem de bundas e seios nus, de pornografia na publicidade, que nos espreita no trânsito, nas ruas, na TV. Já imaginaram esses padres vendo a Feiticeira e a Tiazinha, de terço na mão, trancados em escuras celas, sob o voto de castidade? Essa é a minha idéia de inferno.Uma das grandes desvantagens da igreja católica diante de outras religiões é o celibato. Daí, em cascata, surgem problemas que justificam a queda do prestígio da igreja na era do espetáculo e da desconstrução de certezas.Rabinos casam, pastores protestantes casam. Budistas "do it", xintoistas "do it", indis "do it', mesmo muçulmanos "do it". "Let's do it", pobres padres trêmulos de desejo, no meu remoto passado jesuíta e no presente do sexo massificado.