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quinta-feira

O FIM DOS TEMPOS - E DO AMOR ENTRE OS CRISTÃOS


Estava em 1987, e muitas profecias diziam que Jesus ‘poderia’ vir em 1988. Algumas publicações cristãs, como a maioria da década de 80 falava do fim do mundo, volta de Cristo, A Besta, 666, e muito mais. Havia uma publicação da Chamada da Meia-Noite, do falecido pastor Wim Malgo, que fazia uma conta muito louca, não afirmava categoricamente, mas dava a entender, o argumento era mais ou menos o seguinte: Jesus disse que não passaria esta geração sem que todas essas coisas acontecessem, e isto era num contexto onde se falava do fim dos tempos. Bem, A figueira era Israel, seu nascimento foi em 1948 quando o estado Judeu foi criado, e uma geração era de 40 anos, e portanto, em 1988 Israel faria 40 anos, e Jesus voltaria.
Dezoito anos depois, agora em 2006 soube que Valnice Milhomens teria pregado a volta de Jesus para 2007.
De tempos em tempos as pessoas parecem querer atropelar as profecias, forçar seu cumprimento. São as pessoas do ‘quanto pior – melhor’.
Creio na volta de Jesus, Creio nas profecias, vejo os sinais dos tempos, mas jamais desejaria datar aquilo que apenas o Pai Eterno sabe. Enquanto isso a vida continua. Tenho que estar pronto para a volta de Cristo Agora! Mas estudar, trabalhar, ajudar, planejar, viver, como se ele voltasse apenas para a próxima geração. Ou então a coisa vira paranóia. Nos Anos Oitenta vi jovens querendo largar tudo e se entregar ‘à Obra’, porque o fim estava próximo. Quanto mais a igreja for pentecostalizada mais susceptível estará a essas piragens teológicas. Não que haja algo errado no pentecostalismo, mas sim com o trato das possoas com a questão pentecostal. A mioria consegue ver anjos voando pra todo lado, mas não consegue ver o irmão necessitado ao lado dele.
Era paranóia de todo jeito, havia uma profecia em minha igreja, recorrente, de que haveriam três dias e três noites de trevas, e que as pessoas devceriam comprar gás, porque senão ficariam na mais intensa escuridão. O pessoal vinha comentar isso comigo e eu dizia que isso era loucura, bobagem, e que desejava era ter um estoque de Gás, mas era para vender ao pessoal que acrediutava nisso, e me rotulavam de incrédulo, que estava ‘tocando’ na profecia. Outra foi com o aparecimento do código de barras, dizia-se que as o número 666 estava nos códigos, e que isso seria o selo da besta, e muito mais coisas inventavam e inventam de tempos em tempos, agora é a vez do famigerado chip que vão colocar sob a pele, blá-blá-blá.
A palavra nos chama para o equilíbrio. Cristo virá, as profecias se cumprirão, mas tudo ao seu tempo, conforme está determinado.
Fico hororizado ao ver pregadores enchendo o peito e dizendo: "Olha um terremoto matou 200 mil pessoas, é a volta de Cristooooooo! Aleluuuuuiaaaa!" e o povo grita " Glória a Deeeeeuuuuussss!!!!!!". Se esquecem que estamos aqui como intecessores, que como Abraão deveríamos interceder por essa Sodoma Global, e que muita gente está morrendo, inclusive crentes que estão nesses lugares ( não que ser crente seja melhor que os demais) mas é que muitos acham que ali só morreram os 'infiéis'.
Chega! É hora da gente parar com essa palhaçada e se colocar como Igreja num mundo Caído, intercedendo e clamando a Deus: " Tem misericórdia desse povo Oh Deus - Salva-nos".
Isso vai impedir o cumprimento das profecias? Não! Mas vai tornar a gente mais cristão, ou pelo menos mais 'gente'.

Feliz 2007 para Todos!

Moises Almeida

sexta-feira

Morte aos Comentaristas


Por: Søren Kierkegaard

"Morte aos Comentaristas"


“A enorme quantidade de intérpretes contemporâneos bíblicos tem prejudicado, mais do que auxiliado, nossa compreensão da Bíblia. Ao ler os comentaristas tornou-se necessário fazê-lo como quem assiste uma peça durante a qual a profusão de espectadores e de luzes impede, por assim dizer, que desfrutemos da peça em si – e somos premiados ao invés disso com pequenos incidentes. Para assistirmos à peça temos de aprender a ignorá-los, se possível, ou entrar por um caminho que não tenha sido obstruído.O comentarista tornou-se, na verdade, o mais prejudicial dos intermediários. Se você deseja entender a Bíblia, certifique-se de lê-la sem um comentário. Pense em dois amantes. A amante escreve uma carta ao seu amado. O amado está por acaso interessada no que os outros acham da carta? Não irá lê-la sozinho? Em outras palavras, nunca lhe passaria pela cabeça lê-la com o auxílio de um comentário. Se a carta da amante estivesse escrita num idioma que ele não compreende – ora, ele por certo aprenderia a língua, mas com certeza não a leria com a intermediação de comentários. Esses de nada adiantam. O amor pela sua amada e sua prontidão em satisfazer os desejos dela tornam-no mais do que capaz de compreender a carta. É o mesmo com as Escrituras. Com a ajuda de Deus podemos entender a Bíblia muito bem. Todo comentário deprecia, e a pessoa que senta-se com dez comentários abertos e lê a Escritura… está provavelmente escrevendo o décimo-primeiro. Não está por certo lidando com as Escrituras. Suponha agora que essa carta da amante possua o atributo único de que cada ser humano é o amado a quem ela se dirige. E agora? Deveríamos por acaso sentar e conferenciar um com o outro? Não, cada um de nós deveria ler essa carta apenas como indivíduo, como indivíduo singular que recebeu essa carta de Deus. Ao lê-la, estaremos preocupadas em primeiro lugar com nós mesmos e com nosso relacionamento com ele. Não concentraremos nossa atenção na carta em si, no fato de que essa passagem possa ser interpretada de uma forma e esta de outra – de forma alguma: o importante para nós será agir, e o mais cedo possível.Não é então algo singular ser o amado, e não nos dá esse algo uma vantagem que nenhum comentarista possui? Pense a respeito. Não somos nós os melhores intérpretes das nossas próprias palavras? E em seguida o amante e, em relação a Deus, o verdadeiro crente? Não devemos esquecer que as Escrituras são meras placas rodoviárias: Cristo, o amado, é o caminho. Morte aos comentaristas!A questão é simples. A Bíblia é muito fácil de entender. Mas nós cristãos somos um bando de vigaristas trapaceiros. Fingimos que não somos capazes de entendê-la porque sabemos muito bem que no minuto em que compreendermos estaremos obrigados a agir em conformidade. Tome qualquer palavra do Novo Testamento e esqueça tudo a não ser o seu comprometimento de agir em conformidade com ela. Meu Deus, dirá você, se eu fizer isso minha estará arruinada. Como vou progredir na vida?Aqui jaz o verdadeiro lugar da erudição cristã. A erudição cristã é a prodigiosa invenção da igreja para defender-se da Bíblia; para assegurar que continuemos sendo bons cristãos sem que a Bíblia chegue perto demais. Ah, erudição sem preço! O que seria de nós sem você? Terrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo. De fato, já é coisa terrível estar sozinho com o Novo Testamento.Abro o Novo Testamento e leio: “Se você quer ser perfeito, venda todos os seus bens e dê aos pobres, e venha me seguir”. Meu Deus, se fôssemos de fato fazer isso, todos os capitalistas, todos os funcionários públicos e empreendedores, toda a sociedade na verdade, seríamos reduzidos à condição de quase mendigos! Estaríamos em maus lençóis não fosse a erudição cristã! Louvado seja todo aquele que trabalha para consolidar a reputação da erudição cristã, que ajuda a refrear o Novo Testamento, esse livro perturbado que passaria por cima de nós uma, duas, três vezes se andasse à solta (quer dizer, se a erudição cristã não o refreasse).O que precisamos realmente, portanto, é de uma reforma que coloque até mesmo a Bíblia de lado. Sim, isso teria hoje em dia a mesma validade que teve o rompimento de Lutero com o papa. A presente ênfase em “voltar à Bíblia” tem, infelizmente, criado religiosidade a partir de uma trapaça erudita e literalista—mera manobra de diversão. Tragicamente, esse tipo de conhecimento tem gotejado gradualmente sobre as massas, de modo que hoje em dia ninguém é mais capaz de simplesmente ler a Bíblia. Todo nosso saber bíblico tornou-se nada além de uma fortaleza de desculpas e escapes. Quando se trata de existência, de obediência, há sempre algo de que devemos cuidar antes. Vivemos sob a ilusão de que devemos primeiro ter a interpretação correta ou a crença em sua forma perfeita antes de podermos começar a viver – quer dizer, nunca chegamos a fazer o que a Palavra diz.A igreja vem há muito precisando de um profeta em temor e tremor que tenha a coragem de proibir o povo de ler a Bíblia. Sou tentado, portanto, a fazer a seguinte proposta. Coletemos todas as nossas Bíblias e juntemo-las em algum lugar aberto ou no alto de uma montanha e então, enquanto todos ajoelhamos, alguém fale com Deus da seguinte maneira:'Leve esse livro de volta. Nós, cristãos, tais como somos, não somos aptos a nos envolver com tal coisa; ela apenas nos torna orgulhosos e infelizes. Não estamos prontos para ela'.Em outras palavras, sugiro que nós, como os aldeões cujo rebanho de porcos arrojou-se na água e afogou-se, imploremos a Cristo que 'retire-se de nós' (Mateus 8:34). Isso pelo menos seria um discurso honesto – algo muito diferente da erudição nauseante e hipócrita tão prevalente hoje em dia.Em vão a Bíblia comanda com autoridade. Em vão ela admoesta e implora. Não ouvimos – isto é, ouvimos a sua voz apenas pela intermediação/interferência da erudição cristã, dos especialistas que tiveram treinamento adequado. Da mesma forma que um estrangeiro exige os seus direitos numa língua estranha e ousa apaixonadamente dizer palavras ousadas ao enfrentar autoridades do Estado – mas veja, o intérprete que deve traduzi-las para as autoridades não ousa fazê-lo, substituindo-as por alguma outra coisa – assim soa a Bíblia através da erudição cristã.Afirmamos que a erudição cristã existe especificamente para nos ajudar a entender o Novo Testamento, a fim de que melhor possamos ouvir a sua voz. Nenhum lunático, nenhum prisioneiro de estado foi jamais confinado dessa forma. No que diz respeito a eles, ninguém nega que estão trancafiados, mas as precauções contra o Novo Testamento são ainda maiores. Nós o trancafiamos, mas argumentamos que estamos fazendo justamente o contrário, que estamos zelosamente engajados em ajudar a que ele ganhe clareza e controle. Por outro lado, naturalmente, nenhum lunático ou prisioneiro de estado poderia ser mais perigoso do que o Novo Testamento caso se permitisse que ele andasse à solta.É verdade que nós, protestantes, empreendemos grandes esforços para que cada pessoa possua sua própria Bíblia – até mesmo em seu idioma nativo. Ah, mas como são grandes os esforços para imprimir sobre todos a noção de que ela só pode ser compreendida através da erudição cristã! Essa é nossa situação atual.O que tentei demonstrar aqui pode ser declarado sem dificuldade:Tenho desejado fazer as pessoas darem-se conta e admitirem que acho o Novo Testamento muito fácil de entender, mas tenho encontrado até agora a maior dificuldade para agir de forma literal em conformidade com o que ele diz tão claramente. Talvez eu pudesse ter tomado outra direção; poderia ter inventado uma nova espécie de erudição, dando à luz ainda outro comentário, mas estou muito mais satisfeito com o que fiz – uma confissão sobre mim mesmo”.Søren Kierkegard, Provocations


Citado por: Ricardo Gondim (www.ricardogondim.com.br)

sábado

EXISTEM PESSOAS QUE GOSTAM DE SOFRER!

Tenho observado em certas pessoas um gosto esquisito pelo sofrimento. Há uma relação masoquista sendo desenvolvida na mente de muita gente. Viver é sofrer, então para se sentir vivos tem-se que sofrer necessariamente – esse é o pensamento dos que defendem o direito de sofrer.
Entre os crentes é onde encontro o maior contingente de defensores dessa causa. Se as coisas estão boas, se sentem logo abandonadas por Deus, deve haver logo, alguma coisa errada, são do tipo: ‘estou tão bem, acho que vai acontecer alguma coisa ruim’. Só se acham perto de Deus quando as circunstâncias os empurram para os círculos de oração a fim de buscar a ‘vitória’. São peritos em garimpar problemas para se sentirem vivos, e muitas vezes o fazem de forma inconsciente. Até mesmo seus jejuns não são para um tempo de meditação e oração, mas uma medida asceta de fazer o corpo padecer, como se o corpo fosse a fonte de seus problemas, e não o coração.
O que precisamos entender é que o mal muitas vezes nos afligem não vêm de Deus e nem do diabo. Aliás o maior diabo que enxergo em muita gente são elas próprias. Sim, você é seu diabo, seu acusador. Não estou aqui psicologizando o diabo-ser e retirando dele os créditos das desgraças humanas, não. O diabo-ser existe. Estou apenas dizendo que, na maioria das vezes são nossos atos impensados, nossas palavras fora de hora, nossas atitudes desvairadas, que viram o nosso ‘diabo’. E depois culpamos o diabo-ser sem discernir somos o ser-diabo de suas próprias vidas.
Deus quer o nosso bem. Isso não significa que vamos viver sem problema na vida, aliás foi Cristo mesmo quem disse que ‘no mundo teríamos aflições’, mas não precisamos ficar tarados no sofrimento para nos sentirmos bem. Essa idéia de associar sofrimento e fé, vem dessa mania de querer fazer sua parte na ‘purgação’ dos pecados, como se o sofrimento de Cristo na cruz não fosse suficiente. É dar uma ajudinha ao calvário.
Não podemos cair na armadilha dos que professam a teologia da prosperidade, nem por outro lado esbarrar nos masoquistas cristãos. O melhor é manter o equilíbrio. “O Senhor é meu Pastor: Nada me faltará” tem que casar com “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo” .
Já basta o sofrimento 'natural' da vida, não vale a pena ficar procurando mais razão para sofrer.

Moisés Almeida.


(Comente esta mensagem usando o 'comments' do blog ao final de cada uma, ou escreva diretamente ao autor : www.moisesrivele@bol.com.br

quarta-feira

Os sanguessugas evangélicos

Por Ricardo Gondim.
O Brasil descobriu que tem lobos vestidos de pastores; uma corja imunda. São os políticos evangélicos que gatunaram o Ministério da Saúde; testas-de-ferro de igrejas, apóstolos e bispos mentirosos que afirmavam haver necessidade de eleger crentes para o Congresso Nacional com um discurso de que almejavam os interesses do Reino de Deus.
Por favor, não insistam em me pedir que seja misericordioso com esses ratos alados: eles sugaram o sangue de brasileiros pobres. A única sugestão que tenho para eles é que cada um amarre uma corda no pescoço e se jogue de uma ponte para dentro de qualquer esgoto. Por favor, não insistam comigo. Não serei compreensivo. Estou enfurecido. De nada me valerão argumentos de que esses políticos evangélicos podem ser escuma fétida, mas que pregam uma mensagem libertadora. Não tolero mais ouvir essa desculpa. Não acredito que a causa evangélica precise conviver com tanta ignomínia, desde que "salve almas”. Nenhuma “salvação” seria tão excelente que justifique essa indecência que veio à tona, mas que há tempos corre frouxa nos porões das mega "empresas-igrejas" que mercadejam esperanças.
Por favor, não insistam em me dizer que esses políticos foram inocentes úteis, ludibriados por máfias poderosas. Ora, ora, qual o grande discurso triunfalista evangélico, repetido até cansar? "Somos cabeça e não cauda!". E agora? Depois que se ouviu tanto que a presença de políticos crentes no Congresso salgaria o Brasil, como se organizará a próxima "Marcha pela Salvação da Pátria?".
Por favor, não insistam em me dizer que os ladrões são poucos, e que não representam o perfil evangélico. A bancada evangélica foi a maior desse escândalo das ambulâncias superfaturadas. Os crentes lideraram essa gigante maracutaia. Se alguma igreja, que elegeu um desses congressistas, tivesse um mínimo de brio humano (nem precisaria ser brio cristão), deveria retirar do ar seu programa de televisão; pedir um tempo; expulsar seus políticos; prometer que jamais tentará eleger alguém; e fazer uma Reforma em sua teologia. Porém, sabe-se que isso jamais acontecerá, o que eles menos têm é vergonha na cara.
Por favor, não insistam em me pedir que algum dia me sente em qualquer evento, simpósio ou conferência na companhia dessas igrejas, ou que argumente sobre suas teologias e mentalidades. A Bíblia me proíbe de sentar na roda dos escarnecedores. Não devo considera-los irmãos; esses pastores, bispos e apóstolos devem ser encarados como escroques, que merecem mofar na cadeia o resto da vida.
Por favor, não insistam que eu me cale diante de engravatados de Bíblia na mão, quando sei que eles tentam esconder sua condição de sepulcros caiados. Neles, cabe a carapuça de raça de víboras; mataram velhinhos, condenaram crianças e acabaram com os sonhos de muitas mães. Igrejas que se beneficiaram do esquema de roubo do orçamento da saúde merecem ser sepultadas numa vala comum, e tratadas com o mesmo desprezo que tratamos as empresas de fachada do narcotráfico.
Por favor, me acompanhe em minha indignação. Os líderes evangélicos não podem permanecer de braços cruzados, corporativamente defendendo meliantes fantasiados de sacerdotes.
Por favor, não esperemos que um próximo escândalo nos acorde de nossa complacência.
Há necessidade de uma reforma ética entre os evangélicos.
E ela tem que ser urgente.
Soli Deo Gloria.

Ricardo Gondim - escrito em 24/7/06 citado por http://www.vidaacademica.net/

O FENÔMENO UNIVERSAL


A Igreja Universal do Reino de Deus é um fenômeno! Uma das igrejas que mais crescem no país, com um império de comunicação que inclui rádios em rede nacional, redes de TV entre elas a Record e Mulher, página na internet, gravadora, e também com deputados estaduais, federais e um senador da república!
Edir Macêdo, seu fundador detém o poder desse império. A igreja que começou tímida em 1977, hoje é uma maiores do país. A Assembléia de Deus é a maior, mas está no país a quase um século; a IURD (Sigla da Igreja)tem apenas 29 anos de existência e revolucionou a igreja evangélica no Brasil.
Mas o lado ruim é o maior lado dessa instituição. A manipulação das pessoas através de promessas vazias, a venda ou distribuição de amuletos como rosa ungida, óleo ungido, areia ungida, pedrinha de Davi, sal grosso, folha de arruda, sabonete ungido, lâmpada ungida... e por aí vai. O nível de loucura e insensatez é imensa. Tudo em nome de Jesus.
Uma vez estava passando, e vi uma aglomeração na frente de um antigo depósito, agora transformado num templo da IURD. Parei por curiosidade pra ver. O pastor falava a uns 300 fiéis que lotavam a igreja. Duas bandejas prateadas com um monte de areia em cada uma. Ao lado da bandeja pilhas de envelopes. O pastor disse que faria uma oração ‘poderosa’ e que após a oração aquela areia nas bandejas se ‘transformaria’ em areia do monte Sinai! Os obreiros iriam colocar um pouco daquela areia nos envelopes e as pessoas levariam ‘gratuitamente’ pra casa, para jogar um pouco de areia em cada cômodo da casa, a fim de ‘expulsar o maus espíritos’ que atrapalhavam o sucesso e a prosperidade no lar. Depois, as pessoas deveriam colocar R$:10,00 reais no envelope e devolver à igreja. A obra estava completa! Gente, essa ninguém me contou – eu vi!
Outra foi de uma amiga, cuja mãe era da IURD e morava num quartinho na casa da filha, no quartinho só tinha um gurda-roupa velho, e a cama. Pois não é que a Senhora queria vender a cama pra dar o dinheiro na igreja como sacrifício? E só não fez porque a família não deixou, e focou dizendo que era o diabo que estava dificultando o ‘trabalho do Senhor’.
Bem, os fatos são muitos, e não caberiam num livro! Mas alguém dirá: O Que importa é que o evangelho seja anunciado!
Mas a pergunta é: Que evangelho? Pois esse não é o Evangelho de Jesus Cristo, isso se parece com o ‘outro evangelho’ que Paulo exortou que se ele ou mesmo um anjo do céu anunciasse fosse considerado anátema. Mas eles pregam Jesus! Não acredito que preguem Jesus, pregam sim, prosperidade, riqueza, sucesso, mas mesmo que falem de vez em quando de Jesus, a pergunta é: Quem é esse Jesus?
Não duvido que muita gente tenha encontrado Jesus na IURD, o que não consigo entender é como as pessoas que encontraram Jesus apesar da IURD ainda permaneçam nela.
Hoje a IURD virou um centro de ‘terreiro’ de Jesus. Sim, porque só mudou o nome do ‘santo’, mas o princípio é o mesmo, só que mais light. As pessoas vão lá fazer uma ‘limpeza’ com folhinha de arruda e sal grosso, vão ‘abrir os caminhos’, tal como se faz na macumba, só que agora o macumbeiro é um pastor, o ‘santo’ se chama ‘jesus’, e os amuletos são muito parecidos. Não é necessário fazer sacrifício de sangue de nenhuma espécie, mas sim sacrifício financeiro, e assim ficar na ‘proteção’ dos pastores.
Todo mundo sabe que é assim. Eles brigam com o pessoal da Macumba, mas tentam fazer igual, usam a mesma terminologia, o nome de todas as entidades são lá invocadas para depois serem ‘expulsas’, e tudo, não sem muito dinheiro. A sensação de quem se ‘converte’ de lá pra cá, é de um ambiente bem familiar.
‘’Mas eles não estão roubando ninguém, as pessoas vão lá porque querem’’ – dirá algúem. Sim, vão lá pois querem melhorar de vida de forma mágica. Para essas pessoas Deus é apenas alguém que dá uma ajuda na horas difíceis, não há comprometimento, não há mudança interior, não há nada além de pura religião.
E Macêdo fez escola... Hoje as igrejas, principalmente as neo-pentecostais usam os mesmos artifícios para cativar seus membros, através da benção fácil, do pensamento positivo, de amuletos e muita maluquice. Estamos na era da Unção: Unção do Leão, Unção do Boi, Unção do Cavalo, Unção da Serpente, Unção dos Doze, Unção... É muita unção, muita Visão, muito Modelo, e... muita MALUQUICE! Pelo amor de Deus, o que fizeram com o Evangelho Simples de Jesus de Nazaré.
Entenda, não estou falando de pessoas. Pessoas têm famílias, pais, mães, filhos, que devem ser respeitadas. Estou falando de Evangelho e conteúdos.
Xixi, vendido numa cara garrafa de Vinho, ainda será xixi. Essas aberrações, mesmo sendo feitas em nome de Jesus, ainda assim são aberrações.
Pelo Amor de Deus, leia a Palavra, e veja se Isso se encaixa com os ensinos de Jesus. Veja se isso se encaixa com o ensino apostólico (Não estou falando da apostolada atual, pelo amor de Deus) no novo testamento.
A cada dia me sinto menos evangélico. Pois se ser evangélico é ter que defender essas bizarrices, eu sinceramente não sou.
Deus nos livre, de vermos um Brasil ‘convertido’ a esse ‘outro evangelho’, ou nos tornaríamos anátemas.

Moises Almeida

terça-feira

A PROFUNDIDADE DE DEUS!


Uma vez estava chegando em casa, com um problema enorme afligindo minha alma. Entrei, tomei um banho, comi alguma coisa. Já passavam das vinte e três horas, e não me saia da cabeça os problemas. A sensação que eu tinha era de estar num poço profundo, sem auxílio, sem alguém pra oferecer uma cordinha a fim de me tirar dali. Meu coração sofria silencioso.
Liguei a TV e passava em determinado canal um filme sobre o holocausto na segunda guerra mundial. Comecei a assistir, e a trama do filme me cativou. Em uma certa altura do filme, umas mulheres seriam levadas para ‘tomar banho’ que era na verdade de gás letal, e na fila, pressentindo que ira morrer, uma mulher se desesperou e falou pra outra à sua frente: ‘...estamos perdidas, não há jeito de sairmos daqui vivas’, ao que a outra lhe respondeu:
“...Não há abismo tão profundo, que Deus não seja mais profundo ainda...”
Naquela hora desliguei a TV, chorando. Deus falara comigo. Deus fala de muitas maneiras, nós é às vezes ficamos surdos. Não sei como terminou o filme nem o que aconteceu ao personagem que falou aquelas palavras, o fato é que Deus falou comigo e resolveu o problema que para mim era quase impossível.
Não há abismo tão produndo que Deus não seja mais profundo ainda. Ainda ouço esssas palavras ecoarem dentro de mim.
Ele nos conhece e nos ajuda, e nos entende como clamou o salmista, no salmo 139:
“Senhor, tu me sondas, e me conheces.
Tu conheces o meu sentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.
Esquadrinhas o meu andar, e o meu deitar, e conheces todos os meus caminhos.
Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó Senhor, tudo conheces.
Tu me cercaste em volta, e puseste sobre mim a tua mão.
Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim; elevado é, não o posso atingir.
Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua presença?
Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também.
Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar,
ainda ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.
Se eu disser: Ocultem-me as trevas; torne-se em noite a luz que me circunda;
nem ainda as trevas são escuras para ti, mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa.
Pois tu formaste os meus rins; entreteceste-me no ventre de minha mãe.
Eu te louvarei, porque de um modo tão admirável e maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.
Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e esmeradamente tecido nas profundezas da terra.
Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles.
E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grande é a soma deles!
Se eu os contasse, seriam mais numerosos do que a areia; quando acordo ainda estou contigo.”Portanto meu amigo, lembre-se: Você nunca está só, o Pai te vê e te ajudará.

quarta-feira

É melhor estar numa tempestade com Jesus que no Paraíso com o Diabo!!!

Mar da galiléia, Israel. Jesus está com seus discipulos num barco. O mar da galiléia não é propriamente um mar, e sim um grande lago de água doce, de 24Km de Comprimento e 12Km de largura emMédia, e é cercado por montanhas exceto pelos lados onde entra e sai o rio Jordão. O Hermom está nas suas vizinhanças coroado de neves eternas, onde se originam violentas e repentinas tempestades, que se desencadeiam pelos desfiladeiros das montanhas até penetrar nas águas do Lago, os ventos constantes provocam ondas que quebram nas margens, lembrando um mar, daí seu nome. Jesus dorme na proa. O mar se agita grandemente por causa de uma tempestade de vento, de modo que podem naufragar.
Jardim do Éden, Mesopotâmia. Eva passeia despretenciosamente pelo jardim. Era um Jardim plantado pelo próprio Deus. Havia plantas frutíferas de toda sorte, tinha um rio que se dividia em quatro braços: Pison, Giom, Tigre e Eufrates. A palavra Éden significa ‘planície’, embora seja ao longo dos tempos sinônimo de ‘paraíso’. Eva encontra-se com a serpente, que a convence a comer do único fruto proibido daquele imenso pomar.
No mar da Galiléia, os discípulos chamam Jesus: Não se te dá que morramos? Jesus levanta, calmamente, ordena ao mar e ao vento que se aquietem e logo é obedecido. Os discípulos maravailhados se perguntam, ainda sem discernir o Cristo: Quem é esse que até o vento o mar lhe obedecem?
No Éden, a mulher cede à tentação, come e dá a seu marido. Ambos morrem. Não fisica, mas espiritualmente. E são expulsos.

É melhor estar numa tempestade com Jesus, que no paraíso com o Diabo!!!

Não é quando as coisas vão bem que tudo está bem de fato. E não é quando tudo vai mal que estamos perdidos. A diferença está na presensa de Jesus em nossas vidas. Como diz um antigo hino: “Com Cristo no barco tudo vai muito bem”, mesmo numa tempestade!

Que Deus nos abençoe!!!!!!!


Moises Almeida

Quem é Jesus?

Com tantas doutrinas, igrejas, dogmas e preceitos, muita gente tem se perguntado, principalmente os de fora, (já que os de dentro na maioria das vezes não se pergunta sobre essas coisas pois é proibido perguntar, pensar, ou discordar dos ‘marcos antigos’) sobre qual é a verdade, ou onde está a verdade? Se todas as igrejas dizem ser a certa, e buscam para si a capacidade de melhor interpretar a Bíblia, então quem está errando onde? Qual a doutrina correta? Qual a igreja que melhor se coaduna com as escrituras? Ou mais profundamente ainda, quem interpreta a Bíblia de forma correta? Que hermenêutica usa? A partir de onde teve essa compreensão?
Há os que buscam se afirmar pela antiguidade da interpertação, pois já que é interpretada assim há séculos deve estar correta, é o que se chama de ortodoxia. Mas muitas vezes a ortodoxia é o erro que virou sagrado, que virou coisa santa, virou doutrina.
Há os que buscam se afirmar pela revelação do Espírito, o que torna essa interpretação bem bairrista, particular, algo metafísico, transcedental, que como não pode ser mensurado, aferido, medido, tem que ser crido, pois não se pode ‘tocar’ na revelação.
Há os que buscam se afirmar nos concílios e conclaves. É quando a maioria se junta para afirmar que aquilo que parecia verdade, agora o é, e quem disser o contrário será disciplinado da igreja. O que foi discutido e decidido em reunião e lavrado em ata e em duas vias, e assinado, ganhou status de escritura sagrada.
Bem, não sou eu quem vai por termo a essa questão, mas gostaria de chamar vocês a pensarem um pouco sobre algo que julgo estar no centro dessa disputa pela possessão da verdade.
Muitas vezes pensamos que a verdade está no ‘enlatado’ de nosso corpo de doutrinas eclesiásticas, e quem pensa diferente virou seita, e por consequência está condenado ao lado mais quente do fogo do inferno. O errado é sempre quem está do outro lado, não importa de que lado eu esteja. Você acha, por exemplo, que os testemunhas de jeová saem de casa em casa com o propósito de enganar alguém? Sai de casa dizendo: “vamos enganar um monte de gente hoje!”? Não! Eles saem para salvar as pessoas para o reino de Jeová. Assim fazem os católicos concernentes a suas doutrinas, assim fazem os adventistas e os evangélicos em geral.
Acredito que Jesus é a resposta para o conflito de nossas doutrinas. Jesus é a chave para entender tudo. Como diaria Caio, é a chave da hermenêutica.
Não o Jesus das igrejas, pois aí é dar uma volta de 360º graus, ou seja voltar para o mesmo lugar. Mas o Jesus Cristo de Nazaré.
Não é o Jesus assembleiano que não gosta de corte de cabelo e manda pro inferno quem usa calça comprida e se pinta. Não é o Jesus presbiteriano que é discipulo de Calvino. Não é o Jesus batista que não tem os mesmos preconceitos do Jesus assembleiano, sendo portanto mais light. Não é o Jesus iurdiano que é incapaz de fazer um benefício a alguém sem antes uma contrapartida financeira. Ou o Jesus católico que divide sua glória com sua mãe e todos os santos. Ou o Jesus aventista que tem o sábado como dia preferido e não come carne de porco, como se sua vinda não tivesse significado nada para o avanço da consciência em Deus.
Não! Não! Não! Mil vezes Não!
Muitas vezes as pessoas não rejeitam Jesus, aliás acho que ninguém rejeita Jesus, mas rejeitam o monte de ‘doutrinas’ que queremos lhes enfiar consciência à dentro.
Estou falando do Jesus que exalta a fé do centurião romano, dizendo que nem entre os filhos da promessa alguém tinha tido uma fé como a dele. Do Jesus que exalta a bondade do samaritano, que era de outra religião, o que ofendia os ouvidos sagrados dos fariseus. Do Jesus que ama mesmo sem ser amado. Do Jesus que se mistura com os infiéis para comer e beber mas que faz diferênça entre luz e trevas. Do Jesus que ficou do lado de fora da igreja de Laodicéia, mas que entrou na casa do pecador Zaqueu. Do Jesus que disse que a forma de como seríamos julgados não seria conforme nossos códigos morais e sim pela capacidade de nos compadecermos do faminto, do pobre, do preso, do forasteiro.
Esse Jesus é bem diferente do Jesus pregado na maioria das igrejas. O Jesus das igrejas geralmente é preconceituoso, exclusivista, dá muita bola pra aparência, para a condição social. Mas o Jesus da Bíblia não é assim, ele vê o coração, julga conforme a verdade.
Quiçá que entendêssemos muito pouco de aspersão ou imersão, de transubstanciação ou consubstanciação, hermenêutica, exegese, poimênica, grego ou hebraico, mas, entendêssemos o amor. Pois a Bíblia diz que se tívessemos toda a sabedoria, e todo o poder possível mas não tivéssemos amor nada nos adiantaria.
Jesus não deixou nem é, um tratado de doutrinas, Jesus é Deus, e se bastasse falar ele enviaria profetas, mas pelo contrário, ele mesmo veio e deu sua vida como exemplo e sacrifício.
Graças a Deus, Jesus não é católico nem é evangélico. Não é assembleiano, batista, metodista, presbiteriano, iurdiano ou luterano. Ele é a verdade, e pra entender a verdade, não precisa estudar todos os livros de teologia do mundo, basta apenas amar como ele amou.
Quem ama ajuda o próximo; quem ama perdoa a ofensa; quem ama não se detém em discussões tolas enquanto vê o outro se ferrar; quem ama cumpre a lei; Quem ama conhece a Deus porque Deus é amor, e se conhece a Deus, se conhece Jesus, pois ele é o caiminho, a via, pela qual os homens ficam menos parecidos com a fisionomia religiosa e mais com Deus.
Daqui a duzentos anos, a gente ainda vai perguntar um ao outro: “você arminiano ou calvinista?”, mas sem amor, não tem Armínio, nem Calvino, nem João, nem José, nem Maria, tudo é nada.
Deus nos ajude, a enxergar o evangelho, não com os óculos denominacionais, mas com o exemplo da vida de Jesus, que é mais que uma doutrina pra ser discutida, e sim um exemplo a ser perseguido.
De modo que vemos Jesus em muita gente não religiosa, vemos Jesus nas atitudes de muita gente boa e ao contrário disso vemos a cara do diabo em muita gente que diz ter Jesus no coração.
Deus nos abençoe e nos ajude a negar esse Jesus religioso e nos aproximarmos do Jesus Cristo !!!

Moises Almeida

sábado

O FILHO PRÓDIGO COMO PARÁBOLA DA VIDA


Jesus contou a parábola do filho pródigo, onde ele (o filho), pede ao seu pai para ir embora, o que portanto obrigaria o pai a dividir prematuramente a herança.
O interessante da história é que o pai não faz objeção, não tenta fazer o filho mudar de idéia, não o constrange a ficar, apenas divide a herança e o deixa ir. Simplesmente reconhece o direito que seu filho tem de ficar e de ir embora. E concede ao filho seu desejo.
O tempo passa, e o filho gasta todo o dinheiro com tudo que pôde curtir, até que fica na mais absoluta miséria, e termina desejando comer comida de porcos que ele mesmo agora tomava conta. Ele cai em si, e estabelece uma linha lógica de raciocício: tem empregado de meu pai, que come e vive melhor de que eu, portanto, vou pedir ao meu pai que me receba de volta. Como não tenho mais direito sobre nada, que pelo menos me receba como um de seus empregados.
Ensaia uma petição, e vai ao encontro daquele que nunca deveria ter abandonado. E ao longe o pai lhe vê, se enche de compaixão, corre, o abraça e beija.
Dá uma festa maravilhosa que é contestada pelo filho que ficou. O pai então a esse seu filho inconformado diz o que ele nunca atentara: tudo que ele tem é dele, mas esse seu filho que chegara agora, era como uma ressurreição e um grande achado.

Deus também é assim, aliás só consigo ver no pai o PAI, e no filho pródigo, EU. De modo que Deus nos deixa seguir nosso próprio caminho, mesmo que não seja aquele que ele quer pra gente. Mas a nossa liberdade de ir, de ser, de ter, é sempre respeitada. Só depois a gente percebe que nunca deveria ter ido, nunca deveríamos ter nos atrevido a deixar o caminho.
Tem gente que aprende com a lição dos outros, mas a grande maioria tem que sentir na pele pra aprender de verdade.
Muitas vezes quando alguém se desvia(da igreja, de casa, do casamento, etc), nós o tratamos de forma apocaliptica, mas, de fato, ele tem que seguir seu caminho, pra depois chegar na conclusão óbvia que nunca deveria ter ido. Não adinata concelhos, palavras, só vivência.
Mas o Pai está de braços abertos, e o filho não tem chegado ainda, mas ele o vê primeiro.
A vida na casa do Pai lhe deixou saudade, e a miséria de sua alma lhe deu arrependimento. Então decide voltar, mas depois daí, a atitude é do Pai, o vê, corre pra ele, lança-se ao seu pescoço e o beija.
O Bom é aproveitarmos o que temos na casa do Pai, pra não sermos tão alienados como os dois filhos desse pai: Um sai de casa pra buscar o que depois entende que nunca precisou, e o outro nunca aproveitou o que sempre teve.

Que Deus nos abençoe!!!!!

Moisés Almeida

terça-feira

OS PROFETAS DO SÉCULO XXI

Vi a Veja dessa semana falando dos novos 'pastores'. Essa pastorada não me impressiona. Falta conteúdo, falta simplicidade, falta humildade, falta Deus.
Vejo muitos pastores ateus! Isso mesmo, pois embora falem de Deus, o negam com sua arrogância, prepotência e ambição. O que importa são as lãs das ovelhas, é uma indústria da lã. Não importa se agora a ovelha vai sofrer de frio, hipotermia espiritual é o que as multidões que seguem essa gente sente. O calor do Espírito à muito se foi. São pastores da moda, do curso desse mundo, chancelados por uma revista de informação semanal que é, por natureza, incapaz de dizer se esse crescimento é bom ou ruim.
O triste é que estamos multiplicando como filhos de coelhos, mas com a mente de uma mula!
Quem dera que um dia acordássemos, e enxergássemos o que realmente signfica evangelho!
Mas apenas alguns verão. A maioria só 'Veja'.

Moisés Almeida

sexta-feira

Sexo – Nós só pensamos Naquilo!



Segundo Freud o resumo da ópera está no sexo. Frustrações, emoções, alegrias, traumas, medos, apatias, simpatias, é tudo decorrente de nossa relação com a nossa sexualidade.

Não entendo muito de psicanálise, mas nem precisa. Olhe à sua volta: De um lado, Propagandas de cerveja exibem mulheres seminuas para chamar atenção dos consumidores; programas de televisão usam a sensualidade para aumentar a audiência; musicas de duplo sentido (e as vezes de sentido único) fazem ‘sucesso’ ; atores, atrizes e personalidades não resistem aos pomposos cachês para posarem nus; a industria pornográfica ganha milhões com a comercialização de filmes, apetrechos, literaturas, e sites; as mulheres nas ruas usam cada vez menos roupas, seguindo a ‘moda’; Enfim, para onde se olhe tem sexo.

E na igreja? Bom, tem os que o Caio chama de santarados, pervertidos, que adoram ouvir e bisbilhotar as histórias sexuais dos outros, principalmente nos circos das comissões de disciplina: como foi? De que jeito? Em que posição? Fez mais o que? – são as perguntas ‘técnicas’ que se faz. E aquilo que deveria servir pra ajudar, acaba se transformando na ‘playboy’ dos crentes. Sem falar nos aparentemente santinhos que não suportam as roupas coladas das irmãs na igreja, e se masturbam depois, ou fazem sexo com sua mulher pensando ‘naquela irmãzinha’ delicada que lhe pediu um conselho.

Bem estou dizendo tudo isso, e tenho certeza que não minto, pois isso que digo, não é especulação e sim constatação, porque é tempo da gente se enfrentar, se entender, e decidir pra que lado a gente quer ir:

Para o lado da hipocrisia, de dizer que isso não acontece, de subliminar nossas taras e desejos, pedindo a Deus pra ninguém desconfiar do que somos capazes de pensar ou fazer, do lado dos que dão conselhos aos outros pra fazerem ou deixar de fazer o que a si mesmo sobeja – os nossos mais íntimos pecados inconfessáveis .

Ou Para o lado daqueles que admitem ser o que são, não estão preocupados em representar um papel para fora, sem que isso seja a verdade do lado de dentro, dos que são suficientemente capazes de olhar pra dentro de si e encarar os ‘demônios’ interiores, e assim, sem medo, se colocar aos pés de Cristo, para a cada dia ser melhorado, como crente e como gente!


A negação é uma mentira prolongada. Mas como sua semelhante tem pernas curtas. E logo a verdade aparece. E aí tem gente que estranha o comportamento de fulano de tal que era isso e aquilo e agora fez aquilo outro. Na verdade o fulano sempre foi o que foi, apenas aprendeu a negar o que é, e chegou um tempo em que não deu mais pra representar o papel, caiu a máscara e o rei ficou nu. Não dá pra não viver num mundo cheio de apelos sexuais, mas a cada dia dá pra andar em graça e misericórdia.
Dou glória a Deus, pois para Ele eu sou um eterno flagrante, ele sabe de tudo, estou sempre nu diante dele, pois ele me conhece mais do que conheço a mim mesmo. E é diante dele que recebo o aperfeiçoamento, o que não me faz perfeito, pois pecado sou, mas me coloca no caminho da verdade. De modo que quando alguém me confessa um pecado, para desabafar, a sensação que tenho é de estar diante de um espelho! Esse cara parece comigo. E minha tristeza é de ele pensar que eu sou perfeitinho, meu Deus, se puxar o minha linha de costurar vão encontrar uma corda de amarrar navio!
Sexo não é o problema, o problema são as máscaras. É por isso que Jesus disse que Prostitutas precedem no reino de Deus aos fariseus. Sexo é bom e sadio, mas o diabo – perito em perverter o sagrado - criou a prostituição, da qual a Palavra diz: Fugi dela! Fugir da prostituição não é negar nossos instintos, mas não ser dominados por eles. Isso é que me faz diferente do meu cachorrinho.

Outro dia falo mais no assunto, principalmente das máscaras.

Bom dia e Boa Copa 2006 – afinal, Deus definitivamente não é brasileiro, mas eu sou.

Moises Almeida.

quinta-feira

Problema Teológico ou Político?

Um homem, evangélico, presbítero de uma igreja, gente boa, casado, pai de três filhos, vive tranquilo em sua residência onde possui um pequeno comércio. Num certo dia, um assaltante lhe aborda e lhe tira a vida com dois tiros.
Bem, os evangélicos via de regra geralmente resumem o incidente acima num simples problema teológico. Nessa hora surgem perguntas do tipo: Por quê Deus permite? Pode um justo morrer assim? Onde está a proteção de Deus a alguém que lhe dedica a vida? – Ora, essas perguntas, não são difíceis de responder, com alguma lógica e fundamentação bíblica. Nada do que Salomão no livro de Eclesiástes já não tenha perguntado antes.
Mas o problema mesmo não é o problema teológico da questão, mas sim político. A verdade é que estamos entregues aos bandidos, que impunimente cometem seus desatinos, amparados por uma legislação leve e atrasada quase parceira dos crimes. As autoridades parecem ter perdido a luta para a marginalidade. De vez em quando vemos notícias do tipo: “nesse feriado morreu 20% menos pessoas que no mesmo período do ano passado”, como se nós fôssemos apenas estatística. Não se quer saber se quem morreu era um pai de família, um filho querido, uma mãe dedicada, o que importa é que mesmo continuando a morrer gente todo dia de forma violenta, se façam essas ridículas comparações, para passar a imagem de que os pseudo-esforços estão dando algum resultado.
Se faz campanhas e levanta-se fundos para proteger o peixe-boi, tartaruga marinha, mico-leão-dourado, e tantos outros animais ameaçados de extinção. Mas não parece haver o mesmo empenho para defender a vida humana. Não que não seja importante preservar os animais, claro que é. Mas cada ser humano é único, cada um é uma espécie em extinção, ninguém é igual a ninguém, Deus nos fez únicos no mundo. Mas nós, piores que as bestas da terra, lutamos para ter direito a portar uma arma de fogo, justificamos guerras mundo afora, defendemos abortos, e tantas coisas mais contra a vida.
Em vez de assistirmos passivamente tanta violência, nós como igreja, deveríamos nos unir, fazer passeatas, cobrar das autoridades políticas, dos deputados em especial, que elaboram as leis, mais severidade para coibir essas atrocidades, ‘com fome e sede de justiça’.
Mas voltando à questão teológica, muitos dirão que é o fim dos tempos, que é assim mesmo, que nada melhorará, e nesse conformismo ideológico-religioso, ninguém faz nada. Pelo amor de Deus: Ninguém pode fazer com que as profecias não se cumpram, mas não podemos entrar na onda de ‘quanto pior melhor’. As profecias apenas apontam para onde estamos caminhando se continuarmos nesse caminho do desamor, da crueldade, da violência e da omissão. Temos que ser como Abraão que pede por Sodoma e Gomorra mesmo que Deus já tendo decretado que a destruiria.
Do ponto de vista de Cristo, o que aconteceu ao irmão no caso do primeiro parágrafo desse texto, é o que pode acontecer a justos e injustos. João Batista, era amigo de Jesus, foi seu precussor, dava testemunho dEle, pregava nas esquinas, nos desertos, e contra as autoridades, mas foi morto decapitado por um capricho de uma dançarina. E Jesus não fez nada pra salvar o amigo, e olha que foi sobre ele que Jesus tinha dito que ‘dos nascidos de mulher não havia ninguém maior que João Batista’.
Daí a gente aprende que os amigos de Jesus podem morrer das mortes mais tolas, decapitados como João e Paulo, crucificados de cabeça pra baixo como Pedro, Apedrejados como Estêvão. Mas o que realmente imorta é que eles estão guardados com Deus. E pra Deus ninguém morre, pois todos estão vivos, por isso ele é chamado de o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó.
A morte não mata mais. Porque Jesus a venceu na Cruz. De modo que para os olhos dos que nisso crêem, ela serve apenas como ‘servo’ de Deus para introduzir o santo nas mansões celestiais. O que fica para os que ficam é dor, perda, angústia, e desespero, mas para Deus nada mudou, apenas mais um de seus filhos chegou ao lar eterno.
Não é a vontade de Deus que alguém morra de forma violenta, o homem é que se acha do direito matar. Não é a vontade de Deus que as crianças morram de fome em Ruanda, e se aliementem bem na América. Ou Deus gosta mais das crianças de Bush? Mas os homens, escravizam uns aos outros, acumulam para si riquezas e fazem com que seus semelhantes sofram.
Não, essa não é a vontade de Deus, não é vontade diretiva ou permissiva, como dividiria didaticamente algum teólogo de plantão, mas é o livre arbítrio de ser, que o homem tem e o usa sempre para o mal, pois ‘o homem é mau desde a sua meninice’ conforme a Palavra. Mas Deus trará todos à juízo, disso ninguém duvide.
Que Deus nos abençoe e ajude.

(O texto acima foi escrito após a morte de um irmão em Cristo, conforme foi dito no primeiro parágrafo do texto. Que Deus console a família enlutada, do irmão Nilson Canuto. Ele agora descansa em Paz. Que Deus tranforme toda dor em saudade e consolação na certeza da ressurreição)

Moisés Almeida – 18-05-06 dois dias após o incidente.

sexta-feira

Um Sonho de Olhos Abertos!!!

Ontem tive um sonho.
Sonhei:
Que não brigávamos mais por sermos calvinistas ou arminianos,
Que não venerámos mais o pastor como um anjo despótico, mas o obedecíamos em amor,
Que ajudávamos uns aos outros nas hora difíceis,
Que sempre nos lembrávamos dos mais humildes na igreja,
Que servíamos a Jesus sem medo do inferno, apenas por amor a ele,
Que não tínhamos mais medo de ser quem somos, mas agora sem fingimentos, éramos trabalhados pelo Senhor em verdade,
Que não concordávamos mais com a injustiça praticada em certos cultos disciplinares,
Que ninguém era 'cortado' da igreja por usar um batom, calça comprida ou bermuda,
Que o fruto do Espírito era mais importantes que os dons,
Que pregar o evangelho não era mais um sofrimento estatístico,
Que se anunciava que Jesus abençoa mesmo sem obrigação pecuniária,
Mas...
Era apenas um sonho. Mas não custa nada sonhar. Ora vem Senhor Jesus.

Moisés Almeida

sábado

JÁ SEI ONDE NÃO IR

Ricardo Gondim

Leio que o exército negociou com traficantes o retorno da "normalidade" nas favelas do Rio de Janeiro – ou seja, devolveu-lhes a liberdade para negociarem e restituiu-lhes seu "território", que continuará no controle do crime. Angustio-me, mas não desisto do jornal, afinal sou brasileiro e já corri sete maratonas. Aprendo que o crescimento econômico brasileiro, estagnado há mais de vinte anos, mantém-se com índices equivalentes ao Haiti. Por pura teimosia, viro a página da Folha e fico informado que o lucro do maior banco brasileiro, que já estava na estratosfera, aumentou mais 80% no último ano.
Enquanto o cenário draconiano me rodeia pela página impressa, ouço os pastores. Eles parecem alienígenas vindos de um mundo perfeito. Falam de uma existência sem sofrimento, de uma prosperidade mágica, e de vitória em todo e qualquer percalço. Percebo-os como patifes que minimizam os descalabros nacionais como se fossem "maldições" espirituais. Sabem encurralar o povo sofrido no beco da culpa: "Se você enfrenta dívidas e crises conjugais decorrentes de seus problemas financeiros, com certeza não está pondo sua fé em ação". São para mim mercadejadores da Palavra que desafiam os desvalidos nacionais com a cara mais lisa e ordinária: "Venha fazer a campanha de Gideão, da Fogueira Santa, do Sal Grosso, das Muralhas de Jericó e acabe seu sofrimento".
Como arrazoar? São dois mundos distintos, duas realidades que não se tangenciam. Eles não lêem os jornais, não possuem senso crítico; e varrem escrúpulo e decência para debaixo dos seus tapetes imundos. São lobos vorazes que saqueiam o irrisório salário mínimo do trabalhador; fomentam um ambiente onde não se pode perguntar, pensar ou exercitar o bom-senso. Conseguiram condicionar seus auditórios e todo argumento recebe respostas emotivas, piegas e irracionais. Ouço irritado: "Não se deve julgar essas igrejas, afinal de contas, muitos se libertaram e lá tiveram uma genuína experiência com Deus". "Se essas igrejas estão cheias e o povo não é burro, alguma coisa boa deve haver ali". A cada réplica, dá vontade de virar as mesas dos templos. Os contra-sensos revoltam.
Enquanto isso, minha caixa postal se entope de mensagens de gente destruída, decepcionada e desiludida. Eles ouviram sermões que não "resolveram", e agora se sentem largados nas calçadas. Há dias não consigo dormir direito com tantos pedidos de socorro. São mulheres espancadas, filhos abusados e profissionais frustrados. Todos reclamam que suas orações não funcionaram e não sabem o que fazer.
Concluo que esses sintomas não são pontuais e nem circunscritos a um determinado grupo. O modelo evangélico nacional adoeceu. Os que defendem a ortodoxia da fé deveriam se arrepender de seu dogmatismo e defenderem a vida antes das doutrinas; os que se enxergam como baluartes do pentecostalismo deveriam fazer crítica interna porque geraram comunidades que asfixiam a criatividade, a liberdade e a felicidade; os que se dizem na vanguarda do "mover apostólico" deveriam ter coragem de se olharem no espelho e reconhecer que propalam maravilhas que só beneficiam a eles próprios.
Assim, acabo meu envolvimento com o mundo evangélico. Termino minha militância com o movimento ao qual me dediquei por mais de trinta anos. Estou desencantado. Chegou a hora de encerrar minha associação com esse imenso guarda-chuva que hoje abriga uma das religiosidades mais pernósticas da história. Não quero mais estar incluído no mesmo rol de pessoas que considero pilantras fardados de apóstolos. Tenho pena desses drag-queens culturais que se deslumbram com o imperialismo de um George W. Bush. Não consigo ouvir missionários que prometem milagres a granel.
Chega! De hoje em diante não me sentirei atacado quando souber que apedrejaram o discurso moralista e inconsistente desses sicofantas.
Contudo, continuarei minha caminhada cristã, movido pela esperança do Reino, alimentando-me dos que trilham a senda de Jesus de Nazaré. Tomo emprestadas as palavras de Frei Betto: "A esperança é uma fênix. Sempre a renascer das cinzas... Um sonho se tece de mil fios delicados, até que um dia a imagem se transporta da mente à realidade. Talvez não se saiba exatamente aonde se pretende chegar. É como no amor, os sentimentos criam vínculos sem que se saiba ou se possa adivinhar o porvir. Sabe-se, contudo, por onde não ir. Como no poema de José Régio: "não sei por onde vou,/ não sei para onde vou,/ sei que não vou por aí!". Não vou pelas vias que conduzem os passos do inimigo...".
Soli Deo Gloria

Ricardo Gondim é Pastor Presidente da Assembléia de Deus Bestesda. Escrito em 20/03/06. Citado wm: www. Vidaacademica.net

terça-feira

O QUE VEM PRIMEIRO: A CRIAÇÃO OU A REDENÇÃO?


O QUE VEM PRIMEIRO: A CRIAÇÃO OU A REDENÇÃO?
Caio Fabio

Se o Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo, significa que a criação acontece no ambiente da redenção; e não a redenção acontecendo no ambiente da criação, conforme ensina a teologia.Segundo a teologia prevalente, Deus criou, e como algo deu errado, Ele deu um jeito de amor nas coisas, enviando Seu Filho para resgatar aqueles que, ouvindo acerca Dele, venham a crer; e, então, se continuarem firmes na fé, que significa estar “firme na igreja”, eles vão para o céu. Mas quem não ouviu, ou ouviu e não “creu” — sendo que estar numa “igreja” é o atestado de que se “creu” —, esse, ou esses muitos (aliás, a maioria absoluta), estão danados num inferno que é visto como um tempo (cronos) sem fim. Desse modo, a “igreja” é o centro de todas as coisas que concernem o céu e o inferno, assim como ela é a parte da humanidade que está salva e tem a obrigação de fazer a outra perte ouvir, aceitar, e entrar para a “igreja”, a fim de ser realmente salvo. É de tal sorte o narcisismo da “igreja”!Essa é a idéia que habita o inconsciente e o consciente da “igreja” e do “cristianismo”. E é também essa idéia que prevalece nas três religiões monoteístas do mundo: o judaísmo, o cristianismo e o islâmismo. Nesse caso, por mais que Deus ganhe, somente Ele pode explicar como ganhou alguma coisa, visto que a maioria absoluta de Suas criaturas vão direto para o inferno. A menos que a alegria de Deus fosse feita das gargalhadas do diabo. Entretanto, essa é a simples implicação de ser crer que o Deus Criador é um, e que o Deus Redentor é outro; ou que a Graça comum é uma, e a Graça especial é outra; e que os filhos de criação de Deus são todos os perdidos, e os filhos salvos são apenas os que se tornaram cristãos. O resultado de se crer que há uma dualidade entre criação e redenção, na prática, é aquilo que nós chamos de História da Igreja. E essa História declara apenas o desastre de tal visão do mundo. Na realidade, pode-se dizer que a História do Ocidente, e por extenção de influência e poder, de todo o mundo — é a História de como tal visão de um mundo dual pode acabar com a Terra; como hoje se vê.Entretanto, se o Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo, o mundo foi criado no ambiente da Redenção; e não o contrário. Ora, tal percepção desconstrói por inteiro o edifício da teologia cristã e acaba com o poder Imperial que a “igreja” tomou para si, desde Constantino. Além disso, toda a narrativa bíblica ganha sentido; visto que os desastres da criação e as catastrofes humanas — da Queda até hoje —, fazem parte da redenção em processo na criação; sendo que essa redenção é um ato-processo que visa levar a criação e o homem à plenitude deles mesmos; o que só poderia acontecer numa criação que exista já dentro da ambiência da Graça Única. Se o Cordeiro não fez Sacrifício antes de criar, tudo o mais acontece como remendo de pano novo em veste velha; o que se choca com o modo de Jesus agir. E Ele disse: “Eu e o Pai somos Um”. Na realidade a visão que a teologia cristã tem da Queda e da Redenção é a de “remendo de pano novo em vestes velhas”. É por isto que não pode jamais dar certo; como jamais deu.Quem, porém, crê que tudo o que existe já foi chamado à existência no ambiente da Graça, esse nunca mais vê o mundo do mesmo modo; e, em sua mente, jamais a visão das coisas é a mesma. Mas como tenho dito, as implicações de tal percepção estão para além daquilo que a “igreja” deseja, ou concebe aceitar para si, visto que ela teria que morrer, para poder dar muito fruto. Somente se na “igreja” houvesse do mesmo espírito que houve também em Cristo Jesus, o qual se esvaziou, se identificou, e não buscou ser nem mesmo quem era (Deus), é que poderia haver algum significado para ela nesta existência ainda. Do contrário, ela não terá qualquer contribuição espiritual a dar à humanidade. Enquanto isto, os planos de Deus não são frutrados, e Seu Espírito segue abraçando a todas as criaturas; e continua derramando Graça sobre todos os homens,em todos os lugares, segundo a Ordem de Melquizedeque; pois, tudo e todos os que existem, já estão designados para voltarem para Ele; pois, pelo Seu sangue, Ele reconciliou consigo mesmo todas as coisas; as quais, já foram criadas sob o signo da reconciliação eterna realizada pelo Cordeiro antes de todas as criações. Tal visão, entre outras coisas, nos levaria a tratar da criação como quem ministra um sacramento!No dia em que a visão da fé for a de que a Criação aconteceu no ambiente da Redenção e da Graça, nesse dia, o culto será a vida e a vida será o culto; e a catedral será a existencia toda; pois, tudo já é nosso, seja a vida, seja a morte, sejam as coisas do presente ou do por vir; tudo é nosso, e nós de Cristo, e Cristo de Deus.Nele, em Quem tudo é e todos são,Caio" name=PAGDES_0001>Se o Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo, significa que a criação acontece no ambiente da redenção; e não a redenção acontecendo no ambiente da criação, conforme ensina a teologia.Segundo a teologia prevalente, Deus criou, e como algo deu errado, Ele deu um jeito de amor nas coisas, enviando Seu Filho para resgatar aqueles que, ouvindo acerca Dele, venham a crer; e, então, se continuarem firmes na fé, que significa estar “firme na igreja”, eles vão para o céu. Mas quem não ouviu, ou ouviu e não “creu” — sendo que estar numa “igreja” é o atestado de que se “creu” —, esse, ou esses muitos (aliás, a maioria absoluta), estão danados num inferno que é visto como um tempo (cronos) sem fim. Desse modo, a “igreja” é o centro de todas as coisas que concernem o céu e o inferno, assim como ela é a parte da humanidade que está salva e tem a obrigação de fazer a outra perte ouvir, aceitar, e entrar para a “igreja”, a fim de ser realmente salvo. É de tal sorte o narcisismo da “igreja”!Essa é a idéia que habita o inconsciente e o consciente da “igreja” e do “cristianismo”. E é também essa idéia que prevalece nas três religiões monoteístas do mundo: o judaísmo, o cristianismo e o islâmismo. Nesse caso, por mais que Deus ganhe, somente Ele pode explicar como ganhou alguma coisa, visto que a maioria absoluta de Suas criaturas vão direto para o inferno. A menos que a alegria de Deus fosse feita das gargalhadas do diabo. Entretanto, essa é a simples implicação de ser crer que o Deus Criador é um, e que o Deus Redentor é outro; ou que a Graça comum é uma, e a Graça especial é outra; e que os filhos de criação de Deus são todos os perdidos, e os filhos salvos são apenas os que se tornaram cristãos. O resultado de se crer que há uma dualidade entre criação e redenção, na prática, é aquilo que nós chamos de História da Igreja. E essa História declara apenas o desastre de tal visão do mundo. Na realidade, pode-se dizer que a História do Ocidente, e por extenção de influência e poder, de todo o mundo — é a História de como tal visão de um mundo dual pode acabar com a Terra; como hoje se vê.Entretanto, se o Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo, o mundo foi criado no ambiente da Redenção; e não o contrário. Ora, tal percepção desconstrói por inteiro o edifício da teologia cristã e acaba com o poder Imperial que a “igreja” tomou para si, desde Constantino. Além disso, toda a narrativa bíblica ganha sentido; visto que os desastres da criação e as catastrofes humanas — da Queda até hoje —, fazem parte da redenção em processo na criação; sendo que essa redenção é um ato-processo que visa levar a criação e o homem à plenitude deles mesmos; o que só poderia acontecer numa criação que exista já dentro da ambiência da Graça Única. Se o Cordeiro não fez Sacrifício antes de criar, tudo o mais acontece como remendo de pano novo em veste velha; o que se choca com o modo de Jesus agir. E Ele disse: “Eu e o Pai somos Um”. Na realidade a visão que a teologia cristã tem da Queda e da Redenção é a de “remendo de pano novo em vestes velhas”. É por isto que não pode jamais dar certo; como jamais deu.Quem, porém, crê que tudo o que existe já foi chamado à existência no ambiente da Graça, esse nunca mais vê o mundo do mesmo modo; e, em sua mente, jamais a visão das coisas é a mesma. Mas como tenho dito, as implicações de tal percepção estão para além daquilo que a “igreja” deseja, ou concebe aceitar para si, visto que ela teria que morrer, para poder dar muito fruto. Somente se na “igreja” houvesse do mesmo espírito que houve também em Cristo Jesus, o qual se esvaziou, se identificou, e não buscou ser nem mesmo quem era (Deus), é que poderia haver algum significado para ela nesta existência ainda. Do contrário, ela não terá qualquer contribuição espiritual a dar à humanidade. Enquanto isto, os planos de Deus não são frutrados, e Seu Espírito segue abraçando a todas as criaturas; e continua derramando Graça sobre todos os homens,em todos os lugares, segundo a Ordem de Melquizedeque; pois, tudo e todos os que existem, já estão designados para voltarem para Ele; pois, pelo Seu sangue, Ele reconciliou consigo mesmo todas as coisas; as quais, já foram criadas sob o signo da reconciliação eterna realizada pelo Cordeiro antes de todas as criações. Tal visão, entre outras coisas, nos levaria a tratar da criação como quem ministra um sacramento!No dia em que a visão da fé for a de que a Criação aconteceu no ambiente da Redenção e da Graça, nesse dia, o culto será a vida e a vida será o culto; e a catedral será a existencia toda; pois, tudo já é nosso, seja a vida, seja a morte, sejam as coisas do presente ou do por vir; tudo é nosso, e nós de Cristo, e Cristo de Deus.
Nele, em Quem tudo é e todos são,

Caio

(Visite o site do Caio Fábio: www.caiofabio.com.br)

quarta-feira

Morte e Vida

A alguns dias soube do que aconteceu ao irmão de um querido amigo meu, que morreu assassinado. E escrevi a carta que segue abaixo a esse amigo. Retirei do texto tudo o que possa o identificar, e suprimi alguns parágrafos que só diziam respeito a ele. O que falo abaixo é a minha mais inteira confissão de Fé. (Principalmente para aqueles que pensam que "fora da igreja não há salvação") :




Amigo:
Na vida, amigo, sempre encontramos dificuldades, cada um com um grau maior ou menor, mas sofremos todos as dores de viver. Pois viver é assim desde que Adão caiu. Mas nada deve fazer a gente parar de celebrar a vida e a esperança, pois a compreensão que temos da vida é muito pequena. Em Cristo temos a chave de tudo. Pois nele a vida ganha sentido, nEle nossos pés ganham chão, nEle reconhecemos nossa pequenez e veneramos seu auxílio. Nele, a vida e a morte são a mesma coisa. Nós é que nos desesperançamos porque achamos que a vida existe apenas nesse chão no qual pisamos, pois reduzimos a salvação das pessoas às crendices de nossas religiões, medimos as pessoas com nossa medida míope. Na verdade, meu amigo, como diz William Sheaskespeare em uma de suas obras: "Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia", isso concorda com o que a Bíblia diz: "pois o que o olho não viu e o ouvido não ouviu e nunca subiu ao coração do homem, isso Deus tem preparado para aqueles que o amam". Nós não sabemos de nada. Soube por (um amigo em comum), tardiamente, o que aconteceu ao seu mano. Mas não se desespere nunca, pois ele agora está com o Pai. No mundo ele fez escolhas e escolhas, mas no fim acabou nos braços do Pai Eterno. O ladrão da cruz, clama ao Senhor no último momento, e no último momento recebe o perdão de Deus. O perdão de Jesus ao ladrão na cruz, não fez prolongar sua vida na terra, mas lhe deu a vida eterna com Cristo. Seu mano, assim como você, viu a fé de seus pais, e assim conheceram a Jesus. E Jesus, não é criador de uma religião que se diz a verdadeira, Jesus é Deus. Ele não criou o cristianismo, ritos, regras, dogmas, não! Ele apenas pediu que crêssemos nEle e assim teríamos Vida. Tenho certeza que veremos seu mano no céu. E digo isso com a convicção que sempre preguei e prego a palavra de Deus - que a salvação não está presa à religião, mas que Deus é livre pra salvar a quem ele quer. Tem uma música do Sérgio Lopes, não sei se você conhece, chama-se Amarildo, e quero transcrevê-la pra você: (Amarildo pode ser qualquer um)

Musica: Amarildo Cantor/Compositor: Sérgio lopes

Desde os tempos de menino Ele aprendeu nos becos,
Que tinha um jeito mais fácil,
Embora arrriscado, de ganhar a vida.
Logo se inturmou nos bandos,
Viciou-se em aventuras.
Transformado em guerrilheiro armado
E desordeiro aprontou mil loucuras.
Cheio de pó e cerveja, Passava em frente à Igreja,
E ninguém compreendia,
Quando ele dizia: Que Deus me proteja!

Vem Amarildo, Cristo te espera, Ninguém na Igreja vai te condenar, Jesus te ama, seu Nome clama, Decide hoje tua vida, a Cristo entregar.

Dava um sorriso contido, Um aceno agradecido,
Mas na igreja não entrava, Lá de fora olhava e seguia seu rumo.
Durante a semana inteira, De sexta à sexta-feira,
Se achava um bom vivã, numa alegria vã Vivendo à pó e fumo.
Como quem nada deseja, Passa sempre em frente à igreja
Quer entrar mas não consegue, Seu caminho segue,
sem a paz que almeja.

Vem Amarildo, Cristo te espera, Ninguém na Igreja vai te condenar, Jesus te ama, seu Nome clama, Decide hoje tua vida, a Cristo entregar.

Mas naquela madrugada, Caiu numa emboscada,
Era apenas um menino, mas como assassino Ele foi torturado.
De repente ouviu um tiro, E num último suspiro,
Se lembrou daquela igreja, E de quantas vezes já foi convidado.
Lá no chão da avenida, Vendo sangrar, sua vida,
Pelo Nome ele clamou E um sorriso marcou, A triste despedida.

Vai amarildo, Cristo te espera, Ninguém lá em cima, vai te condenar, Jesus te ama, Ele te chama, Tiveste a chance, da vida, a Cristo entregar. ****************************************************



Amigo, é nisso que sempre cri e preguei. No final, na verdade ninguém morre, pois Deus é Deus de vivos e para Ele vivem todos, como disse Jesus. Às vezes a gente vê catastrofes acontecendo e se pergunta onde está Deus, que não socorre o aflito e o desesperado, e permite que furacões e terremotos matem milhares de pessoas. Mas na verdade, Emiliano, Deus está cuidando de tudo, ele não é um criador que deixa de cuidar da criação, não! Apenas nós não compreendemos é que todos, TODOS, todos, TODOS, estão vivos pra ELE! Pois pra Ele o pior não é morrer, às vezes o pior é viver uma vida sem sentido. Em Deus a morte e a vida são a mesma coisa, assim como a luz e as trevas. Então o que fazer? Apenas crer nEle. Na sua bondade, no seu amor, que cuida de seus filhos, que os consola e os exorta, que os ama, mesmo que suas criaturas interpretem seu cuidado como tirania. O segredo é descansar nEle e crer no que diz os salmos da Bíblia: "Louvai ao Senhor porque Ele é Bom". Quando eu creio que Ele é bom, nada muda, mas tudo muda. O que isso quer dizer? Quer dizer que do ponto de vista humano, nada muda - fome, angústia, morte, problemas - mas nossa visão espiritual vai enxergar outras coisas, que é o que é real - fome e agústia é aprendizado, morte é o começo da vida que nunca acaba, problemas são um nada. Ou seja, o que crê em Cristo vive melhor, embora viva como vive todo mundo. Quem crê nisso, pode estar numa choupana no meio do mato, mas agradece o dom maravilhoso da vida, mas quem não crê vive uma vida de angústia mesmo que more na beira-mar de Boa Viagem! No final, amigo, o que importa é o que é de fato, e o que é de fato não está aqui, visível, palpável, tangível, mas sim está na fé, que vem da Palavra de Deus. Não estou dizendo isso pra você se internar numa igreja, e se fanatizar com doutrinas e ritos e dogmas, não! Eu mesmo a cada dia estou menos religioso, mas mais confiante na graça. Estou dizendo é que a vida fica mais leve pra quem crê em Jesus, pois mesmo muitos que estão dentro das igrejas não conhecem Jesus como bem pra alma, conhece apenas uma filosofia, uma religião, mas quando se conhece Jesus de verdade, se experimenta a paz interior, que é refletida, com a mudança do coração, não apenas uma mudança de itinerário - ia pro clube e hoje vai à igreja - mas uma mudança de coração - ver a vida, a morte, a benção, a tristeza, o amor, a solidão, o sessego, o desespero, o afago, a saudade - tudo enfim COM OS OLHOS DE CRISTO. Leia os evangelhos e verá. Amigo, A paz que se encontra em Jesus é muito mais do que podemos imaginar, e é uma paz não apenas pra ser confessada, mas experimentada como verdade pra vida. E qual a vantagem disso? É viver uma vida de fé aqui na terra ainda, até o dia no qual viveremos a vida plenamente no céu. Essa paz, a sociedade não dá, o dinheiro não dá, a igreja não dá, o pastor não dá, só se encontra em Jesus Cristo. Foi por isso que Jesus morreu. Pra nos dar vida! A natureza está repleta desse testemunho: à nossa volta vemos esse ciclo de morte e vida, algo morre pra algo viver, a carne que nos alimenta com seus nutrientes um dia já respirou no corpo de um ser vivo, um animal. Mas ele teve que morrer pra que sua morte gerasse nutrientes em meu corpo quando consumo sua carne. Na vida selvagem animal, a cadeia alimentar é justamente isso, a zebra bonitinha tem que morrer pra o leão continuar vivo. Jesus disse que se a semente não morrer, não dá fruto, mas morrendo gera fruto e vida. Assim, Deus morreu, em Cristo, para me trazer vida, ele se esvaziou de si mesmo a fim de me garantir salvação, mas diferente de tudo, ele ressuscita, demonstrando que seu poder além de gerar vida, gera vida eterna, pois assim como ele morre e vence a morte, assim nós também a venceremos. Deus cria, e morre pelo que criou, e ressuscita dizendo que a morte já não é, pois ele tem poder sobre a morte e o inferno. Depois que Jesus saiu daquele sepulcro, meu amigo, o mundo jamais foi o mesmo. Aquele que crê viva. Poderia falar muito mais, mas quero terminar te desejando felicidades, ao lado de sua família, e amigos, e fazer uma oração por você: estou orando enquanto escrevo:


"Senhor Deus, te peço por (nome), uma pessoa que o senhor me deu o privilégio de conhecer, um de teus filhinhos espalhados por essa terra inteira, dá-lhe a tua paz, o teu amor, felicidade, esperança e confiança. Dá-lhe, ó Pai, sabedoria para discernir a tua palavra, e que ele chegue bem mais perto de ti, pois dele tu nunca te ausentastes. Faze ó Senhor, que ele se sinta por ti amado, que tu possas dar um abraço na sua alma, e dá-lhe a paz eterna, segundo teu evangelho. Que ele olhe a vida e morte, a luz e as trevas, com a tua visão, e que lances fora o medo e a dor, que dês a ele o consolo do espírito e a certeza da tua incompreensível salvação, que não está presa em intituições religiosas, em sacerdotes, em ritos, em cerimônias, mas entender que és livre, livre pra salvar como és livre para criar. Que tu possas dar-lhe a paz que ele terá na eternidade, ainda aqui Senhor, e que isso seja para Glória do teu Nome. Que tu arranques do coração dele, qualquer dúvida, rancor, ódio, maldade, e implante nele o teu eterno amor, o perdão, a compreesão, a paciência. Essa meu Deus é a oração de um amigo. Te peço e te agradeço, em Nome de Jesus - Amém, amém e amém". Nele, que nos chamou para sermos seus discípulos,


Moisés Almeida Escrito em 20/01/2006

Santos ou Santarrões

Semana passada eu estava na igreja, e preguei sobre a vida de Pedro, de como ele era cheio de altos e baixos, era capaz de andar sobre as águas e também de receber de Jesus uma repreensão:"pra trás de mim satanás!". Ora estava muito bem, ora nem tanto. Nega Jesus três vezes, mas afirma três vezes que o ama. falei, que encontro Pedro todo dia, em mim mesmo, nas pessoas que vejo e tenho contato. Pedro somos nós. Apenas a graça nos basta! Ouvir certos irmão pregarem sobre santificação, algo tão irreal pra eles mesmos, que tinha que ser um anjo pra cumprir tudo, essa gente quando pára de pregar eu me pergunto: isso foi pra gente de verdade ou pra anjos! Não aguento mais essa pregação hipócrita que anula nossa humanidade, que diz que eu não peco, que sou perfeito, que tenho de fazer, dizer, etc - Preguei uns 30 minutos. No final do culto, uma irmãzinha, de uns 28 anos talvez, não sei de onde é, mas não me conhecia, me chamou à parte e disse: "Pastor, eu precisava dessa palavra, faz muito tempo que luto comigo mesmo pra ser um modelo de cristão, e encontro minhas falhas, que são tantas, mas hoje aprendi tudo. Só a graça nos basta" Fiquei feliz, e esta é apenas a única razão de eu ainda estar 'cambalendo' na Bléia: É de poder ajudar a alguns a enxergar, que somos cristãos em processo, e não santos-do-pau-oco

Moises Almeida

sábado

Doença de Dar Fruto a qualquer custo

O “DAR FRUTO” COMO ANGUSTIA E NEUROSE DO FAZER
Rev. Caio Fabio

Impressiona-me muito ver o estado de culpa latente que habita as pessoas no mundo evangélico. Além disso, também muito me admira como as pessoas ficaram viciadas num fazer auto-justificador diante de Deus.As pessoas estão tão acostumadas a se sentirem em dívida, que quando se lhes diz que está tudo pago, elas não sabem como se comportar.Mas e agora?—perguntam—Como fica? O que tenho de fazer? Não podem simplesmente aceitar que o alvo da fé é a construção de um ser humano, neles mesmos, conforme a imagem do Filho de Deus. E que não fomos chamados para construir templos, mas para sermos templo.Se não se diz a eles para “fazerem” alguma coisa, dá-lhes a sensação de não estarem dando “fruto”.Dar fruto, para um evangélico, em geral, é participar das atividades da igreja, evangelizar e ganhar pessoas para a fé da igreja—e isto só se contabiliza como “ganho” quando a pessoa se integra na igreja—, ser ativo em departamentos da igreja, ser notado na igreja como alguém com quem se conta; e, também, ser capaz de gostar de tudo o que a igreja ensina, e um monte de outras coisas, todas relacionadas à igreja.Ou seja: fora da igreja não há fruto para se dar. E quando falo de igreja, falo da organização eclesiástica física e funcional. Assim, para um evangélico, fora da igreja tanto não há salvação como também não há fruto. A igreja é a “videira verdadeira” dos evangélicos, assim como também o é para toda a Cristandade.Desse modo, sendo a videira uma organização e não um poder vital—uma seiva de vida—, o que aparece como evidência desse pertencimento, não é fruto, posto que entidades e instituições não dão fruto, mas sim apresentam resultados.O fruto na “igreja-videira” é atividade e a funcionalidade. O fruto, porém, na Videira Verdadeira, é apenas fruto. Ou seja: é aquilo que acontece de modo natural, e que é apenas o resultado de se estar ligado à fonte da vital, e de se ser uma extensão da própria Árvore da Vida. Um ramo!Assim, nessa época de “Células-G 12”, de ativismo imenso, de hiper-ocupação dos crentes, e de cobrança de ativismo como devoção e obediência a Deus, realidades como amor, misericórdia, bondade, longanimidade, paz, mansidão, alegria e domínio próprio, passaram a ser besteiras e poesias sem importância. O fruto da igreja é contabilizável. Já o fruto da Videira Verdadeira não é contabilizável, posto que ele não é medido em quantidades, mas apenas em qualidade.Ora, quando você vem e diz para as pessoas que elas estão livres da tirania dos fazeres aflitos, e que agora podem ser—e sobretudo ser—, pois o que realiza o fruto não é o fazer, mas o ser; então, muitas vezes, dado ao vício e a heroína do heroísmo do muito fazer, do ativismo que por anos lhes foi inoculado como devoção executiva e produtiva—sempre de modo quantificável e para fora—, as pessoas se sentem sem chão, e entendem a coisa toda como um dês-construção. Há presos, por incrível que pareça, que depois de anos de prisão já não sabem mais como existir em liberdade. Na realidade, há presos que não querem mais sair do presídio. Trocaram a liberdade pela segurança da cadeia, e pela certeza de amizades que não acabam, posto que os amigos estão encerrados na mesma prisão de segurança máxima.Ora, vejo e ouço crentes reclamando da “prisão” o tempo todo, mas se se lhes abre os portões, e se lhes diz—Foi para a liberdade que Cristo vos libertou. Saiam!—; em geral alguns se alegram de imediato, mas quando postos na rua e ao ar livre, entram em pânico, e sentem saudades do cativeiro.Os discípulos de Jesus precisam saber que “o fruto” é aquilo que acontece como produção natural da vida, começando no interior. Todas as demais atividades externas acontecem sob uma possibilidade: “sem amor, nada disso aproveitará”. No entanto, mesmo assim, a maioria prefere dar o corpo para ser queimado a fim de “provar alguma coisa” para si mesmos e para os outros, do que simplesmente ser, e expressar na vida os frutos do próprio ser, sempre crescendo nas produções do amor.Na realidade, para quem o dar fruto equivale ao muito ocupar-se e ao muito fazer, o convite para ser, não significa nada para eles. Não lhes dá “provas comprobatórias” de nenhum frutificação.Esquecem-se de que o chamado do Evangelho é a para a felicidade de ser, não de fazer. O “bem-aventurado, é...” E nele o fazer não é um esforço relacionado a um programa de atividades religiosas, mas tão somente aquilo que de modo natural brota da vida ligada à Videira, assim como um cacho de uva é o simples resultado de se estar ligado à arvora que tem aquele qualidade de natureza.Enquanto não se entende isto, toda e qualquer tentativa de dar fruto apenas conforme ensina o Evangelho, acaba por se tornar—para os crentes neurótico pela obrigação de dar fruto como fazer—num processo de vazio e cheio de mal-estar e culpa, posto que o vício na justiça-própria que decorre dos muitos afazeres religiosos, é um dos vícios mais poderosos que podem se instalar no coração humano. Deixar tal vício leva tempo. Isto quando as pessoas conseguem.Para quem tem dúvidas sobre o que digo, basta que se lembre o que Jesus disse a Marta acerca do assunto. Marta se agitava em muitos afazeres. Maria se quedava ouvindo a Palavra, aos pés de Jesus. Marta reclamava com Jesus acerca da passividade não produtiva de Maria. Jesus lhe respondeu que ela, Marta, andava muito preocupada e ocupada com muitas coisas. E concluiu: “Pouco é necessário; ou mesmo uma só coisa é necessária. Maria escolheu a boa parte; e esta não lhe será tirada”. Mas para que se troque a construção de Pirâmides para fora, pela plantação de sementes de vida no coração, o indivíduo tem que confiar apenas num simples fato de que é a permanência confiante na Videira Verdadeira aquilo que natural gerará os frutos que agradam a Deus. Caio 4/10/04" name=PAGDES_0001>Impressiona-me muito ver o estado de culpa latente que habita as pessoas no mundo evangélico. Além disso, também muito me admira como as pessoas ficaram viciadas num fazer auto-justificador diante de Deus.As pessoas estão tão acostumadas a se sentirem em dívida, que quando se lhes diz que está tudo pago, elas não sabem como se comportar.Mas e agora?—perguntam—Como fica? O que tenho de fazer? Não podem simplesmente aceitar que o alvo da fé é a construção de um ser humano, neles mesmos, conforme a imagem do Filho de Deus. E que não fomos chamados para construir templos, mas para sermos templo.Se não se diz a eles para “fazerem” alguma coisa, dá-lhes a sensação de não estarem dando “fruto”.Dar fruto, para um evangélico, em geral, é participar das atividades da igreja, evangelizar e ganhar pessoas para a fé da igreja—e isto só se contabiliza como “ganho” quando a pessoa se integra na igreja—, ser ativo em departamentos da igreja, ser notado na igreja como alguém com quem se conta; e, também, ser capaz de gostar de tudo o que a igreja ensina, e um monte de outras coisas, todas relacionadas à igreja.Ou seja: fora da igreja não há fruto para se dar. E quando falo de igreja, falo da organização eclesiástica física e funcional. Assim, para um evangélico, fora da igreja tanto não há salvação como também não há fruto. A igreja é a “videira verdadeira” dos evangélicos, assim como também o é para toda a Cristandade.Desse modo, sendo a videira uma organização e não um poder vital—uma seiva de vida—, o que aparece como evidência desse pertencimento, não é fruto, posto que entidades e instituições não dão fruto, mas sim apresentam resultados.O fruto na “igreja-videira” é atividade e a funcionalidade. O fruto, porém, na Videira Verdadeira, é apenas fruto. Ou seja: é aquilo que acontece de modo natural, e que é apenas o resultado de se estar ligado à fonte da vital, e de se ser uma extensão da própria Árvore da Vida. Um ramo!Assim, nessa época de “Células-G 12”, de ativismo imenso, de hiper-ocupação dos crentes, e de cobrança de ativismo como devoção e obediência a Deus, realidades como amor, misericórdia, bondade, longanimidade, paz, mansidão, alegria e domínio próprio, passaram a ser besteiras e poesias sem importância. O fruto da igreja é contabilizável. Já o fruto da Videira Verdadeira não é contabilizável, posto que ele não é medido em quantidades, mas apenas em qualidade.Ora, quando você vem e diz para as pessoas que elas estão livres da tirania dos fazeres aflitos, e que agora podem ser—e sobretudo ser—, pois o que realiza o fruto não é o fazer, mas o ser; então, muitas vezes, dado ao vício e a heroína do heroísmo do muito fazer, do ativismo que por anos lhes foi inoculado como devoção executiva e produtiva—sempre de modo quantificável e para fora—, as pessoas se sentem sem chão, e entendem a coisa toda como um dês-construção. Há presos, por incrível que pareça, que depois de anos de prisão já não sabem mais como existir em liberdade. Na realidade, há presos que não querem mais sair do presídio. Trocaram a liberdade pela segurança da cadeia, e pela certeza de amizades que não acabam, posto que os amigos estão encerrados na mesma prisão de segurança máxima.Ora, vejo e ouço crentes reclamando da “prisão” o tempo todo, mas se se lhes abre os portões, e se lhes diz—Foi para a liberdade que Cristo vos libertou. Saiam!—; em geral alguns se alegram de imediato, mas quando postos na rua e ao ar livre, entram em pânico, e sentem saudades do cativeiro.Os discípulos de Jesus precisam saber que “o fruto” é aquilo que acontece como produção natural da vida, começando no interior. Todas as demais atividades externas acontecem sob uma possibilidade: “sem amor, nada disso aproveitará”. No entanto, mesmo assim, a maioria prefere dar o corpo para ser queimado a fim de “provar alguma coisa” para si mesmos e para os outros, do que simplesmente ser, e expressar na vida os frutos do próprio ser, sempre crescendo nas produções do amor.Na realidade, para quem o dar fruto equivale ao muito ocupar-se e ao muito fazer, o convite para ser, não significa nada para eles. Não lhes dá “provas comprobatórias” de nenhum frutificação.Esquecem-se de que o chamado do Evangelho é a para a felicidade de ser, não de fazer. O “bem-aventurado, é...” E nele o fazer não é um esforço relacionado a um programa de atividades religiosas, mas tão somente aquilo que de modo natural brota da vida ligada à Videira, assim como um cacho de uva é o simples resultado de se estar ligado à arvora que tem aquele qualidade de natureza.Enquanto não se entende isto, toda e qualquer tentativa de dar fruto apenas conforme ensina o Evangelho, acaba por se tornar—para os crentes neurótico pela obrigação de dar fruto como fazer—num processo de vazio e cheio de mal-estar e culpa, posto que o vício na justiça-própria que decorre dos muitos afazeres religiosos, é um dos vícios mais poderosos que podem se instalar no coração humano. Deixar tal vício leva tempo. Isto quando as pessoas conseguem.Para quem tem dúvidas sobre o que digo, basta que se lembre o que Jesus disse a Marta acerca do assunto. Marta se agitava em muitos afazeres. Maria se quedava ouvindo a Palavra, aos pés de Jesus. Marta reclamava com Jesus acerca da passividade não produtiva de Maria. Jesus lhe respondeu que ela, Marta, andava muito preocupada e ocupada com muitas coisas. E concluiu: “Pouco é necessário; ou mesmo uma só coisa é necessária. Maria escolheu a boa parte; e esta não lhe será tirada”. Mas para que se troque a construção de Pirâmides para fora, pela plantação de sementes de vida no coração, o indivíduo tem que confiar apenas num simples fato de que é a permanência confiante na Videira Verdadeira aquilo que natural gerará os frutos que agradam a Deus.

Caio Fabio
www.caiofabio.com.br

A Bruxificação do Natal

Há vários anos se têm falado no meio evangélico, contra a comemoração do Natal, as razões são as mais diversas; 1) Jesus não nasceu em 25 de Dezembro; 2) A data era a comemoração da festa ao deus-sol; 3) A Bíblia não manda comemorar o nascimento de Jesus; 4) blá, blá, blá... Eu mesmo em tempos mais ortodoxos na fé 'evangélica' me impus contra a tal 'romanização da Igreja'. Na verdade quem comemora o Natal, não está lembrando do deus-sol, nem de paganização nenhuma, está simplesmente comemorando...O Natal. Simples assim. Os evangélicos são muito preocupados com as origens das coisas, e se a origem é pagã, deve ser rejeitada, bem, basta ver à nossa volta que essas tais 'origens' estão sempre presentes; O que dizer dos meses do ano, janeiro, em homenagem ao deus Juno, fevereiro em homenagem ao deus Febro, março em homenagem ao deus Marte, Abril à Afrodite, Junho ao deus baco, julho ao imperador Julho César, agosto ao imperador Augusto também considerado uma divindade, a partir daí os meses seguem uma ordem numérica, setembro porque era o sétimo mês, outubro o oitavo, novembro o nono e dezembro o décimo. Podíamos falar dos dias da semana, de nomes próprios e de diversas outras coisas, nomes, e datas que têm sua origem no 'paganismo'. Para fugir delas Deveríamos então sair do mundo!!Ao invés de demonizarmos a data, ou fazer uma perseguição ao papai Noel, o bom velhinho, inspirado na vida de São Nicolau, e que veste uma roupa vermelha e dirige um trenó, graças à uma campanha publicitária da coca-cola que criou a lenda, Que tal usarmos a data para as pessoas compreenderem o mistério da encarnação? Sim, quando Deus se tornou homem, mudando para sempre a história da humanidade. Ao invés disso ficamos a brigar com uma lenda e basear nossa repulsa na origem pagã de uma data, ao mesmo tempo que usamos no nosso dia-a-dia dezenas de outras. Quem crê em Jesus não mais se preocupa com o datas, luas, sábados, pois são coisas que passam. Ao invés disso deveríamos dar importância às coisas realmente importantes, e deixar que querer ser os pitbulls da religião.

Moises Almeida

segunda-feira

Complexo de Abraão

Complexo de Abraão
Moisés Almeida

Na história de Abraão, há um momento crucial, um vexame divino, Deus agora pede a Abrãao o que de mais importante lhe havia dado – seu filho. Abraão à princípio deve ter estranhado o pedido, era o seu filho a grande promessa de Deus, sua descendência seria bendita, era o nascimento não apenas de um menino mas de um povo. Será que Deus tinha mudado de idéia, e agora cancelaria sua promessa? Como se cumpriria o “multiplicarei a tua descendência, e em ti serão benditas todas nações da terra”? Como Deus poderia dar e retirar com tanto simplismo? Brincar com a sensibilidade de um ancião que na sua velhice tinha tido a benção de ter um filho com a mulher que amava?
O que se sabe é que Abraão crê em Deus, lhe é obediente, e porisso vai ao Moriá oferecer em sacrifício o seu filho, o seu único. Na sua terra natal, os cultos idólatras faziam oferendas humanas, o que não deve ter impressionado a pedido de Deus, Abraão não tinha nenhum problema ‘teológico’ com isso, que lhe era dolorido, era o fato de ser o seu filho! Mas ele não questiona a natureza do sacrifício, nem o objeto desse sacrifício. Ele simplesmente vai.
O final da história todos sabemos, Deus impede o sacrifício humano de Isaque e um cordeiro é oferecido a Deus em seu lugar. Final feliz – happy end.
O que chamo aqui de Complexo de Abraão, é o fato de muita gente achar que Deus é um ser tão egoísta, que não se pode gostar de nada profundamente, sem que Deus queira logo acabar com a festa, e aí tem gente que tem medo de amar, e de gostar, porque Deus pode ficar zangado, “afinal será que José gosta mais do filho do que de mim? Não pode, vou matar o filho dele, e assim o amor dele, será somente pra mim”. É um Deus passional, ciumento, quase um diabo. Um Deus que não permite que as pessoas se gostem, se amem, ou sejam felizes. E tem gente que ainda diz: tá bom pra ser verdade. Deve vir algo ruim depois.
Essa concepção de Deus não é, e nem nunca foi a imagem do Deus eterno, que é amor. E que sua justiça, ainda assim é derramada em amor e compaixão pelas suas criaturas. Não podemos fazer a teologia do Isaque para o nosso cotidiano, aquilo foi um caso de Deus com Abraão, e só a ele importa, e também foi a prefiguração da morte de Cristo. O que passar disso é terrorismo evangélico dos Bin Ladens da religião, é manipulação de consciências.
Deus quer que sejamos felizes sim. E não há nada errado em amar. O amor que devotamos a um filho, esposa, pai, mãe, é diferente do amor que temos a Deus. No novo testamento, escrito em grego, se faz a diferênça da palavra ‘amor’ pra cada ocasião, usa-se uma palavra específica para dizer que se ama a Deus, mulher, o filho, o irmão. Em português usamos a mesma palavra, porisso a banalização e não compreesão do significado.
Quando Jesus disse que quem não deixar pai, mãe, irmãos, fazendas, por amor dele não era digno dele, não estava querendo sufocar o amor entre familiares, mas que haveria momento em que deveria se fazer uma escolha, e numa escolha, deveria se colocar Jesus em primeiro lugar.
Amar a Deus sobre todas as coisas é também amar o próximo, pois assim pergunta João, ‘se você não ama seu irmão/próximo que vê todo dia, como amará a Deus que nunca viu?’. O exercício do amor a Deus é amar o seu próximo, pai, mãe, irmão, inimigo, como demonstração desse amor de Deus que invade nossas almas. Quem ama conhece a Deus porque Deus é amor. Não dá pra amar verticalmente apenas, o amor tem que ser demonstrado horizontalmente – com os semelhantes – e assim cumpriremos a lei de Cristo.
Há muita gente nas igrejas que dizem que amam a Deus, mas não socorrem seus irmãos, são gente que ora de dia e de noite pra ter ‘revelações, sinais, profecias’ que conseguem ver anjos voando dentro da igreja, mas não conseguem ver o irmão necessitado sentado ao lado! A pessoa consegue ver anjo e não consegue ver a necessiade do seu irmão? Mil vezes desejo o contrário. Uma espiritualidade dessa é absolutamente descartável.
No último dia a Bíblia diz que Jesus não vai perguntar quantas revelações você teve, ou quantas visões ou quantas profecias. Ele vai pergunar se destes de comer ao faminto, de beber ao sedento, de vestir ao nú, se fostes visitar o enfermo e o encarcerado, pois ‘quando fizeste uma dessas coisas aos mesus pequeninos a mim me fizeste’.
Não tenha medo de amar, de dizer que ama, aos que estão à sua volta, a seu filho que precisa de carinho, a sua mãe que precisa de ouvir um ‘te amo’, e a todos que necessitam de um pouco de carinho nesta vida, isto é bom pra você também, pois amar faz bem. Vamos nos curar desse ‘complexo de abraão’, onde se tem medo de amar, e se faz de conta que não se ama, pra Deus não se enciumar e acabar por tirar o objeto de seu amor. Esse tipo de deus é na verdade o diabo.
Deus é amor, e todo o que ama conhece a Deus.



Moisés Almeida.