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terça-feira

O problema é a perseguição...e a falta dela!



Vi a alguns dias o pastor Silas Malafaia, no seu programa de televisão, falando acerca de um certo evento que haveria de acontecer contra certos pastores no Brasil, e seria com ar de perseguição contra os ungidos de Deus. Não entendi direito, parecia que alguém teria soprado no ouvido do Malafaia algo sobre uma operação da polícia federal contra certos pastores talvez, não sei, ele não falou. O Silas outro dia defendeu o casal Hernanez e tentou ‘abrir’ os olhos da turma da universal “eles querem chegar até vocês, cuidado’’, “eles’’,seriam alguns setores da mídia, principalmente a rede globo de televisão. Segundo o Malafaia, é inadmissível que quando um crente roube, os jornais estampem em notícia de primeira página, enquanto que quando é um sacerdote católico as notas seriam minúsculas, quase no rodapé do jornal.
O Que o Silas deveria saber é que os evangélicos se dizem luz, filhos de Deus, melhores que todos os outros seres humanos da terra, que estão caminhando para o céu enquanto o resto da humanidade está indo para o mais profundo do inferno, e portanto, nessas condições é normal, que quando uma ‘luz’ se comporta como ‘trevas’ se dê a devida atenção. Esquece-se o caro pastor que ‘é mister que os escândalos aconteçam...”
Queira Deus que o que eu pensei na hora que ele falava essas coisas aconteça: uma grande operação da polícia federal para botar na cadeia um monte de pastores que roubam a consciência e o dinheiro das pessoas em nome de ‘um outro evangelho’!
Jesus disse que bem aventurados os que amam a justiça! Mas justiça para pastores soa como perseguição religiosa. A idéia é ‘deixa com Deus”, “ eles darão conta no último dia”, eu particularmente prefiro o “aqui se faz e aqui se paga’’ e ''Quem não deve não teme".

Eles não temem a Deus mas morrem de medo da PF.

Eu conclamo a todos os cristãos sinceros a clamar pela justiça, a não se calar diante da perversidade religiosa, a falar contra a falsificação do evangelho, que faz da rosa, do lenço, da água benta, do lençol, do ungüento, do sal, coisas mais importantes que Jesus.
Aliás, você assiste alguns programas ditos evangélicos e não vê sequer falarem em Jesus.

Quando vemos as injustiças sociais em nosso país ficamos horrorizados, (pelo menos na hora do noticiário de TV), mas nos calamos como sinal de nossa anuência diante dos injustiçados nos ambientes religiosos.

Quem promete cura tem que curar!Se promete que você ficará rico, você tem que ficar! Se não, vamos começar processar esse pessoal, pois é um caso típico de propaganda enganosa! Mas o povo não recebe o que espera, porque essa é a ‘vontade de Deus’, que você seja tratado como um trouxa ao tempo todo, dando dinheiro para que se ergam pequenos reinos na terra!

Mas o reino de Deus não é desse mundo.

Estamos vivendo um dos piores momentos da história da igreja nesse país. Não há perseguição, qualquer um pode abrir uma franquia da salvação em qualquer lugar. E você me perguntará onde está o problema? É que nunca o evangelho foi tão banalizado, tão reduzido, tão mal interpretado como agora! Transformaram o evangelho em ‘o outro evangelho’ e cospem na cruz de Cristo. Mais vale a rosa ungida, que os espinhos dos cravos, mais vale o óleo ungido que o sangue derramado, mais vale o lençol ungido que as vestes da salvação. Perseguição é ruim e a falta dela também. Essa zona de conforto se chama Mornidão! Blasfêmia! Blasfêmia! Anátemas!


Mas o nome do Senhor é Justiça Nossa!

Moises Almeida
31/07/2007

quinta-feira

Excomunhão



Texto do Pr. Ricardo Gondim



Estou ouvindo o áudio book, “Generous Orthodoxy”, do Brian McLaren, presenteado por meu amigo Carlos Alberto Junior. Espero e oro para que alguma editora brasileira se apresse em traduzi-lo (quem sabe inglês deveria comprá-lo imediatamente, aproveitando que o dólar está barato).
Quando ouço esse pessoal da “Emergent Church”, com quem tenho grande afinidade, mais me convenço de que o movimento evangélico, ou “evangelical”, permita-me o estrangeirismo, é um barco que faz água.
Há algum tempo, afirmei que não me considero mais “evangélico” e causei espanto entre meus pares. Porém, cada dia que passa, quanto mais notícias ruins sobem dos porões denominacionais, e quanto mais o Youtube mostra piadas sobre o besteirol dos púlpitos, mais convencido fico de que nada tenho a ver com o que foi meu berço religioso.
Minha “auto-excomunhão” do movimento evangélico não é estética, embora eu não tolere mais ouvir os cânticos de poesia rala e de música pobre que fazem sucesso; não agüento mais hinos de guerra, convocando os crentes para pisar os inimigos. Nem falo das coreografias das danças. Horrorosas!
Minha “auto-excumunhão” do movimento evangélico não é ética, embora eu tenha nojo do grande número de políticos que, em nome de Deus, exercem seus mandatos com as mesmas práticas que os mais nefastos; não suporto mais conviver com evangelistas e pastores, donos de um discurso radical quanto ao dogma, ao credo, ao moralismo sexual, e que sabem papagaiar a Reta Doutrina, mas se comportam como inescrupulosos manipuladores, sempre ávidos por dinheiro.
Minha “auto-excomunhão” do movimento evangélico não é doutrinária. Eu continuo crendo na Trindade; tenho a Jesus Cristo como Senhor e Salvador de minha vida; falo em línguas estranhas desde minha experiência pentecostal; creio e dou testemunho de milagres; oro por libertação de endemoninhados e aguardo novos céus e nova terra.
Minha “auto-excomunhão” do movimento evangélico aconteceu porque não posso conviver com auto-proclamados “teólogos” que guardam suas doutrinas e conceitos como verdadeiras vacas sagradas; não gosto do clima de caça às bruxas, que apedreja e queima quem ousa mexer em “cláusulas pétreas”.
Não tolero a intolerância, não aceito a exclusão, não me sinto bem com discursos fundamentalistas. Acredito que toda interpretação é interpretação e nada mais, e que ninguém – nem Santo Agostinho, nem Armínio e nem eu – tem a última palavra quanto a verdade.
Minha “auto-exclusão” do movimento evangélico aconteceu porque cansei de ficar tentando ler a Bíblia com o literalismo fundamentalista. Acho fatigante ter que, constantemente, fazer ginástica para explicar com a exegese própria dos evangélicos, textos que discriminam as mulheres em Deuteronômio, ou aquele que Deus manda um espírito de mentira para confundir os profetas. Não quero mais fazer contas para explicar para os adolescentes como a arca de Noé pôde abrigar todos os insetos, mamíferos, aves, répteis e batráquios do planeta.
Minha “auto-exclusão” do movimento evangélico aconteceu porque não tenho mais estômago para ficar ouvindo sermão do tipo: “Deus é poderoso, ele vai fazer milagre”, e fechar meus olhos para os exilados de Darfur, ou para os miseráveis que esperam nas filas dos ambulatórios imundos da baixada fluminense. Não quero viver a fé ensimesmada e privatizada que tanto se alastrou, e que busca, ou convive, com o conceito burguês de mundo. Na verdade, não consigo mais orar pedindo bênção, proteção, imunidade, prosperidade ou livramento. Não quero ter que exercitar fé para “ver Deus abrir as janelas do céu”.
Minha “auto-exclusão” do mundo evangélico aconteceu porque tenho sede de ser íntimo de Deus; porque, intuitivamente, percebo que a Bíblia possui uma riqueza imensamente maior do que me ensinaram; quero viver na liberdade do Espírito, sem medo das implicações e dos desdobramentos mais “perigosos” dessa decisão.
Minha “auto-exclusão” do mundo evangélico aconteceu porque me apaixonei por Deus de uma maneira que considero linda - mas que fica na contramão da maioria. Estou tão absolutamente cheio de curiosidade sobre dimensões da verdade que, reconheço, jamais compreenderei completamente; estou com sede de ler como nunca li, rir como nunca ri, dançar como nunca dancei; orar como nunca orei. Quero glorificar a Deus com leveza, sem paranóias de que o diabo vai me pegar se eu der brecha ou que serei punido com rigor se pisar na bola.
Minha “auto-exclusão” do mundo evangélico aconteceu porque hoje vejo meu Próximo como amado de Deus e não mais como filho da ira; de repente, comecei a perceber que a Graça foi espalhada sobre a terra assim como o sol, que indiscriminadamente abençoa.
Tento desvencilhar-me da linguagem excludente dos crentes. Já não tenho medo de dizer que aprecio “música do mundo”, que considero os "Médicos Sem Fronteiras" uma bela expressão do amor de Deus, e que vou estudar, com enólogos, os mistérios dos melhores vinhos. Antes que me esqueça, não acho que treinar para uma maratona seja perda de tempo.
Não me definirei por nenhum movimento porque acho que os movimentos, qualquer um, são cercas que empobrecem; não defenderei uma teologia específica, nem a Relacional, porque não acredito que elas sejam suficientes para explicar o Eterno – Gosto da frase de Paul Tillich: “Deus está para além de Deus".Para onde vou daqui pra frente? Anseio caminhar humildemente com meu Senhor; vou tentar ser justo, desenvolver um coração misericordioso e amar a paz.
Soli Deo Gloria.

sábado

PALAVRA DE JESUS À IGREJA E SEUS LÍDERES NO BRASIL


Texto de Caio Fabio em : www.caiofabio.com.br

Então, falaria Jesus às multidões e aos Seus discípulos que hoje estão vivos no Brasil:

Na cátedra dos ensinos de “Deus”, como doutores, se assentaram os teólogos e os religiosos dissimulados e legalistas, que são chamados de “fariseus”.

Façam e guardem o que eles dizem, porém não imitem as obras e os modos mentais deles; porque dizem aos outros as coisas que eles mesmos não fazem. E nem mesmo nelas crêem.Sim! Pois atam fardos pesados [e difíceis de carregar] e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los.Praticam, porém, todas as suas “boas obras” com o fim de serem vistos dos homens (por pura propaganda religiosa e moral). Eles fazem isto até mesmo no seu modo de vestir, que é uma “moda” deles mesmos. São conhecidos pelas suas roupas, modos, maneirismos, jargões e clichês; e não pelo modo de seu caminhar em fé, justiça e amor.Amam o primeiro lugar nos banquetes e as primeiras cadeiras nas igrejas, templos e solenidades. Amam as “saudações” que nas praças os identificam como “crentes zelosos”; e amam também serem chamados “mestres” pelos homens.Mas com vocês não será assim; pois, vocês não serão chamados “mestres”, muito menos de “teo-logos” ou “doutores em divindade” — porque um só é o Mestre, e vocês são todos irmãos; e um só é Teo (Deus) e nenhum de vocês o conhece para explicá-Lo logicamente; e um só é Divino, e Nele ninguém é doutor. A ninguém sobre a terra chamem de “meu pai espiritual”; porque só um é o Pai de Todos: aquele que está nos céus. Portanto, a nenhum homem confesse como seu guru, mestre ou pai espiritual; e jamais consintam que se diga que a “cobertura espiritual” de qualquer homem é que protege vocês. Nem tampouco vocês serão chamados de “Guias Espirituais”; porque um só é o Guia de vocês, o Cristo.Assim, o maior entre vocês é aquele que mais serve ao próximo por livre amor. No Reino de Deus quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado. Assim é. E jamais mudará.Portanto, digo:
Coitados de vocês, catedráticos em Deus e doutores em Divindade! Porque somente hipócritas se tratam assim. Agindo assim, vocês, hipócritas, fecham o reino dos céus diante dos homens; pois vocês nem entram nele, e nem deixam nele entrar os que estão entrando! Ou vocês crêem que o Pai reconhece esses títulos?Coitados de vocês aproveitadores da boa fé do povo! Porque vocês devoram as casas das viúvas, dos pobres e dos oprimidos, e, para justificarem isso, vocês fazem longas orações e intermináveis “correntes”. Por isso, vocês sofrerão juízo muito mais severo!Ai de vocês falsos missionários e falsos apóstolos! Pois, na hipocrisia de vocês, fazem missões e turismo de vaidades de mar a mar; e percorrem a terra toda com “altivez evangelística”. E isto para fazerem “clones religiosos” de vocês mesmos. Tais “clones” dos costumes e legalismos anunciados por vocês como Evangelho, conseguem sempre ficarem piores que vocês mesmos. Sim! Vocês ainda têm a capacidade de fazer dessa pessoa alguém pior do que era antes de vocês chegarem com aquilo que vocês dizem que tem a ver Comigo; pois vocês o tornam filho do inferno duas vezes mais do que vocês mesmos. Eles são discípulos do pior de vocês! E vocês nada têm a ver Comigo!Pobre de vocês, guias cegos, e que dizem: “Quem fizer qualquer coisa errada visando a ‘expansão do reino de Deus’, em nada peca, mesmo que seja errado”. Mas, se alguém deixa de dar o “dízimo” vocês o amaldiçoam e o fazem se sentir um ladrão; pois, pecado é apenas deixar de dar dinheiro para vocês! Insensatos e cegos! Pois qual é maior: A verdade ou a igreja? O dízimo ou a necessidade verdadeira?Mas vocês não se contentam e ainda dizem: “Quem mentir contra o próximo não é nada, especialmente se isso exaltar a Deus com supostos louvores; quem, porém, disser que dará uma oferta em dinheiro e não trouxer em razão de necessidade, estará sob maldição!” Cegos! Pois qual é maior: a oferta ou Aquele que é Santo e Verdadeiro e que é também o que santifica a oferta?Portanto, quem falar acerca do que falar, esse está falando sobre tudo o que na vida há. Quem se compromete com a vida, compromete-se com o Seu Autor. E quem se compromete pelo céu, se compromete com o trono de Deus e por Aquele que no trono está sentado.
Assim, não tentem dar “jeitinhos”, pois, Aquele que é, É em todas as coisas!Ai de vocês que vivem de amedrontar o povo, porque vocês cobram o dízimo de tudo, do líquido e do bruto; mas, enquanto isto, vocês são totalmente negligentes para com os verdadeiros preceitos da Lei da Vida: a justiça, a misericórdia e a fé. Vocês deveriam ensinar a generosidade financeira e material, mas sem deixarem de ensinar que o sentido de tudo está no amor!Guias cegos! Vocês coam o mosquito e engolem o camelo!Ai de vocês, todos os legalistas, porque vocês limpam o exterior do copo e do prato, mas estes, por dentro, estão cheios de rapina e intemperança!Dissimulado e cego! Limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo!Ai de vocês, especialistas em sobrevivência e aparências, porque vocês são semelhantes aos sepulcros pintados de cal bem branco; que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia!Assim também são vocês: Exteriormente parecem justos aos homens, mas, por dentro, vocês estão cheios de hipocrisia e de malicia.Ai de vocês, puxa sacos de profetas mortos! Vocês são hipócritas, porque edificam os sepulcros dos profetas mortos, adornam os seus túmulos e até lhes dão nomes às praças; e dizem: “Se tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido seus cúmplices no sangue dos profetas!” Assim, contra vocês mesmos, testificam que são filhos dos que mataram os profetas. E como vocês cuidam dos profetas vivos? Desse modo, vocês enchem a medida de maldade dos pais de vocês, pois, cultuam os mortos que eles mataram, e não dão ouvidos aos profetas vivos.Serpentes, raça de víboras! Como vocês acham que vão escapar da condenação do inferno?Por isso, eu continuarei a enviar profetas, sábios e ensinadores do Evangelho. A uns vocês “matarão e crucificarão”; a outros vocês “açoitarão com palavras e calunias” nas igrejas de vocês; e até mesmo vocês encontrarão energia para persegui-los onde quer que eles vão. Entretanto, isto é assim para que sobre vocês recaia todo o sangue justo derramado sobre a terra, desde o sangue do justo Abel até ao sangue de qualquer pequenino, morto ou apenas calado para sempre pelo desprezo de vocês. Saibam de verdade que cada coisa que digo se cumprirá sobre toda a geração que for como esta!
”Igreja, Igreja”, que matas os profetas e chamas de hereges os que te foram e são enviados!

Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vocês não o quiseram!Por isso, vocês ficarão vazios, ainda que os templos de vocês estejam cheios de “clones de vocês mesmos”.Declaro a todos vocês que “estou de fora” de tudo o que vocês fizerem; posto que, desde agora, vocês já não terão a minha presença, até que vocês se rendam ao Evangelho; e, então, vocês possam dizer: “Bendito o que vem em nome do Senhor!”


Vale buscar sentir que o que segue como paráfrase das palavras de Jesus em Mateus 23. De fato, é algo que faria os fariseus olharem para o nosso cenário, e, por nos verem como somos, sentirem-se em pecado muito menor que o nosso.

Diria um fariseu a um cristão pós-moderno-neo-cristão-da-era-pós-cristã, após ver alguns programas de televisão religiosos, freqüentar alguns cultos e correntes de libertação, e assistir aulas nas mais renomadas classes de aula de Doutorado em Deus:

— Senhor cristão. Vou lhe dizer uma coisa. Há dois mil anos eu conheci um Homem que me falou umas coisas danadas de ouvir, e eu fico imaginando se ele aparecesse aqui, o que ele falaria... Acho até que eu seria usado por ele, numa das parábolas que ele costumava contar. Algo como: “Quem fez pior: o fariseu ou o cristão?” Acho até que eu seria “o melhor do mal”. Porque eu era falso, mas jejuava mesmo. Deixava a cara ficar amarela, mas não a pintava de amarelo como nos jejuns que vocês nem mesmo fazem. Eu gostava de aparecer, mas eu dava o dízimo e não era quem o cobrava. E eu fazia prosélitos, mas eles não ficavam irmãos gêmeos tão piorados de todos os meus vícios. Se o mesmo homem aparecesse aqui, o mesmo que nos falou de ressurreição, sei lá o que ele iria dizer a vocês!

Ou seja: leia com a certeza de que ficamos muito piores do que eles; pois, eles, eram hipócritas, mas a mascara não era virtual.

Leia Mateus 23 e faça as devidas comparações!

Nele, que fala,


Caio
19/02/07
Lago Norte
Brasília

AS PRINCIPAIS CONFUSÕES DOS RELIGIOSOS


Texto do Caio Fábio, em caiofabio.com.br



1. Pensar que se algum milagre acontece é por poder do milagreiro; não levando em consideração os magos de faraó (que também sabiam fazer varas se tornarem em serpentes...); não levando a sério Mateus 7: 16-24, onde Jesus diz que milagres, curas e exorcismos acontecem pelo Seu nome, apesar do milagreiro ser para Ele, Jesus, um desconhecido.

2. Pensar que toda ação contra os que se dizem “ungidos do Senhor” é perseguição do diabo; sem verem que, muitas vezes, é a manifestação da ira de Deus pelas blasfêmias cometidas pela manipulação do nome de Deus contra o povo; e em proveito próprio. Deus não faz parte de nenhuma quadrilha.


3. Não saberem fazer distinção entre o nome “Jesus” e a pessoa de Jesus; o que faz com que celebrem um nome que não tem correspondência com a pessoa de Jesus, com Seu ensino e com Sua prática. É como chamar o diabo de Jesus e achar que por causa disso ele virou Jesus.

4. Iludirem-se com sugestões psicológicas de massa, sem verem que não houve milagre, mas apenas um show de sugestão. Tem mágico andando sobre as águas (Nunca viu?). Se fizessem isso em nome de Jesus os crentes os adorariam...


5. Dizerem amém a qualquer coisa que venha seguida de pulinhos e de glória a Deus. Assim, tanto dizem amém para o que eu digo como também para o que o Macedo ou o Paipóstolo dizem. Quem diz amém para eles, não diga amém a mim; pois, não andamos nos mesmos caminhos; e nem cremos nas mesmas coisas.

6. Acharem que a Obra do Espírito Santo derruba pessoas no chão, ao invés de verem que, com Jesus, quem caiu estava possesso, e não cheio de Deus; pois, a plenitude de Deus dá sobriedade e lucidez; e não produz desmaios em série industrial — a lá Benny & Cia.


7. Confundirem gritaria e histeria com unção. Assim, quem grita e faz ousadas asseverações é ungido, não importando a loucura que fale.

8. Acharem que Unidade no Corpo de Cristo é um acordo mafioso de silencio ante o que é mal e nega o espírito do Evangelho. Assim fazem por não conhecerem nem os evangelhos e nem Paulo.


9. Crerem que tudo o que é falado atrás de um púlpito vira Palavra de Deus. E depois combatem a mesa branca dos espíritas; quando, de fato, eles são o povo do púlpito branco; que é um espiritismo sem transe, mas cheio do transe da arrogância e da burrice.

10. Darem mais importância a pecados pessoais do que aos pecados coletivos; e que são aqueles que pervertem a mensagem do Evangelho; a consciência do povo; e que são praticados por aqueles que se aproveitam da ignorância do povo para construir impérios pessoais; os quais, são vistos pelo povo como “direito do ungido” em razão da pessoa falar o nome J-e-s-u-s.


É por tais coisas que o caos se instala; e todo lobo vira apóstolos dos incautos!

Enquanto for assim, assim será. E nenhuma esperança haverá.

Lamento informar, mas, enquanto for assim, não há Evangelho entre os “evangélicos”.

Esse é o espírito do paganismo!

Quem dele se salvará?


Nele, que não se impressiona com o uso de Seu nome, mas apenas com a obediência em fé à Sua Palavra,


Caio , 08/02/07 - Lago Norte - Brasília

sexta-feira

TEODICÉIA




Um texto de Ed René Kivitz.

Acho que Epicuro foi quem formulou a questão a respeito da relação entre a onipotência e a bondade de Deus. A coisa é mais ou menos assim: se Deus existe, ele é todo poderoso e é bom, pois não fosse todo-poderoso, não seria Deus, e não fosse bom, não seria digno de ser Deus. Mas se Deus é todo-poderoso e bom, então como explicar tanto sofrimento no mundo? Caso Deus seja todo-poderoso, então ele pode evitar o sofrimento, e se não o faz, é porque não é bom, e nesse caso, não é digno de ser Deus. Mas caso seja bom e queira evitar o sofrimento, e não o faz porque não consegue, então ele não é todo-poderoso, e nesse caso, também não é Deus. Escrevendo sobre a Tsunami que abalou a Ásia, o Frei Leonardo Boff resume: "Se Deus é onipotente, pode tudo. Se pode tudo porque não evitou o maremoto? Se não o evitou, é sinal de que ou não é onipotente ou não é bom". Considerando, portanto, que não é possível que Deus seja ao mesmo tempo bom e todo-poderoso, a lógica é que Deus é uma impossibilidade filosófica, ou se preferir, a idéia de Deus não faz sentido, e o melhor que temos a fazer é admitir que Deus não existe. Parece que estamos diante de um dilema insolúvel. Mas Einstein nos deu uma dica preciosa. Disse que quando chegamos a um "problema insolúvel", devemos mudar o paradigma de pensamento que o criou. O paradigma de pensamento que considera o binômio "onipotência/bondade" como ponto de partida para pensar o caráter de Deus nos deixa em apuros. Existiria, entretanto, outro paradigma de pensamento? Será que as palavras "onipotência" e "bondade" são as que melhor resumem o dilema de Deus diante do mal e do sofrimento do inocente? Há outras palavras que podem ser colocadas neste quebra-cabeça? Este problema foi enfrentado por São Paulo, apóstolo, em seu debate com os filósofos gregos de seu tempo. A mensagem cristã era muito simples: Deus veio ao mundo e morreu crucificado. Pior do que isso: Deus foi crucificado num "jogo de empurra" entre judeus e romanos, isto é, diferentemente dos outros deuses, o Deus cristão foi morto não por deuses mais poderosos, mas por homens. Sendo Deus, jamais poderia ser morto por mãos humanas, e sendo o Deus onipotente, jamais poderia nem mesmo ser morto. Paulo, apóstolo, estava, portanto, diante de um dilema semelhante ao proposto por Epicuro: Deus era uma impossibilidade filosófica. Foi então que os apóstolos surgiram com uma resposta tão genial que os cristãos acreditamos que foi soprada pelo Espírito Santo: antes de vir ao mundo ao encontro dos homens, Deus se esvaziou da sua onipotência[i], isto é, abriu mão do exercício de sua onipotência, e por amor[ii], deixou-se matar por eles[iii]. (Eu disse que "Deus abriu mão do exercício de sua onipotência", bem diferente de "Deus abriu mão de sua onipotência"). O apóstolo Paulo admitia que não era possível pensar em Deus sem considerar o binômio bondade/onipotência. Optou pela palavra amor, assim como o apóstolo João, que afirmou "Deus é amor"[iv]. Jesus de Nazaré foi Deus encarnado na forma de Amor, e não Deus encarnado na forma de Onipotência. Isso faz todo o sentido. Um Deus que viesse ao encontro das pessoas em trajes onipotentes chegaria para se impor e reivindicar obediência irrestrita, impressionando pela sua majestade e força sem iguais. Jung Mo Sung adverte que "a contrapartida do poder é a obediência, enquanto a contrapartida do amor é a liberdade". Também assim pensou o apóstolo Paulo, ao afirmar que o que constrange as pessoas a viver para Deus é o amor de Deus (demonstrado na morte de Jesus na cruz)[v], e nunca o poder de Deus. Na verdade, "Deus não tinha escolha". Ao decidir criar o ser humano à sua imagem e semelhança, deveria criá-lo livre. Desejando um relacionamento com o ser humano, deveria dar ao ser humano a liberdade de responder voluntariamente ao seu amor, sob pena de ser um tirano que arrasta para sua alcova uma donzela contrariada. Somente o amor resolveria esta equação, pois somente o amor dá liberdade para que o outro seja livre, inclusive para rejeitar o amor que se lhe quer dar. André Comte-Sponville é um ateu confesso (sei que vou levar pedradas) que discorre a respeito do amor divino como poucos que já li. Acredita que o amor divino é um ato de diminuição, uma fraqueza, uma renúncia. Usa os argumentos de Simone Weil: "a criação é da parte de Deus um ato não de expansão de si, mas de retirada, de renúncia. Deus e todas as criaturas é menos do que Deus sozinho. Deus aceitou essa diminuição. Esvaziou de si uma parte do ser. Esvaziou-se já nesse ato de sua divindade. É por isso que João diz que o Cordeiro foi degolado já na constituição do mundo. Deus permitiu que existissem coisas diferentes Dele e valendo infinitamente menos que Ele. Pelo ato criador negou a si mesmo, como Cristo nos prescreveu nos negarmos a nós mesmos. Deus negou-se em nosso favor para nos dar a possibilidade de nos negar por Ele. As religiões que conceberam essa renúncia, essa distância voluntária, esse apagamento voluntário de Deus, sua ausência aparente e sua presença secreta aqui embaixo, essas religiões são a verdadeira religião, a tradução em diferentes línguas da grande Revelação. As religiões que representam a divindade como comandando em toda parte onde tenha o poder de fazê-lo são falsas. Mesmo que monoteístas, são idólatras" [vi]. Você já imagina onde quero chegar. Isso mesmo, entre a onipotência e a bondade de Deus existe a liberdade do homem, e o compromisso de Deus em respeitar esta liberdade. Isso ajuda a entender porque existe tanto sofrimento no mundo. O mal não procede de Deus e não é promovido ou determinado por Deus. O mal é conseqüência inevitável da liberdade humana, que teima em dar as costas para Deus e tentar fazer o mundo acontecer à sua própria maneira. Diante do mal e do sofrimento, o Deus com os homens, encarnado em Amor, também sofre, se compadece, tem suas entranhas movidas de compaixão[vii]. Mas você poderia perguntar por que razão Deus não acaba com o mal. Isso é simples: Deus não acaba com o mal porque o mal não existe, o que existe é o malvado. O mal não é uma entidade ao lado de Deus. O mal é o resultado de uma ação humana em afastar-se do Deus, sumo bem. O monoteísmo cristão afirma que há um só Deus, e que o mal é a privação da presença de Deus. Os cristãos não somos dualistas que postulamos a existência do bem e do mal. O mal é apenas a ausência do bem. Por isso, o mal não existe, o que existe é o malvado, aquele que faz surgir o mal porque se afasta de Deus, o supremo e único bem. Ariovaldo Ramos me ensinou assim, e completou dizendo que "para acabar com o mal, Deus teria que acabar com o malvado". Mas, sendo amor, entre acabar com o malvado e redimir o malvado, Deus escolheu sofrer enquanto redime, para não negar a si mesmo destruindo o objeto do seu amor. Por esta razão Deus "se diminui", esvazia-se de sua onipotência, abre mão de se relacionar em termos de onipotência-obediência, e se relaciona com a humanidade com base no amor, fazendo nascer o sol sobre justos e injustos[viii], e mostrando sua bondade, dando chuva do céu e colheitas no tempo certo, concedendo sustento com fartura e um coração cheio de alegria a todos os homens[ix]. É uma pena que Epicuro não tenha lido os apóstolos cristãos, não tenha corrido no parque ao lado de Ricardo Gondim, não tenha ouvido Ariovaldo Ramos pregar, e nem tenha assistido às aulas de Jung Mo Sung.

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[i] Carta aos Filipenses 2.6-8 [ii] Evangelho de João 3.16 [iii] Atos dos Apóstolos 2.23 [iv] Primeira Carta de João 4.7 [v] 2Coríntios 5.14,15 [vi] Comte-Sponville, André, Pequeno tratado das grandes virtudes, São Paulo: Martins Fontes, 1995, Capítulo 18: Amor. [vii] Evangelho de São Mateus 9.36; 14.14 [viii] Evangelho de São Mateus 5.44,45 [ix] Atos dos Apóstolos 14.17

quinta-feira

O FIM DOS TEMPOS - E DO AMOR ENTRE OS CRISTÃOS


Estava em 1987, e muitas profecias diziam que Jesus ‘poderia’ vir em 1988. Algumas publicações cristãs, como a maioria da década de 80 falava do fim do mundo, volta de Cristo, A Besta, 666, e muito mais. Havia uma publicação da Chamada da Meia-Noite, do falecido pastor Wim Malgo, que fazia uma conta muito louca, não afirmava categoricamente, mas dava a entender, o argumento era mais ou menos o seguinte: Jesus disse que não passaria esta geração sem que todas essas coisas acontecessem, e isto era num contexto onde se falava do fim dos tempos. Bem, A figueira era Israel, seu nascimento foi em 1948 quando o estado Judeu foi criado, e uma geração era de 40 anos, e portanto, em 1988 Israel faria 40 anos, e Jesus voltaria.
Dezoito anos depois, agora em 2006 soube que Valnice Milhomens teria pregado a volta de Jesus para 2007.
De tempos em tempos as pessoas parecem querer atropelar as profecias, forçar seu cumprimento. São as pessoas do ‘quanto pior – melhor’.
Creio na volta de Jesus, Creio nas profecias, vejo os sinais dos tempos, mas jamais desejaria datar aquilo que apenas o Pai Eterno sabe. Enquanto isso a vida continua. Tenho que estar pronto para a volta de Cristo Agora! Mas estudar, trabalhar, ajudar, planejar, viver, como se ele voltasse apenas para a próxima geração. Ou então a coisa vira paranóia. Nos Anos Oitenta vi jovens querendo largar tudo e se entregar ‘à Obra’, porque o fim estava próximo. Quanto mais a igreja for pentecostalizada mais susceptível estará a essas piragens teológicas. Não que haja algo errado no pentecostalismo, mas sim com o trato das possoas com a questão pentecostal. A mioria consegue ver anjos voando pra todo lado, mas não consegue ver o irmão necessitado ao lado dele.
Era paranóia de todo jeito, havia uma profecia em minha igreja, recorrente, de que haveriam três dias e três noites de trevas, e que as pessoas devceriam comprar gás, porque senão ficariam na mais intensa escuridão. O pessoal vinha comentar isso comigo e eu dizia que isso era loucura, bobagem, e que desejava era ter um estoque de Gás, mas era para vender ao pessoal que acrediutava nisso, e me rotulavam de incrédulo, que estava ‘tocando’ na profecia. Outra foi com o aparecimento do código de barras, dizia-se que as o número 666 estava nos códigos, e que isso seria o selo da besta, e muito mais coisas inventavam e inventam de tempos em tempos, agora é a vez do famigerado chip que vão colocar sob a pele, blá-blá-blá.
A palavra nos chama para o equilíbrio. Cristo virá, as profecias se cumprirão, mas tudo ao seu tempo, conforme está determinado.
Fico hororizado ao ver pregadores enchendo o peito e dizendo: "Olha um terremoto matou 200 mil pessoas, é a volta de Cristooooooo! Aleluuuuuiaaaa!" e o povo grita " Glória a Deeeeeuuuuussss!!!!!!". Se esquecem que estamos aqui como intecessores, que como Abraão deveríamos interceder por essa Sodoma Global, e que muita gente está morrendo, inclusive crentes que estão nesses lugares ( não que ser crente seja melhor que os demais) mas é que muitos acham que ali só morreram os 'infiéis'.
Chega! É hora da gente parar com essa palhaçada e se colocar como Igreja num mundo Caído, intercedendo e clamando a Deus: " Tem misericórdia desse povo Oh Deus - Salva-nos".
Isso vai impedir o cumprimento das profecias? Não! Mas vai tornar a gente mais cristão, ou pelo menos mais 'gente'.

Feliz 2007 para Todos!

Moises Almeida

sexta-feira

Morte aos Comentaristas


Por: Søren Kierkegaard

"Morte aos Comentaristas"


“A enorme quantidade de intérpretes contemporâneos bíblicos tem prejudicado, mais do que auxiliado, nossa compreensão da Bíblia. Ao ler os comentaristas tornou-se necessário fazê-lo como quem assiste uma peça durante a qual a profusão de espectadores e de luzes impede, por assim dizer, que desfrutemos da peça em si – e somos premiados ao invés disso com pequenos incidentes. Para assistirmos à peça temos de aprender a ignorá-los, se possível, ou entrar por um caminho que não tenha sido obstruído.O comentarista tornou-se, na verdade, o mais prejudicial dos intermediários. Se você deseja entender a Bíblia, certifique-se de lê-la sem um comentário. Pense em dois amantes. A amante escreve uma carta ao seu amado. O amado está por acaso interessada no que os outros acham da carta? Não irá lê-la sozinho? Em outras palavras, nunca lhe passaria pela cabeça lê-la com o auxílio de um comentário. Se a carta da amante estivesse escrita num idioma que ele não compreende – ora, ele por certo aprenderia a língua, mas com certeza não a leria com a intermediação de comentários. Esses de nada adiantam. O amor pela sua amada e sua prontidão em satisfazer os desejos dela tornam-no mais do que capaz de compreender a carta. É o mesmo com as Escrituras. Com a ajuda de Deus podemos entender a Bíblia muito bem. Todo comentário deprecia, e a pessoa que senta-se com dez comentários abertos e lê a Escritura… está provavelmente escrevendo o décimo-primeiro. Não está por certo lidando com as Escrituras. Suponha agora que essa carta da amante possua o atributo único de que cada ser humano é o amado a quem ela se dirige. E agora? Deveríamos por acaso sentar e conferenciar um com o outro? Não, cada um de nós deveria ler essa carta apenas como indivíduo, como indivíduo singular que recebeu essa carta de Deus. Ao lê-la, estaremos preocupadas em primeiro lugar com nós mesmos e com nosso relacionamento com ele. Não concentraremos nossa atenção na carta em si, no fato de que essa passagem possa ser interpretada de uma forma e esta de outra – de forma alguma: o importante para nós será agir, e o mais cedo possível.Não é então algo singular ser o amado, e não nos dá esse algo uma vantagem que nenhum comentarista possui? Pense a respeito. Não somos nós os melhores intérpretes das nossas próprias palavras? E em seguida o amante e, em relação a Deus, o verdadeiro crente? Não devemos esquecer que as Escrituras são meras placas rodoviárias: Cristo, o amado, é o caminho. Morte aos comentaristas!A questão é simples. A Bíblia é muito fácil de entender. Mas nós cristãos somos um bando de vigaristas trapaceiros. Fingimos que não somos capazes de entendê-la porque sabemos muito bem que no minuto em que compreendermos estaremos obrigados a agir em conformidade. Tome qualquer palavra do Novo Testamento e esqueça tudo a não ser o seu comprometimento de agir em conformidade com ela. Meu Deus, dirá você, se eu fizer isso minha estará arruinada. Como vou progredir na vida?Aqui jaz o verdadeiro lugar da erudição cristã. A erudição cristã é a prodigiosa invenção da igreja para defender-se da Bíblia; para assegurar que continuemos sendo bons cristãos sem que a Bíblia chegue perto demais. Ah, erudição sem preço! O que seria de nós sem você? Terrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo. De fato, já é coisa terrível estar sozinho com o Novo Testamento.Abro o Novo Testamento e leio: “Se você quer ser perfeito, venda todos os seus bens e dê aos pobres, e venha me seguir”. Meu Deus, se fôssemos de fato fazer isso, todos os capitalistas, todos os funcionários públicos e empreendedores, toda a sociedade na verdade, seríamos reduzidos à condição de quase mendigos! Estaríamos em maus lençóis não fosse a erudição cristã! Louvado seja todo aquele que trabalha para consolidar a reputação da erudição cristã, que ajuda a refrear o Novo Testamento, esse livro perturbado que passaria por cima de nós uma, duas, três vezes se andasse à solta (quer dizer, se a erudição cristã não o refreasse).O que precisamos realmente, portanto, é de uma reforma que coloque até mesmo a Bíblia de lado. Sim, isso teria hoje em dia a mesma validade que teve o rompimento de Lutero com o papa. A presente ênfase em “voltar à Bíblia” tem, infelizmente, criado religiosidade a partir de uma trapaça erudita e literalista—mera manobra de diversão. Tragicamente, esse tipo de conhecimento tem gotejado gradualmente sobre as massas, de modo que hoje em dia ninguém é mais capaz de simplesmente ler a Bíblia. Todo nosso saber bíblico tornou-se nada além de uma fortaleza de desculpas e escapes. Quando se trata de existência, de obediência, há sempre algo de que devemos cuidar antes. Vivemos sob a ilusão de que devemos primeiro ter a interpretação correta ou a crença em sua forma perfeita antes de podermos começar a viver – quer dizer, nunca chegamos a fazer o que a Palavra diz.A igreja vem há muito precisando de um profeta em temor e tremor que tenha a coragem de proibir o povo de ler a Bíblia. Sou tentado, portanto, a fazer a seguinte proposta. Coletemos todas as nossas Bíblias e juntemo-las em algum lugar aberto ou no alto de uma montanha e então, enquanto todos ajoelhamos, alguém fale com Deus da seguinte maneira:'Leve esse livro de volta. Nós, cristãos, tais como somos, não somos aptos a nos envolver com tal coisa; ela apenas nos torna orgulhosos e infelizes. Não estamos prontos para ela'.Em outras palavras, sugiro que nós, como os aldeões cujo rebanho de porcos arrojou-se na água e afogou-se, imploremos a Cristo que 'retire-se de nós' (Mateus 8:34). Isso pelo menos seria um discurso honesto – algo muito diferente da erudição nauseante e hipócrita tão prevalente hoje em dia.Em vão a Bíblia comanda com autoridade. Em vão ela admoesta e implora. Não ouvimos – isto é, ouvimos a sua voz apenas pela intermediação/interferência da erudição cristã, dos especialistas que tiveram treinamento adequado. Da mesma forma que um estrangeiro exige os seus direitos numa língua estranha e ousa apaixonadamente dizer palavras ousadas ao enfrentar autoridades do Estado – mas veja, o intérprete que deve traduzi-las para as autoridades não ousa fazê-lo, substituindo-as por alguma outra coisa – assim soa a Bíblia através da erudição cristã.Afirmamos que a erudição cristã existe especificamente para nos ajudar a entender o Novo Testamento, a fim de que melhor possamos ouvir a sua voz. Nenhum lunático, nenhum prisioneiro de estado foi jamais confinado dessa forma. No que diz respeito a eles, ninguém nega que estão trancafiados, mas as precauções contra o Novo Testamento são ainda maiores. Nós o trancafiamos, mas argumentamos que estamos fazendo justamente o contrário, que estamos zelosamente engajados em ajudar a que ele ganhe clareza e controle. Por outro lado, naturalmente, nenhum lunático ou prisioneiro de estado poderia ser mais perigoso do que o Novo Testamento caso se permitisse que ele andasse à solta.É verdade que nós, protestantes, empreendemos grandes esforços para que cada pessoa possua sua própria Bíblia – até mesmo em seu idioma nativo. Ah, mas como são grandes os esforços para imprimir sobre todos a noção de que ela só pode ser compreendida através da erudição cristã! Essa é nossa situação atual.O que tentei demonstrar aqui pode ser declarado sem dificuldade:Tenho desejado fazer as pessoas darem-se conta e admitirem que acho o Novo Testamento muito fácil de entender, mas tenho encontrado até agora a maior dificuldade para agir de forma literal em conformidade com o que ele diz tão claramente. Talvez eu pudesse ter tomado outra direção; poderia ter inventado uma nova espécie de erudição, dando à luz ainda outro comentário, mas estou muito mais satisfeito com o que fiz – uma confissão sobre mim mesmo”.Søren Kierkegard, Provocations


Citado por: Ricardo Gondim (www.ricardogondim.com.br)

sábado

EXISTEM PESSOAS QUE GOSTAM DE SOFRER!

Tenho observado em certas pessoas um gosto esquisito pelo sofrimento. Há uma relação masoquista sendo desenvolvida na mente de muita gente. Viver é sofrer, então para se sentir vivos tem-se que sofrer necessariamente – esse é o pensamento dos que defendem o direito de sofrer.
Entre os crentes é onde encontro o maior contingente de defensores dessa causa. Se as coisas estão boas, se sentem logo abandonadas por Deus, deve haver logo, alguma coisa errada, são do tipo: ‘estou tão bem, acho que vai acontecer alguma coisa ruim’. Só se acham perto de Deus quando as circunstâncias os empurram para os círculos de oração a fim de buscar a ‘vitória’. São peritos em garimpar problemas para se sentirem vivos, e muitas vezes o fazem de forma inconsciente. Até mesmo seus jejuns não são para um tempo de meditação e oração, mas uma medida asceta de fazer o corpo padecer, como se o corpo fosse a fonte de seus problemas, e não o coração.
O que precisamos entender é que o mal muitas vezes nos afligem não vêm de Deus e nem do diabo. Aliás o maior diabo que enxergo em muita gente são elas próprias. Sim, você é seu diabo, seu acusador. Não estou aqui psicologizando o diabo-ser e retirando dele os créditos das desgraças humanas, não. O diabo-ser existe. Estou apenas dizendo que, na maioria das vezes são nossos atos impensados, nossas palavras fora de hora, nossas atitudes desvairadas, que viram o nosso ‘diabo’. E depois culpamos o diabo-ser sem discernir somos o ser-diabo de suas próprias vidas.
Deus quer o nosso bem. Isso não significa que vamos viver sem problema na vida, aliás foi Cristo mesmo quem disse que ‘no mundo teríamos aflições’, mas não precisamos ficar tarados no sofrimento para nos sentirmos bem. Essa idéia de associar sofrimento e fé, vem dessa mania de querer fazer sua parte na ‘purgação’ dos pecados, como se o sofrimento de Cristo na cruz não fosse suficiente. É dar uma ajudinha ao calvário.
Não podemos cair na armadilha dos que professam a teologia da prosperidade, nem por outro lado esbarrar nos masoquistas cristãos. O melhor é manter o equilíbrio. “O Senhor é meu Pastor: Nada me faltará” tem que casar com “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo” .
Já basta o sofrimento 'natural' da vida, não vale a pena ficar procurando mais razão para sofrer.

Moisés Almeida.


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quarta-feira

Os sanguessugas evangélicos

Por Ricardo Gondim.
O Brasil descobriu que tem lobos vestidos de pastores; uma corja imunda. São os políticos evangélicos que gatunaram o Ministério da Saúde; testas-de-ferro de igrejas, apóstolos e bispos mentirosos que afirmavam haver necessidade de eleger crentes para o Congresso Nacional com um discurso de que almejavam os interesses do Reino de Deus.
Por favor, não insistam em me pedir que seja misericordioso com esses ratos alados: eles sugaram o sangue de brasileiros pobres. A única sugestão que tenho para eles é que cada um amarre uma corda no pescoço e se jogue de uma ponte para dentro de qualquer esgoto. Por favor, não insistam comigo. Não serei compreensivo. Estou enfurecido. De nada me valerão argumentos de que esses políticos evangélicos podem ser escuma fétida, mas que pregam uma mensagem libertadora. Não tolero mais ouvir essa desculpa. Não acredito que a causa evangélica precise conviver com tanta ignomínia, desde que "salve almas”. Nenhuma “salvação” seria tão excelente que justifique essa indecência que veio à tona, mas que há tempos corre frouxa nos porões das mega "empresas-igrejas" que mercadejam esperanças.
Por favor, não insistam em me dizer que esses políticos foram inocentes úteis, ludibriados por máfias poderosas. Ora, ora, qual o grande discurso triunfalista evangélico, repetido até cansar? "Somos cabeça e não cauda!". E agora? Depois que se ouviu tanto que a presença de políticos crentes no Congresso salgaria o Brasil, como se organizará a próxima "Marcha pela Salvação da Pátria?".
Por favor, não insistam em me dizer que os ladrões são poucos, e que não representam o perfil evangélico. A bancada evangélica foi a maior desse escândalo das ambulâncias superfaturadas. Os crentes lideraram essa gigante maracutaia. Se alguma igreja, que elegeu um desses congressistas, tivesse um mínimo de brio humano (nem precisaria ser brio cristão), deveria retirar do ar seu programa de televisão; pedir um tempo; expulsar seus políticos; prometer que jamais tentará eleger alguém; e fazer uma Reforma em sua teologia. Porém, sabe-se que isso jamais acontecerá, o que eles menos têm é vergonha na cara.
Por favor, não insistam em me pedir que algum dia me sente em qualquer evento, simpósio ou conferência na companhia dessas igrejas, ou que argumente sobre suas teologias e mentalidades. A Bíblia me proíbe de sentar na roda dos escarnecedores. Não devo considera-los irmãos; esses pastores, bispos e apóstolos devem ser encarados como escroques, que merecem mofar na cadeia o resto da vida.
Por favor, não insistam que eu me cale diante de engravatados de Bíblia na mão, quando sei que eles tentam esconder sua condição de sepulcros caiados. Neles, cabe a carapuça de raça de víboras; mataram velhinhos, condenaram crianças e acabaram com os sonhos de muitas mães. Igrejas que se beneficiaram do esquema de roubo do orçamento da saúde merecem ser sepultadas numa vala comum, e tratadas com o mesmo desprezo que tratamos as empresas de fachada do narcotráfico.
Por favor, me acompanhe em minha indignação. Os líderes evangélicos não podem permanecer de braços cruzados, corporativamente defendendo meliantes fantasiados de sacerdotes.
Por favor, não esperemos que um próximo escândalo nos acorde de nossa complacência.
Há necessidade de uma reforma ética entre os evangélicos.
E ela tem que ser urgente.
Soli Deo Gloria.

Ricardo Gondim - escrito em 24/7/06 citado por http://www.vidaacademica.net/

O FENÔMENO UNIVERSAL


A Igreja Universal do Reino de Deus é um fenômeno! Uma das igrejas que mais crescem no país, com um império de comunicação que inclui rádios em rede nacional, redes de TV entre elas a Record e Mulher, página na internet, gravadora, e também com deputados estaduais, federais e um senador da república!
Edir Macêdo, seu fundador detém o poder desse império. A igreja que começou tímida em 1977, hoje é uma maiores do país. A Assembléia de Deus é a maior, mas está no país a quase um século; a IURD (Sigla da Igreja)tem apenas 29 anos de existência e revolucionou a igreja evangélica no Brasil.
Mas o lado ruim é o maior lado dessa instituição. A manipulação das pessoas através de promessas vazias, a venda ou distribuição de amuletos como rosa ungida, óleo ungido, areia ungida, pedrinha de Davi, sal grosso, folha de arruda, sabonete ungido, lâmpada ungida... e por aí vai. O nível de loucura e insensatez é imensa. Tudo em nome de Jesus.
Uma vez estava passando, e vi uma aglomeração na frente de um antigo depósito, agora transformado num templo da IURD. Parei por curiosidade pra ver. O pastor falava a uns 300 fiéis que lotavam a igreja. Duas bandejas prateadas com um monte de areia em cada uma. Ao lado da bandeja pilhas de envelopes. O pastor disse que faria uma oração ‘poderosa’ e que após a oração aquela areia nas bandejas se ‘transformaria’ em areia do monte Sinai! Os obreiros iriam colocar um pouco daquela areia nos envelopes e as pessoas levariam ‘gratuitamente’ pra casa, para jogar um pouco de areia em cada cômodo da casa, a fim de ‘expulsar o maus espíritos’ que atrapalhavam o sucesso e a prosperidade no lar. Depois, as pessoas deveriam colocar R$:10,00 reais no envelope e devolver à igreja. A obra estava completa! Gente, essa ninguém me contou – eu vi!
Outra foi de uma amiga, cuja mãe era da IURD e morava num quartinho na casa da filha, no quartinho só tinha um gurda-roupa velho, e a cama. Pois não é que a Senhora queria vender a cama pra dar o dinheiro na igreja como sacrifício? E só não fez porque a família não deixou, e focou dizendo que era o diabo que estava dificultando o ‘trabalho do Senhor’.
Bem, os fatos são muitos, e não caberiam num livro! Mas alguém dirá: O Que importa é que o evangelho seja anunciado!
Mas a pergunta é: Que evangelho? Pois esse não é o Evangelho de Jesus Cristo, isso se parece com o ‘outro evangelho’ que Paulo exortou que se ele ou mesmo um anjo do céu anunciasse fosse considerado anátema. Mas eles pregam Jesus! Não acredito que preguem Jesus, pregam sim, prosperidade, riqueza, sucesso, mas mesmo que falem de vez em quando de Jesus, a pergunta é: Quem é esse Jesus?
Não duvido que muita gente tenha encontrado Jesus na IURD, o que não consigo entender é como as pessoas que encontraram Jesus apesar da IURD ainda permaneçam nela.
Hoje a IURD virou um centro de ‘terreiro’ de Jesus. Sim, porque só mudou o nome do ‘santo’, mas o princípio é o mesmo, só que mais light. As pessoas vão lá fazer uma ‘limpeza’ com folhinha de arruda e sal grosso, vão ‘abrir os caminhos’, tal como se faz na macumba, só que agora o macumbeiro é um pastor, o ‘santo’ se chama ‘jesus’, e os amuletos são muito parecidos. Não é necessário fazer sacrifício de sangue de nenhuma espécie, mas sim sacrifício financeiro, e assim ficar na ‘proteção’ dos pastores.
Todo mundo sabe que é assim. Eles brigam com o pessoal da Macumba, mas tentam fazer igual, usam a mesma terminologia, o nome de todas as entidades são lá invocadas para depois serem ‘expulsas’, e tudo, não sem muito dinheiro. A sensação de quem se ‘converte’ de lá pra cá, é de um ambiente bem familiar.
‘’Mas eles não estão roubando ninguém, as pessoas vão lá porque querem’’ – dirá algúem. Sim, vão lá pois querem melhorar de vida de forma mágica. Para essas pessoas Deus é apenas alguém que dá uma ajuda na horas difíceis, não há comprometimento, não há mudança interior, não há nada além de pura religião.
E Macêdo fez escola... Hoje as igrejas, principalmente as neo-pentecostais usam os mesmos artifícios para cativar seus membros, através da benção fácil, do pensamento positivo, de amuletos e muita maluquice. Estamos na era da Unção: Unção do Leão, Unção do Boi, Unção do Cavalo, Unção da Serpente, Unção dos Doze, Unção... É muita unção, muita Visão, muito Modelo, e... muita MALUQUICE! Pelo amor de Deus, o que fizeram com o Evangelho Simples de Jesus de Nazaré.
Entenda, não estou falando de pessoas. Pessoas têm famílias, pais, mães, filhos, que devem ser respeitadas. Estou falando de Evangelho e conteúdos.
Xixi, vendido numa cara garrafa de Vinho, ainda será xixi. Essas aberrações, mesmo sendo feitas em nome de Jesus, ainda assim são aberrações.
Pelo Amor de Deus, leia a Palavra, e veja se Isso se encaixa com os ensinos de Jesus. Veja se isso se encaixa com o ensino apostólico (Não estou falando da apostolada atual, pelo amor de Deus) no novo testamento.
A cada dia me sinto menos evangélico. Pois se ser evangélico é ter que defender essas bizarrices, eu sinceramente não sou.
Deus nos livre, de vermos um Brasil ‘convertido’ a esse ‘outro evangelho’, ou nos tornaríamos anátemas.

Moises Almeida

terça-feira

A PROFUNDIDADE DE DEUS!


Uma vez estava chegando em casa, com um problema enorme afligindo minha alma. Entrei, tomei um banho, comi alguma coisa. Já passavam das vinte e três horas, e não me saia da cabeça os problemas. A sensação que eu tinha era de estar num poço profundo, sem auxílio, sem alguém pra oferecer uma cordinha a fim de me tirar dali. Meu coração sofria silencioso.
Liguei a TV e passava em determinado canal um filme sobre o holocausto na segunda guerra mundial. Comecei a assistir, e a trama do filme me cativou. Em uma certa altura do filme, umas mulheres seriam levadas para ‘tomar banho’ que era na verdade de gás letal, e na fila, pressentindo que ira morrer, uma mulher se desesperou e falou pra outra à sua frente: ‘...estamos perdidas, não há jeito de sairmos daqui vivas’, ao que a outra lhe respondeu:
“...Não há abismo tão profundo, que Deus não seja mais profundo ainda...”
Naquela hora desliguei a TV, chorando. Deus falara comigo. Deus fala de muitas maneiras, nós é às vezes ficamos surdos. Não sei como terminou o filme nem o que aconteceu ao personagem que falou aquelas palavras, o fato é que Deus falou comigo e resolveu o problema que para mim era quase impossível.
Não há abismo tão produndo que Deus não seja mais profundo ainda. Ainda ouço esssas palavras ecoarem dentro de mim.
Ele nos conhece e nos ajuda, e nos entende como clamou o salmista, no salmo 139:
“Senhor, tu me sondas, e me conheces.
Tu conheces o meu sentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.
Esquadrinhas o meu andar, e o meu deitar, e conheces todos os meus caminhos.
Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó Senhor, tudo conheces.
Tu me cercaste em volta, e puseste sobre mim a tua mão.
Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim; elevado é, não o posso atingir.
Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua presença?
Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também.
Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar,
ainda ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.
Se eu disser: Ocultem-me as trevas; torne-se em noite a luz que me circunda;
nem ainda as trevas são escuras para ti, mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa.
Pois tu formaste os meus rins; entreteceste-me no ventre de minha mãe.
Eu te louvarei, porque de um modo tão admirável e maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.
Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e esmeradamente tecido nas profundezas da terra.
Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles.
E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grande é a soma deles!
Se eu os contasse, seriam mais numerosos do que a areia; quando acordo ainda estou contigo.”Portanto meu amigo, lembre-se: Você nunca está só, o Pai te vê e te ajudará.

quarta-feira

É melhor estar numa tempestade com Jesus que no Paraíso com o Diabo!!!

Mar da galiléia, Israel. Jesus está com seus discipulos num barco. O mar da galiléia não é propriamente um mar, e sim um grande lago de água doce, de 24Km de Comprimento e 12Km de largura emMédia, e é cercado por montanhas exceto pelos lados onde entra e sai o rio Jordão. O Hermom está nas suas vizinhanças coroado de neves eternas, onde se originam violentas e repentinas tempestades, que se desencadeiam pelos desfiladeiros das montanhas até penetrar nas águas do Lago, os ventos constantes provocam ondas que quebram nas margens, lembrando um mar, daí seu nome. Jesus dorme na proa. O mar se agita grandemente por causa de uma tempestade de vento, de modo que podem naufragar.
Jardim do Éden, Mesopotâmia. Eva passeia despretenciosamente pelo jardim. Era um Jardim plantado pelo próprio Deus. Havia plantas frutíferas de toda sorte, tinha um rio que se dividia em quatro braços: Pison, Giom, Tigre e Eufrates. A palavra Éden significa ‘planície’, embora seja ao longo dos tempos sinônimo de ‘paraíso’. Eva encontra-se com a serpente, que a convence a comer do único fruto proibido daquele imenso pomar.
No mar da Galiléia, os discípulos chamam Jesus: Não se te dá que morramos? Jesus levanta, calmamente, ordena ao mar e ao vento que se aquietem e logo é obedecido. Os discípulos maravailhados se perguntam, ainda sem discernir o Cristo: Quem é esse que até o vento o mar lhe obedecem?
No Éden, a mulher cede à tentação, come e dá a seu marido. Ambos morrem. Não fisica, mas espiritualmente. E são expulsos.

É melhor estar numa tempestade com Jesus, que no paraíso com o Diabo!!!

Não é quando as coisas vão bem que tudo está bem de fato. E não é quando tudo vai mal que estamos perdidos. A diferença está na presensa de Jesus em nossas vidas. Como diz um antigo hino: “Com Cristo no barco tudo vai muito bem”, mesmo numa tempestade!

Que Deus nos abençoe!!!!!!!


Moises Almeida

Quem é Jesus?

Com tantas doutrinas, igrejas, dogmas e preceitos, muita gente tem se perguntado, principalmente os de fora, (já que os de dentro na maioria das vezes não se pergunta sobre essas coisas pois é proibido perguntar, pensar, ou discordar dos ‘marcos antigos’) sobre qual é a verdade, ou onde está a verdade? Se todas as igrejas dizem ser a certa, e buscam para si a capacidade de melhor interpretar a Bíblia, então quem está errando onde? Qual a doutrina correta? Qual a igreja que melhor se coaduna com as escrituras? Ou mais profundamente ainda, quem interpreta a Bíblia de forma correta? Que hermenêutica usa? A partir de onde teve essa compreensão?
Há os que buscam se afirmar pela antiguidade da interpertação, pois já que é interpretada assim há séculos deve estar correta, é o que se chama de ortodoxia. Mas muitas vezes a ortodoxia é o erro que virou sagrado, que virou coisa santa, virou doutrina.
Há os que buscam se afirmar pela revelação do Espírito, o que torna essa interpretação bem bairrista, particular, algo metafísico, transcedental, que como não pode ser mensurado, aferido, medido, tem que ser crido, pois não se pode ‘tocar’ na revelação.
Há os que buscam se afirmar nos concílios e conclaves. É quando a maioria se junta para afirmar que aquilo que parecia verdade, agora o é, e quem disser o contrário será disciplinado da igreja. O que foi discutido e decidido em reunião e lavrado em ata e em duas vias, e assinado, ganhou status de escritura sagrada.
Bem, não sou eu quem vai por termo a essa questão, mas gostaria de chamar vocês a pensarem um pouco sobre algo que julgo estar no centro dessa disputa pela possessão da verdade.
Muitas vezes pensamos que a verdade está no ‘enlatado’ de nosso corpo de doutrinas eclesiásticas, e quem pensa diferente virou seita, e por consequência está condenado ao lado mais quente do fogo do inferno. O errado é sempre quem está do outro lado, não importa de que lado eu esteja. Você acha, por exemplo, que os testemunhas de jeová saem de casa em casa com o propósito de enganar alguém? Sai de casa dizendo: “vamos enganar um monte de gente hoje!”? Não! Eles saem para salvar as pessoas para o reino de Jeová. Assim fazem os católicos concernentes a suas doutrinas, assim fazem os adventistas e os evangélicos em geral.
Acredito que Jesus é a resposta para o conflito de nossas doutrinas. Jesus é a chave para entender tudo. Como diaria Caio, é a chave da hermenêutica.
Não o Jesus das igrejas, pois aí é dar uma volta de 360º graus, ou seja voltar para o mesmo lugar. Mas o Jesus Cristo de Nazaré.
Não é o Jesus assembleiano que não gosta de corte de cabelo e manda pro inferno quem usa calça comprida e se pinta. Não é o Jesus presbiteriano que é discipulo de Calvino. Não é o Jesus batista que não tem os mesmos preconceitos do Jesus assembleiano, sendo portanto mais light. Não é o Jesus iurdiano que é incapaz de fazer um benefício a alguém sem antes uma contrapartida financeira. Ou o Jesus católico que divide sua glória com sua mãe e todos os santos. Ou o Jesus aventista que tem o sábado como dia preferido e não come carne de porco, como se sua vinda não tivesse significado nada para o avanço da consciência em Deus.
Não! Não! Não! Mil vezes Não!
Muitas vezes as pessoas não rejeitam Jesus, aliás acho que ninguém rejeita Jesus, mas rejeitam o monte de ‘doutrinas’ que queremos lhes enfiar consciência à dentro.
Estou falando do Jesus que exalta a fé do centurião romano, dizendo que nem entre os filhos da promessa alguém tinha tido uma fé como a dele. Do Jesus que exalta a bondade do samaritano, que era de outra religião, o que ofendia os ouvidos sagrados dos fariseus. Do Jesus que ama mesmo sem ser amado. Do Jesus que se mistura com os infiéis para comer e beber mas que faz diferênça entre luz e trevas. Do Jesus que ficou do lado de fora da igreja de Laodicéia, mas que entrou na casa do pecador Zaqueu. Do Jesus que disse que a forma de como seríamos julgados não seria conforme nossos códigos morais e sim pela capacidade de nos compadecermos do faminto, do pobre, do preso, do forasteiro.
Esse Jesus é bem diferente do Jesus pregado na maioria das igrejas. O Jesus das igrejas geralmente é preconceituoso, exclusivista, dá muita bola pra aparência, para a condição social. Mas o Jesus da Bíblia não é assim, ele vê o coração, julga conforme a verdade.
Quiçá que entendêssemos muito pouco de aspersão ou imersão, de transubstanciação ou consubstanciação, hermenêutica, exegese, poimênica, grego ou hebraico, mas, entendêssemos o amor. Pois a Bíblia diz que se tívessemos toda a sabedoria, e todo o poder possível mas não tivéssemos amor nada nos adiantaria.
Jesus não deixou nem é, um tratado de doutrinas, Jesus é Deus, e se bastasse falar ele enviaria profetas, mas pelo contrário, ele mesmo veio e deu sua vida como exemplo e sacrifício.
Graças a Deus, Jesus não é católico nem é evangélico. Não é assembleiano, batista, metodista, presbiteriano, iurdiano ou luterano. Ele é a verdade, e pra entender a verdade, não precisa estudar todos os livros de teologia do mundo, basta apenas amar como ele amou.
Quem ama ajuda o próximo; quem ama perdoa a ofensa; quem ama não se detém em discussões tolas enquanto vê o outro se ferrar; quem ama cumpre a lei; Quem ama conhece a Deus porque Deus é amor, e se conhece a Deus, se conhece Jesus, pois ele é o caiminho, a via, pela qual os homens ficam menos parecidos com a fisionomia religiosa e mais com Deus.
Daqui a duzentos anos, a gente ainda vai perguntar um ao outro: “você arminiano ou calvinista?”, mas sem amor, não tem Armínio, nem Calvino, nem João, nem José, nem Maria, tudo é nada.
Deus nos ajude, a enxergar o evangelho, não com os óculos denominacionais, mas com o exemplo da vida de Jesus, que é mais que uma doutrina pra ser discutida, e sim um exemplo a ser perseguido.
De modo que vemos Jesus em muita gente não religiosa, vemos Jesus nas atitudes de muita gente boa e ao contrário disso vemos a cara do diabo em muita gente que diz ter Jesus no coração.
Deus nos abençoe e nos ajude a negar esse Jesus religioso e nos aproximarmos do Jesus Cristo !!!

Moises Almeida

sábado

O FILHO PRÓDIGO COMO PARÁBOLA DA VIDA


Jesus contou a parábola do filho pródigo, onde ele (o filho), pede ao seu pai para ir embora, o que portanto obrigaria o pai a dividir prematuramente a herança.
O interessante da história é que o pai não faz objeção, não tenta fazer o filho mudar de idéia, não o constrange a ficar, apenas divide a herança e o deixa ir. Simplesmente reconhece o direito que seu filho tem de ficar e de ir embora. E concede ao filho seu desejo.
O tempo passa, e o filho gasta todo o dinheiro com tudo que pôde curtir, até que fica na mais absoluta miséria, e termina desejando comer comida de porcos que ele mesmo agora tomava conta. Ele cai em si, e estabelece uma linha lógica de raciocício: tem empregado de meu pai, que come e vive melhor de que eu, portanto, vou pedir ao meu pai que me receba de volta. Como não tenho mais direito sobre nada, que pelo menos me receba como um de seus empregados.
Ensaia uma petição, e vai ao encontro daquele que nunca deveria ter abandonado. E ao longe o pai lhe vê, se enche de compaixão, corre, o abraça e beija.
Dá uma festa maravilhosa que é contestada pelo filho que ficou. O pai então a esse seu filho inconformado diz o que ele nunca atentara: tudo que ele tem é dele, mas esse seu filho que chegara agora, era como uma ressurreição e um grande achado.

Deus também é assim, aliás só consigo ver no pai o PAI, e no filho pródigo, EU. De modo que Deus nos deixa seguir nosso próprio caminho, mesmo que não seja aquele que ele quer pra gente. Mas a nossa liberdade de ir, de ser, de ter, é sempre respeitada. Só depois a gente percebe que nunca deveria ter ido, nunca deveríamos ter nos atrevido a deixar o caminho.
Tem gente que aprende com a lição dos outros, mas a grande maioria tem que sentir na pele pra aprender de verdade.
Muitas vezes quando alguém se desvia(da igreja, de casa, do casamento, etc), nós o tratamos de forma apocaliptica, mas, de fato, ele tem que seguir seu caminho, pra depois chegar na conclusão óbvia que nunca deveria ter ido. Não adinata concelhos, palavras, só vivência.
Mas o Pai está de braços abertos, e o filho não tem chegado ainda, mas ele o vê primeiro.
A vida na casa do Pai lhe deixou saudade, e a miséria de sua alma lhe deu arrependimento. Então decide voltar, mas depois daí, a atitude é do Pai, o vê, corre pra ele, lança-se ao seu pescoço e o beija.
O Bom é aproveitarmos o que temos na casa do Pai, pra não sermos tão alienados como os dois filhos desse pai: Um sai de casa pra buscar o que depois entende que nunca precisou, e o outro nunca aproveitou o que sempre teve.

Que Deus nos abençoe!!!!!

Moisés Almeida

terça-feira

OS PROFETAS DO SÉCULO XXI

Vi a Veja dessa semana falando dos novos 'pastores'. Essa pastorada não me impressiona. Falta conteúdo, falta simplicidade, falta humildade, falta Deus.
Vejo muitos pastores ateus! Isso mesmo, pois embora falem de Deus, o negam com sua arrogância, prepotência e ambição. O que importa são as lãs das ovelhas, é uma indústria da lã. Não importa se agora a ovelha vai sofrer de frio, hipotermia espiritual é o que as multidões que seguem essa gente sente. O calor do Espírito à muito se foi. São pastores da moda, do curso desse mundo, chancelados por uma revista de informação semanal que é, por natureza, incapaz de dizer se esse crescimento é bom ou ruim.
O triste é que estamos multiplicando como filhos de coelhos, mas com a mente de uma mula!
Quem dera que um dia acordássemos, e enxergássemos o que realmente signfica evangelho!
Mas apenas alguns verão. A maioria só 'Veja'.

Moisés Almeida

sexta-feira

Sexo – Nós só pensamos Naquilo!



Segundo Freud o resumo da ópera está no sexo. Frustrações, emoções, alegrias, traumas, medos, apatias, simpatias, é tudo decorrente de nossa relação com a nossa sexualidade.

Não entendo muito de psicanálise, mas nem precisa. Olhe à sua volta: De um lado, Propagandas de cerveja exibem mulheres seminuas para chamar atenção dos consumidores; programas de televisão usam a sensualidade para aumentar a audiência; musicas de duplo sentido (e as vezes de sentido único) fazem ‘sucesso’ ; atores, atrizes e personalidades não resistem aos pomposos cachês para posarem nus; a industria pornográfica ganha milhões com a comercialização de filmes, apetrechos, literaturas, e sites; as mulheres nas ruas usam cada vez menos roupas, seguindo a ‘moda’; Enfim, para onde se olhe tem sexo.

E na igreja? Bom, tem os que o Caio chama de santarados, pervertidos, que adoram ouvir e bisbilhotar as histórias sexuais dos outros, principalmente nos circos das comissões de disciplina: como foi? De que jeito? Em que posição? Fez mais o que? – são as perguntas ‘técnicas’ que se faz. E aquilo que deveria servir pra ajudar, acaba se transformando na ‘playboy’ dos crentes. Sem falar nos aparentemente santinhos que não suportam as roupas coladas das irmãs na igreja, e se masturbam depois, ou fazem sexo com sua mulher pensando ‘naquela irmãzinha’ delicada que lhe pediu um conselho.

Bem estou dizendo tudo isso, e tenho certeza que não minto, pois isso que digo, não é especulação e sim constatação, porque é tempo da gente se enfrentar, se entender, e decidir pra que lado a gente quer ir:

Para o lado da hipocrisia, de dizer que isso não acontece, de subliminar nossas taras e desejos, pedindo a Deus pra ninguém desconfiar do que somos capazes de pensar ou fazer, do lado dos que dão conselhos aos outros pra fazerem ou deixar de fazer o que a si mesmo sobeja – os nossos mais íntimos pecados inconfessáveis .

Ou Para o lado daqueles que admitem ser o que são, não estão preocupados em representar um papel para fora, sem que isso seja a verdade do lado de dentro, dos que são suficientemente capazes de olhar pra dentro de si e encarar os ‘demônios’ interiores, e assim, sem medo, se colocar aos pés de Cristo, para a cada dia ser melhorado, como crente e como gente!


A negação é uma mentira prolongada. Mas como sua semelhante tem pernas curtas. E logo a verdade aparece. E aí tem gente que estranha o comportamento de fulano de tal que era isso e aquilo e agora fez aquilo outro. Na verdade o fulano sempre foi o que foi, apenas aprendeu a negar o que é, e chegou um tempo em que não deu mais pra representar o papel, caiu a máscara e o rei ficou nu. Não dá pra não viver num mundo cheio de apelos sexuais, mas a cada dia dá pra andar em graça e misericórdia.
Dou glória a Deus, pois para Ele eu sou um eterno flagrante, ele sabe de tudo, estou sempre nu diante dele, pois ele me conhece mais do que conheço a mim mesmo. E é diante dele que recebo o aperfeiçoamento, o que não me faz perfeito, pois pecado sou, mas me coloca no caminho da verdade. De modo que quando alguém me confessa um pecado, para desabafar, a sensação que tenho é de estar diante de um espelho! Esse cara parece comigo. E minha tristeza é de ele pensar que eu sou perfeitinho, meu Deus, se puxar o minha linha de costurar vão encontrar uma corda de amarrar navio!
Sexo não é o problema, o problema são as máscaras. É por isso que Jesus disse que Prostitutas precedem no reino de Deus aos fariseus. Sexo é bom e sadio, mas o diabo – perito em perverter o sagrado - criou a prostituição, da qual a Palavra diz: Fugi dela! Fugir da prostituição não é negar nossos instintos, mas não ser dominados por eles. Isso é que me faz diferente do meu cachorrinho.

Outro dia falo mais no assunto, principalmente das máscaras.

Bom dia e Boa Copa 2006 – afinal, Deus definitivamente não é brasileiro, mas eu sou.

Moises Almeida.

quinta-feira

Problema Teológico ou Político?

Um homem, evangélico, presbítero de uma igreja, gente boa, casado, pai de três filhos, vive tranquilo em sua residência onde possui um pequeno comércio. Num certo dia, um assaltante lhe aborda e lhe tira a vida com dois tiros.
Bem, os evangélicos via de regra geralmente resumem o incidente acima num simples problema teológico. Nessa hora surgem perguntas do tipo: Por quê Deus permite? Pode um justo morrer assim? Onde está a proteção de Deus a alguém que lhe dedica a vida? – Ora, essas perguntas, não são difíceis de responder, com alguma lógica e fundamentação bíblica. Nada do que Salomão no livro de Eclesiástes já não tenha perguntado antes.
Mas o problema mesmo não é o problema teológico da questão, mas sim político. A verdade é que estamos entregues aos bandidos, que impunimente cometem seus desatinos, amparados por uma legislação leve e atrasada quase parceira dos crimes. As autoridades parecem ter perdido a luta para a marginalidade. De vez em quando vemos notícias do tipo: “nesse feriado morreu 20% menos pessoas que no mesmo período do ano passado”, como se nós fôssemos apenas estatística. Não se quer saber se quem morreu era um pai de família, um filho querido, uma mãe dedicada, o que importa é que mesmo continuando a morrer gente todo dia de forma violenta, se façam essas ridículas comparações, para passar a imagem de que os pseudo-esforços estão dando algum resultado.
Se faz campanhas e levanta-se fundos para proteger o peixe-boi, tartaruga marinha, mico-leão-dourado, e tantos outros animais ameaçados de extinção. Mas não parece haver o mesmo empenho para defender a vida humana. Não que não seja importante preservar os animais, claro que é. Mas cada ser humano é único, cada um é uma espécie em extinção, ninguém é igual a ninguém, Deus nos fez únicos no mundo. Mas nós, piores que as bestas da terra, lutamos para ter direito a portar uma arma de fogo, justificamos guerras mundo afora, defendemos abortos, e tantas coisas mais contra a vida.
Em vez de assistirmos passivamente tanta violência, nós como igreja, deveríamos nos unir, fazer passeatas, cobrar das autoridades políticas, dos deputados em especial, que elaboram as leis, mais severidade para coibir essas atrocidades, ‘com fome e sede de justiça’.
Mas voltando à questão teológica, muitos dirão que é o fim dos tempos, que é assim mesmo, que nada melhorará, e nesse conformismo ideológico-religioso, ninguém faz nada. Pelo amor de Deus: Ninguém pode fazer com que as profecias não se cumpram, mas não podemos entrar na onda de ‘quanto pior melhor’. As profecias apenas apontam para onde estamos caminhando se continuarmos nesse caminho do desamor, da crueldade, da violência e da omissão. Temos que ser como Abraão que pede por Sodoma e Gomorra mesmo que Deus já tendo decretado que a destruiria.
Do ponto de vista de Cristo, o que aconteceu ao irmão no caso do primeiro parágrafo desse texto, é o que pode acontecer a justos e injustos. João Batista, era amigo de Jesus, foi seu precussor, dava testemunho dEle, pregava nas esquinas, nos desertos, e contra as autoridades, mas foi morto decapitado por um capricho de uma dançarina. E Jesus não fez nada pra salvar o amigo, e olha que foi sobre ele que Jesus tinha dito que ‘dos nascidos de mulher não havia ninguém maior que João Batista’.
Daí a gente aprende que os amigos de Jesus podem morrer das mortes mais tolas, decapitados como João e Paulo, crucificados de cabeça pra baixo como Pedro, Apedrejados como Estêvão. Mas o que realmente imorta é que eles estão guardados com Deus. E pra Deus ninguém morre, pois todos estão vivos, por isso ele é chamado de o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó.
A morte não mata mais. Porque Jesus a venceu na Cruz. De modo que para os olhos dos que nisso crêem, ela serve apenas como ‘servo’ de Deus para introduzir o santo nas mansões celestiais. O que fica para os que ficam é dor, perda, angústia, e desespero, mas para Deus nada mudou, apenas mais um de seus filhos chegou ao lar eterno.
Não é a vontade de Deus que alguém morra de forma violenta, o homem é que se acha do direito matar. Não é a vontade de Deus que as crianças morram de fome em Ruanda, e se aliementem bem na América. Ou Deus gosta mais das crianças de Bush? Mas os homens, escravizam uns aos outros, acumulam para si riquezas e fazem com que seus semelhantes sofram.
Não, essa não é a vontade de Deus, não é vontade diretiva ou permissiva, como dividiria didaticamente algum teólogo de plantão, mas é o livre arbítrio de ser, que o homem tem e o usa sempre para o mal, pois ‘o homem é mau desde a sua meninice’ conforme a Palavra. Mas Deus trará todos à juízo, disso ninguém duvide.
Que Deus nos abençoe e ajude.

(O texto acima foi escrito após a morte de um irmão em Cristo, conforme foi dito no primeiro parágrafo do texto. Que Deus console a família enlutada, do irmão Nilson Canuto. Ele agora descansa em Paz. Que Deus tranforme toda dor em saudade e consolação na certeza da ressurreição)

Moisés Almeida – 18-05-06 dois dias após o incidente.

sexta-feira

Um Sonho de Olhos Abertos!!!

Ontem tive um sonho.
Sonhei:
Que não brigávamos mais por sermos calvinistas ou arminianos,
Que não venerámos mais o pastor como um anjo despótico, mas o obedecíamos em amor,
Que ajudávamos uns aos outros nas hora difíceis,
Que sempre nos lembrávamos dos mais humildes na igreja,
Que servíamos a Jesus sem medo do inferno, apenas por amor a ele,
Que não tínhamos mais medo de ser quem somos, mas agora sem fingimentos, éramos trabalhados pelo Senhor em verdade,
Que não concordávamos mais com a injustiça praticada em certos cultos disciplinares,
Que ninguém era 'cortado' da igreja por usar um batom, calça comprida ou bermuda,
Que o fruto do Espírito era mais importantes que os dons,
Que pregar o evangelho não era mais um sofrimento estatístico,
Que se anunciava que Jesus abençoa mesmo sem obrigação pecuniária,
Mas...
Era apenas um sonho. Mas não custa nada sonhar. Ora vem Senhor Jesus.

Moisés Almeida

sábado

JÁ SEI ONDE NÃO IR

Ricardo Gondim

Leio que o exército negociou com traficantes o retorno da "normalidade" nas favelas do Rio de Janeiro – ou seja, devolveu-lhes a liberdade para negociarem e restituiu-lhes seu "território", que continuará no controle do crime. Angustio-me, mas não desisto do jornal, afinal sou brasileiro e já corri sete maratonas. Aprendo que o crescimento econômico brasileiro, estagnado há mais de vinte anos, mantém-se com índices equivalentes ao Haiti. Por pura teimosia, viro a página da Folha e fico informado que o lucro do maior banco brasileiro, que já estava na estratosfera, aumentou mais 80% no último ano.
Enquanto o cenário draconiano me rodeia pela página impressa, ouço os pastores. Eles parecem alienígenas vindos de um mundo perfeito. Falam de uma existência sem sofrimento, de uma prosperidade mágica, e de vitória em todo e qualquer percalço. Percebo-os como patifes que minimizam os descalabros nacionais como se fossem "maldições" espirituais. Sabem encurralar o povo sofrido no beco da culpa: "Se você enfrenta dívidas e crises conjugais decorrentes de seus problemas financeiros, com certeza não está pondo sua fé em ação". São para mim mercadejadores da Palavra que desafiam os desvalidos nacionais com a cara mais lisa e ordinária: "Venha fazer a campanha de Gideão, da Fogueira Santa, do Sal Grosso, das Muralhas de Jericó e acabe seu sofrimento".
Como arrazoar? São dois mundos distintos, duas realidades que não se tangenciam. Eles não lêem os jornais, não possuem senso crítico; e varrem escrúpulo e decência para debaixo dos seus tapetes imundos. São lobos vorazes que saqueiam o irrisório salário mínimo do trabalhador; fomentam um ambiente onde não se pode perguntar, pensar ou exercitar o bom-senso. Conseguiram condicionar seus auditórios e todo argumento recebe respostas emotivas, piegas e irracionais. Ouço irritado: "Não se deve julgar essas igrejas, afinal de contas, muitos se libertaram e lá tiveram uma genuína experiência com Deus". "Se essas igrejas estão cheias e o povo não é burro, alguma coisa boa deve haver ali". A cada réplica, dá vontade de virar as mesas dos templos. Os contra-sensos revoltam.
Enquanto isso, minha caixa postal se entope de mensagens de gente destruída, decepcionada e desiludida. Eles ouviram sermões que não "resolveram", e agora se sentem largados nas calçadas. Há dias não consigo dormir direito com tantos pedidos de socorro. São mulheres espancadas, filhos abusados e profissionais frustrados. Todos reclamam que suas orações não funcionaram e não sabem o que fazer.
Concluo que esses sintomas não são pontuais e nem circunscritos a um determinado grupo. O modelo evangélico nacional adoeceu. Os que defendem a ortodoxia da fé deveriam se arrepender de seu dogmatismo e defenderem a vida antes das doutrinas; os que se enxergam como baluartes do pentecostalismo deveriam fazer crítica interna porque geraram comunidades que asfixiam a criatividade, a liberdade e a felicidade; os que se dizem na vanguarda do "mover apostólico" deveriam ter coragem de se olharem no espelho e reconhecer que propalam maravilhas que só beneficiam a eles próprios.
Assim, acabo meu envolvimento com o mundo evangélico. Termino minha militância com o movimento ao qual me dediquei por mais de trinta anos. Estou desencantado. Chegou a hora de encerrar minha associação com esse imenso guarda-chuva que hoje abriga uma das religiosidades mais pernósticas da história. Não quero mais estar incluído no mesmo rol de pessoas que considero pilantras fardados de apóstolos. Tenho pena desses drag-queens culturais que se deslumbram com o imperialismo de um George W. Bush. Não consigo ouvir missionários que prometem milagres a granel.
Chega! De hoje em diante não me sentirei atacado quando souber que apedrejaram o discurso moralista e inconsistente desses sicofantas.
Contudo, continuarei minha caminhada cristã, movido pela esperança do Reino, alimentando-me dos que trilham a senda de Jesus de Nazaré. Tomo emprestadas as palavras de Frei Betto: "A esperança é uma fênix. Sempre a renascer das cinzas... Um sonho se tece de mil fios delicados, até que um dia a imagem se transporta da mente à realidade. Talvez não se saiba exatamente aonde se pretende chegar. É como no amor, os sentimentos criam vínculos sem que se saiba ou se possa adivinhar o porvir. Sabe-se, contudo, por onde não ir. Como no poema de José Régio: "não sei por onde vou,/ não sei para onde vou,/ sei que não vou por aí!". Não vou pelas vias que conduzem os passos do inimigo...".
Soli Deo Gloria

Ricardo Gondim é Pastor Presidente da Assembléia de Deus Bestesda. Escrito em 20/03/06. Citado wm: www. Vidaacademica.net

terça-feira

O QUE VEM PRIMEIRO: A CRIAÇÃO OU A REDENÇÃO?


O QUE VEM PRIMEIRO: A CRIAÇÃO OU A REDENÇÃO?
Caio Fabio

Se o Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo, significa que a criação acontece no ambiente da redenção; e não a redenção acontecendo no ambiente da criação, conforme ensina a teologia.Segundo a teologia prevalente, Deus criou, e como algo deu errado, Ele deu um jeito de amor nas coisas, enviando Seu Filho para resgatar aqueles que, ouvindo acerca Dele, venham a crer; e, então, se continuarem firmes na fé, que significa estar “firme na igreja”, eles vão para o céu. Mas quem não ouviu, ou ouviu e não “creu” — sendo que estar numa “igreja” é o atestado de que se “creu” —, esse, ou esses muitos (aliás, a maioria absoluta), estão danados num inferno que é visto como um tempo (cronos) sem fim. Desse modo, a “igreja” é o centro de todas as coisas que concernem o céu e o inferno, assim como ela é a parte da humanidade que está salva e tem a obrigação de fazer a outra perte ouvir, aceitar, e entrar para a “igreja”, a fim de ser realmente salvo. É de tal sorte o narcisismo da “igreja”!Essa é a idéia que habita o inconsciente e o consciente da “igreja” e do “cristianismo”. E é também essa idéia que prevalece nas três religiões monoteístas do mundo: o judaísmo, o cristianismo e o islâmismo. Nesse caso, por mais que Deus ganhe, somente Ele pode explicar como ganhou alguma coisa, visto que a maioria absoluta de Suas criaturas vão direto para o inferno. A menos que a alegria de Deus fosse feita das gargalhadas do diabo. Entretanto, essa é a simples implicação de ser crer que o Deus Criador é um, e que o Deus Redentor é outro; ou que a Graça comum é uma, e a Graça especial é outra; e que os filhos de criação de Deus são todos os perdidos, e os filhos salvos são apenas os que se tornaram cristãos. O resultado de se crer que há uma dualidade entre criação e redenção, na prática, é aquilo que nós chamos de História da Igreja. E essa História declara apenas o desastre de tal visão do mundo. Na realidade, pode-se dizer que a História do Ocidente, e por extenção de influência e poder, de todo o mundo — é a História de como tal visão de um mundo dual pode acabar com a Terra; como hoje se vê.Entretanto, se o Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo, o mundo foi criado no ambiente da Redenção; e não o contrário. Ora, tal percepção desconstrói por inteiro o edifício da teologia cristã e acaba com o poder Imperial que a “igreja” tomou para si, desde Constantino. Além disso, toda a narrativa bíblica ganha sentido; visto que os desastres da criação e as catastrofes humanas — da Queda até hoje —, fazem parte da redenção em processo na criação; sendo que essa redenção é um ato-processo que visa levar a criação e o homem à plenitude deles mesmos; o que só poderia acontecer numa criação que exista já dentro da ambiência da Graça Única. Se o Cordeiro não fez Sacrifício antes de criar, tudo o mais acontece como remendo de pano novo em veste velha; o que se choca com o modo de Jesus agir. E Ele disse: “Eu e o Pai somos Um”. Na realidade a visão que a teologia cristã tem da Queda e da Redenção é a de “remendo de pano novo em vestes velhas”. É por isto que não pode jamais dar certo; como jamais deu.Quem, porém, crê que tudo o que existe já foi chamado à existência no ambiente da Graça, esse nunca mais vê o mundo do mesmo modo; e, em sua mente, jamais a visão das coisas é a mesma. Mas como tenho dito, as implicações de tal percepção estão para além daquilo que a “igreja” deseja, ou concebe aceitar para si, visto que ela teria que morrer, para poder dar muito fruto. Somente se na “igreja” houvesse do mesmo espírito que houve também em Cristo Jesus, o qual se esvaziou, se identificou, e não buscou ser nem mesmo quem era (Deus), é que poderia haver algum significado para ela nesta existência ainda. Do contrário, ela não terá qualquer contribuição espiritual a dar à humanidade. Enquanto isto, os planos de Deus não são frutrados, e Seu Espírito segue abraçando a todas as criaturas; e continua derramando Graça sobre todos os homens,em todos os lugares, segundo a Ordem de Melquizedeque; pois, tudo e todos os que existem, já estão designados para voltarem para Ele; pois, pelo Seu sangue, Ele reconciliou consigo mesmo todas as coisas; as quais, já foram criadas sob o signo da reconciliação eterna realizada pelo Cordeiro antes de todas as criações. Tal visão, entre outras coisas, nos levaria a tratar da criação como quem ministra um sacramento!No dia em que a visão da fé for a de que a Criação aconteceu no ambiente da Redenção e da Graça, nesse dia, o culto será a vida e a vida será o culto; e a catedral será a existencia toda; pois, tudo já é nosso, seja a vida, seja a morte, sejam as coisas do presente ou do por vir; tudo é nosso, e nós de Cristo, e Cristo de Deus.Nele, em Quem tudo é e todos são,Caio" name=PAGDES_0001>Se o Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo, significa que a criação acontece no ambiente da redenção; e não a redenção acontecendo no ambiente da criação, conforme ensina a teologia.Segundo a teologia prevalente, Deus criou, e como algo deu errado, Ele deu um jeito de amor nas coisas, enviando Seu Filho para resgatar aqueles que, ouvindo acerca Dele, venham a crer; e, então, se continuarem firmes na fé, que significa estar “firme na igreja”, eles vão para o céu. Mas quem não ouviu, ou ouviu e não “creu” — sendo que estar numa “igreja” é o atestado de que se “creu” —, esse, ou esses muitos (aliás, a maioria absoluta), estão danados num inferno que é visto como um tempo (cronos) sem fim. Desse modo, a “igreja” é o centro de todas as coisas que concernem o céu e o inferno, assim como ela é a parte da humanidade que está salva e tem a obrigação de fazer a outra perte ouvir, aceitar, e entrar para a “igreja”, a fim de ser realmente salvo. É de tal sorte o narcisismo da “igreja”!Essa é a idéia que habita o inconsciente e o consciente da “igreja” e do “cristianismo”. E é também essa idéia que prevalece nas três religiões monoteístas do mundo: o judaísmo, o cristianismo e o islâmismo. Nesse caso, por mais que Deus ganhe, somente Ele pode explicar como ganhou alguma coisa, visto que a maioria absoluta de Suas criaturas vão direto para o inferno. A menos que a alegria de Deus fosse feita das gargalhadas do diabo. Entretanto, essa é a simples implicação de ser crer que o Deus Criador é um, e que o Deus Redentor é outro; ou que a Graça comum é uma, e a Graça especial é outra; e que os filhos de criação de Deus são todos os perdidos, e os filhos salvos são apenas os que se tornaram cristãos. O resultado de se crer que há uma dualidade entre criação e redenção, na prática, é aquilo que nós chamos de História da Igreja. E essa História declara apenas o desastre de tal visão do mundo. Na realidade, pode-se dizer que a História do Ocidente, e por extenção de influência e poder, de todo o mundo — é a História de como tal visão de um mundo dual pode acabar com a Terra; como hoje se vê.Entretanto, se o Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo, o mundo foi criado no ambiente da Redenção; e não o contrário. Ora, tal percepção desconstrói por inteiro o edifício da teologia cristã e acaba com o poder Imperial que a “igreja” tomou para si, desde Constantino. Além disso, toda a narrativa bíblica ganha sentido; visto que os desastres da criação e as catastrofes humanas — da Queda até hoje —, fazem parte da redenção em processo na criação; sendo que essa redenção é um ato-processo que visa levar a criação e o homem à plenitude deles mesmos; o que só poderia acontecer numa criação que exista já dentro da ambiência da Graça Única. Se o Cordeiro não fez Sacrifício antes de criar, tudo o mais acontece como remendo de pano novo em veste velha; o que se choca com o modo de Jesus agir. E Ele disse: “Eu e o Pai somos Um”. Na realidade a visão que a teologia cristã tem da Queda e da Redenção é a de “remendo de pano novo em vestes velhas”. É por isto que não pode jamais dar certo; como jamais deu.Quem, porém, crê que tudo o que existe já foi chamado à existência no ambiente da Graça, esse nunca mais vê o mundo do mesmo modo; e, em sua mente, jamais a visão das coisas é a mesma. Mas como tenho dito, as implicações de tal percepção estão para além daquilo que a “igreja” deseja, ou concebe aceitar para si, visto que ela teria que morrer, para poder dar muito fruto. Somente se na “igreja” houvesse do mesmo espírito que houve também em Cristo Jesus, o qual se esvaziou, se identificou, e não buscou ser nem mesmo quem era (Deus), é que poderia haver algum significado para ela nesta existência ainda. Do contrário, ela não terá qualquer contribuição espiritual a dar à humanidade. Enquanto isto, os planos de Deus não são frutrados, e Seu Espírito segue abraçando a todas as criaturas; e continua derramando Graça sobre todos os homens,em todos os lugares, segundo a Ordem de Melquizedeque; pois, tudo e todos os que existem, já estão designados para voltarem para Ele; pois, pelo Seu sangue, Ele reconciliou consigo mesmo todas as coisas; as quais, já foram criadas sob o signo da reconciliação eterna realizada pelo Cordeiro antes de todas as criações. Tal visão, entre outras coisas, nos levaria a tratar da criação como quem ministra um sacramento!No dia em que a visão da fé for a de que a Criação aconteceu no ambiente da Redenção e da Graça, nesse dia, o culto será a vida e a vida será o culto; e a catedral será a existencia toda; pois, tudo já é nosso, seja a vida, seja a morte, sejam as coisas do presente ou do por vir; tudo é nosso, e nós de Cristo, e Cristo de Deus.
Nele, em Quem tudo é e todos são,

Caio

(Visite o site do Caio Fábio: www.caiofabio.com.br)